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História Os Contos de Nilihar - Capítulo 1


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Notas do Autor


Essa é a minha primeira fanfic, a história ainda está em desenvolvimento .

Capítulo 1 - O Mago


Fanfic / Fanfiction Os Contos de Nilihar - Capítulo 1 - O Mago

  A noite pairava sobre a terra, quando um velho homem aproximavasse dos portões de Brighthold, ele conhecia aquela elevação ingrime que levava ao palácio, já havia subido inúmeras vezes, em um passado distante.
  O manto marrom que usava, cobria todo seu corpo, assim como o capuz cobria seu rosto, no entanto, os longos cabelos brancos e a barba de tamanho incomum denunciavam sua identidade.

  - Esse velho é quem eu penso? ---- Perguntava o vigia do portão ao seu companheiro de turno.
   - Silêncio ! Ele pode nos transformar em doninhas se quiser.

  O temor dos vigias era, legitimamente real... e justificável. Argus era o mago mais poderoso entre aqueles que andavam sobre a terra.

   - Transformá-los em doninhas --- disse o mago --- seria uma ofensa ao pobre animal, não sejam idiotas, não vim aqui para privar o mundo de sua tolice, quero ver o rei !
Antes que os guardas pudessem fazer qualquer tipo de movimento, o grande portão do salão real já estava aberto, com um simples balançar de mão do mago.


   O salão real era impressionantemente grande, nas paredes estavam penduradas as flâmulas que ostentavam o leão dourado, símbolo do Reino de Aernia. Sentado no trono, estava um homem de meia idade, com cabelos grisalhos, destacando a coroa dourada em sua cabeça.

   - Vida longa ao rei! --- dizia em tom sarcástico, fazendo uma meia reverência.
   - Argus!? O que faz aqui?
   - Vim visitá-lo
  - Dispenso seu escárnio, Argus, já não é mais bem vindo aqui. Fale rápido o que quer!
  - Vejo que a boa educação, assim como eu, já se apartou a muito de Aernia, mas não vim trocar gentilezas com você --- ele não se permitia a dizer "Majestade" --- observei alguns presságios preocupantes, você deve reunir o conselho, enviar emissários, alertar os outros reinos.
  - Espera realmente que eu reúna um conselho por isso?! A pedido seu ?! Vocês magos acreditam que o mundo deve mergulhar em loucura porque viram moscas rodeando a bosta das vacas.
  - É curioso como no passado você queria que eu enxergasse presságios na bosta das vacas, nas águas das chuvas ou no vôo das moscas e agora ignora meus preciosos conselhos --- um leve fervor tomou o rosto do velho mago.
  - Isso foi a muito tempo, antes de você trair o Reino.
 - Não me tome por um mágico qualquer, velho rei, não traí reino algum, pois a nenhum deles eu sirvo, apenas feri seu orgulho, mas o garoto era importante, tinha um propósito... não esqueça quem manteve essa coroa na sua cabeça.

  O rei parou por um momento, pensou e ponderou as palavras...

 - Há feridas que não se fecham, você tirou tudo de mim, para quê?! Satisfazer mais uma de suas loucuras.

 - Não aprendeu nada comigo ao longo desse anos, ainda posso tirar muito mais de você, esqueça o passado e viva o presente, pois não haverá um futuro caso você não haja depressa. Os pássaros foram vistos voando para o norte, PARA O NORTE!!!!

 - Um rei tem assuntos mais pertinentes, do que observar a direção na qual os pássaros voam.

 - Pelos Deuses, não lembra dos meus ensinamentos?!, quando os pássaros voam para o norte, quando sangue de virgem é derramado, quando os cães uivarem como lobos, é sinal de mal presságio

 - O que o esse mal presságio anuncia?

 - A Horda!!!


  As Lendas diziam que no alvorecer dos tempos, um necromamte decidido a mergulhar o mundo em escuridão, criou um exército de soldados ressuscitados, causando terror por toda Nilihar, o grande continente. Segundo as lendas, o Necromante não podia ser morto, pois ele mesmo era um undead. Esse exército ficou conhecido, como a Horda Negra, até os dias de hoje, não se sabe ao certo como a Horda foi derrotada, mas muitos ainda acreditam que eles voltarão, e era nisso que o Argus acreditava, e por isso o velho mago temia.

  - A Horda foi derrotada, como diz as lendas.

   Os olhos do mago eram diamantes, fixos no rei, a respiração ofegante, exalava a raiva que sentia enquanto subia as escadas que levavam ao trono, caminhado pesadamente, aproximou -se de forma intimidadora, como um pai que vai bater em um filho, fazendo o rei se esforçar para não se encolher, diante da situação.

  Ao subir as escadas, o hálito de vinho exalava de Argus , quando disse ao rei

  - Não seremos nem lenda se Horda voltar, pois ninguém vai viver pra contar a nossa história, convoque o maldito conselho.

  Argus deixou o rei e o Palácio para trás, o vinho começava a fazer efeito, precisava andar, precisava agora, finalmente se permitir a sentir medo, estava sozinho, não precisava fingir. Ele era Argus, o maior mago vivo, não poderia demonstrar o seu real temor aos outros, mas agora estava só.
A cabeça girava, o mundo ao seu redor já não era mais estático, seria o vinho? Ao atingir a clareira de uma floresta, o velho homem desabou, dobrou os joelhos no chão, olhou para o céu negro, já não tinha força para se levantar -- isso não é vinho, pensou, magia -- quando se deu conta, ao seu redor, figuras negras o cercavam.

  -Nár ...

  Antes que pudesse proferir algum feitiço, os espectros avançaram, pareciam carregar espadas feitas de sombras, mantos banhados em escuridão. Argus não teve tempo para contar quantos eram, preciso me levantar, pensou. Reuniu a força que lhe restava, repelindo o primeiro espectro, logo em seguida, ainda ajoelhado, conjurou uma espécie de esfera em chamas na mão, arremessando contra o segundo agressor, apoiou-se em um joelho, auxiliado pelo cajado que carregava -- uma vara mundana sem qualquer atributo mágico-- o terceiro espectro foi lançado às alturas, com um simples balanço de mão do mago, e assim seguiu -se o combate, quantos mais os espectros avançavam, Argus os repeliam, com movimentos que ainda que não os tocassem, os moviam do chão, como se fosse telecinesia.
  O combate durou algum tempo, quando o velho mago finalmente se levantou e ergueu as mãos para céu -- Nárë, bradou -- uma onde circular feita de chamas negras, consumiu os espectros, reduzindo estes a nada, quando tudo estava acabado, o mago desabou, dessa vez, quase que instantaneamente, antes do mundo escurecer ao seu redor, ouviu uma voz familiar e pensou, o garoto...


Notas Finais


No próximo capítulo vou desenvolver mais alguns personagem cruciais para a história. As palavras em itálico expressam palavras em outras línguas ou pensamentos e pretendo usar esse artifício nos capítulos futuros, espero que gostem.


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