História Os Dias Ruins Também Se Vão. - Capítulo 6


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
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Palavras 2.421
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Acho q vcs se assustaram com a notificação né? Kkkkkkk

Pois é gente faz tempo que não posto capítulo mas fiquei sem celular, espero q vcs não tenham desistido de mim ^^

Não tenho muito o q falar só queria me desculpar pela demora e espero que gostem do capítulo.

Capítulo 6 - Voltando Para Daegu.


Fanfic / Fanfiction Os Dias Ruins Também Se Vão. - Capítulo 6 - Voltando Para Daegu.

-Tem certeza disso Tae? Você pode alugar um pequeno apartamento aqui mesmo, eu te ajudo.


-Agradeço pela ajuda Jin, mas não vou voltar atrás. 


-Sinto tanto por isso, JungKook errou muito desta vez. Tae eu queria dizer que independente de sua decisão vou lhe apoiar, todos nós vamos sentir saudades mais a escolha é sua. 


-Obrigado Jin. Bom eu vou indo, tenho que arrumar minhas coisas. 


Levanto da cadeira para ir embora mas Jin me chama. 


-Espera Tae. -o olho e ele abre uma de suas gavetas e tira um envelope da mesma- Pegue isso.


-O que é isso? -pego o envelope e olho seu interior encontrando dinheiro- Jin eu não posso aceitar isso.


-Por favor Tae, você vai precisar. Aceite. 


-Tudo bem. 


Guardo o envelope em meu bolso e lhe dou um abraço, não de uma adeus mais sim de um até logo. Sigo para o balcão onde Jimin estava com seus olhos já com lágrimas, dou um sorriso em sua direção e me aconchego em seus braços. 


-Não chora Jimin, eu não vou sair do país. Quando você estiver de folga pode ir me visitar. 


-Não é a mesma coisa, eu vou sentir saudades. 


-Argh! Que drama Jimin, solta ele também queremos nos despedir. 


Escuto Yoongi falar e sinto suas mãos me separando de Jimin. Solto um riso sobrado. 


-Seu grosso!


-Também te amo Jimin. -diz em tom irônico e depois volta sua atenção pra mim, me abraça com força me deixando um pouco surpreso- Espero que você fique bem meu amigo, sempre que der vou lhe visitar. 


-Estarei esperando. Cuida do Hobi enquanto eu ficar longe e fica de olho no JungKook. 


-Pode deixar. 


Nos separamos e fui me despedir de Namjoon. O abraço com força sentindo um nó em minha garganta. Sempre fui mais apegado com Jimin e com Jin, mas Namjoon sempre foi um pai pra mim nesses anos, sou muito grato pela sua amizade. 


-Não vai chorar também. -digo fazendo-o ri. 


-Não vou, Daegu é bem aí qualquer problema é só me chamar. Cuide de você, que cuidamos dele aqui. 


-Obrigado por tudo. 


Depois de me despedir de todos sai da cafeteria e entrei no carro de Hobi. Como eu havia prometido ele iria me levar até a casa de minha mãe. Fomos o caminho em silêncio, também não tinha o que falar. Eu estava nervoso, não sei como vou ter forças para terminar algo que não quero que tenha fim. Chegando em casa Hobi estaciona seu carro mais à frente, desço e ele diz que estará me esperando quando eu sair.


Abro a porta de casa e as coisas continuavam da mesma forma. Os cacos de vidro da garrafa continuavam espalhados pela sala, a mesinha de centro continuava no chão junto a nossas fotos que haviam encima da mesma. Passo por esse caos e sigo até o quarto. JungKook estava dormindo de bruços, fico o olhando e por impulso acabo indo até a cama sentando ao seu lado e começo a acariciar seus cabelos. 


-Por que tínhamos que chegar a esse ponto JungKook? -pergunto baixo como se ele acordasse e pudesse me responder.


Deixo de fazer carinho nele e levanto da cama antes que eu me arrependa e acabe voltando atrás. Pego uma mala grande e uma mochila colocando algumas roupas e meu pertences pessoais. A mochila e a mala já estavam cheias e ainda havia algumas roupas no que voltavam colocar então descido deixar aqui mesmo e talvez outro dia eu volte e leve o resto. Pego tudo e antes de sair olho para JungKook que continuava dormindo. Saio do quarto deixando a mala na sala e vou até a cozinha e preparo um café. Termino e coloco um pouco na xícara e me sento na cadeira bebericando a bebida quente. 


Agora é só esperar ele acordar. 




....




Escuto passos e JungKook aparece na cozinha, seus cabelos estavam bagunçados, e seu rosto ainda marcado pela cocha da cama. Ele passa por mim e vai até a garrafa de café colocando pra ele. Fico olhando minha xícara sem saber como começar essa conversa, meu coração já palpitava de nervosismo e meus dedos já mexiam com tudo isso. 


-Por que está em casa?


Paro de batucar os dedos na mesa quando ele fala, continuo sem olha-lo e respirando fundo falo pela primeira vez. 


-JungKook precisamos conversar. 


-Depois, estou com muita...


-Não. -o interrompo e levanto ficando de frente para ele- Precisamos conversar agora. 


Assim que ele ver meu rosto seus olhos abrem levemente em espanto. Acho que ele não lembra quem me deu um soco. 


-O que é isso no seu rosto? 


Ele trás sua mão para meu rosto e tenta tocá-lo, me afasto antes que ele me toque. JungKook franze o cenho e abaixa sua mão. 


-JungKook eu quero terminar com você. 


Fui direto para ver se isso acabava logo, eu não vou conseguir segurar as lágrimas por muito tempo. Ele me olha como se estivesse ouvido algo absurdo. 


-O quê? Terminar?


-Sabe quem me deixou com um olho roxo? Foi você. JungKook você me agrediu e nem lembra, eu não suporto mais essa situação.


-Eu...Meu Deus, me desculpe Taehyung...eu não queria fazer, por favor me dê outra chance, você vai me deixar?


-Eu já lhe dei chances demais JungKook, não posso simplesmente esquecer isso e viver em um relacionamento onde eu não estou feliz. -eu estava me esforçando para ficar firme. 


JungKook solta sua xícara na mesa e se vira ficando de costas pra mim, ele apoia suas mãos na pia e fica em silêncio. 


-JungKook... -ele me interrompe. 


-É ele não é?


-Ele quem? -franzi o cenho.


-Hoseok. Ele fez sua cabeça para me deixar e ter o caminho livre para te conquistar. 


-O quê? JungKook não coloca a culpa de nosso termino nos outros. Eu estou terminando com você porque não dá mais para viver dessa forma. 


Ele ainda estava de costas, mas assim que se vira e olha em meus olhos meu coração apertou ao vê-lo chorar. Se aproxima ficando a centímetros de meu rosto. Tão perto. 


-Você não me ama mais? É isso Taehyung? Não faz isso comigo, não faz isso com a gente. 


-Eu não fiz nada JungKook, quem fez foi você. -um nó em minha garganta ficava cada vez mais difícil de segurar- Eu preciso de um tempo, não tenho mais forças para aguentar tudo isso. Eu continuo te amando mas...


-Então não me deixa Taehyung, eu não vou suportar ficar longe de você. 


-Eu já te ajudei JungKook e você só fez me desprezar. Não dá mais, sinto muito mesmo.


Saio da cozinha as pressas e ele vem atrás de mim. Coloco a mochila e pego a mala já saindo rumo a porta mas sou impedido por ele.


-Tae...


Fecho os olhos com força ao ouvi-lo me chamar assim. Eu tenho que ser forte. Engulo em seco e pisco várias vezes para que nenhuma lágrima desça. 


-Adeus Jeon.


E sem olhar pra ele saio de casa.


Entrei no carro de Hobi e sem falar nada começamos a andar. Passei a viagem inteira segurando o choro, eu não queria me fazer de fraco na frente dos outros, não queria receber palavras carinhosas que não servem para nada. Depois de sair por aquela porta eu sabia que nada ficaria bem. 





A viagem foi longa mais chegamos antes do meio dia, Hobi estaciona em frente à casa de minha mãe e uma nasltagia boa invadiu meu corpo. O jardim continuava lindo como da última vez que vim aqui, continuava tudo como antes. Saio do carro e Hobi vem junto trazendo minha mala. Aperto a campainha e escuto um "Já vai". Ela abre a porta e seu lindo sorriso surgi no seu rosto ao me ver.


-Tae.


-Oi mãe. 


Ela abre seus braços e me aconchego ali como uma criança indefesa. Sinto como se voltasse a ser criança quando ela me abraçava desta forma para me acalmar. 


-Por que não me avisou que vinha? -pergunta ao nos separarmos. 


-Desculpe, foi meio muito rápido minha vinda. 


-Tudo bem. -ela olha para além de mim e parece que só agora viu quem estava lá- Meu Deus Hoseok nem falei com você, como está?


-Muito bem senhora Kim. -ele diz e dá um pequeno abraço nela.


-Que bom meu querido, e onde está seu irmão? Estou com saudades de meu genro. 


Meu sorriso morre um pouco, olho para Hoseok e ele olha de volta. 


-Ah o JungKook, ele 'tá bem. Continua bebendo demais, mas não temos muito o que fazer quanto a isso. 


Hobi diz e mamãe volta sua atenção pra mim, ela enruga um pouco suas sobrancelhas e acho que ela percebeu meu olho roxo.


-Taehyung o que é isso no seu rosto meu filho? Andou brigando?


-Mãe vamos entrar.


-Oh sim.


Entramos e Hobi deixa minha mala na sala logo avisando que já estava voltando para Seul. Minha mãe pede que ele fique para o almoço, mas ele diz que tem coisas para resolver, depois que Hoseok saiu, sentamos no sofá. 


-Pode falar Tae.


-Mãe eu e JungKook terminamos. 


-Por que meu filho?


Deito minha cabeça em seu colo recebendo um carinho nos meus cabelos. 


-A senhora sabe que ele começou a beber bastante depois do que houve -não precisava especificar o assunto, pois ela sabia- Eu tentei de todas as formas ajudar ele mãe, fui paciente, carinhoso, ele até tentou mudar mas no fim acabou voltando para o mesmo canto. Ontem à noite brigamos feio e ele estava completamente embriagado, JungKook estava agressivo e acabou me batendo. 


-Eu gosto muito de JungKook mas se eu o visse agora daria um tapa nele, mas como você está? Sei como ama esse garoto. 


-Eu estou péssimo, destruindo por dentro. Eu não consigo mais reconhecer o meu JungKook mãe, sinto tanta falta dele. 


Bastou lembrar dele que todo o choro que segurei derramei ali. Minha mãe apenas passava sua mão em meus cabelos dizendo que tudo ficaria bem, mas eu não acreditava mais nessas palavras. 



Após me acalmar, levei minhas coisas ao meu antigo quarto e ajeitei tudo. Na hora do almoço mamãe começou a conversar sobre suas vendas. Ela vendia produtos de beleza de porta em porta, foi com esse mesmo emprego que ela me sustentou depois que meu pai foi embora. Falando nele nunca mais o vi.


-Mãe? -a chamo enquanto a mesma lavava as louças e eu enxugava e guardava em seus devidos lugares. 


-Sim.


-A senhora sabe do meu pai? 


-Seu pai? -afirmo- Não sei como você ainda quer saber dele depois do que ele fez conosco. Mas ouvi dizer que ele está com uma esposa nova e que sua loja de móveis está muito bem nas vendas. 


-Esposa nova? A senhora acha que ele quer ter outro filho homem para que eu não possa herda sua loja?


-Bem provável meu filho, essa loja foi passada de geração pra geração então isso é bem possível. 


-E essa nova esposa dele, a senhora já a viu?


-Já, e seu pai é tão nojento. Talvez aquela mulher tenha uns 25 anos, ele parece o pai dela. Kim Chung-ho se superou desta vez. 


Terminando de ajeitar tudo fui para meu quarto, deitei na cama e fiquei pensando na conversa com minha mãe. Essa loja teria que ser minha por direito, sou o primeiro filho dele e o único, mas acho que mesmo ele não tendo outro filho ele não me daria ela. Claro eu sou gay e uma das coisas que meu pai mais odeia são homossexuais, eu também não ligo se vou ou não ter essa loja nunca precisei dele e não é um loja que vai mudar minha vida. 


Pego meu celular do bolso e junto vem o envelope que Jin me deu. Eu não irei usar esse dinheiro, só quando eu estiver mesmo precisando. Guardo o envelope no guarda roupa e volto para minha cama, olho meu celular e vejo várias mensagens e ligações do JungKook, eu poderia ignorar suas mensagens mas não consigui e abri a primeira. 


"Taehyung, por favor volta. Não vou conseguir viver sem você. Eu te amo"



"Taehyung"



"Eu preciso de você, você é o ar que respiro, a minha fortaleza. Taehyung eu estou me sentindo um merda por ter te batido, na verdade eu sou um merda. Minha vida é uma merda e te arrastei para ela, mas eu quero você de novo aqui. "



Eu estava chorando como sempre.


"Você é o sol dos meus dias, a lua das minhas noites. Só você tem um sorriso que me encanta, o olhar que me impinotiza, o perfume que me acalmar. Você é o amor da minha vida Taehyung, eu não sei o que seria de mim sem você. Sei que devo parar de beber mas não consigo, eu estou agora mesmo com vontade de beber mas tem algo me impedindo. Estou implorando Tae, volta pra casa."



Por que ele não disse todas essas coisas quando eu estava lá? Tudo poderia ser diferente, eu podia sentir um pouco do meu JungKook amoroso e não do agressivo. Limpo as lágrimas e continuo vendo suas mensagens, e com isso tive certeza que ele já estava bêbado. 


 "Você deve 'tá rindo de mim não é? Pois espero que esteja feliz agora, você disse que estava infeliz comigo então aproveitar e pode ficar com o perfeito Hoseok. Eu não ligo pra nenhum de vocês, espero que todos vocês sejam muito felizes longe de mim. Pode ir para os braços do Hoseok, aquele vagabundo que diz ser meu irmão e rouba o meu namorado esse traidor"



"Pode dar essa sua bunda a vontade por que eu vou foder muitas por ai, quem perdeu foi você"




Desligo o celular me negando a ler o resto. Pego meu travesseiro abraçando-o, eu estava muito magoado com JungKook e saber que ele pode trasar com outras pessoas me incomoda demais. Sei que eu poderia está pensando em outra coisa mas eu conheci JungKook com 19 anos, ele tinha 17 perto dos 18 e após muita conversa e beijos calorosos tivemos nossa primeira vez, ele podia ser mais novo que eu mas já havia tido sua primeira vez e eu era tão inexperiente. Ele foi paciente e quando estava entre minhas pernas foi o momento mais mágico de minha vida. O carinho e cuidado que ele teve nunca saiu de minha mente, as palavras sujas que ele sussurrava em meu ouvido enquanto se movimentava acima de mim, os toques junto aos beijos. Não importa quantas noites transamos essa foi a mais perfeita de todas.


Levanto da cama e vou tomar um banho, após a banho vou até a cozinha e tomo um remédio para dor de cabeça, ela estava explodindo. Deito novamente e me cubro sentindo meu olhos já pesados sem demora fecho os olhos e adormeço. 






Notas Finais


Eu tô insegura com esse capítulo, não sei pq mais tô.

Quero saber o que acharam, não hesitem em falar ok rsrs

Beijos e até o próximo ♥


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