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História Os Doze (novos) Olimpianos - Capítulo 6


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Notas do Autor


Oii galerissss

Quem é vivo sempre aparece não é mesmo??? CÁ ESTOU.

Capítulo 6 - Subsolo do Olimpo


 Katsuki estava tonto quando sentiu seus pés tocaram o piso branco. Suspirou, querendo apenas ficar em seu quarto. Mas a primeira coisa que fez foi se assustar com Mina que o encarava aliviada. Pôs a mão no peito.

 - Que bom que está aqui! – Comentou, notando que o loiro já estava com as roupas normais. – Achamos que isso aconteceu porque alguém acredita em nós!

 - Uhum. – Respondeu sem vontade.

 - Está tudo bem mesmo?

 - Sim. Tudo ótimo. – Forçou um sorriso fazendo a outra rir.

 - Se você diz... – Olhou em volta. – Sabe, já que estava lá embaixo, por acaso não viu a Tsuyu? Não achamos ela por aqui.

 - Não vi ninguém. – Mentiu na cara dura. Mina ergueu uma sobrancelha.

 - Sério?

 - Sim, qual é? Ela deve estar fazendo algum “trabalho” pra Gaia. – Deu de ombros.

 - Sei lá, tem certeza que tá tudo bem? – Repetiu, desconfiada.

 - Olha, pra alguém com suas origens, você faz perguntas demais. – Passou por ela, que o segurou pelo ombro.

 - Não gosto de falar do passado. – Disse em tom fechado.

 - Pois eu também não.

 Se soltou e seguiu o caminho desejado de seu quarto. Passou por um cômodo circular que ficavam as passagens para locais diferentes do Olimpo, ali estava Denki, descendo umas escadas.

 Kaminari estava tentando chegar logo a Forja antes que os terremotos piorassem e começassem a rachar as pedras de sustentação do “palácio”. Conforme ia descendo, o calor aumentava, a temperatura havia mudado muito rápido mas o rei esperava que isso fosse algo normal para áreas de trabalho assim. Também não tinham candelabros ou qualquer forma de iluminação, sorte que Denki conseguia guiar seus passos se segurando na parede da estreita escada cheia de curvas.

 Desceu o suficiente para achar que estava entrando no território das almas, porém uma iluminação alaranjada o acalmou. Se apressou e logo se viu na tão mística Forja de Hefesto. Tirou uns segundos para olhar ao redor, vendo muitas mesas de madeira e ferro, um caldeirão onde se derretia os metais, acima dele, um cano que despejava a lava em abundância. As ferramentas pareciam antigas e bem usadas, e folhas com projetos inacabados tomavam todos os cantos que fosse possível enxergar.

 Caído no chão perto da mesa mais próxima do caldeirão, estava Shinso, ainda desmaiado. Naquele instante Denki se questionou se deveria primeiro ajudar ou tentar parar a lava. Parou perto do outro sucessor e agachou, tocando sua testa, constatando que suava. Começou a balança-lo levemente e chamar pelo seu nome, buscando acordar o mais rápido, afinal, o único com a chave para fechar o fluxo de lava era o Ferreiro Celestial. Enquanto repetia o processo, sentiu o tremor forte dessa vez, as ferramentas caíram das mesas e tudo balançou junto.

 Estava ficando forte demais.

 Deixou-o de lado. Procurando a fechadura, que encontrou no fundo da Forja.  Era simples. Uma fechadura de ferro, com bastante ferrugem e um espaço médio para chave. Sabia que não tinha como fechar sem a chave. Entretanto, podia tentar.

 Respirou fundo. Tinha 0 certeza que iria funcionar. Abriu o punho direito, que se mantinha fechado por conta do medo e focou tudo que tinha, a força física e força de vontade, para conjurar um raio.

 Em pouco tempo, uma luz forte parecia tomar uma forma comprida na sua palma, porém, ardia como inferno. Quanto mais o raio crescia, mais queimava a mão, começando a alcançar as costas da mesma. Que vergonha... O Sucessor de Zeus mal podia segurar um raio. Sentiu vontade de chorar.

 Balançou a cabeça, péssimo momento para ter baixa autoestima. Observou com dificuldade o raio, concluindo que devia servir. Levantou na altura da fechadura e enfiou, segurou com as duas mãos e tentou girar, entretanto não mexia nem um pouquinho. Continuou tentando, ao descer a visão para suas mãos, arregalou os olhos: A queimadura estava chegando ao pulso. Pela primeira vez desde que tinha começado, sentiu uma dor imensa e sem conseguir conter, gritou.

 Algo o puxou para trás, por conta da surpresa, largou o raio que desapareceu assim que tocou o chão. Cambaleando observou o garoto de cabelos roxos tirar uma chave de dentro da camisa que estava presa no seu pescoço, passou o dedo em uma das armas não finalizadas, fazendo um corte superficial, passou o sangue que dali brotava na ponta da chave e colocou na fechadura. Girou sem dificuldades e Denki viu a lava parar de correr. O Sucessor de Hefesto virou para o Rei.

 - Tudo bem? – Perguntou se aproximando.

 - Não! – Respondeu erguendo as mãos para o outro ver. O arroxeado fez uma careta.

 - Sem querer ser babaca, mas você como Rei devia saber que a fechadura só funciona com sangue de Hefesto. – O loiro suspirou.

 - Só... – Engoliu seco. – Só queria parar o vazamento... AI! – Gritou e suas mãos tremeram.

 Shinso segurou abaixo do pulso e analisou a pele retorcida que emanava um cheiro nada agradável, a queimadura era extensa e severa. Se afastou e andou de um lado para outro murmurando coisas baixinho demais, tudo sob o olhar indignado de Denki que só queria ajuda.

 - Quer me ajudar ou não?! Pelo amor! Isso dói muito!

 - Calma. Tô’ pensando. – De repente parou e estalou os dedos. – Já sei! Vamos, tem um lugar que a gente pode ir.

 Passou um braço pela cintura de Kaminari tentando servir como apoio, sabia que queimaduras doíam. Subiram com dificuldade as escadas até o hall que dava para os quartos e para o salão principal, já podiam ouvir vozes conhecidas conversando. Denki fez menção de ir na direção do salão e foi puxado. Mirou o mais alto com confusão mas antes que pudesse iniciar uma sessão de ofensas, uma pontada de dor passou por suas mãos tremulas. Seu grito foi abafado por praticamente um tapa, de tão forte que Shinso bateu a mão contra a boca do Rei. 

 - Se você aparecer machucado assim na minha companhia, Todoroki vai surtar e não estou afim de brigar com ele. – Disse em tom baixo e sereno. – Nós vamos fazer do meu jeito. – Quis protestar, oras, era a porra do Rei! Ele que deveria tomar a decisão final. – Fique quietinho, não quero ter que apagar o Rei.

 Tudo bem, aquilo era a mais pura ameaça. Resolveu concordar. De maneira estranha, Hitoshi bateu em algumas partes da parede branca e sólida.

 “Que porra esse cara tá fazendo? Não tem outro lugar pra ir! Ou é o salão, ou os quartos!”, Denki pensou. Surpreendentemente, o Sucessor de Hefesto deu mais batidinhas e parou. Kaminari sentiu sua cintura ser puxada e fechou os olhos com força quando notou estar sendo jogado contra parede.

 Nada. Nem um baque, nem nada. Abriu os olhos, curioso, vendo um corredor branco brilhante, escadas com adornos dourados e o corrimão branco era quase todo coberto com trepadeiras.

 Foi solto.

 - Que lugar é esse? – Perguntou observando o local, admirado.

 - Você como Rei devia conhecer seu “palácio”. – Debochou descendo lentamente os degraus.

 - Quer parar de falar isso?! – Reclamou seguindo o ferreiro.

 Demoraram para alcançar o fim da escadaria bonita e bem cuidada. Dava direto em um jardim tão grande que Denki duvidou estar de fato debaixo do Olimpo.

 Grama cobria o chão e as paredes pareciam feitas de terra bruta com rochas.  Animais andavam dentre as árvores grandes, tendo pelo menos um de cada espécie. Leões relaxavam perto de um pequeno lago, macacos estavam andando entre galhos, aranhas se escondiam com a presença estranha, pássaros cantavam alto e lagartos podiam ser avistados nos troncos perto da água. Denki rodeava em seu próprio eixo tentando absorver as informações visuais que recebia.

 - Como nunca conheci isso antes? – Balbuciou para si mesmo.

 - Reis costumam ser ocupados demais pra explorar suas terras.

 - Já pedi pra parar de usar esse argumento o tempo todo. – Retrucou impaciente. Mais uma pontada, e mais forte dessa vez, se encurvou.

 - Estamos quase chegando. – Shinso tentou tranquilizar.

 Voltou a servir de muleta, muito embora não fosse o pé que estivesse machucado. Os animais eram pacíficos, saíam do caminho e interagiam apenas entre si. As plantas também eram lindas, bem vívidas e coloridas, de diversos tipos e formas.

 Em certo ponto, não haviam animais por perto, seus barulhos haviam ficado para trás, agora tinha só folhagens, que ás vezes eram empurradas pelo braço livre de Shinso. Caminharam pouco mais e estavam numa área sem árvores, arbustos, animais. No centro desse local aberto, uma figura de costas.

 Parecia uma mulher, com longos cabelos verdes, as duas pernas cruzadas, os braços abertos e levemente dobrados, e estranhamente flutuava. Ao seu redor, algumas raízes curtas saíam devagar do solo.

 - Desculpe te interromper. – Shinso disse.

 - Você só vem aqui quando precisa de alguma coisa. – Ela riu fraco.

 - Tch, isso não é verdade. – Largou Denki com cuidado e coçou a nuca desconcertado.

 Ela foi alongando as pernas até que seus pés descalços tocassem a grama. As raízes retornaram ao chão e a mulher se virou com um sorriso tímido.

 - Oh, o trouxe o Rei... – Fez uma longa reverência.

 - Perdão a indiscrição, mas, você é...? – Kaminari questionou envergonhado.

 - Ibara Shiozaki, Sucessora de Deméter. – A voz era suave. – O que os trazem até mim?

 Denki mostrou as mãos. Ibara assentiu, pegou uma cesta de madeira, que o loiro não entendeu de onde ela havia tirado aquilo, e se agachou. Arrancou várias folhas diferentes. Quando tinha o suficiente, andou até o centro do local vazio e pôs a palma da mão no chão. Segundos depois, um bloco de madeira saiu do solo, assemelhando-se a uma maca, com um gesto, Ibara indicou a maca ao Rei.

 Deitou prontamente.

 - Pode mastigar e depois engolir isso? – Lhe entregou uma folhagem. Enquanto mastigava, resolveu sanar umas dúvidas.

 - Por que fica aqui embaixo? Digo, é um lugar lindo, mas solitário.

 - Sou muito ligada a Deméter, os ressentimentos dela fazem efeito em mim. Não tenho contra vocês, porém, Deméter tinha contra uns Deuses. Fico desconfortável na presença de alguns Sucessores. – Pelo menos não a tinha ofendido.

 - Você desmaiou? – Hitoshi que falou, estava sentado na grama.

 - Sim, me recuperei rápido e por isso estava meditando. – Denki engoliu a planta. Shiozaki tirou da cesta folhas compridas e enrolou uma por uma nas mãos machucadas, Kaminari não conseguia sentir a movimentação na área. – Enfim, como fez isso?

 - A lava da Forja derramou, Shinso ‘tava desmaiado ainda.

 - Encostou na lava? Oh, deve ter sido dolorido. – Denki quis corrigir. A lava nem perto tinha chegado. Havia se queimado com um raio. A merda de uma raio. Abriu a boca, entretanto, Shinso o interrompeu.

 - Sim, a lava é foda mesmo.

 Ficaram no silêncio durante o resto do processo. Depois de enrolar completamente as duas mãos, cobriu com as suas próprias, pressionou de leve, fechou os olhos e sussurrou. Denki observava atento.

 Durou uns cinco minutos para Ibara se afastar e dizer que estava pronto. O Rei desenrolou as folhas, que agora encontravam-se escurecidas, amaçadas e secas.

 - O que acham dessa pessoa que acredita em nós? – Shiozaki disse, chamando atenção de Shinso, que deu de ombros.

 - Deve ser só uma criança boba. Em dois anos ela esquece e nós voltamos ao limbo.

 Denki ignorou os comentários e sorriu ao ver as mãos sem nenhuma cicatriz, arranhado ou dano que fosse. Não pensou, apenas abraçou a esverdeada, que não devolveu o afeto por conta da surpresa.

 - Muito obrigado! Não sei como te agradecer propriamente!

 - Sua saúde estando boa já é uma grande recompensa pra mim.

 Hitoshi conversou com Ibara por mais um pouco e então ele e Denki caminharam para as escadas. Subiram quietos, embora Kaminari não escondesse a satisfação de estar curado e andasse na frente. No topo da escadaria, o Rei que estava envolto em devaneios, virou para agradecer Shinso também, porém ele não estava ali.

 Denki olhou ao redor para ter certeza. Tão rápido quanto o tinha salvado de seu próprio raio, Hitoshi tinha voltado a Forja sem se despedir.

 Entrou no salão principal a passos de uma pessoa débil, com olhar baixo. Levou um susto ao notar alguém segurando seus ombros. Ergueu o queixo, era Todoroki.

 - Finalmente! Você está bem? – Antes de receber uma resposta já procurava machucados visíveis.

 - Sim. – Shoto estranhou o tom sem emoção.

 - E por que demorou tanto? – Pendeu a cabeça para o lado, desconfiado.

 - Eu.... – Olhou novamente ao redor. – Eu me distrai com uma coisa.

 

 Longe do Olimpo, as praias da Grécia estavam cheias. As risadas e falatórios eram altos, e a felicidade? Palpável.

 Exceto para Tsuyu. Ela entrava cada vez mais fundo no mar, a água cobria cada vez mais centímetros de seu corpo... Quando só o pescoço estava para fora observou o horizonte.

 - Vou fazer você engolir suas palavras, Bakugo.


Notas Finais


Entãooo espero que vocês me desculpem mesmooo por ter demorado tanto, é só que ando tendo vários problemas familiares que vão me deixando bem desanimada.
MAS NÃO FALEMOS DE COISA RUIM
Espero q curtam o cap e se acharem algum errinho, avisem pleasee :)
AHHH se quiserem puxar minhas orelhas por demorar, podem fazer isso la no meu twitter: @ danizzz1987
É isto... <3


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