História Os Escolhidos da Luz - Capítulo 19


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aventure, Fantasia, Força, Guerra, Magia, Misterios, Romance, Sonhos, Traição
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Palavras 2.283
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Literatura Feminina, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Mas um gente. Boa leitura!!!

Capítulo 19 - Capitulo 18. A Chegada: Bem-Vindos a Academia Luzeres


Fanfic / Fanfiction Os Escolhidos da Luz - Capítulo 19 - Capitulo 18. A Chegada: Bem-Vindos a Academia Luzeres

Passei toda a tarde e a noite dormindo. O que na verdade acabou sendo maravilhoso, pois eu necessitava dessa reposição de sono que nem ao menos tinha percebido.

- Céu, acordou bem na hora! – Anunciou Valéria parada em pé me olhando com um lindo (e presente) sorriso branco e escancarado no rosto – Os outros já estão descendo. Os garotos já foram, eu estava pronta para de acordar.

Levantei-me para minha higiene pessoal que infelizmente se resumia ao rápido escovar de dentes em um copo e uma rápida lavada no rosto, e meu cabelo teria que se contentar com um coque à vista que não teria como penteá-lo quarenta vezes.  Descemos do ônibus o que para minha alegria foi uma das melhores sensações já sentidas, principalmente depois de passar tantas horas em um lugar que só brilhava vermelho. As visões dos raios solares e do verde da grama e da floresta não eram de ser jogar fora.

Todos já estavam reunidos e numa primeira impressão éramos uma turma bem diversificada. Tinham vários tipo e cores de cabelos: loiro, ruivo, moreno, castanho-avermelhado, verde, azul e dourado. Alguns eram altos e fortes, outros eram altos e um pouco fora do peso. Também podia ver que havia muitas pessoas de vários continentes diferentes: Desde asiáticos a africanos.

- Somos trinte e cinco – Falou Valéria assim que ficamos mais ou menos perto do grupo – Eu contei vinte garotos e quinze garotas. Na verdade eram para ser vinte e um, mas a conta meio que foi atualizada depois que descobriram alguns jovens que também fizeram aniversário nesses últimos 3 meses. Parece que algumas famílias mentiram o que deu a maior confusão.

- Onde será que estamos? – Perguntei já que parecíamos estar em um campo aberto com arvores enormes tapando o caminho ao redor.

- Acho que aqui será a etapa final.

- Jovens Iniciados a sua atenção, por favor – Tive que segurar meu coração dentro do peito no momento que o dono da voz surgiu entre as arvores acompanhado de uma mulher – Sou Acel Lawford um de seus treinadores esse ano e já deixo bem avisado: Não costumo pegar leve, então é melhor levarem muito a serio o trabalho que vocês terão aqui.

Nossos olhos se encontraram brevemente, mas pude ver em seu olhar o quando estava se divertindo com a minha expressão de surpresa por vê-lo ali. Eu pensava que tinha saído sem se despedir devido problemas familiares ou porque estava fugindo da tarada que existia escondida dentro de mim, mas pelo visto eu estava redondamente encanada.

- Já a mim sou Julie Jokle – Apresentou a mulher que o estava acompanhando. Parecia ter a idade de minha mãe, mesmo que aparência fosse completamente diferente: Mesmo usando botas altas podia perceber que não era muito alta, seus cabelos eram na altura do ombro meio acastanhados e seu rosto tinha um delicado formado de coração, até mesmo possuía algumas sardas que se destacava dependendo do tipo da luz no ambiente – Sou também uma de seus treinadores e pedirei a licença do treinador Lawford para roubar sua frase de que também não serei gentil com vocês. Aqui é o lugar onde aprenderam os perigos que terão que enfrentar, será aqui que vocês deixaram de serem os protegidos para serem aqueles que protegem, por isso se esforcem o possível e impossível para se saírem bem.

 - Bom eu conduzirei os rapazes – Confessou Acel – A treinadora Jokle conduzirá as garotas.

Formamos duas vilas e seguirmos cada um por direções diferentes, os rapazes foram para a direita e nós para a esquerda em direção ao uma trilha muito bem escondida e apertada. Foi um sacrifício tentar desfiar de galhos afiados, tanto que agradeci por estar usando a jaqueta poupando meus braços de receberam arranhões.

- Essa é a Floresta Labirinto – Explicou a treinadora. Acelerei um pouco os passos para podê-la ouvi-la bem – Alguns alunos a chamam de floresta escura porque a noite é quase impossível enxergar alguma coisa nela. Mas a verdade é que ela é um imerso labirinto cheio de perigos, principalmente à noitecer, já que é o habitar de vários monstros perigosos. Por isso também não deixa de ser uma excelente fortaleza para a academia.

Vasculhei os altos das arvores imersas para tentar verificar se tinha alguém a nossa espreita. De algum jeito aquele lugar me causou uma sensação de náusea, o que não fazia sentido já que era minha primeira vez ali.

- A primeira coisa que vão precisar gravar nessas suas cabecinhas é que ninguém vem para a floresta escura sem autorização, por isso devem ficar nos muros da academia se não quiserem perder esses seus rostinhos. Entendido?

- Sim Treinadora Jokle – Responderam todas menos a mim que teria um pouco de dificuldade na sincronização de falas.

A caminhada durou mais alguns minutos até paramos em um enorme tronco de árvore que também tinha um dos estranhos símbolos gravados em sua superfície.

- Chamarei um nome de cada vez – Instruiu nossa treinadora assim que conseguimos ficar uma do lado da outra sem nos furar no trajeto – E cada uma subirá no tronco e falará em alto som a seguinte frase: “A partir de agora minha vida é servir a luz”.

- Me desculpe treinadora – Levantou à mão uma garota ruiva meio baixinha que mascava um chiclete – Mas porque temos que fazer isso?

- A pergunta certa senhorita seria porque não tem que fazer isso? Não questionar as ordens dadas a vocês é algo também muito importante que devem aprender. Agora sem mais conversas fiadas, temos horário a cumprir. A primeira que chamo é Viola Bkloha, linhagem desonrada.

Uma garota totalmente bronzeada olhou para duas outras meninas como se pedindo por forças e de uma maneira desajeitada subiu no tronco, onde se acomodou e respirou fundo antes de dizer – “A partir de agora minha vida é servir a luz” – E começou a literalmente pegar fogo até não sobrar nada, nem mesmo seu pó.

Valéria soltou um gritinho abafado que apenas eu conseguir ouvir. Algumas das outras garotas também olhavam pasmas pelo o que tinham presenciado e sinceramente eu não estava diferente, apenas fiquei encarando com a boca meio aberta o ponto onde Viola tinha desaparecido, ou melhor, tinha sido carbonizada.

- Muito bem, a próxima é a senhorita Georgina Nevez, linhagem média – Anunciou a treinadora Jokle como se nada tivesse acontecido.

- A par... A par... A par... – Gaguejou Georgina com as pernas bambas em cima do tronco.

- Senhorita Nevez não temos o dia todo, fale ou saia e retorne para sua família. A escolha e as consequências são suas – Informou a treinadora sem paciência alguma.

- A partir de agora minha vida é servir a Luz.

E a mesma coisa aconteceu, todo corpo dela foi envolvido em fogo desaparecendo logo em seguida.

- Senhorita Celina Butterworth, linhagem baixa. Suba no tronco.

Minhas pernas se movimentaram sem a minha mente estar consciente. Era como se meu corpo tivesse vontade própria, o que na verdade não foi nada ruim, pois eu mal conseguia parar de tremer de medo. Depois de quase cair com a cara em cima do tronco tentando subir, fiquei de pé e encarei minhas companheiras. Valéria me deu um tímido sorriso de solidariedade ou de despedida. Limpei a garganta e mandando tudo se ferrar, pronunciei:

- A partir de agora minha vida é servir a luz – E como tinham acontecido com as duas garotas, peguei fogo.

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- Pode abrir os olhos Celina – Pediu carinhosamente Acel que estava na minha frente tocando de leve meus ombros.

- Estou no paraiso? – Perguntei ainda meio tonta após vê-lo sorrir.

- Não – Negou ele apontando para o local onde nos encontrávamos. Em frente a um enorme portão de ferro que dava para um castelo medieval – Estar na Academia Luzeres.

Olhei para meu corpo que não tinha nem mesmo uma fagulha e depois do susto ter passado, percebi que nos encontrávamos em uma ponte onde tanta Viola, Georgina e alguns dos garotos aguardavam em uma vila reta.

- Formos transportados, não é? – Perguntei.

- Vá se juntar as outras garotas, ainda tem outras que poderão chegar a qualquer momento.

Caminhei para me juntar as meninas, onde para minha surpresa Viola estava com o rosto vermelho de tanto chorar e Georgina ainda não parava de tremer. Já os rapazes pareciam estar mais tranquilos, principalmente Robson que me deu uma piscadinha assim que nossos olhares se cruzaram, mas tanto uma segunda olhada parecia que tinha menos garotos do que no começo.

- Quatro garotos foram embora – Disse Georgina percebendo meu olhar intrigado – Suas famílias serão castigadas com certeza. Eles não passaram no teste.

- E qual era o teste? – Perguntei.

- Eles não disseram.

Após duas horas, todas tinham aparecido (menos duas que acabaram desistindo).

- Aquilo foi realmente assustador – Reconheceu Valéria que parecia apalada – Nem sem como tive coragem de continuar.

Antes que eu pudesse responder, Acel e a treinadora Jokle foram para frente do grupo até ficar diante do portão fazendo com que os murmúrios se cessassem na hora.

- Parabéns para os que tiveram a coragem e o desejo de servir a Luz – Elogiou Acel – Agora vocês irão entrar no lugar que será seu lar durante um ano. Conheceram seus dormitórios, receberam seus horários do treinamento e todas as suas coisas que estarão aguardando dentro de seus dormitórios. Hoje terão a permissão para descansar, mas amanhã e obedecendo as instruções que vocês receberam irá começar para valer sua Preparação.

- Lembrem-se que serão vigiados o tempo todo – Avisou Jokle – Seus treinadores estarão de olhos em cada passo que vocês terem e no final de tudo saberão qual ou quais são seus dons de luz para que possam realizar missões defendendo a Luz contra a escuridão.

Os portões se abriram automaticamente e formos entrando. Agora não tinha volta, era a partir dali que eu saberia qual seria meu destino.

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A academia era literalmente um castelo medieval, era todo construído por blocos de pedras, possuíam varias torres, todo cercado por grandes muros tendo como única saída o portão que tínhamos ultrapassado. Pelo o menos tinha um imerso e maravilhoso campo onde com uma rápida olhada conseguia ver alguns jovens treinando ou passando tempo, o que não me deixou tão desapontada.

O piso era de porcelana que fazia barulhos quando os sapatos tocavam no chão, eram iluminados por tochas com o fogo que brilhava amarelo e vermelho ao mesmo tempo, as paredes eram cercadas com autorretratos da nossa historia ou de guardiões importantes.

Formos seguindo pelo um enorme saguão cheio de jovens correndo e saindo de corredores, provavelmente se direcionando para suas aulas ou atividades. Mas o que realmente me impressionava era o teto que também era pintado com as nossas historias e tinha lindos candelabros brilhantes e valiosos. Percorremos mais alguns passos virando algumas vezes até chegamos a uma enorme escada que se dividia para a direita e esquerda, onde três pessoas aguardavam no seu inicio.

- Iniciados – Comunicou a treinadora – Esse é o diretor da Academia Tiberius Nithercott.

- Bem-vindos – Cumprimentou o homem alto, careca, moreno e que usava o terno mais branco e brilhante que já vi na minha vida – É um grande prazer ver jovens guardiões se preparando para tomarem seus lugares entre nosso povo. Agora vocês receberam novos cartões de identificação e um novo horário que serão entregues para vocês por esses dois formandos aqui comigo. Também serão informados a vocês o numero de seus quartos onde deveram se encaminhar para poderem organizar suas coisas pessoais. Meninos devem ir pela direita – Apontou para as escadas divididas da direita – E as meninas pela esquerda. Desejo-lhes boa sorte e que a Luz ilumine seus passos rumo à glória.

Peguei o cartão e as informações com um dos jovens e segui subindo até meu quarto: Número 105.

- É uma pena que não vamos ficar no mesmo quarto – Declarou Valéria – Mas vamos nos encontrar nas aulas, não é?

- Claro – Confirmei.

Antes que eu pudesse subi os últimos degraus virei-me para olhar Acel que estava junto com a treinadora e o diretor a nos observar enquanto subíamos. E com seu olhar de conforto continuei um pouco mais tranquila, o que na verdade me surpreendeu o quanto ele com um simples gesto estava-me tanto forças.

Os corredores eram repletos de quartos com números. Valéria entrou no vinte e seis me deixando caminhar e subir por mais alguns lances e corredores sozinha até chegar à porta com meu respectivo numero, onde para minha surpresa já tinha uma das iniciadas tanto batidas.

- Acho que podemos entrar – Sugeri aproximando – Pelo que eu tinha visto ainda é o horário das aulas então nossa outra companheira não devem estar ai.

- Que bom, estava começando a achar que ela estaria me ignorando. Oi sou Holanda Vish – Apresentou. Holanda me lembrava muito Milla pelo seu jeito o que me agradou muito na hora. Tinha a mesma estatura que a minha, cabelos loiros encaracolados, olhos verdes ou azuis (meio difíceis de identificar) e pelo seu tipo de corpo ela com certeza gostava de exercícios.

- Prazer, sou Celina Butterworth.

- Então é verdade? A garota que enfrentou os monstros sozinha e sem preparação veio mesmo?

- Acho que todos conhecem essa historia – Sussurrei um pouco envergonhada. Ser invisível era um dos meus planos que pelo visto não seria bem suscetível.

- Você é famosa. Além do mais todos também sabem que você é noiva do treinador Lawford. Cá entre nós você é bem sortuda, vai sair da linhagem baixa antes mesmo de iniciar a Preparação.

- Será que podemos entrar? É que estar meio estranho conversamos aqui no corredor vazio.

- Claro.

E com a percepção de que nada seria como eu planejei abri a porta do quarto.


Notas Finais


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