História Os Desejos Secretos De Yamato - Capítulo 40


Escrita por: ~

Postado
Categorias Digimon
Personagens Cody Hida, Davis Motomiya, Gabumon, Joe Kido, Jun Motomiya, Ken Ichijouji, Koji, Koushiro "Izzy" Izumi, Mimi Tachikawa, Myotismon (Vamdemon), Sora Takenouchi, Taichi "Tai" Kamiya, Takeru "T.K." Takaishi, Takuya Kanbara, Yamato "Matt" Ishida, Yolei Inoue, Zoe Orimoto
Visualizações 22
Palavras 3.792
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Festa, Lemon, Luta, Mistério, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura a todos! :*

Capítulo 40 - Falsos amores, Falsas dores


DIGICAMPUS- DIA

 

 

- Yolei, posso entrar? – Perguntava Ken, batendo a porta.

 

- Sim! – Respondeu acabando de se pentear em frente o espelho.

 

- Você ainda está se arrumando? – Estranhou ao vê-la se penteando.

- Não amor, eu já tô pronta. Só estava ficando mais linda pra você. – Disse o abraçando.

 

- Que bom então. – Disse a beijando. - Vamos? – Falou a soltando.

 

- Vamos! – Disse pegando um óculos escuro e os dois saíram de mãos dadas. - Então Ken, pra onde vai me levar?

 

- Ah... Eu não vou estragar a surpresa, mas garanto que vamos a lugares lindos e divertidos.

 

- Ah, então já me animei mais ainda.

 

 Os dois seguiram pelo corredor.

 

- Bom dia senhor Ishida. – Falaram o cumprimentando ao passar por ele.

 

- Bom dia meninos. – Os respondeu acenando enquanto se dirigiu até o quarto de Thomas e começou a bater. – Thomas, é o Ishida, posso entrar?

 

- Pode, a porta está aberta. – Disse deitado na cama completamente coberto.

 

 Ele foi até lá.

 

- Oh Thomas... Ainda assim? – Disse descobrindo sua cabeça. – Você não quer dar uma volta, sair um pouco dessa cama? – Perguntou e ele ergueu a cabeça olhando Ishida.

 

- Não, eu não quero nada a não ser ficar aqui... Sozinho.

 

- Bom... Você sabe, eu estou aqui pra te ajudar não é? É o meu trabalho aqui no DC, mas faço porque gosto e me preocupo com você, eu quero te ver bem. – Disse o acariciando.

 

- E-eu... Eu não tenho mais animo pra nada senhor Ishida, pra nada e... E não adianta fingir que estou bem, porque não tô... O Joe morreu, se foi... Eu jamais o verei e isso deixou um buraco dentro do meu peito que não tem cura!

 

- Não fala assim, fica calmo, tá? Tem cura sim. – Disse o abraçando. – Tem cura, querido. – Falou colocando a mão no bolso e deu um choque na nuca de Thomas o desacordando. – Vamos lá moleque... Em breve você estará contente como se nada tivesse acontecido. – Disse o pegando no colo, o levando.

 

 E enquanto isso, Koushiro observava as fotos de Joe pela parede no quartinho secreto e Mimi chegou mais uma vez com comida.

 

- Koushiro, aqui! – Falou chamando sua atenção então ele abriu a grade e a ajudou a descer.

- Bom dia meu amor, como você tá?

 

- Bem, e como estão as coisas lá em cima?

 

- Uma tristeza só, o clima tá bem pesado. – Disse se limpando. - Olha, te trouxe café da manha. – Falou entregando a marmita pra ele.

 

- Obrigado Mimi. – Agradeceu pegando e colocando a comida no chão, tornando a olhar as fotos na parede.

 

- Tava lembrando do Joe, não é? – Perguntou se aproximando.

 

- É... Olha só o sorriso dele nessas fotos, Mimi. A alegria de viver que ele tinha, e olha a ironia, salvou tantas vidas e perdeu a dele sem nem ver o que aconteceu... Nossa! É muita injustiça, isso me dá uma raiva tão grande que eu nem sei te explicar! – Disse socando a parede.

 

- Eu sei bem como é, é a mesma raiva, o ódio que tento  tirar de dentro de mim, mas que não sai... Mas eu não desisto Koushiro, eu sei que isso tudo vai acabar e que apesar de tantas perdas, nós ficaremos livres desses psicopatas e seguiremos nossas vidas, por mais difícil que seja. – Disse o abraçando.

 

 Os dois caíram de joelhos juntos.

 

- Nós temos que acabar com isso de vez Mimi... Temos que sair daqui. – Dizia em meio aos braços dela.

 

- Nós vamos conseguir, a gente vai sair daqui, tá? Todos nós! – Dizia tentando animá-lo.

 

 Na sede, Tommy observava da varanda, os muros ao redor do DC que o impedia de ser livre.

 

- Quando tudo isso vai acabar... Quando ficarei livre de vez dessa prisão “perfeita”? – Se perguntava sozinho e Koichi foi até ele.

 

- Oi. – Disse se aproximando.

 

- Koichi! – Falou se virando.

 

- Pensando na vida? – Disse se aproximando, ficando ao lado dele também observando tudo.

 

- Pois é, eu queria tanto rever meus amigos, sair daqui de vez, sabe? Viver sem medo, sem ter que fingir felicidade todo tempo.

 

- Eu te entendo, mas a gente ainda tem sorte de ter acordado... E esses que continuam na ilusão de viverem felizes e apaixonados por pessoas que na verdade eles nunca conheceram?

 

- Você tem razão, mas me diz uma coisa Koichi... Você acha que a gente tem possibilidade de vencer tudo isso?

 

- Claro! – Disse abrindo um sorriso. – Tommy, nos estamos presos, mas nossos amigos não. Eles estão lutando lá fora e a gente daqui também. Nós vamos derrubar esse muro, acordar todo mundo e vivermos em paz como deveria ser. – Disse o abraçando. – Vai tudo ficar bem, você vai ver.

 

- Tomara, tomara... – Dizia preocupado.

 

 Na sala de Himekawa, ela tinha uma reunião com Koji.

 

- Então Himekawa, do que iremos falar?

 

- Mortes! O que você acha dessa morte do Joe, a do Gennai e o atentado ao Thomas? – Perguntou o deixando desconfiado.

 

- Bom... Eu... Eu acho que são acontecimentos que merecem ser investigados a fundo. Mataram o fundador do DC, tentaram matar um herói e acabamos de perder um dos melhores médicos e alunos e nada foi feito ou descoberto, então creio que o melhor é investigar os casos. – Dizia analisando uns papeis sobre o assunto.

 

- Nisso você tem razão, mas isso não depende de mim ou de você, esse assunto tem que ser tratado com o Billy ou os superiores a ele e isso eles não fazem.

 

- O que você quer dizer Himekawa?

 

- Que se você estiver disposto, eu quero investigar esses acontecimentos com você, e aí... Você topa? – Perguntou estendendo a mão.

 

- Esta bem, eu topo sim! – Disse apertando a mão dela.

 

- Ok, nós vamos começar a investigar em breve, mas com muito cuidado, você sabe que tudo aqui é filmado.

 

- Sim, sei.

 

- Pois é, mas não podemos deixar que essas coisas fiquem assim, são vidas perdidas e eu quero respostas a todas minhas perguntas.

 

- Eu também! – Disse ansioso para começar tudo.

 

 E na sala de Billy, ele continuava com obsessão por Koji.

 

- Maldito moleque, o que eu preciso fazer pra te desmascarar de vez? Eu sei que é você quem está me traindo, mesmo o Koushiro se revelando estar acordado e sabendo demais, eu sei que é você quem está por trás de tudo! – Dizia perfurando o rosto de Koji em uma foto com um estilete. – Eu vou te descobrir maldito traidor e você se arrependerá de ter nascido! - Dizia furioso, cheio de ódio.

 

 Na cozinha do DC, Yamato tomava seu café da manhã ao lado de JP.

 

- Você come só isso, Yamato?

 

- Só e ainda está muito. – Disse pegando sua bandeja indo até a mesa e JP foi com ele.

 

- Mas isso tem a ver com o que aconteceu com o Joe? - Perguntou se sentando.

 

- Sim... É sobre tudo, sabe? A morte do Joe, o estado do Thomas e tudo mais... Deve ser realmente muito ruim perder um amor.

 

- Realmente, mas por falar nisso, você nunca se apaixonou Yamato? – Perguntou e ele pensou um pouco.

 

- Sabe que nem sei? – Respondeu pensativo. - Eu acho que não, eu nunca me apaixonei ou então eu lembraria, né?

 

- Acho que sim...  – Falou desconfiado.

 

- Eu disse algo errado?

 

- N-não, desculpa, eu só... Só estava pensando.

 

- Em que?

 

- Nisso de amor... Eu também não me lembro de já ter amado alguém em minha vida, mas...

 

- Mas lá no fundo, você tem a sensação que sim, que já se apaixonou, não é? – Disse abrindo um pequeno sorriso de lado.

 

- Sim é! Acontece com você também?

 

- Acontece. Mas sempre passa, é como se eu estivesse tentando sentir, lembrar de algo que nunca existiu, mas deve ser bobagens, eu nunca me apaixonei! – Disse enchendo a boca de comida e JP continuou pensativo.

 

 Taichi ainda sem dormir, continuava sua fuga de carro.

 

- Vamos lá Taichi... Você consegue, você consegue! – Dizia acelerando, olhando pelo retrovisor, mas os capangas de Kurata se aproximavam cada vez mais. Ele olhou pra um lado, pro outro e se viu sem saída em uma estrada reta, deserta, rodeada pela floresta. – Eles vão me alcançar... Mas não se eu entrar por aqui! – Disse virando toda a direção do caro, indo na direção de um barranco.

 

 O carro começou a descer em alta velocidade deixando os capangas assustados.

 

- Ele é louco... Não tem como espaçar a queda! – Disse acelerando ainda mais o carro.

 

 Taichi continuou a descer todo o morro. O carro tombava pra um lado, pro outro, mas não capotou, seguiu reto até entrar de vez na floresta e seguiu pelo meio dos matos. Ele segurava firme na direção, torcendo pra escapar e sentiu um forte impacto e o carro parou.

 

- C-consegui! – Disse abrindo um sorriso, mas ao tentar sair, percebeu que o carro tinha batido em uma enorme arvore amassando toda a frente, deixando suas pernas presas. – Ah não, ah não! – Dizia nervoso, puxando as pernas e logo o capô começou a pegar fogo em sua frente. – Droga, droga! – Gritava se debatendo no banco.

 

 Os capangas desciam o morro a pé, seguindo os rastros do carro e Taichi continuava lutando pra se soltar, mas era em vão.

 

A porta de seu carro foi aberta e ele logo se virou assustado, mas reconheceu a pessoa.

 

- Marcos Damon?

 

- Eu mesmo! Eu vim te ajudar! – Disse colocando um ferro próximo a perna de Taichi. – Eu vou pressionar o capô e você sai! – Disse pressionando o ferro levantando o capô do carro e logo ele tirou as pernas.

 

- Consegui... Eu tô livre! – Disse retirando o cinto de segurança.

 

- Ótimo... Vem comigo, que quem está te caçando já está chegando. - Disse estendendo a mão e Taichi segurou em sua mão.

 

 Os dois saíram correndo e alguns segundos depois os capangas chegaram até a floresta e viram o carro preso na arvore, se aproximaram as pressas sem perceberem o fogo.

 

- Vamos rápido, cerquem o carro e o peguem! – Disse o líder dando a ordem e os dois correram até lá, mas o carro explodiu, os arremessando longe em meio os matos e Taichi observava tudo com Damon.

 

- Eles já eram!

 

- Ainda não podemos comemorar Taichi, com certeza outros viram a sua procura.

 

- Você tem razão, mas... O que faz por aqui, como ainda está livre?

 

- Essa é uma longa historia, mas o que eu posso te adiantar é que eu estou fugindo ah muito tempo, mas sem nem saber do que, e quando eu vi o carro descendo daquela forma e ouvi seus gritos eu reconheci sua voz na hora.

 

- Valeu mesmo Damon, você salvou minha vida!

 

- Não agradeça, mas e agora, o que faremos?

 

- Primeiro vamos sair daqui. Com certeza eles ainda estão vivos e virão me caçar, vamos procurar um lugar seguro e eu te conto tudo. – Disse saindo o levando.

 

TARDE- DC

 

Enquanto Taichi lutava por sua vida junto a Damon, Ken e Yolei desfrutavam do bom e do melhor em uma paz infinita, mesmo que falsa.

 

- Nossa! Esse lugar é maravilhoso Ken, essa paz, o canto dos pássaros... É tudo tão mágico!

 

- Por isso que eu quis te trazer aqui, meu amor... Eu sabia que você iria adorar! – Disse a beijando e os dois continuavam com o piquenique e bem distante Dalí, Koji ia até a cozinha e avistou Mimi triste, mexendo na comida pra lá e pra cá, sozinha em uma mesa.

 

 Ele foi até a geladeira, pegou um refrigerante e foi até ela.

 

- Posso sentar? – Perguntou segurando a cadeira.

 

- Oi Koji, claro, senta! – Disse abrindo um sorriso.

 

- Tá sem fome? – Perguntou enquanto abria seu refri.

 

- Com fome até tô, mas não consigo comer.

 

- E... Isso é pelo Koushiro e o Joe, não é? – Perguntou a observando.

 

- Sim... Você não sabe como me doeu à morte do Joe e principalmente ter que fingir que não me afetou.

 

- Eu imagino a dor que você está sentindo. – Disse colocando sua mão sobre a dele. – Mas eu tenho uma coisa pra te dizer, Mimi. – Falou arrastando a cadeira se aproximando.

 

- E o que é? – Perguntou já assustada.

 

- É sobre o Joe. – Falou olhando pra todo lado e sussurrou. – O Joe está vivo!

 

- O-o que? Você tem certeza disso?

 

- Sim, tenho! Eu mesmo simulei a morte dele, mas não podemos falar sobre isso aqui.

 

- Então vamos ao quartinho... Assim o Koushiro já fica sabendo de tudo também.

 

- Tá bom, vai na frente que eu chego em seguida e cuidado, tá?

 

- Tá bom. - Disse sorrindo contente e saiu.

 

Ela subiu as escadas e seguiu pelo corredor ate a porta de seu quarto, ela segurou o trinco, olhou pra um lado, pro outro e entrou contente e no final do corredor Billy via tudo.

 

- Ora, ora... Que felicidade repentina foi essa? – Disse se aproximando do quarto e lá, Mimi entrou pelos tubos de ar e seguiu pro quartinho secreto.

 

 E bem distante Dalí, na central do DC, Kurata recebia a noticia sobre Taichi.

 

- O que... Como assim morto! – Gritava ao telefone.

 

- Ele jogou o carro em um barranco senhor e acabou explodindo ao se chocar com uma arvore!

 

- Eu não quero saber o que aconteceu seus incompetentes...  Voltem agora e se preparem pro castigo, essa foi à maior falha já causada nesse projeto e vocês irão se arrepender por isso! – Gritou desligando o telefone. Abriu a porta da sala aos gritos no corredor. – Meiko, Meiko venha aqui! – Disse batendo a porta e logo ela chegou.

 

- Pois não senhor?

 

- Conecte-me ao DC de Quioto e diga que é urgente, agora!

 

- Sim senhor, com licença! – Disse saindo assustada.

 

 Kurata ficou furioso.

 

- Maldito Taichi, preferiu a morte do que me servir... Mas tudo bem, ele vai encontrar os amiguinhos no inferno, em breve! – Dizia dando socos nas coisas.

 

 Perdidos em meio à mata, Taichi e Damon descansavam após uma longa caminhada e ele ficou surpreso ao saber de tudo.

 

- Chips? Mas... Isso não é perigoso?

 

- Demais! Mas eles querem o portal aberto, não nosso bem estar, e principalmente o tal Kurata.

 

- Espera... Você disse Kurata?

 

- Sim! Você o conhece?

 

- Claro! Ele é um dos grandes vilões que tentou dominar os Digimons... Era ele quem estava te perseguindo?

 

- Não, mas eram os capangas. Ele é o grande chefe de tudo, está por trás do plano e pra vencer ele, eu preciso dos meus amigos, os fugitivos, assim como nós a quem eles chamam de Rebeldes e Selvagens.

 

- E onde eles estão?

 

- Não faço a mínima idéia... Nós tínhamos uma casa na arvore, era nosso quartel, mas foi tudo destruído no ultimo ataque que foi o que sumi, mas eu tenho fé de encontrá-los.

 

- Eu também tenho fé de encontrar meus amigos, e sentados a gente não resolve nada, não é? – Disse se levantando.

 

- Você tem razão Damon, vamos seguir por ai! – Falou ficando de pé, estendendo a mão e Damon concordou.

 

- Vamos seguir! – Disse juntando sua mão a dele.

 

 No DC, Mimi chegava até seu amado.

 

- Koushiro, abre sou eu Mimi. – Dizia batendo na grade dos tubos e ele abriu as pressas.

 

- O que houve, porque está aqui?

 

- Eu tenho uma ótima noticia pra te dar!

 

- O que? Conta logo! – Dizia já nervoso.

 

- É o Joe, o Joe tá vivo Koushiro, a morte dele foi um plano do Koji para salvá-lo de uma morte real, ele tá vindo pra explicar tudo à gente.

 

- N-nossa que... Que noticia maravilhosa! – Disse abrindo um sorriso a abraçando.

 

 Ouviram um barulho por trás dele nos tubos e Mimi se animou.

 

- Que bom que... B- Billy? – Disse paralisando ao vê-lo em sua frente.

 

 Koushiro logo a puxou pra detrás dele.

 

- O próprio, Mimi... surpresa em me ver aqui, traidora? – Disse a deixando ainda mais nervosa.

 

- Fique longe dela, seu maldito! - Disse Koushiro o encarando.

 

- Você acha mesmo que pode comigo? O fato de eu não ter te matado na frente de todos não quer dizer que não possa fazer agora! – Disse tirando uma arma da calça apontando na testa dele.

 

- Não, por favor, não faz isso! – Gritou Mimi implorando.

 

- Por favor, Mimi? Você me pede um favor depois de ter me traído assim? – Perguntou apontando a arma pra ela. - Você é esperta garota, até demais, isso eu admito... Eu achando que o Koji me traia, que ele estava acordado e enquanto eu o vigiava, você e seu namoradinho estavam acordados, me traindo o tempo todo! – Gritava enlouquecendo. – Mas tudo bem, se os chips não funcionam em vocês, eu sei o que cairá bem... A morte! – Disse carregando a arma, colocando o dedo no gatilho. – Se despeçam pombinhos, eu darei a oportunidade de um ultimo beijo pra depois não falarem que fui tão mal.

 

- Canalha, larga essa arma e mostra quem você é, Myotismon! – Disse Koushiro o deixando surpreso.

 

- N-não pode ser, como você sabe quem sou?

 

- Não te interessa! Isso é pra você ver o quanto é inútil e ridículo...  Se acha o grande poderoso “Billy”, quando na verdade, é um Digimon fracassado, porque assim como eu sei que você não é nenhum Billy, eu também sei que aqui não passa de um simples humano como todos nós!

 

- Cala a boca, já chega! – Gritou apontando a arma pra Koushiro e um disparo foi dado.

 

 Após alguns segundos olhando Koushiro ainda de pé, Billy largou  arma e caiu de joelhos em frente aos meninos e desmaiou de vez e Koushiro viu junto a Mimi, Koji por trás dele armado.

 

- Vocês estão bem? – Perguntou assustado.

 

- Koji, você salvou nossas vidas! – Disse Mimi indo até ele e Koushiro se animou.

 

- Valeu Koji, de verdade, obrigado! – Disse participando do abraço, mas Koji estava preocupado.

 

- Gente que bom que estão bem, mas não me agradeçam ainda, porque eu não sei como tirar vocês daqui.

 

- Mas eu sei! – Disse Koushiro abrindo um sorriso.

 

 Thomas, após mais uma reprogramação, foi deixado na praça central do DC.

 

 Ele lia tranquilamente um livro na sombra da maior arvore e Yamato que passava ali, estranhou.

 

- Thomas? – Falou estranhando ao ver o “irmão” tão tranquilo após o estado que estava e foi até lá. – Thomas, que bom te ver fora do seu quarto.

 

- Yamato! Senta ai irmão. – Falou sorridente e ele estranhou.

 

- Você tá bem? – Perguntou sentando ao lado dele.

 

- Sim, estou! Se você fala por causa do Joe, eu continuou com a dor aqui dentro do meu peito, a saudade... Mas eu percebi que preciso seguir, ele infelizmente se foi, mas eu estou vivo, não é?

 

- S-sim, claro! Eu fico feliz por você pensar assim... Jamais esqueceremos o Joe, mas precisamos seguir por nós e por ele.

 

- Eu te amo irmão, muito. – Disse abraçando Yamato que se surpreendeu.

 

- Eu também, e conte sempre comigo, tá? – Disse retribuindo o abraço, o acariciando e assim os dois seguiram pelo resto da tarde conversando.

 

NOITE- MATA

 

 

As meninas cuidavam do jantar com a ajuda dos garotos que tinham conseguido pescar durante o dia e lá fora observando o céu, Joe expandia sua felicidade de estar ali.

 

- Nossa! Que céu tão lindo. – Dizia o observando.

 

- Realmente está lindo, só que não mais que você Joe!

 

- Ah... Seu bobo. – Disse o beijando. - Assim eu fico sem graça. – Disse corando.

 

 Takeru segurou seu rosto, levando até o dele e tornou a beijá-lo.

 

- Você é homem mais lindo que já conheci Joe... Não só fisicamente, mas pela pessoa que você é. Eu sempre irei te amar, acima de tudo e todos, meu amor sempre será seu.

 

- Eu sei disso meu Takeru... Você é o sentido de minha vida, a razão pela qual eu fiquei vivo até agora. Eu sentia lá no fundo que eu tinha alguém pra encontrar e era você, o Shin e todos nossos amigos e... – Parou de falar ao ver um farol se aproximando. - Um carro! Rápido Takeru, entra! – Disse o levantando as pressas e os dois correram pra dentro.

 

- Gente, apaguem o fogo, cubram as lamparinas, vem um carro aí e pode não ser o Koji! – Disse Takeru trancando a porta.

 

 Eles apagaram todos os tipos de luz que tinham ali e se aproximaram da porta brechando e logo o carro apagou os faróis ainda distante da casa.

 

- Será que nos descobriram gente? – Perguntava Jun assustada.

 

- Xiiii, calma... Vamos continuar observando. - Disse Davis a abraçando. – Eles continuaram observando tudo.

 

 Só a lua iluminava tudo, então eles viram um vulto se aproximando.

 

- Gente sou eu, Koji! – Gritou avisando antes que fosse atacado.

 

- É ele! – Disse Takuya tirando a trava da porta e todos saíram.

 

- Koji, o que faz aqui uma hora dessas? – Perguntou Zoe se aproximando.

 

- Desculpa ter assustado vocês... Eu percebi que estavam no escuro por conta do carro, não é?

 

- Pois é, eu estava aqui fora com o Takeru e quando a gente viu os faróis, corremos pra dentro alertando os outros.

 

- Mais uma vez, desculpa Joe, mas as circunstancias me fizeram vir até aqui.

 

- O que aconteceu dessa vez? – Perguntou Hikari se aproximando.

 

- O Billy descobriu o quartinho da Mimi e flagrou ela lá com o Koushiro.

 

- Ah não! E aí, o que ele fez?

 

- Até agora nada, e eu prometo que ele não terá chance de machucá-los.

 

- Porque? – Perguntou Lee curioso.

 

- Por isso. – Disse Koji saindo da frente, apontando pra trás onde Mimi se aproximava abraçada com Koushiro.

 

- Familiaaaaaaaaa! – Gritou abrindo os braços.

 

 Ao vê-la, Hikari ficou com os olhos cheios de lagrimas.

 

- Mimi, Koushiro! – Gritou correndo indo ate eles e todos os outros, mesmo ainda de boca aberta seguiram contentes até o grande abraço e mais uma vez Koji conseguiu levar alegria a todos os fugitivos do DC.

 

 Ele se emocionava com a alegria de todos e Zoe, junto a Takuya, apenas observava a alegria dos amigos fazendo sinal de agradecimento e em meio a todos, no abraço Hikari estendeu a mão a Koji e os outros os puxando pra junto dos demais pra compartilharem aquele momento tão feliz e a noite dos Rebeldes prometia ser longa e emocionante...

 

 

 

 

Viver de aparências é uma grande armadilha:  falsos amigos, falsos amores, falsas expectativas, falsas dores. Podem mentir, enganar, manipular, mas a verdade sempre chega, pode tardar, mas jamais falhará!


Notas Finais


Obrigado a todos por continuarem lendo.
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