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História Os Conquistadores - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


1º Imagem com a árvore genealógica da família Targaryen de Daenys "Sonhadora" Targaryen até Aegon e suas irmãs.
2º Os personagens encontrados nessa fic são todos criações de George R. R. Martin e não desejo ter lucro com ela. É uma obra feita de fã para fãs.
3º Não tinha os nomes do Aegon e das suas irmãs então pus para todos "Personagens Originais".
4º Espero que gostem :)

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Os Conquistadores - Capítulo 1 - Prólogo

            A menina corria pelas escadas íngremes e que se despassavam como se fossem de vidro conforme andava e os gritos aumentavam cada vez mais nas grandiosas torres que se erguiam quase até as nuvens de Valíria. Só que como se fosse uma fumaça assassina de cor negra que saia das cadeias de vulcões a parte de cima das torres começavam a ficar invisíveis por causa dela.

            A menina queria gritar e chamar seu pai, ou então encontrar algum dragão de sua família e se arriscar a montá-lo numa tentativa desesperada para fugir. Como se os deuses valirianos quisessem debochar dela nessa hora. A garota ouviu dois urros distintos de dragões bem acima dela e quando virou para eles, seus olhos de cores lilases não conseguiram acreditar no que viam. A fumaça de alguma forma estava intoxicando as enormes criaturas que tinham origem nos próprios vulcões. Ela não conseguia acreditar naquilo, os lagartos alados voavam ziguezagueando até que se chocaram numa das torres fazendo um enorme estrondo.

            Algumas pessoas tentaram sair daquela torre nessa. A estrutura que já estava abalada por causa do fenômeno que estava acontecendo terminou de ruir naquele momento. Do local onde os dragões tinham se chocado começou a desmoronar e a esmagar aqueles que estavam andando desesperados nas ruas, logo depois disso tudo começou a explodir em caos.

            Nessa hora um grande estrondo pode ser ouvido e um terremoto que ela nunca havia visto pode ser sentido. A maioria das construções que haviam sido construídas para aguentar esse tipo de coisa começaram a se partir ou a implodir de maneira horrível. A garota finalmente conseguiu forçar seu corpo a correr nessa hora, com um surto de adrenalina ela partiu em direção da cadeia principal de torres onde as 40 famílias do Conselho Valiriano moravam. Ela rezava para que alguém de sua família ainda estivesse lá. Por um momento imaginou como seu pai Aenar deveria estar em pânico ao perceber que sua filha não estava em casa.

            Partiu pelas ruas tentando se segurar da maneira mais estável possível, mas mesmo assim quase caiu umas três vezes. A única coisa que lhe fazia ficar em pé era o desespero e o pânico de acabar morrendo. Viu que naquela parte onde as famílias eram mais poderosas e possuíam dragões algumas das criaturas começaram a tentar levantar voo de maneira desesperada. Provavelmente com carregando famílias inteiras numa tentativa desesperada de conseguirem escapar. Nesse momento o mundo se pintou em fogo, fumaça e lava bem onde fica a maior das Quatorze Chamas. Uma fumaça negra começa a envolver todas 40 torres e então veio a explosão final. Atlas Flame, era o nome daquele vulcão e por milhares de anos os valirianos controlavam ele com magia para que aquela enorme montanha não entrasse em erupção. Até agora.

            Pedras e Lava começaram a voar pelos céus e se chocarem contra todas as estruturas que viam pela frente. Por mais aterrador que pareça, a garota acho aquela cena um pouco linda. Parecia que o vulcão estava expelindo várias estrelas cadentes de tons carmesim pelo ar, como se fosse um presságio. O que tirou do seu devaneio foi o berro de uma criatura, ela já havia visto alguns dragões gritarem. Na hora da morte ou quando queiram demonstrar força, mas aquilo era muito diferente, foi algo tão aterrador que a garota sentiu vontade gritar junto.

            As pedras de fogo acertaram o dragão que gritava. Ela conseguia vê-lo melhor – era uma criatura linda, com 15 metros e todo negro com detalhes vermelhos que pareciam sangue. Demorou um pouco para garotar perceber que a criatura começava a cair num voo para morte. O enorme monstro gritava de dor com seu corpo dissolvendo com a pedra de lava que o acertou na barriga. O líquido flamejante começava a dissolver as escamas do animal até que ele finalmente caiu no chão à 30 metros da garota.

            Ela achou que a criatura estava morta até ver o animal começar a mexer numa tentativa desesperada de alcançar voo. Teve vontade de chorar ao ver os gritos da criatura por causa da dor começarem a diminuir gradativamente até se tornarem apenas ronronares pequenos. Foi então que percebeu uma figura de pele clara e cabelos que outrora deveriam ser prateados, mas que agora estavam pintados de sangue que poderiam ser tanto dele quanto do animal. Para o seu espanto a figura se virou para ela ainda vivo, era um homem bonito que possuía olhos lilases como os dela. Ele tentou falar algo, mas só saiu sangue de sua boca nesse momento.

            A garota então percebeu que aquele homem era seu irmão e prometido. Gaemon, só que ele estava bem mais velho, parecia já estar no meio dos seus 30 anos. Seu Gaemon mal havia chegado ao décimo quarto dia do seu nome, mas ele a reconheceu para seu desespero. Ele olhava para a menina com um ar de dor e então conseguiu falar quase sussurrando.

            - Daenys... – mais sangue saiu da sua boca e ele foi acometido por uma tosse horrível. – Daenys... – Ele disse novamente e a garota sentiu vontade gritar e chorar em desespero.

            Foi então que viu uma pedra flamejante do tamanho de uma mesa começa a vir como se estivesse rasgando o céu em sua direção. Ela não correu, estava tão paralisada de medo e horror que não fez nada além de gritar em plenos pulmões enquanto a rocha vinha em sua direção para a matá-la. Então ela fechou os olhos.

            Quando os abriu novamente se viu deitada em sua cama a salvo, só que para seu terror. Ela sabia muito bem que aquilo não era um pesadelo comum. Haviam alguns anos que ela percebeu seu dom profético de prever as coisas e por mais aterrador que fosse. Daenys havia sonhado com a destruição de Valíria e pelo modo que Gaemon estava, não demoraria mais que duas décadas para isso.

            Nesse momento ela viu seu irmão Gaemon entrar no quarto. Um garoto com seus quinze anos com um sorriso largo para Daenys. Ele estava em suas vestes de cor vermelha, quase como se fosse uma brincadeira depois de tudo que a menina havia sonhado. Só que Gaemon achava que os sonhos da irmã eram alucinações e coisas de criança. Mesmo quando ela havia dito há alguns anos que seu irmão mais velho e primogênito do pai iria ser morto pelo dragão que mal havia domado.

            “São apenas sonhos e coincidências”. Gaemon havia falado em tom de deboche para a irmã. Algumas pessoas da família Targaryen foram agraciadas com esse dom, era sabido em sua família. Seu pai dizia que era porque os Targaryens haviam sido originalmente filhos de Morkhul, o Deus da profecia deles. Por isso algumas pessoas, geralmente as mulheres eram agraciadas com o dom de ver o futuro.

            - Querida irmã, o que está acontecendo? – Gaemon perguntou em seu tom de zombaria habitual. – Outros sonhos loucos?

            Daenys se levanto de sua cama e quando percebeu estava ainda em suas vestes de dormir. Foi então que começou a ser tocada por uma sensação de vergonha e desconforto pelo irmão estar ali. Suas vestes eram quase transparentes por causa do calor dos vulcões e poderia jurar que Gaemon estava ali por alguma razão.

            Nós podemos estar destinados a ser marido e mulher, mas isso não lhe dá o direito de entrar em meu quarto assim. Foi o que ela queria dizer para o irmão, só que a sua visão quando o viu morto e o sonho da destruição de Valíria a fez ceder ao desespero. Daenys então começou a chorar de maneira desenfreada. Foi então que Gaemon a envolveu num abraço carinhoso, ela não sabia como ele se movimentara até ali sem que percebesse. Gaemon sempre fora gracioso ao se mover.

            - O que houve minha Sonhadora? – ele perguntou agora de maneira mais carinhosa e protetora. – Diga-me o que está lhe afligindo?

            Mesmo sabendo que o irmão não acreditaria, ela falou:

            - Sei que não acredita nessas coisas irmão, mas rogo-lhe que agora pense a respeito. – Daenys sentia sua mão tremer ao se lembrar do rosto lindo do irmão coberto pelo sangue. – Precisa prometer que vai acreditar em mim Gaemon!

            Ele nessa hora a olhou meio incerto. Mas Daenys percebeu que seu tom desesperado de súplica pareceu surtir efeito, porque Gaemon deu um longo suspiro e então a beijou de modo suave na boca. Conforme é dito na tradição. Esse era o modo de prometer que ele iria acreditar no que ela falaria não importa o que dissesse.

            Então ela contou tudo. Desde o início e dos terremotos e os dragões sufocando com a fumaça até a hora em que viu Gaemon sendo morto pelas pedras flamejantes expelidas por Atlas Flame. Ela temeu que o irmão fosse cair na gargalhada quando lhe disse sobre o dragão negro que estava dissolvendo por causa da lava. Contudo, Gaemon pareceu que nem iria piscar enquanto ouviu essa parte. Por um momento ele pareceu a sua versão mais velha por causa de toda sua concentração.

            - Devemos avisar ao senhor nosso pai. – Gaemon anunciou. – Ele saberá o que fazer melhor que nós.

            Daenys sorriu como nunca antes. Seu irmão acreditar nela foi algo que sempre quis, por anos ela se imaginou casada com um homem que iria ver as premonições dela como uma loucura. Há quem diga que alguns homens mataram as esposas em sua família porque elas disseram que a morte estava à espreita para logo depois os maridos morriam como elas disseram que iria acontecer.

            Duas semanas depois Daenys estava sentada no maior dracar da sua família. Uma cortesia dos amigos que a sua família tinha em outro continente, pelo que ela pode perceber eles eram de famílias menores e sem dragões e foram para outro continente onde havia mais chance de enriquecerem e alcançarem o poder.

            Aenar havia acreditado logo que os irmãos lhe contaram. Não havia porque desconfiar da filha, ela sabia que o pai levava suas visões a sério desde a morte do irmão mais velho de Daenys. Quando lhe contaram o pai vendeu todas as terras que tinham em outros lugares, das Cidades Livres até as Ilhas do Verão e então comprou uma frota de barcos e tudo que pudessem levar mais. Seus criados e algumas esposas do pai iriam em outros barcos enquanto os maiores como o que estava iriam levar os dragões – o recurso mais precioso que sua família tinha. Um

            Eram ao todo cinco dragões, fora os dois ovos que que a fêmea que era a montaria de sua mãe montava havia posto alguns meses atrás. Só que o que deixava Daenys mais apreensiva era a criatura negra que tinha 1 ano apenas, mas já era do tamanho de um homem adulto. Ele era a montaria de Gaemon e sempre que Daenys o olhava, se lembrava do animal morto pelas chamas.

            - Acho que sei um nome bom para o dragão. – Gaemon anunciou enquanto jogava um peixe para a criatura.

            O animal expeliu chamas negras que era quase de sua cor no peixe enquanto estava ainda no ar e então esticou seu longo pescoço escamoso em um movimento extremamente rápido para abocanhar a refeição de uma só vez. Daenys não pode evitar de ficar nervosa.

            - Balerion. – o irmão anunciou orgulhoso de sua ideia. – Em homenagem ao Deus do Terror que destruiu todos os nossos inimigos de Ghis.

            Nesse momento Daenys teve outro vislumbre. Balerion estava gigantesco, poucos dragões chegavam a ficar daquele tamanho monstruoso, deveria ter mais de 30 metros. Sobre o animal estava um homem de 20 anos que no início ela pensou ser Gaemon, mas o homem era muito diferente. Tinham os mesmos traços que os Targaryen, só que ele era diferente de qualquer outro homem que ela já viu na família. Ele erguia a espada valiriana Blackfire sobre a cabeça e gritava em plenos pulmões para o dragão. Nessa hora a criatura começou a expelir suas chamas negras num enorme castelo que a garota nunca havia visto. As chamas engoliram toda a estrutura de maneira aterrorizante e mais distante daquele lugar havia um exército de homens que olhavam com uma mistura de fascínio e horror a cena.

            O homem de cabelos prateados então voltou para o exército enquanto o castelo ardia em chamas negras. Todos aqueles ali presente se ajoelharam na mesma hora e começaram a gritar seu nome como se fosse um hino de guerra. Aegon, eles gritaram por três vezes. Então Balerion rugiu mais alto que o som de um trovão.


Notas Finais


Gostaram do Prólogo, querem que eu continue?


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