História Os Deuses Saem Dos Livros - Capítulo 4


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Categorias Mitologia Grega
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Fanfic, Fantasia, Mitologia
Visualizações 7
Palavras 3.349
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Fantasia

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Capítulo 4 - Capítulo 4 - Faço uma amiga que muda a cor dos cabelos


Eu estava em pé em uma praia, o céu estava escuro pelas nuvens negras e uma forte chuva de vento fazia as palmeiras em volta balançarem violentamente.

O vento gelado me arrepiava dos pés à cabeça, trovões faziam um barulho alto que dava calafrios, relâmpagos surgiam em meio as nuvens.

Fito o mar que estava revolto, fortes ondas subiam e caiam novamente, se misturando com as águas agitadas. Pessoas corriam para saírem da chuva e algumas gritavam de susto com os trovões.

Meus olhos param em dois homens na praia, pareciam discutir.

Um homem alto que tinha cabelos pretos grisalhos e um pouco molhados por conta da chuva, o mesmo usava uma roupa azul marinho e segurava uma lança de três pontas, um tridente. O jovem senhor de meia idade tinha um físico forte, surpreendente para a idade que aparentava.

O outro homem era da mesma altura, um físico forte de mais para a sua idade, seus cabelos loiros até os ombros,com algumas mechas brancas,  também molhados. O homem loiro usava uma túnica grega branca com alguns fios dourados em volta da cintura e uma espécie de broche com um raio dourado. O loiro segurava um raio grande e brilhante.

O homem de cabelos claros vira a cabeça para onde estou e me olha com raiva, ódio. Um barulho vinha em cima de minha cabeça o que me faz levantar o olhar para cima. Um raio estava vindo em minha direção. Uma voz gritava meu nome e o raio se aproximava.


****


Acordo assustada e ofegante, levo minhas mãos aos meus cabelos e afasto os fios molhados de suor. Meu coração estava acelerado, juntamente com minha respiração.


Me sento na cama e olho para a janela, o sol ainda estava surgindo, o céu de cores amarelo e laranja se destacavam lá em cima, os raios do tímido Sol amarelo que estava aparecendo começaram a adentrar pela janela.


Respiro fundo, meu coração já estava mais calmo.


Viro minha cabeça para a cama ao lado e olho meu irmão, que dormia profundamente, uma baba escorria pela sua boca.


Ele baba enquanto dorme., este pensamento me fez rir baixinho me lembrando de meu tio que às vezes dormia no sofá com o notebook no colo, tio Rick roncava alto e de vez em quando babava.

Era difícil acordá-lo!

Me levanto da cama e tropeço em algo batendo o dedinho no pé da cama, mordo meu lábio inferior e xingo baixo.


Olho para o motivo do meu tropeço, vejo uma mochila preta um pouco cheia. Me abaixo e pego a mesma. Vejo um cartãozinho branco no bolso do lado e o pego.


Para: Bler Jackson

De: Rick Riordan

"Cabeça de vento! Esqueceu suas coisas!"


Sorrio vendo a letra redonda e pequena de meu tio. Por alguns respingos pretos posso deduzir que foi escrito com caneta de tinteiro.

Abro o zíper na mochila e vejo algumas roupas dentro.

Roupas do jeito que gosto, pijamas xadrezes, meus queridos tênis All Star e outras coisas a mais. Sorrio boba ao ver o quanto meu tio me conhece.


Uma bolsinha pequena estava dentro da grande e comprida bolsa preta. Pego a necesseire e a abro. Sabonete, sabonete íntimo, bucha e companhia.


Guardo a mini bolsinha na grande bolsa preta e me levanto, ando pelo chalé a procura de um banheiro.


-Eu não acredito que você tá acordada... – Uma voz sonolenta diz e me viro fitando meu irmão com os olhos pequenos e os cabelos pretos bagunçados.


-Na verdade eu não queria acordar, mas o Sol não me deixou dormir. – Respondo sorrindo olhando meu irmão limpar a baba no canto da boca e coçar os olhos com as mãos.


-Eu esqueci de fechar as cortinas... – Percy faz uma careta e se levanta sem vontade da cama. – O que estava procurando?


-Banheiro. Preciso de um banho. – Respondo e ele se arrasta para a janela fechando bruscamente a cortina preta.


-O banheiro é essa porta aqui. – Percy diz indo até uma porta de madeira escura e abrindo a mesma. – Ah! Bom dia. – Ele sorri com cara de sono.


-Obrigada. E bom dia! – Sorrio para meu irmão, pego minhas coisas e entro no banheiro, fecho a porta e a tranco.


Olho em volta dando uma olhada no banheiro. Há azulejos de tons diferentes de azuis, brancos e pretos na parede.


Vejo algumas toalhas azuis escuras penduradas e coloco minha mochila em cima do mármore branco com pias duplas pretas. Algumas pedrinhas pequenas e brilhantes se destacam nas duas pias.

O chão branco destacava o box preto e uma minúscula janelinha estava visível deixando a luz da manhã entrar.

Olhando para o piso dentro do box posso ver pedrinhas muito bonitas, aquelas de rios muito bonitinhas meio amareladas.


****


Após meu banho e minha troca de roupa, fico esperando meu irmão tomar banho enquanto eu penteava meus cabelos – eles estavam secos, eu nem precisei secar com a toalha, acho que é uma das vantagens de ser filha de Poseidon.


Assim que Percy termina de se banhar e vestir-se – no banheiro – nós saímos do chalé de Poseidon para meu irmão me mostrar o acampamento antes de irmos para o pavilhão.


O primeiro lugar que ele me guia é para uma espécie de arena circular muito grande.

Bonecos de de palha e madeira com armadura estavam espalhados, alvos de arco e flecha estavam pendurados há alguns metros do chão, ou longe de uma linha vermelha onde alguns campistas seguravam e miravam seus arcos com flechas pontudas.


Solto um grito quando um cachorro muito, muito, muito grande corre em minha direção e me dá uma bela lambida.


Não tenho nada contra cachorros, mas quando eles tem mais de três metros me deixa nem assustada!!


O enorme cão começa a pular de um lado para o outro e balança o rabo, alguns campistas se abaixam e xingam Percy. Um outro garoto grita e sai correndo quando quase é esmagado pelo traseiro do animal que se senta me olhando com a língua para fora e os enormes olhos pretos brilham.

-Essa é a Sra O'Leary. – Meu irmão diz alisando o pelo dela. – Um cão infernal.

Me engasgo com o ar com a parte do "infernal".

-Como é?

-Não se preocupe. – Percy ri pegando um escuro e me entregando fazendo a cadela latir animada. – Ela é o cão infernal mais dócil que conheço, quero dizer... O único cão infernal dócil que conheço.

Isso não me deixa muito tranquila, mas mesmo assim pego o escuro e Percy me pede para jogar para algum lugar e assim faço. Me seguro para não cair quando o chão começa a tremer assim que a cadela do meu irmão corre atrás do escudo.

-Eu ganhei ela... – Ele sorri levemente. – Dédalo me deu a Sra O'Leary antes de morrer.

Meu queixo cai.

-Dédalo?! – Pergunto atônita. – O filho de Atena que criou o labirinto e foi aprisionado no mesmo com seu filho, criou um par de asas para fugir, mas seu filho Ícaro acabou morrendo por causa da invenção das asas?

-Fico feliz de saber que você estudou. – Ele brinca e sorri. – Sim, o próprio Dédalo.

Rio assombrada. Percy começa a me contar, resumidamente a história, jogo mais algumas vezes o escudo para a cadela, enquanto ouço Perseu falar.


Depois de alguns minutos recebemos lambidas de Sra O'Leary em despedida e Percy me guia para o pavilhão.


Nos sentamos em uma mesa e olho as outras mesas com os campistas. Perseu fala os nomes de alguns campistas e me mostra eles descrevendo as características físicas.


-E aquela? – Pergunto olhando uma garota sentada sozinha em uma mesa.

A menina tem cabelos cor cobre, com leves ondas, longos até a cintura. Eles ficam ainda mais brilhosos com a luz do Sol iluminando os fios.

-Kelsey, filha de Iris, deusa do arco-íris. – Percy responde. – Não sei muito sobre ela, trocamos poucas palavras.

Posso ver os olhos da garota quando ela fita um ponto em minha direção, a mesma mostra um sorriso meigo mostrando suas covinhas. Seus olhos são cinzas, porém posso ver a cor deles mudar de cinza para mel.

A garota, que foi apresentada como Kelsey, se levanta e anda até um garoto de cabelos castanhos e enrolados, um pouco compridos até a nuca.

A garota de cabelos cobre fala algo com o garoto de pele morena e assim o faz olhar em minha direção.

Noto uma cicatriz no rosto do garoto, que vem da bochecha direita até o nariz, não o deixando menos bonito.

O mesmo me olha com um olhar que não sei descrever exatamente o significado, seus olhos azuis penetrantes me fazem corar, quase que imediatamente.

Algo prende meu fôlego. Isaac fica ao lado do garoto e olha na mesma direção que o moreno, o loiro sorri para mim e pisca um olho me fazendo ficar ainda mais corada. Não, eu não perdi o fôlego por causa do Isaac e sim porque os dois se parecem.

-Aquele é o irmão gêmeo do Isaac, Ian. São filhos de Hermes, não me lembro se te disse.

Isaac tem olhos castanhos claros e cabelos louros lisos, porém rebeldes, a pele é mais morena do que do outro. Já Ian tem os cabelos castanhos ondulados, também rebeldes e olhos azuis claros.

Ambos tem o rosto fino, olhar penetrante e esboçam um leve sorriso maroto no rosto. As sobrancelhas levemente arqueadas e ambos são bem charmosos.

Viro o rosto para olhar meu irmão, meu rosto pegava fogo de tanta vergonha.

"Ai por que você tá com vergonha?", pessoas me olhando me deixam com vergonha, principalmente se alguém sorri para mim. Okay, é estranho, eu sei.

-Não, não me lembro de ter me falado. – Digo começando a estralar os dedos.

Percy me olha e tomba um pouco a cabeça para o lado.

-Tudo bem? Tá parecendo um pimentão.

Forço uma risada leve para disfarçar a vergonha. Abro a boca para mudar de assunto, mas sou interrompida.

-Vem comigo. – Uma garota de expressão séria e olhos cruéis segura a camisa de meu irmão e o puxa fazendo o mesmo levantar.

-Au! Calma aí, Clarisse! – Meu irmão protesta.

Clarisse? A garota filha de Ares – deus da guerra – que quase enfiou a cara do meu irmão na privada e no final levou um banho porque meu irmão – sem querer – estourou um dos canos e afugentou a garota?

Me lembro de Percy me contar que quebrou a lança elétrica de Clarisse no seu primeiro caça a bandeira – um "jogo" do acampamento.

-Cala a boca e vem logo!! – A tal Clarisse exclama puxando meu irmão pela camisa e o tira de minhas visitas.

Estou sozinha e com vergonha dos olhares que recebo, talvez porque eu estava sentada na mesa de Poseidon ou porque era novata no acampamento, sei lá...

-Oi. – Uma voz rouca me faz olhar na direção de quem falou.

-Oi. – Respondo fitando um garoto de cabelos ruivos compridos, olhos pretos encantadores, pele pálida e sardas apareciam em seu rosto.

O mesmo estava com um boné aba curva preto, uma blusa cinza lisa e um jeans surrado combinando com os tênis de corrida.

-Você que é a fofoca do dia? A tal filha perdida de Poseidon? – O garoto sorri para mim o que me faz sentir vergonha e meu rosto queima.

-Estão falando de mim? – Pergunto enquanto meus dedos nervosos começam a amarrotar a barra da minha blusa.

-A menos que seu nome seja Bler... – Contráio meus lábios sentindo meu rosto ficar mais quente o que causa um sorriso de orelha a orelha no ruivo. – Desculpe minha falta de educação. – O mesmo estende a mão para mim. – Meu nome é Aiden Stanley, sou filho de Afrodite.

Seguro sua mão aceitando seu cumprimento.

-Meu nome você já sabe. – Solto um risada leve o fazendo ficar um pouco vermelho e rir baixo murmurando um "Tem razão".

Uma conversa normal surge, "tudo bem?", "está gostando do acampamento?", "me fale sua cor preferida", etc... 

Não consigo desgrudar meus olhos dos dele, o que me incomoda um pouco, não entendo como ele faz isso. Talvez seja um dos dons dos filhos de Afrodite.


****


Estamos conversamos há alguns minutos e sinto uma parte  meu corpo esquentar. Alguém está me olhando. Viro minha cabeça e olho para a silhueta que me fitava.

O filho de Hermes, Ian, me olhava intensamente e assim que percebe que estou o olhando ele sorri de lado me arrancando um sorriso tímido.

Uma mão no meu ombro me faz quebrar o contato visual com Ian para mirar Aiden.

-Me fale mais sobre a sua história? – Ele pede sorrindo para mim, tira a mão do meu ombro e cruza os braços em cima do peito.

Ele havia se sentando na mesa há alguns minutos o que gerou murmúrios.

-Eu não sei se tenho muita coisa para contar... – Respondo, mas na verdade eu só não queria falar mesmo.

-Tudo bem. – Um alívio percorre meu corpo por ele não insistir, teria me irritando. – Então...

-Olá. Desculpe. Estou interrompendo? – Kelsey pergunta sorrindo para mim me fazendo sorrir amigavelmente também.

Antes que eu pudesse responder, Aiden diz:

-Sim. Está interrompendo.

A resposta dele me faz corar. Interrompendo o que?, me pergunto mentalmente.

-Ah, bem, perdão então. – Momento algum a garota de cabelos de cobre olha para o garoto ruivo.

Eles são namorados? Ex namorados? Amigos coloridos? Ah céus... Uma inimiga não.

-Bem, você é a Bler não é? – Kelsey pergunta docemente e afirmo com a cabeça. – Me pediram para te buscar. O seu amigo quer ver você, mas ele não pode vir aqui agora.

Amigo?

-Amigo? – Pergunto franzindo o cenho.

-Sim, o sátiro fofo de pelos claros que fica corado por tudo e chegou com você, ontem.

-Ah, está falando de Yuri?

-Ele não me disse nome dele, mas já que você diz. – Ela ri baixinho e olho Aiden que suspira olhando para o lado.

Que vergonha... O que eu faço? Eu quero ver Yuri, mas acho que seria falta de educação da minha parte deixá-lo aqui...

-Aiden, me cobra algum dia que nós darmos uma volta – Digo. –, vou ficar te devendo uma conversa.

Ele sorri de orelha a orelha e beija minha bochecha o que me deixa sem reação.

-Combinado. – O ruivo se levanta e pisca um olho para mim me fazendo corar e sai sem dizer nada a Kelsey ou nem direcionar seu olhar a ela, a mesma também não o faz, ficou olhando para baixo, para as árvores ou até para mim, mas não olhava o filho de Afrodite, muito lindo por sinal.

Kelsey começa a andar e eu a sigo, seja lá para onde que ela está me levando.

-Hey, desculpe não ter me apresentado. – Kelsey diz me olhando enquanto caminhamos. – Sou Kelsey, pode me chamar de Kels, se quiser. Sou filha de Iris.

-Sou Bler, como você sabe... Filha de Poseidon. – Lhe dou um sorriso amigável.

-Ele reclamou? Puxa! Eu queria ter visto! – A olho confusa o que faz Kels franzir o cenho. – Ele não te reclamou?

-Ahn... Não... Na verdade é um pouco complicado... E o que é isso e como funciona esse negócio de "reclamar"?

Kelsey me conta que meu irmão, após a guerra, recebeu uma proposta dos deuses para se tornar um deles, e um dia, futuramente, assumir o lugar do meu pai. Percy rejeitou e em troca pediu que os deuses jurassem pelo rio Estige que construíssem chalés para os filhos de todos os deuses menores e quando os meios sangues atingissem treze anos teriam de ser levados para o acampamento, para receberem orientação, um bom treinamento e serem reclamados por seus pais.

-Faz quatro anos que estou aqui, e quando cheguei fui mandada para o chalé de Hermes, onde ficavam os semideuses que não eram reclamados porque seus pais não podiam, pois não havia chalés para seus filhos semideuses.

Ela respira para continuar falando e eu fico quieta como uma boa ouvinte.

-Depois do pedido de Perseu Jackson muitos semideuses foram reclamados. O chalé de Hermes não está tão cheio e eu tenho meu próprio chalé também. O que é legal, mas um pouco solitário também.

Continuamos andando. Enquanto ela fala e eu ouço. Kelsey tem um sorriso meigo no rosto, quase a todo momento, sua voz é alegre e divertida. Reparo que está usando uma calça rasgada e a camisa laranja do acampamento, a mesma usa um tênis laranja e branco, combinando com a roupa.

Ela para de andar me fazendo parar também.

-Bom, eu quero te pedir desculpas. – A garota diz se virando para mim, ela está com uma expressão meio culpada como se pedisse desculpas.

-Por quê? – Pergunto confusa.

-Eu tive que inventar a história que seu amigo sátiro te chamou, ele ainda não apareceu depois que vocês chegaram no acampamento.

-Por que fez isso? – Meu tom agora é sério e irritado.

Kelsey me da um sorriso meigo e pequeno.

-Você vai entender depois, não quero me passar por fofoqueira, mas toma cuidado com o Aiden...

-Vocês são namorados? – Pergunto a fitando. – Eu não sabia, não tenho intenção alguma com ele e...

-Não! – Ela me interrompe corando violentamente, me surpreendo quando os cabelos dela começam a mudar de cobre para rosa. – Não, não. Não somos namorados, de jeito nenhum. – Eu podia jurar que ela ficou verde como se estivesse com nojo, os cabelos dela também ganharam o tom verde amarelado.

-Eu não entendo muito bem... – Os cabelos de Kelsey vão voltando para a sua cor habitual, cobre.

-Vai entender logo... Mas eu reparei que olhou muito para o Ian. – Agora sou eu que fico corada, mas meus cabelos não mudam de cor, até porque sou filha de Poseidon e não de Iris.

-Quem? – Minha voz sai falhada. Uma expressão de malícia assume seu rosto, me fazendo virar a cabeça um pouco para o lado.

-O moreno de olhos azuis. Ele é irmão do garoto loiro, Isaac, que foi buscar você! Eles são filhos de Hermes. Gatinhos né? – Gaguejo envergonhada e ela ri. – Tá tudo bem. Eu não namoro nenhum dos dois. O Ian é meu melhor amigo e eu só convivo com o Isaac mesmo. Você tem um melhor amigo, sem ser o Yuri?

Penso um pouco antes de responder.

-Ahn... Personagens de livros contam? – Pergunto dando um sorriso de lado e arqueando uma sobrancelha. Kelsey ri e balança a cabeça.

-Okay! Eu gostei de você. Podemos ser amigas! Melhores amigas! Quer ser minha melhor amiga?

A pergunta dela me pega se surpresa, ninguém nunca me perguntou isso...

-Eu adoraria ser sua melhor amiga. – Respondo dando um de meus melhores sorrisos. Ela solta um gritinho e da pulinhos enquanto sorri lindamente expondo suas covinhas.

Kels desata a falar o que me faz sorrir, ela é tão fofa e gosta de falar, eu sou melhor ouvindo do que falando, porém algumas vezes eu solto minha língua.

Descobri que Kelsey tem dezessete anos, o que me surpreendeu, ela parece mais nova – fisicamente. O que me deixou ainda mais surpresa foi o fato dela ainda querer ser minha amiga mesmo eu sendo apenas uma criança de treze anos.

Também descobri que Ian e Isaac tem quinze anos. Puxa! Me sinto são nova... E acabei de notar que – quase – todos os semideuses não aparentar ter a idade que tem.

Espero mesmo que sejamos melhores amigas, eu adoraria ter uma amiga, uma de verdade. Nunca gostei de me aproximar dos outros, porque sou complicada de mais e não me encaixava no padrão das garotas, o que é uma droga! Ah não! Não ser a garota dos padrões não é o problema, o problema são mesmo os padrões.

Eu nunca fui muito de brigar, nem de ter amigos. Mas um dia eu tive uma briga com uma das princesas cor de rosa da escola. Quero dizer... Eu comprei briga.

A garota – se chamava Benny – estava implicando comigo por morar com meu tio e com Yuri, por não ter pais e tal... Ela me irritou tanto que soquei o nariz fino e empinado dela. Benny estava com a cara suja de sangue e os cabelos pretos bagunçados, eu fui expulsa, não por causa da briga, o diretor não ligava para isso, mas ele se importou assim que foi ameaçado pelos pais da boneca com o nariz quebrado.

Moral da história: não soque o nariz de alguém! Quebre os dentes, assim a boca vai inchar e quem apanhou não vai conseguir falar por um tempinho.

Brincadeira crianças, não façam isso!!!!

Na verdade nem sei porque mudei tanto de assunto... Ah, viu? Eu disse. Às vezes eu solto minha língua.



Notas Finais


#Autora#


Oi @'s! 
Perdão pela demora. O bloqueio criativo estava a mil!
Vou tentar postar capítulos mais rapidamente.
E eu queria avisar: alguns capítulos serão parados mesmo. Algumas pessoas podem estar lendo a fic sem ter lido os livros, por isso, para não ficar confuso, eu tento colocar o máximo de informações possíveis, e ainda tenho que reler os livros e pesquisar algumas coisas, por isso a demora.

*Segundo aviso*: NÃO BRIGUEM NA ESCOLA OU EM QUALQUER OUTRO LUGAR.

(PERDÃO PELOS ERROS!!)


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