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História Os contos de Montreun - Interativo - Capítulo 25


Escrita por: Frostway e Starblack-sama

Notas do Autor


E temos postagem dupla hoje xD

Primeiro capítulo fazendo jus a parte songfic, presente para nosso novo leitor assíduo.

Ultimo flash da Thes

Capítulo 25 - O encanto da mentalização


Fanfic / Fanfiction Os contos de Montreun - Interativo - Capítulo 25 - O encanto da mentalização

— Não precisa interromper, é uma boa música — Ela diz alegre e senta na grama também, deixando a pilha de livros a sua esquerda. 

 

— Conhece então, legal —  Responde despreocupado e recomeça a tocar do princípio.— When the days are cold and the cards all fold and the saints we see are all made of gold — Tomba um pouco pra trás e complementa a música. 

 

When your dreams all fail and the ones we hail —  Ela continua a letra, surpreso, Beni toca aquela parte  — Are the worst of all, and the blood's run stale — Lya vira de leve o rosto o que o rapaz interpreta como a sua deixa. 

 

— I wanna hide the truth, I wanna shelter you, but with the beast inside, there's nowhere we can hide — se acomoda melhor. — No matter what we breed, we still are made of greed

This is my kingdom come, this is my kingdom come — Essa parte fazem juntos, ele desce o tom, ela sobe. 


 

When you feel my heat, look into my eyes. It's where my demons hide, it's where my demons hide — Insere um dedilhar mais complexo e agita a cabeça na direção dela.

Don't get too close: it's dark inside. It's where my demons hide, it's where my demons hide — A moça complementa, já se movendo de um lado para o outro levemente. 

 

At the curtain's call it's the last of all. When the lights fade out, all the sinners crawl.

 

So they dug your grave and the masquerade. Will come calling out at the mess you've made.

 

Don't wanna let you down, but I am hell-bound — Ele levanta e faz um mudança no tom — Though this is all for you, don't wanna hide the truth. 

 

No matter what we breed, we still are made of greed This is my kingdom come, this is my kingdom come — Ele agita os  cabelos e ergue o braço do violão, ela levanta também já começando a dançar. 

When you feel my heat, look into my eyes. It's where my demons hide, it's where my demons hide. — Esferas de energia começam a assumir seu papel na melodia, como se outros instrumentos fossem adicionados, Isso o deixa mais empolgado com a música. Inevitávelmente olha pra trás e percebe que tem platéia, não que isso incomode a algum dos dois.

Don't get too close; it's dark inside; It's where my demons hide, it's where my demons hide — Alonga a ultima palavra, Lya continua enquanto isso.

They say it's what you make, I say it's up to fate It's woven in my soul, I need to let you go — Essa parte sai bem aguda, folhas começam a rodopiar entorno dela. Ele agita os cabelos e gira ao redor de si mesmo, imerso na melodia, e continua.

Your eyes, they shine so bright, I wanna save that light. I can't escape this now,  — Quando Beni assume a parte, as folhas passam a girar ao redor dele. O rapaz anula a gravidade delas, formando um desenho no ar. 

Unless you show me how! — Cria um efeito com o dedilhar e dá um passo para frente. Seguem cantando juntos:

When you feel my heat, look into my eyes. It's where my demons hide, it's where my demons hide — O rapaz fecha os olhos, enquanto a energia transpassava a ponta dos dedos, já dançavam frente a frente um passo simples, pisando para a esquerda depois para a direita ela agitando as mãos na direção oposta a que se mexia, ele movendo o braço do violão  um pouco — Don't get too close; it's dark inside! — Sobem o tom e o volume  juntos. — It's where my demons hide

 

 it's where my demons hide. — Finaliza a música com um jogo de notas que repentinamente veio em seus pensamentos.

 

Quando a melodia termina, Beni abre os olhos e respira fundo.

 

— Você até que é legal para uma professora — Diz sincero e espontâneo com o habitual ar despreocupado. 

 

— Obrigada — Traz os livros para si, usando magia — Melhor?

 

— Anda lendo meus pensamentos? — Indaga. Era algo que muitas pessoas comentavam entre si, mas não diretamente para ela. Lyanna nega com a cabeça.

 

— A energia talvez — Comenta sem explicar nada —Não é ruim ter motivação, mas nem sempre uma linha basta — Ele estreita os olhos sem entender nada — Uma corda tem ao menos três compostas de menores, trançadas, assim não arrebentará tão fácil. 

 

— Eu rezo para que as questões da prova não estejam no modo esfinge — Retruca, ela ri. 

 

— Vai saber, o futuro é misterioso. — Ditas essas palavras, Lya some no ar.

 

— Doida e gente boa — Deita na grama, com o violão ao seu lado e decide descansar, enquanto cantarola trechos da música. 


 

Alguns metros ao noroeste…


 

— Esclarecedor — Tarso comenta enquanto exercitava os braços com uma barra de metal que Arthos criara flutuando. Nem parecia estar erguendo o próprio corpo na segunda série de quinze, a voz nem saiu ofegante. 

 

— O que? — O mago pergunta enquanto tentava modelar algo para si.

 

Depois do combate, por sugestão do amigo, andava pensando em como facilitar as coisas e a melhor forma era ter algumas ferramentas de suporte, peças de armadura especificamente. 

 

— Porque chamam ela e a Shannya de dupla da alegria. Ainda não vi nenhuma delas de mau-humor. — Tira os pés do chão e segura um pouco. 

 

— Nem eu vi — Olha para seu amigo, cansado só de imaginar como seria fazer exercício assim.  — O dia que ela surtar vai ser igual à minha mãe. Uma palavra, um sentimento. Corre.

 

Tarso aterrissa no chão e se aproxima de Arthos. 

 

— Deve ser. Estica os braços por favor — O mago faz mesmo sem entender nada. Seu amigo cria uma quantidade de água e vai modelando ao redor de Arthos depois a divide as partes e move para na própria direção. — Se não está conseguindo visualizar — Tira um frasco do bolso e pinga sobre, fazendo a água tomar a cor verde — Fiz um molde na espessura que uma armadura leve costuma ter.

 

— Posso fazer uma cópia da armadura dos soldados do reino — Comenta. Claramente tinha uma razão. Arthos esboça um sorrisinho, imaginando as chances de ser pego com uniforme. Só precisava de permissão para ir à cidade. 

 

Ele se concentra no molde ao redor de si mesmo, fecha os olhos e busca em suas memórias os detalhes. Precisava funcionar, faltou tanto a se experimentar na última escapada. Queria não ter cochilado antes de experimentar as misturas de adulto, mas, por outro lado, encontrar Thessia com hálito de álcool parecia uma combinação fatal. Nunca deixaria de queimar. 

 

— Será que arrisco que está pensando em … Nada de bom — Começa a treinar as pernas. 

 

— Só se vive uma vez meu amigo — Rebate, ainda concentrado no encantamento, podia sentir o peso extra nos ombros.

 

— Mas não precisa encurtar isso —  Arthos abre um dos olhos para ver o resultado e se depara com a mentora aterrissando ao longe. Ele abre o outro e arregala ambos. Será que ela ouviu? Corre.

 

O nervosismo influencia na mágica e deixa a armadura com o triplo da espessura, Arthos cai para trás reto. 

 

— Logo agora… — Tenta levantar no efeito tartaruga —Ela está vindo pra cá, não está? — Tarso dá tchauzinho com a expressão de pena e ameaça sair andando. O mago logo interpreta que a ruiva devia estar zangada, não conseguia ver do ângulo que estava, o nervosismo mantinha o feitiço ativo —  Me ajuda… 

 

O meio-tritão agacha, faz um escudo por dentro da armadura e vai cortando com um jato de água pressurizada. 

 

— O que estão fazendo, meninos ? — A ruiva pergunta, calma, ou com raiva contida, Arthos não sabia identificar o caso. 

 

— Treinando novas formas de usar nossa magia. — Tarso responde rápido — Ele tentou fazer uma armadura como a minha, mas errou a espessura.

 

— Faz em duas partes no chão com um ponto de encaixe — A mulher sugere e oferece a mão para ajudá-lo a levantar — Assim é mais fácil de resolver caso dê errado. 

 

— Acho que vou tentar com um móvel pequeno antes ou um utensílio — O mago responde, grato por não seus planos continuarem em segredo, até porque ia demorar até ter tudo que precisava.

 

 O que o vento traz IV … Cerca de seis anos atrás

 

Alous fora para a diretoria, não adiantava gritar para o nada mesmo assim Thessia estava queimando de raiva por tudo que aconteceu, porque algo tão sério passou despercebido. Ela passou a mão no rosto e saiu andando rápido. 

 

— Thes, precisa se acalmar, vai lhe fazer mal ficar assim — Minsu disse suave enquanto a acompanhava flutuando — Não está bem essa semana.

 

— Não dá, eu não consigo ficar calma — Para e passa a mão no rosto — Vamos à capital amanhã, eu prometo que vamos, mas hoje, por favor, eu preciso espairecer. — A voz dela embargou — Porque quando eu voltar preciso ver aquelas crianças.  

 

— Eu cubro seu período essa manhã, posso passar uma aula teórica — Respondeu baixo. 

 

— Obrigada, por tudo mesmo — Chega perto dele e sorri fraco, no meio da escola não podiam simplesmente agir como gostariam então limitaram-se a isso. A ruiva montou o cavalo alado e sumiu no horizonte. 

 

A meio-elfa pensara seriamente em atacar Alous, na raiva até pensou em carboniza-lo pela estupidez, mas não fez porque isso não voltaria o tempo e no máximo desencadearia algo pior. Nesses momentos, ter algo importante para proteger fazia toda a diferença. Ela puxa um pouco a crina do animal e sobe, vai mais alto do que costuma ir porque nada em sua cabeça parecia encaixar, ou talvez custasse acreditar no que aconteceu. 

 

— Desgraçado! — Gritou lá de cima em pelos pulmões, chegando a inclinar-se para frente — E o que eu faço agora? — Disse, essa parte bem mais baixa. 

 

Queria voltar para casa e pedir conselhos, que o cavalo lhe desse um bom conselho, mas naquele momento, além de seus gritos, apenas o vento ecoava.

 

Subitamente, sua visão ficou turva, o corpo mais e mais pesado. A ruiva abraçou o pescoço do cavalo enquanto perdia força rapidamente. Sem precisar dizer algo, ele foi descendo, ela se esforçava para ficar acordada, focando nos telhados das casas. 

 

Os cascos do animal chocaram-se contra algo de pedra, ela respirou ofegante e desacordou. 

 

Quando seus olhos abriram novamente, estava em seu quarto da academia, o céu estava escuro. 

 

— Como está se sentindo? — Minsu chegou perto ao teleportar, mais por nervosismo que necessidade. 

 

— Tonta, mas acredito que normal — Alcança a mão dele e respira fundo — Como eles estão?

 

— Tem alguém para você perguntar ao seu lado — Ele faz sinal para o lado, onde havia alguém desacordado também — Sua linha oscilou, quando ela me disse isso fui te procurar. Quase não chego a tempo. — Thessia puxa o manto para ver quem estava ali — Não consegui convencê-la a sair do seu lado. Não se preocupe, Gales cobriu as minhas aulas da manhã e fiz as da tarde.

 

— O importante é que os alunos não sejam mais prejudicados do que o inevitável por causa do incidente. — Senta na cama. 

 

—Sim — A abraça um pouco — Vou trazer seu jantar, depois podemos conversar. 

 

Minsu sobe de sua vista, a ruiva imaginava que talvez ele precisasse meditar um pouco depois daquele susto, estava cansada para pensar demais. Pouco depois a moça desperta e abraça Thessia pela lateral. 

 

— Eu estou bem — Diz suave e fica assim. 

— Não vai … Qu-quase aconteceu — Diz se atrapalhando com as palavras. Havia mais a ser dito, mas a moça não o fez, era Minsu quem deveria contar, não ela. 

 

Thessia encostou a cabeça na de Lyanna e apenas suspira, sem, ter algo a comentar naquele momento.

 



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