História Os Escolhidos da Luz - Capítulo 14


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aventure, Fantasia, Força, Guerra, Magia, Misterios, Romance, Sonhos, Traição
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Literatura Feminina, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura Pessoal!!!

Capítulo 14 - Capitulo 13. Meu Aniversário Doloroso


Fanfic / Fanfiction Os Escolhidos da Luz - Capítulo 14 - Capitulo 13. Meu Aniversário Doloroso

Os dias foram passando sem grandes acontecimentos. Eu tentava passar o maior tempo possível com a minha família, tirando minha irmã que estava sempre saindo com sua cunhada para chás ou lanches da tarde. Com meu pai e tio Felix também era meio complicado, pois andavam ocupados devido o ataque surpresa daqueles seres horripilantes a nossa casa.

Já meu noivo a situação estava controlada, por assim dizer. Não tivemos mais nenhuma daquelas conversas que me deixavam envergonhada, talvez porque não ficamos mais a sós novamente por duas razões: O primeiro era meus irmãos, que a pedido de minha mãe, sempre nos faziam companhia em nossas raras conversas civilizadas e com poucas palavras. O segundo motivo era eu, sempre evitava encontra-lo nos corredores ou procurava sair discretamente quando o via sozinho em algum cômodo. Eu ainda não sabia por que me sentia daquela maneira perto dele e isso me apavorava mais do que enfrentar monstros pelo resto da minha vida.

E de repente e sem avisar chegou o dia do meu aniversario e o ultimo dia antes da minha partida para a Academia. Eu já tinha visto tudo que estava no pacote: os uniformes, os livros trancados, um cartão de identificação e uma mochila vazia com um bilhete que continha apenas uma frase sem sentido: “Um buraco escuro é sempre um buraco escuro”. Mostrei o endereço magico aos meus pais, não relatando minhas experiências instrucionais. Mamãe ficou uma meia hora me abraçando tentando esconder as lagrimas que às vezes caiam pelo seu rosto e papai apenas me deu um beijo na testa e me mostrou seu sorriso de contentamento falso.

Eu sabia o quanto era difícil para eles. Já tinham se despedido de uma filha que não voltou e sentiam um grande medo de acontecer à mesma coisa comigo. Mas não importava os medos, as perdas, os danos, éramos guardiões da luz e nossos deveres estavam sempre na frente de tudo. E a partir de amanhã eu iria iniciar isso. Talvez seja por isso que estava tão difícil levantar da cama, mesmo que fosse dia do meu nascimento.

- Acorda Céu – Gritou Ben entrando sem bater em meu quarto e pulando na cama fazendo me chacoalhar – É hoje, é hoje, é hoje.

- Pare com isso Ben – Ralhei. Pelo jeito de uma maneira ou de outra eu teria que enfrentar aquele dia – Pronto já estou de pé, feliz?

- E você não estar? – Inquiriu finalmente interrompendo seus pulos – É seu aniversario, os outros ainda não chegaram, mas ontem mamãe prometeu que teríamos um dia legal. Nem vão sair em missões hoje só para comemorar.

Ainda eram apenas quatro e meia da manhã. Eu teria menos de vinte quatro horas de liberdade. Tomei um banho um pouco demorado enquanto Ben descia para comer – um segredo que descobri era que todo serviço da casa era feito por empregados membros de famílias renegadas que ficavam completamente invisíveis, segundo as ordens ridículas de minha irmã e seu marido.

Vesti-me rapidamente e sai ficando completamente paralisada a chegar ao topo da escada. A escada inteira estava coberta de pétalas de rosas brancas e vermelhas e todos estavam reunidos no saguão a minha espera.

- Feliz aniversario Celina – Gritaram assim que me viram.

Tomei o maior cuidado para não tropeçar enquanto ia até eles, abraçando meus pais no instante que os alcancei.

- Não precisavam ter feito isso – Falei após o susto ter passado.

- Não seja boba querida. Você merece todas as rosas do mundo – Disse meu pai tentando manter a postura de um Raoni perante todos – Agora você tem dezoito anos minha menina.

- Sempre serei sua menina, pai.

- Eu disse que a mamãe tinha algo legal para fazer, não disse? – Proferiu Ben.

- Tecnicamente não disse que seria isso.

- Qual seria a graça então Céu? – Perguntou Kalil me abraçando apertado – Se soubesse teria perdido o efeito.

- Meus parabéns pequena – Cumprimentou meu tio abraçando-me logo em seguida – Quer dizer, não tão pequena assim.

- Obrigada tio.

- Muitas felicidades Céu – Milla abraçou-me, ao qual senti o cheiro das rosas em seus cabelos – Que a luz de ilumine sempre.

- Agradecida Milla.

- Bom para mim isso tudo foi um exagero – Afirmou tia Clarissa apenas me dando tapinhas nas costas – Mas muitas felicidades sobrinha.

- Parabéns Celina – Saudou Nuno na sua maneira discreta de sempre.

- Obrigada.

 Foi à vez de Àgatha e seu marido se aproximarem com Ivna e seu noivo no encalço.

- Meus parabéns Céu – Mensurou minha irmã me dando um rápido abraço.

- Muitos dias de vida minha cunhada – Complementou Oliver, não conseguindo muito disfarçar seu descontentamento por estar perdendo seu tempo tão precioso em algo que não lhe dava lucros.

- É muita gentileza de vocês.

- Parabéns senhorita Butterworth – Cumprimentou Ivna educadamente. A cunhada de minha irmã parecia a meu ver, como uma boneca que não podia ser mexer sozinha sem a autorização dos outros.

- Sim, senhorita, receba minhas felicitações também – Falou seu noivo que seria apenas mais uma pessoa a trata-la como boneca.

- Agradeço aos dois.

Acel foi o único que não me felicitou, apenas ficou afastado me encarando e avaliando como sempre fazia.

- Muito bem, vamos tomar um excelente café da manhã e depois iremos abrir seus presentes – Declarou mamãe – Já que teremos apenas a parte da manhã com você, vamos aproveitar bastante. Por isso que decidimos voltar mais cedo hoje das missões.

- Como assim apenas a parte da manhã? – Indaguei confusa, será que teria que partir mais cedo do que o combinado?

- Seu noivo pediu para mim, que nesse dia tão especial pudesse passar um tempo a sós com você e como são noivos não vi mal nenhum em aceitar – Explicou meu pai.

- Claro que se você quiser Celina – Completou Acel chegando mais perto após ouvir qual era o tema da conversa – É o seu aniversario, você tem todo o direito de escolher o que quer fazer.

- É claro que ela aceita – Respondeu tia Clarissa em meu lugar, ignorando o olhar irritado de meu tio – O senhor é o noivo dela. Vamos Céu, diga que aceita.

- Clarissa, como acabou de falar o senhor Lawford, é uma escolha apenas da Celina e de ninguém mais – Censurou meu tio.

- Tudo bem tio – Expressei – Minha tia não deixa de ter razão. Eu aceito o seu convite senhor Lawford, será um imerso prazer – Apenas concordei por pura educação, só educação.

- Muito bem, já que esse assunto foi resolvido vamos comer antes que a comida esfrie – Mandou mamãe.

- Se esfriar mamãe, mando os inúteis dos meus empregados esquentarem – Ágatha e sua soberba.

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No meu povo não tínhamos o costume de comemorar os aniversários. Apenas tínhamos um simples jantar com toda a família reunida e pronto. Nada de palhaços, presentes, mágicos, brinquedos, amigos, balões ou todos cantando parabéns para você. Mas a questão mudava quando atingíamos dezoito anos, porque era a idade mais importante de todas, era a idade que você iria fazer sua Preparação e saberia qual seria seu lugar no nosso povo.

Por isso não estranhei o café da manhã exagerado que foi feito para mim, cheio de doces, pães, variedades de sucos e bolos. Também nos eram permitidos entregar e receber presentes. Cada membro da família e amigos poderia entregar apenas um pelo o resto da vida. Ou seja, não deixava de ser especial já que seria a única vez que eu receberia presentes no meu aniversario.

Depois de comermos até a barriga dizer chega, todos nos reunimos na sala de visitas, a única que tinha quatro enormes sofás dourados.

- Peço a atenção de todos – Exigiu meu pai – Como seu pai Celina, minha Céu, minha quarta filha, acho que ganho o direito de começar. Assim como foi com seus irmãos mais velhos antes deles partirem para a Academia, eu lhe entrego algo que desejo de todo o coração possa ajuda-la nessa sua jornada que se iniciara amanhã – Com cuidado me entregou uma pequena caixa onde desembrulhei o laço colocado com carinho e o abri revelando uma adaga com meu nome escrito no cabo – O que acabou se tornando perfeito a você, já que mostrou ter uma excelente habilidade com adagas.

- Sempre a mesma adaga, não é papai? – Zombou Àgatha.

- Ainda tenho a minha até hoje guardada com carinho – Confessou Kalil.

- E irei fazer o mesmo meu irmão – Falei – Obrigada papai, eu gostei muito – O abracei realmente agradecida. Eu lembrava do dia – e o ultimo – que ele deu uma adaga a Elisa que chorou por duas horas inteiras de felicidade em seus braços.

- Se você como pai tem o direito de começar, eu como a mãe tenho o direito então de ser a próxima – Mamãe pegou uma linda caixa toda embrulhada de pequenos coraçõezinhos e colocou em meu colo – Isso não é nenhuma arma ou algo parecido. É simples, mas é de todo o meu coração de mãe que lhe presenteio com ele.

Pisquei afastando as lagrimas de emoção. Sabia que se começasse a chorar duraria muito mais do que duas horas. Empenhei para não rascar o embrulho que guardaria comigo e deixei algumas gotas de lagrimas rolar quando vi o que tinha dentro: O diário de Elisa.

Após recebemos noticias de sua morte, mamãe foi pessoalmente recolher todas as coisas dela que tinha sobrado inclusive seu diário que ela escrevia todos os seus pensamentos mais profundos. Mas mamãe não deixou mais ninguém mexer ou olhar, o que acabamos respeitando já que a perda de uma filha é bem mais difícil para a mãe.

- O que é isso? – Perguntou Àgatha se levantando imediatamente – Mas é o diário da Elisa, mãe.

- Sim, Àgatha é o diário da sua irmã.

- Mas a senhora tinha dito que esse diário havia sumido quando eu perguntei sobre ele – Exigiu ela encarando o diário como se fosse ouro.

- E dai? Você nunca foi próxima de sua irmã, porque estar tão indignada assim?

- Por nada – Respondeu voltando a se sentar do lado de seu marido – Só que mesmo que não fossemos tão próximas, Elisa ainda era minha irmã caçula.

- Fique calma Àgatha, o diário estar completamente trancado – Confessou mamãe.

- Como assim minha sogra? – Quis saber Oliver que começava a suar, o que achei estranho já que nem estava calor.

- Eu tentei todos os feitiços possíveis, falei com varias pessoas conhecidas e até mesmo contratei chaveiros normais. Mais ninguém conseguiu abri o cadeado.

- Menos mal – Disse meu cunhado parecendo aliviado.

- E porque diz isso cunhado? – Indagou Kalil.

- Ora apenas porque acho estranho violar à intimidade da minha falecida cunhada dessa maneira, só isso. Mas pelo o visto isso se tornou apenas um caderno inútil.

- Não – Neguei – Se tornou um objeto de recordação da minha irmã e isso não o faz de jeito nenhum ser inútil Oliver. Obrigada mamãe – A abracei apertado não me importando mais se chorava a ponto de inundar a camisa de alguém – Vai ser bom ter um pedacinho da Elisa comigo.

Mesmo podendo receber presentes, aquele estava sendo o meu aniversario mais doloroso de todos e nem tinha acabado ainda.


Notas Finais


Até a proxima, comentem. Quero muito saber a opnião de vocês.


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