História Os Escolhidos da Luz - Capítulo 20


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aventure, Fantasia, Força, Guerra, Magia, Misterios, Romance, Sonhos, Traição
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Palavras 2.105
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Literatura Feminina, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura!!

Capítulo 20 - Capítulo19.ConfusãonoRefeitório:Porquesemprenahora de comer?


Fanfic / Fanfiction Os Escolhidos da Luz - Capítulo 20 - Capítulo19.ConfusãonoRefeitório:Porquesemprenahora de comer?

O quarto era bem espaçoso, com três camas com uma cômoda ao lado e em cima uma iluminaria. Três armários, um banheiro e apenas uma janela que tinha vista para o campo.

- Pelo jeito nossa colega deixou nossas malas nas camas disponíveis – Disse Holanda encaminhando para suas coisas na cama do meio, posto que a minha seria a única que estava grudada na parede – Como será ela em? Nunca vi um quarto tão sem nada pessoal.

Realmente nada no lugar estava fora do lugar. Não tinha postes nas paredes, roupas jogadas no chão, o piso sujo infestado de baratas. Contrário a tudo que tinha imaginado. Claro que baseei nos filmes e livros sobre colegas de faculdade bagunceiros e bêbados.

- Talvez ela seja alguém organizada – Apostei abrindo minhas malas e o armário que graças a Luz ficava perto da minha cama para começar a guarda-las.

- Espero que ela não seja tão cismada em arrumação porque sou bem desorganizada – Informou jogando seus pertences tudo de uma vez no armário – Se importa se eu tirar um cochilo? O povo que veio comigo mal calava a boca por isso não deu para dormir direito na viagem até aqui.

- Não tudo bem – Falei dirigindo-me até o banheiro – Eu vou tomar um banho.

Não tinha a menor duvida que minha outra colega de quarto fosse alguém muito ligada à organização porque nunca tinha entrado em um banheiro tão limpo como aquele. E pelo visto ela tinha deixado tudo pronto para nossa chegada, pois liberou espaço para nossas coisas pessoais de higiene.

Retirei e guardei tudo bem bonitinho meus cremes, escova de dente e sabonete. Se ela deve todo o trabalho de manter tudo em perfeita ordem não seria eu que estragaria. Uma nota mental: se preparar psicologicamente antes de entrar no chuveiro com a agua mais gelada do mundo. Tive que me segurar para não dar um grito que chamaria a atenção da Academia inteira.

Mas depois de me acostumar até que foi um banho prazeroso. Pude tirar toda sujeira que para meu grande horror não era pouca. Vesti-me com roupas simples já que não iriamos começar o treinamento e também fui me deitar. O primeiro sono na cama que seria minha por ainda 364 dias.

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- Ei novata acorda – Cutucou-me uma mão nem um pouco delicada – Levanta ou vou jogar um balde de agua fria na sua cara.

Levantei assustada. Bom, não era todo dia que alguém de ameaça com a intenção de acorda-la. Demorei alguns instantes para me situar e lembrar onde estava. Mas assim que minha mente clareou, encarei uma garota oriental irritada.

- Finalmente bela adormecida, pensei que tinha entrado em coma. Estou à meia hora tentando levanta-la.

 - Desculpe, mas quem é você? – Perguntei completamente acordada e em alerta.

- Sou Rebek Kuki, sua outra colega de quarto. Agora se arrume já estar quase no horário do jantar e você não vai querer ficar de estomago vazio no treinamento. Sua outra amiga estar no banho, mas pelo jeito que encontrei o banheiro inundado você já deve ter tomado o seu então só se veste.

- O jantar? – Indaguei procurando algum relógio para me orientar.

- Sim, começa as seis e meia como você deve ter lido nas suas instruções – Falou olhando um relógio que estava em seu pulso –  O que nos dar exatos quinze minutos, então se arrume enquanto apresso a outra. E não pense em que isso vai virar rotina, só irei ajuda-las hoje porque é tradição os com mais tempo na Academia ajudar os novatos. Por isso não perca mais o seu tempo, pois ele é muito valioso e não esperarei você na próxima.

Vesti o uniforme limpo o mais rápido possível, o que foi quase ao mesmo tempo em que Holanda ficou pronta. Seguimos Rebek pelo mesmo caminho até as escadas e assim que descemos tomamos a direção sul onde muitos também estavam se dirigindo para lá.

- Acho que precisamos nos apresentar, não? – Sugeri tentando manter o mesmo ritmo dos passos apressados de nossa guia.

- Na verdade sei o nome de vocês: Holanda Vish e Celina Butterworth a garota que enfrentou e venceu monstros sem nenhum treinamento. O pessoal sempre avisa quando gente nova chega.

- E há quanto tempo você estar aqui? – Perguntou Holanda também tendo a mesma dificuldade de se manter ao lado de nossa colega de quarto.

- Há cinco meses, por isso podem esperar por mais uma colega nova assim que eu sair garotas. Pronto, aqui é o refeitório.

Adentramos um imerso (tudo sempre era grande naquele lugar) salão retangular cheio de mesas. E nas paredes horizontais enormes janelas vidraças as decoravam, tanto um tom um pouco sinistro no lugar. O lugar começava a encher aos poucos tanto na fila quanto nas mesas. As conversas e batidas de talheres nos pratos eram o único som que se ouvia em todo o ambiente.

- A fila é dividida em seis para poder pegar a comida por isso tentem vim mais cedo. Não sabem a dificuldade depois só para esperar. Podem se sentar em qualquer das mesas marrons, mais aquelas – Apontou para umas vinte mesas douradas com cadeiras bastante confortáveis – São apenas para os mestres e treinadores, se eles não as convidarem então jamais deve estar nelas. Vocês podem comer até a hora de dormir por isso engula tudo rapidamente, agora é isso, nos separamos aqui – E sem mais nada nos deixou indo direção as suas conhecidas.

- Você quer... – Virei-me para Holanda que já estava seguindo seu caminho também – Beleza, separadas então.

Fiquei em uma das filas que não estavam tão grandes. Depois de alguns minutos cheguei até um enorme balcão que mostrava os pratos mais gostosos da culinária mundial. Arroz com pique, arroz com salsa, arroz puro, feijoada, macarronadas, carnes, caldos, frituras e todos os tipos de tortas e bolos de frutas. Peguei minha bandeja não tentando chorar de emoção e fui me servindo rapidamente já que a fila começava a crescer atrás de mim.

Mas a parte mais difícil seria encontrar uma mesa logo após ter terminado. Caminhei rezando para encontrar alguma mesa vazia até ouvir alguém gritando meu nome. E assim que localizei a direção do chamado, vi Valéria sorrindo e balançando os braços enlouquecidamente. Aproximei-me ficando surpresa ao ver que ela não estava sozinha: Robson Montana sentava ao seu lado com a bandeja transbordando de comida.

- Não me olhe assim – Falou com a boca cheia de comida – Essa louca me pegou pelo braço e me obrigou a sentar aqui – Continuou enquanto me acomodava na frente deles.

- Pode parar Rob – Retrucou Valéria sorrindo – Você até que queria companhia.

- Sim, eu ia sentar com os outros de linhagem desonrada. Deve que somos os únicos que não estão sentando com as pessoas da mesma linhagem – Defendeu-se pelo jeito ignorando a parte do “Rob”.

- Besteira – Rebateu ela cortando um bife como uma rainha.

- Também acho besteira – Concordei – Mas mesmo não querendo admitir isso, mas acho que Robson tem razão. Uma das regras é “respeitar” as linhagens mais altas do que você. Não viu as instruções?

- Vi e as achei ridículas – Uma coisa eu tinha que admitir: Valéria é incrível – E mesmo que as coisas sejam assim nós três iremos muda-las se tornando os melhores amigos.

- NÓS TRÊS – Repetimos Robson e eu.

- Sim, NÓS TRÊS – A confirmou mais uma vez tanto seus sorrisos brilhantes – Até o final seremos unha e carne, o trio parada dura. Toda excelente historia sempre há um trio de amigos e nessa historia meus amigos seremos nós.

- Amiga de um desonrado? – Demandou Robson seriamente – Tem certeza que você quer algo assim princesa?

- Se ela não tem – Interrompi – Eu tenho.

- É isso ai Céu.

Robson estava a ponto de redarguir quando ouvimos um grito agudo que vinha atrás de mim. Olhei espantada em direção ao horrível barulho que fez com que todos se calassem na hora. Quase tive que me segurar para não soltar um mesmo grito ao ver Viola caída no chão com duas garotas e três garotos a sua volta.

- Isso é para você aprender a se comportar na presença de superiores – Ameaçou um dos garotos – Uma desonrada deveria pelo o menos ter consciência do seu lugar.

Viola tentou se levantar mais foi puxada novamente para o chão por uma das garotas que usava um esmalte verde incandescente que brilhava mais do que o sol.

- Não mandamos que levantasse ainda.

- Por favor, me deixem em paz – Pediu Viola com a voz embargada pelo choro.

- Então porque você não pede com jeitinho? – Zombou a outra garota que tinha um sorriso demoníaco.

- Cara, isso é muita sacanagem – Sussurrou Robson que apertava as mãos com tanta força que os nos dos seus dedos já começavam a ficar brancos – O pior é que ninguém vai fazer nada.

- Coitada da Viola – Disse Valéria virando o rosto para não ver mais a cena.

- Vamos, beije os nossos pés e diga que sente muito pelo desrespeito – Exigiu um dos garotos.

- Eu...

Aquela cena estava fazendo meu corpo tremer novamente, mas não de medo e sim de raiva. Aquilo estava muito errado, mas ninguém, nem mesmo os treinadores e professores que fingiam não ver nada, interveria para ajudar a pobre garota que transportando de lagrimas foi rastejando até o primeiro garoto que tinha tirado o tênis e estendia seu pé com cheiro de chulé para que ela pudesse cumprir sua ordem nojenta.

- NÃO – Gritei indo até lá e ajudando Viola a se levantar que escondeu seu rosto no meu ombro enquanto desmoronava de tanto chorar – Isso é ridículo – Falei olhando para cada rosto que me encarava surpresos e indignados pela minha interferência.

- De qual linhagem você é iniciada? – Perguntou um dos garotos que tinha ficado em silencio todo o momento.

- Minha linhagem é baixa.

- Então mostre um pouco de respeito por nós – Declarou a garota que tinha antes emburrado Viola novamente ao chão – Somos da linhagem Antiga.

- E daí? – Indaguei – Ninguém tem o direito de humilhar outra pessoa, nem mesmo os normais fazem isso sem uma punição.

- Você não tem amor à vida? Quer mesmo nos irritar só para proteger uma desonrada? – Indagou o garoto que tinha iniciado tudo aquilo. E pelo jeito ele deveria ser o líder da gangue.

- Não quero causar confusão nenhuma – Garanti – Apenas deixem Viola ir embora.

- Sabe que eu acho Jojo? – Inquiriu uma das garotas – Que ela quer fazer companhia para a desonrada no chão e beijar os nossos pés.

- Tem toda razão amor. Então porque não vamos fazer o que ela deseja – Ele se aproximou com as mãos cerradas e se preparou para dar um primeiro soco.

Dizem que algumas vezes na vida as pessoas veem cenas passando em câmera lenta. E foi o que aconteceu comigo no momento em que o soco estava vindo em minha direção. Coloquei Viola atrás de mim para que ela não recebesse a pancada e me preparei para sentir a dor que não veio. Acel estava parado entre mim e o valentão segurando o seu soco com apenas uma mão.

- Treinador Lawford – Disse o garoto se afastando na mesma hora apavorado. Seus amigos também possuíam o mesmo sentimento já que seus rostos tinham ficado brancos que nem papel.

- Senhor Pword – Pronunciou meu noivo com uma voz fria que me fez tremer por dentro – Era impressão minha ou estava a ponto de dar um soco em minha noiva?

- Su..a N...oiva – O garoto parecia ter desaprendido a falar – Não sabia que era sua noiva treinador, mil desculpas mesmo – Implorou desesperado.

- Acho que agora que sabem não irá mais importuna-la – Acel parecia um leão furioso que avaliava o inimigo antes de atacá-lo. E aquilo de alguma maneira me deixava com mais temor do que meu corpo pegar fogo.

- Jamais, nunca – Confirmou o menino com seus colegas balançando suas cabeças em concordância.

- Maravilhoso. Agora é melhor voltarem aos seus jantares, antes que o tempo termine – E no piscar de olhos todos sumiram para suas mesas e o barulho no salão voltou com força – A senhorita também volte para sua mesa – Pediu a Viola que ainda estava grudada em meu braço.

- Sim senhor – Antes dela partir me deu um pequeno sorriso que entendi na hora o quando estava agradecida.

Virei-me para encarar Acel que pegou em um dos meus braços e numa velocidade incrível me levou para longe do refeitório. Mas o que me assustava era sua expressão que parecia que iria me devorar inteira o que naquele momento era bem provável que fosse acontecer.

 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado. comentem. Até a proxima quinta.


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