História Os Deuses da Mitologia - Capítulo 33


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Palavras 2.743
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Fantasia, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


oi oi! cheguei com o cap novo! resolvi fazer um tempinho entre o anterior e esse pra que os atrasados tivessem um tempinho a mais para alcançar.
Esse capítulo é mais simples mas eu precisava dele para que as coisas não ficassem corridas demais e também para tentar dar uma explicada na situação. Como narradora da vez, temos a traída pela lua XD divirtam-se!

Capítulo 33 - CALIPSO - Uma aventura maluca


Fanfic / Fanfiction Os Deuses da Mitologia - Capítulo 33 - CALIPSO - Uma aventura maluca

CALIPSO

Ter um lugar com sofás e camas para descansar seria muito bom já que a viagem em Festus foi muito longa. Era bem claro ver que interrompemos o começo da manhã deles pois, praticamente todos ainda estavam de pijama ou com cabelos extremamente bagunçados.

Depois de Reyna apresentar aqueles que não conhecíamos para nós, cada um tomou seu rumo. No caso da maioria, esse rumo era encher o estômago com café da manhã. Leo estava no cantinho da sala tentando arrumar Festus com as ferramentas que tinha, já que os nossos anfitriões já tinham informado ele que não tinham nenhum tipo de metal com propriedades mágicas que pudesse ajudar. Contudo, isso não impediu que Julien e Sean tentassem achar algumas coisas velhas na esperança de que algo ajudasse a fazer um remendo em Festus.

- Eu estou muito preocupado com tudo isso… - bufou Carter segurando um copo com iogurte - Não basta tudo isso que está acontecendo, ainda tem que ter todo esse problema no Egito.

- Vamos acreditar que vai dar tudo certo. - disse Reyna cheia de olheiras - Vamos fazer tudo que pudermos para que dê certo.

- Sem falar que eu acredito fortemente que os dois problemas estão interligados - disse Zia.

- Acho que começo a entender porque semideuses vivem reclamando que nunca ficam quietos - eu disse enquanto olhava para Peter.

O jovem semideus que Grover resgatou estava caindo no sono no sofá com um sanduíche comido pela metade nas mãos enquanto a tv, completamente ignorada, passava um estranho desenho que já tinha visto a Georgina assistir. Era de dois garotos, um de cabelo verde e outro de cabelo laranja e cabeça triangular, que construíam coisas que simplesmente não faziam sentido algum! E por algum motivo que desconheço, começavam a cantar. Me pergunto se isso estaria na lista de músicas desse século que Apolo aprova. Afinal, a música do desenho me pareceu bem fácil de ficar presa na cabeça.

Olhei com o canto do olho para onde Leo estava com Festus. Como o dragão não passava por nenhuma outra porta além da principal, que era bem grande, ele teve que se conter em tentar arrumar ele no meio da sala. Entretanto, embora eu já estivesse comendo um pedaço de sanduíche com pasta de amendoim, Leo ainda nem tinha chegado perto da cozinha. Na verdade, ele nem tinha saído de perto de Festus. Sendo assim, eu peguei um sanduíche para ele também e mais dois biscoitos com gotas de chocolate, botei em um prato, e peguei também um pote de iogurte.

- Você tem que comer também - eu disse sentando-me ao seu lado e deixando o prato e o iogurte ali já que ele não parecia ligar para eles.

- Foi mal, mamacita. Eu realmente queria arrumar o Festus logo. - ele disse sem tirar os olhos do dragão que parecia, a meu ver, dormir relaxado no chão.

- Está tão mal assim? - perguntei.

- Algumas coisas amassadas, outras fora do lugar. Nada muito preocupante, verdade, mas não consigo deixar de me preocupar pensando em como ele deve estar desconfortável.

- Devo começar a ficar com inveja do Festus? - perguntei, embora não estivesse falando realmente sério… eu acho…

- Não sei - disse ele dando uma boa risada e então olhando para mim.

Ele abriu aquele sorriso tão radiante dele que me fez talvez corar levemente. Ele aproximou sua mão, já um pouco suja de óleo, do iogurte e tomou alguns goles tentando tocar o mínimo possível no pote enquanto bebia.

- Satisfeita agora? - perguntou ele.

- Um pouco - respondi.

- Mas, aproveitando, posso te perguntar uma coisa?

- Isso já foi uma pergunta.

- Droga! - disse ele rindo - Justo. Então outra pergunta…

- O que seria?

- Bem… algumas várias centenas de anos é coisa pra caramba. - disse Leo - Então… depois de talvez começar uma DR pela Sadie e pelo Anúbis… estava pensando se… sabe… se teria alguma coisa no meio dessa centenas de anos que eu devesse saber…

- Isso é uma pergunta extremamente indelicada - reclamei virando a cara ao sentir que estava corando bastante.

Não só a pergunta me deixou extremamente constrangida, também me lembrou de toda a minha longa lista de romances que começaram por causa da magia de Ogigia. Devo mencionar o quão irritante é magicamente se apaixonar por heróis que param numa ilha, onde ninguém mais vive, além de você, para então eles sempre irem embora? De Odisseu a Perseu (o Jackson), nenhuma memória ruma para um final feliz. Bem… até que Leo chegou para mudar isso. Mas isso não simplesmente desfaz todos os séculos de solidão, esperanças quebradas e coração despedaçado.

- Desculpe… - disse Leo em um tom baixo e voltando a trabalhar em Festus.

Lentamente voltei meu olhar para ele e acabei ficando lá sentada abraçada aos meus joelhos deixando minha mente divagar e se divertir com a letra da música que ficou presa na minha cabeça. “báu thi-ca báu-uáu. falou o meu amor. báu báu báu, o meu coração bateu. thi-ki thi-ki tchú-uáp. nunca mais parou”.

- hum humm humm… zer que você gamou… - murmurei deixando a música escapar de minha cabeça e Leo parou de trabalhar para rir.

- O que você está cantando? - ele perguntou.

- Nada! - rebati corando novamente.

- Apolo vai ficar tão empolgado por ver você se afeiçoando a alguma música moderna.

- Não acho que seria do tipo que ele aprova.

- O que que meu pai não aprova? - perguntou Will se aproximando e logo em seguida mordendo um pedaço de maçã.

Acho que ele estava saindo da cozinha em direção ao andar de cima, seguido por Nico, mas parou ao ouvir nossa conversa.

- A escolha musical de Calipso - disse Leo e eu o presenteei com uma cotovelada - Ai! - reclamou ele com uma leve risada.

- A gente bem que podia chamar ele pra ajudar nesse problemão todo. Podíamos chamar todo mundo que conhecemos na verdade. Eu não tenho um bom pressentimento disso tudo. - disse Nico que parecia estar com olheiras nas olheiras.

- Afinal, precisou de gregos e romanos pra acabar com Gaia - disse Reyna, claramente a conversa estava atraindo as outras pessoas.

- Vocês realmente tem que contar mais pra gente de todos os problemas que já enfrentaram. Estão me deixando cada vez mais curioso - disse Carter.

- Por que a gente vive tendo problemas? - reclamou Leo - Temos que começar a cobrar os deuses pelos nossos serviços ao menos, sério mesmo.

- Até parece que eles iriam pagar. - disse Frank.

- Mal sabem cumprir as promessas que fazem aos semideuses - eu disse lembrando-me muito bem como prometeram para Percy que me tirariam de Ogigia, e tal promessa foi esquecida.

- E não se preocupem, vamos ajudar também! - disse Leo empolgado.

- Vamos? - perguntei meio perdida - Quer dizer… não que eu não aceite ajudar mas… podia ter me falado antes.

- Foi mal, mamacita. É que estava pensando nisso ainda agora. - disse Leo - Quero arrumar o Festus o suficiente ao menos para irmos até o Acampamento deixar o Peter e o Grover. E aí posso arrumar o Festus melhor e voltar pra cá ou sei lá.

- Isso vai ser excelente! - disse Reyna - É até mais rápido que os nórdicos nos darem carona, até porque da pra sobrevoar o país.

- Tem até nórdico na jogada?! - disse Grover da cozinha  em alto e bom tom enquanto comia nervoso uma lata vazia de milho em conserva - Se com gregos e romanos deve tanto problema, com gregos, romanos, egípcios e nórdicos, o problema deve ser quatro vezes maior que Gaia.

- Não diga isso… - disse Hazel.

- Digo sim. - disse Grover - Essas combinações de heróis dificilmente acontecem por acaso!

- De toda forma, estava pensando em montarmos bases de informações. - disse Reyna - Uma aqui e outra em Nova Roma. Lá também tem bibliotecas e prometo me empenhar em pesquisar por informações e escutar o que Percy e Annabeth tem a falar. Eu estava muito ocupada com muitas coisas e acabei não dando a atenção devida para eles.

- Que tipo de coisas? - perguntou Leo - Por favor não me diga que tem mais problema que você saiba também?

- Nada mágico envolvido. Apenas coisas minhas da minha vida, Valdez - disse Reyna cruzando os braços e suspirando com um olhar estranho e indecifrável que eu não consegui ler.

Foi nesse momento que a porta principal da casa se abriu. Talvez, alerta como todos estavam para a possibilidade de mais problemas, todos olharam para quem entrou. Quer dizer, todos menos Peter que ainda dormia calmamente no sofá com direito a uma baba no travesseiro e Khufu que estava ocupado empanturrando a barriga com cereal. Quem entrou, foi Sadie, só Sadie. Ela entrou meio cabisbaixa e com uma expressão pensativa. Provavelmente estávamos todos com olhares bem curiosos, pois ela se sobressaltou levemente ao ver todos nós encarando-a. Todos provavelmente se perguntavam como foi a conversa que teve com Anúbis, especialmente considerando que ela estava com os olhos vermelhos.

- Sadie, está tudo bem? - perguntou Carter indo até ela mas parecendo não saber direito o que fazer.

- Está sim - disse ela com a voz estranha resultante provavelmente de um nariz entupido.

- Alguém terminou com alguém? - perguntou Zia num tom que, pode até ser impressão minha, mas pareceu-me até meio ansioso por uma resposta afirmativa.

- Não - respondeu Sadie num tom tão seco quanto o deserto no qual o namorado tinha nascido.

Contudo, entendendo como era ter o coração partido, embora não soubesse se esse era o caso dela, eu não pude deixar de me preocupar com qual seria o motivo daquelas lágrimas.

- Está tudo bem mesmo então? - perguntei num tom calmo - Seu rosto está meio… vermelho…

- Foi mal por… começar uma briga entre vocês dois… - disse Leo.

- Não brigamos - disse Sadie passando as mangas de seu pijama pelos olhos tentando limpar qualquer sinal de lágrimas - Bem… talvez um pouco. Mas não.

- O que foi então? - perguntou Hazel num tom delicado.

Sadie parou por uns minutos provavelmente pensando se responderia ou não. Por uns segundos achei que ela não responderia, até porque ela virou de costas e foi andando até a cozinha.

- Só acabei de ouvir uma história longa e estupidamente velha. - disse ela.

O silêncio se instaurou entre nós por alguns segundos enquanto ela se ocupava na cozinha. Me pergunto se Leo estava se sentindo culpado, também me pergunto onde Anúbis tinha ido parar. Contudo, logo tínhamos outras questões para tratar.

- Aliás, - disse Reyna - conseguimos encontrar algumas coisas na biblioteca. Nada muito importante, mas algumas informações úteis.

- Tipo? - perguntou Frank.

- Os obeliscos são muito importantes para controlar o fluxo da magia para coisas mais básicas. Principalmente agora que muitos deles estão espalhados pelo mundo - disse Zia.

- Itália, Estados Unidos, Inglaterra, Turquia, Israel, Polônia, França, e Egito, claro. - disse Reyna - Aparentemente o Egito até que se divertiu bastante exportando obeliscos.

- Uma boa parte deles não foram “dados” nem “vendidos”, foram “tomados” - rebateu Zia cruzando os braços.

- Certo. Foi mal - disse Reyna levantando as mãos em sinal de rendição.

- Não sei como você e o Anúbis não se dão bem. - disse Sadie se sentando no sofá com uma caneca de leite quente na mão - Dois egípcios e que, aparentemente, não gostam que fiquem tirando os artefatos importantes de solo egípcio. Tem tudo para se darem bem e baterem um bom papo entre Egito Antigo e Atual mas ficam aí sem conseguirem nem trocar duas palavras.

- Sabe muito bem porque não gosto dele - disse Zia e Sadie deu de ombros.

Eu, assim como os outros, apenas acompanhamos aquela pequena discussão olhando de uma para outra. Felizmente tínhamos Hazel para tentar trazer a paz de volta para a discussão enquanto eu também notava que Nico estava quase dormindo encostado na parede.

- Ok, e… temos que nos preocupar com obeliscos mais…”novos”. Tipo, o Monumento de Washington é praticamente um obelisco né? - perguntou Hazel.

- Não tenho total certeza se temos que nos preocupar com ele ou não. Ou com qualquer outro mais novo ou não egípcio. - disse Zia - O fato é, temos que achar o contra-feitiço para que a magia flua normalmente.

- Porque eles são tão importantes? Os obeliscos? E porque eles? - perguntou Leo - Sem falar que eu nem sei direito ainda o que está acontecendo.

- Acho que é porque eles eram sinônimos de proteção ou defesa para os egípcios. - disse Carter - Tinham a intenção de perfurar as nuvens e dispersas as forças negativas que ameaçavam se acumular na forma de tempestades visíveis ou invisíveis.

- Acho que estamos mesmo precisando de um desses então - disse Frank.

- E temos ainda que descobrir qual o verdadeiro plano deles. Não pode ser só os obeliscos - disse Reyna.

- Difícil descobrir sem qualquer outra pista - disse Sadie.

- Alguma pista de onde estaria esse contra-feitiço? - perguntou Grover.

Zia e Reyna negaram com a cabeça fazendo o humor do grupo abaixar de vez. Todos soltaram um suspiro mas Hazel aproveitou o momento de desânimo e silêncio para atualizar melhor a mim, Leo e Grover dos ocorridos. A situação não era mesmo nada boa. Comecei a me perguntar se não teria talvez mais coisa acontecendo que ainda não soubéssemos. Porque, assim como Grover falou, não era por acaso que heróis eram reunidos daquele jeito. Sem saber muito mais o que fazer, cada um voltou aos seus afazeres. Alguns foram para a biblioteca ajudar nas buscas. Para Leo, “voltar aos afazeres” significava voltar a arrumar Festus.

Segui Leo na intenção de ajudar nos reparos de Festus, mas não consegui fazer muito mais do que passar algumas ferramentas que ele pedia ou simplesmente ficar olhando-o enquanto ele pensava silenciosamente. Conseguia ver as olheiras em seu rosto decorrente de várias noites mal dormidas e também da viagem urgente até aqui. Afinal, ele estava recentemente com o péssimo hábito de virar noites se divertindo pela Estação Intermediária inventando coisas e reparando Festus.

- Não é exatamente do seu feitio ficar calado - eu disse.

- Fico estranho né? - ele disse soltando um suspiro pesado.

- Se é algum problema com Festus, posso tentar ajudar - ofereci.

- Não. Não. Os remendos do Festus estão indo suficientemente bem.

- O que te preocupa então?

- Não consigo parar de pensar nessa situação e… bem… - ele disse achando aparentemente complicado achar as palavras - Tenho que ajudar! Não posso deixar o mesmo que aconteceu com… que aconteceu com Jason se repetir.

Sem palavras para consolá-lo, toquei em seu ante-braço firmemente. Eu vi como o que aconteceu com Jason deixou-o extremamente abalado. Não era fácil perder um amigo e, mesmo assim, para deixar tudo mais horrível, Jason tinha morrido sem conseguir rever Leo depois da batalha contra Gaia. As vezes acho estranho e peculiar ver Leo sorrindo tanto e tentando passar essa imagem de destemido e forte mas, às vezes, como numa noite quando falamos sobre a morte de Jason, ele realmente mostrar as coisas tristes que guarda para si e esconde por trás de piadas e piadas.

Meu toque em seu braço atraiu o olhar dele para mim. Leo abriu um pequeno sorriso antes de se aproximar e tocar meu rosto com a mão suja de olho. Não liguei muito quando sua mão tocou minha bochecha e então ele se aproximou e me deu um leve beijo. Não vou conseguir descrever direito a cena, mil perdões. Estava distraída demais simplesmente aproveitando a breve fração de segundo que durou.

- Se quiser, pode ignorar tudo isso - ele disse.

- Nada disso. Se você está nessa, então eu também estou. - eu disse cutucando-o no ombro.

- Tem certeza?

- Isso não está aberto para discussão.

- Tá bem, tá bem. - disse Leo soltando um suspiro com um sorriso no rosto - Bem vinda a mais uma aventura maluca de semideuses.

- Infelizmente - eu disse - chega uma hora que se acostuma?

- Eu não sei. Eu sigo odiando. - disse ele dando uma risada.


Notas Finais


Queria muito fazer o Apolo aparecer. Ainda estou debatendo comigo mesma quanto a isso pq eu quero conseguir juntar com As Provações de Apolo. Mas o tio Rick demora muito pra escrever kkk. Mas, estou planejando para outras pessoas legais aparecerem XD hehe quaisquer pedidos de personagens são bem vindos. Não vou dar spoilers de quem vão ser os que vão se juntar a treta.
tenho várias alternativas possíveis para o capítulo anterior kk ainda estou pensando em qual seguir. a escolha pode até mudar em que ramo de grupinho estamos. hehe.


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