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História Os filhos do Rei dos Piratas - Capítulo 1


Escrita por: Blue_Moonwr

Capítulo 1 - O príncipe dos mares e do deserto


O barulho da chuva ecoava por todo o lugar. Não era um temporal, mas era uma chuva forte, forte o suficiente para impedir o pequeno de sair para treinar como ele queria. Ele até não se importava de tentar treinar dentro, mas não tinha nenhuma sala com espaço, talvez tirando a do trono, mas nunca que sua mãe deixaria ele treinar lá. Cansado de ficar encarando o céu cinzento, a criança se vira e corre pelos vastos corredores. Ele tinha cabelo azul bagunçado batendo até sua testa, sua pele era um pouco morena, tanto devido a seu pai quanto a quantidade de tempo que passava do lado de fora, no Sol. Tinha uma altura padrão para uma criança de sete anos de idade, olhos escuros que poderia ser assustadores quando furiosos(sua mãe gostava de lhe dizer que puxou isso de seu pai, e ele não duvidava nem um pouco). Sua roupa era uma simples camisava vermelha, surrrada, de tanto ele usa-la tanto quanto treinava quanto brincava, um short jeans, também surrado, porque era claro que estaria, e um pequeno chapéu de palha, feito especialmente para caber em sua cabeça. 

Sua mãe, seu avô e as pessoas que ele considerava seus tios, reclamariam da falta de um chinelo, ou diriam para ele não usar o chapéu assim tão abertamente, da qual ele apenas colocaria a língua pra fora e sairia correndo logo depois. O fato de que ele sabia que seu pai, ou iria rir de suas atitudes, ou iria apoiar(mesmo que sua mãe dissesse o contrário, só que ele sabia que ela só falava isso para tentar educa-lo, porque da última vez que seu pai esteve aqui, ele até ajudou) só o deixava ainda mais motivado. E provando que de fato era filho dele, e que todo treinamento valia a pena, os guardas sempre tinham um tempo difícil tentando pegá-lo.

- Kamon!

O grito de sua mãe o fez instintivamente parar, suor gelado começando a escorrer de seu corpo, e com certeza não era nem pela pequena corrida, nem pelo tempo. Mas como ele poderia ser culpado? Sua mãe era uma das poucas pessoas que seu pai tinha zero de chance contra, como ele poderia esperar ter? Engolindo em seco ele tentou esconder sua presença o melhor possível enquanto tentava se esconder atrás de um vaso, seus tios da parte do pai tinham até elogiado qual bem ele tinha feito isso da última vez que o viram, com certeza isso funcionaria agora, né?

- Nem adianta tentar, eu sei que você tá aí.

Mas de alguma forma, ela sempre o encontrava. Para o pequeno isso não fazia sentido, mesmo os guardas não conseguiriam acha-lo, como ela fazia era um dos grandes mistérios que ele simplesmente não sabia resolver. Então sua mãe apareceu em seu campo de visão. Ela tinha longos cabelos  azuis um pouco ondulados, que desciam até embaixo de sua cintura, no momento ela usava um vestido branco, com alguns detalhes em amarelo em volta de sua cintura, nas pontas das mangás e pescoço, e nos pés também usava sapatos marrons, que ao contrário das vestimentas de seu filho, estavam em ótimo estado. Um detalhe que chamava a atenção de muitos era o anel dourado com um diamante em seu dedo anelar direito. Kamon ainda não entendia muito sobre o assunto, mas sabia que sua mãe era muito bonito, o fato de seu pai dizer isso em voz alta várias vezes também ajudava-o a pensar assim.

- É mamãe... é...

Ele claramente estava tentando pensar em alguma desculpa para ela, que apenas levantou uma das sobrancelhas em questionamento, esperando o garoto completar sua frase. Vendo a expressão no rosto, do garoto suou ainda mais gelado.

- Rainha Vivi, me desculpe, foi culpa minha, eu nem percebi quando ele saiu da aula.

Vindo correndo do corredor direito, um homem já bem mais velho apareceu. Ele era alto, tinham cabelos brancos cujas pontas terminavam em grandes cachos, de maneira semelhante a um juiz. Ele usava uma longa túnica cinza que cobria tudo seu corpo, e sapatos também cinzas. Seu rosto carregava algumas rugas devido a idade, e seu corpo parecia um pouco curvado pra frente.

- Não Igaram, ele que não deveria fugir. Bom, nada de carne pra sua janta mocinho. E por quê está usando o presente do seu pai?

O garoto instantâneamente colocou a mão em sua cabeça, no topo de seu chapéu de palha.

- Eu gosto. E ninguém aqui se importa!

Ele falou de maneira defensiva. Em resposta, Vivi suspirou, e sw abaixou, colocando seu rosto na mesma altura da do dele.

- Você sabe que se alguém de fora do palácio ver pode trazer problemas, e o seu pai com certeza não iria querer isso.

Disse de maneira gentil, colocando a mão no topo da cabeça dele, segurando uma das mãos dele de maneira carinhosa. A expressão no rosto do garoto pareceu se entristecer um pouco enquanto ele baixava levemente sua cabeça.

- Isso é idiota.

Mais uma vez ele ouviu o suspiro da azulada.

- Eu sei que é, mas o governo baniu tudo que possa fazer referência a imagem do seu pai. Você pode usar o chapéu, mas tenta não usar nos corredores, muito menos enquanto olha pela janela. Tudo bem?

O garoto inflou suas duas bochechas em uma pequena birra. Realmente odiava o fato de que não podia livremente usar o chapéu, mesmo que não fosse o mesmo, que seu pai, mas considerando que até o próprio já havia conversado com ele sobre isso da última vez que ele veio, especificamente pedindo para ele ser discreto com o presente.

Ele ainda se lembrava exatamente sobre como seu pai o carregou nos ombros, fazendo-o parecer mais perto das estrelas naquela noite. De fundo eles conseguiam ouvir o barulho dos grilos e o bando dele festejando, ou discutindo, Kamon nunca sabia dizer a diferença. Foi um momento bem legal, pena que eles tiveram que parar quando sua mãe os viu, e gritou com seu pai para eles saírem de cima do teto do palácio. Ele ouviu ela gritando muito com ele depois, mesmo quando os dois já tinham entrado no quarto para dormir, ele ainda não entendia porque ela continuou gritando. Ou por quê, no dia seguinte, o tio médico perguntou se eles estavam tentando ter outro filho.

- Ok.

Disse, claramente a contragosto. Mas Vivi, por mais que não fosse admitir, sentia orgulho que seu filho adorava tanto o pai. Kamon deu seu chapéu para sua mãe, posteriormente ela colocaria de volta no quarto do garoto.

- Principe Kamon, seu pai estaria muito feliz de você apreciar tanto assim algo que refere a imagem dele. Agora, se pudermos voltar a sua aula, eu sei que ele apreceria ainda mais se você se esforçasse para ser um ótimo príncipe.

Igaram falou, também orgulhoso do garoto, afinal de contas, o pai dele era, mesmo que secretamente, o herói da nação e até mesmo o rei do reino, mesmo que o próprio nunca sequer tivesse parecido considerar isso. Ele gostava de ser outro tipo de rei.

- É... bem, quanto a isso...- os dois já sabiam exatamente aonde isso iria dar, mas antes que pudessem fazer qualquer coisa, o garoto já corria, tão veloz que eles sequer podiam pensar em acompanhar.- EU QUERO SER UM GUERREIRO!

Gritava pela milionésima vez, sua fala ressoando pelo palácio. Vivi colocou a palma de seu rosto com um suspiro, mas também não conseguiu esconder o pequeno sorriso que se formou em sua boca. Aquele garoto era simplesmente parecido demais com seu marido.

- Eu sinto muito Vivi-sama, isso é culpa minha por deixa-lo fugir, vou atrás dele agora mesmo!

A risada da azulada no entanto o fez parar antes mesmo de tentar. 

- Não precisa, você não vai conseguir alcançar ele mesmo. Vamos acabar as aulas dele por hoje, mas amanhã ele vai compensar por amanhã, e peça ao Pell ou ao Chaka pra ajudarem.

Ela falou com um leve sorriso, antes de se virar e ir para a sala do trono.

- Entendido. E quando vai contar a surpresa pra ele?

Um sorriso travesso se formou no rosto da rainha.

- Veremos.

...

Olhando de um lado para o outro, tendo certeza que ninguém iria encontra-lo, Kamon dá um suspiro e, sem fazer barulho algum, entra em seu quarto. As vezes suas mãos pousavam em sua cabeça, ele sentia falta da sensação do chapéu de palha nela, era incômodo não tê-lo lá, mas tinha que entender o lado de sua mãe.

Suspirando, mais irritado por não poder usar o chapéu do que de cansaço, ele decidiu se animar. Indo até a gaveta mais baixa do seu armário, ele começou a tirar um monte de tralha, a maioria livros que ele nunca sequer ou abriria, tudo isso para buscar a última coisa na gaveta. Um pedaço de papel, para ser mais preciso, um cartaz.

Nele tinha a foto de um homem musculo, ele segurava um chapéu de palha parecido com o de Kamon, porém maior, com sua mão direita na cabeça, ele tinha cabelos escuros num formato similar ao do garoto,  olhos da mesma cor e intensidade, e embaixo de seu olho esquerdo havia uma pequena cicatriz. Ele usava uma camisa vermelha aberta, mostrando seu peitoral e tórax musculoso, assim como uma cicatriz em formato de X em seu peito, que de acordo com o que contaram pro garoto, ele conseguiu em uma grande guerra. E em seu rosto, ele carregava um grande sorriso, um que parecia misturar desafio, empolgação e diversão. Embaixo do cartaz, havia um nome, o título e o preço pela cabeça desse homem.

MONKEY D. LUFFY, O SEGUNDO REI DOS PIRATAS

Recompensa: 10.000.0000.000.

VIVO OU MORTO

Claro, para Kamon, ele não era só o Rei dos Piratas, ou o salvador de seu país, ele era muito mais que isso, ele era o pai que tanto idolatrava. Principalmente porque seu pai era quem mais o apoiava em seu sonho.

- Você quer ser um guerreiro ao invés de um príncipe?

Perguntou ao garoto que estava em seu colo. O pequeno brincava com a barbicha no queixo dele, e acenou com a cabeça, dizendo que sim. Luffy ria alegremente, um copo de saquê em sua mão, e outro acariciando a cabeça de seu filho.

- Sim! Eu quero ser forte como você papai, não ficar lendo livros ou sentado no trono como a mamãe. Eu não quero cuidar de um reino, eu quero lutar!

O garoto dizia de maneira empolgado. Em sua cabeça ele se imaginava lutando como seu pai, contra o mesmo tipo de oponentes monstruosos que ele, seja para proteger o reino de Alabasta, ou para ser forte. Kamon queria ser alguém que pudesse caminhar no mesmo patamar que seu pai, ser tão poderoso quanto ele, ficar de igual para igual com ele.

- Shishishi, então você quer ser forte é? Quer vir comigo em uma viajem?

Os olhos do garoto brilharam tanto quanto estrelas, talvez até mais. Porém antes que ele pudesse responder dois punhos vieram batendo na cabeça do Rei dos Piratas.

- MAS É CLARO QUE NÃO!

Duas vozes gritaram isso ao mesmo tempo, a Gata Ladra, navegadora do bando, e a própria Vivi.

- Nem pense em levar nosso filho com você!

Ela disse com seus dentes parecendo virar de tubarão. Kamon nunca esqueceu como até seu pai pareceu assustado naquele dia.

- E eu só queria fazer uma viajem com ele...

Murmurou, ainda sem tirar os olhos do cartaz a sua frente. Suspirando, ele colocou o cartaz de volta no lugar, arrumou a gaveta e se sentou de pernas cruzadas na cama.

Suspirando, ele fechou os olhos tentando sentir a presença de todos pelo palácio. Com sucesso ele conseguiu sentir a presença de sua mãe, seu avô, seus tios Igaram, Chaka e Pell. Um pequeno sorriso se formou no rosto do garoto, ele tinha sido ensinado sobre os tipos de haki e até como usá-los por seu pai, em segredo claro. Os dois tinham medo da reação que Vivi, ou até Nami ou Robin, poderiam ter caso soubessem. Entendiado, ele ficou apenas prestando atenção nas vozes de cada um, sem realmente prestar atenção no que estava fazendo. 

Ele sequer notou quando abruptamente o som das gotas de chuva pararam de cair, e também sequer sentiu quando um único homem com chapéu de palha entrou pelo palácio, sem ser notado por ninguém, como se sua presença sequer pudesse ser sentida.

...

Na costa de Alabasta, um grande navio parava, com seus tripulantes se preparando para sair. O navio estava em uma parte afastada do país, então ninguém sequer notaria a presença deles ali, até porque se notassem, veriam o famoso Thousand Sunny, simplesmente o navio do Rei dos Piratas.

- Será que foi mesmo uma boa ideia deixar ele ir na frente sozinho?

A pergunta veio de Nami, a navegadora do bando, dona de grandes cabelos de tom laranja que se estendiam até sua cintura. Ela utilizava uma calça jeans e apenas um biquini, nossa pés sapatilhas. Apesar de que estava prestes a mudar sua roupa para algo mais condizente com o clima do reino desertico.

- Mas é claro, você sabe como ele estava empolgado. E pode culpa-lo? Além do que, o Luffy nunca faria nada pra trazer problemas pra Vivi ou pro Kamon-chan, apesar de que ainda temos que nos preocupar dele convencer o pai a levá-lo em alguma aventura.

A última parte foi dita com um tom sarcástico. Quem falou Nico Robin, a arqueóloga do bando. Ela usava uma jaqueta jeans aberta, mostrando boa parte de seu decote e deixando seu umbigo de fora. Suas pernas eram cobertas por uma saia laranja, com detalhes florais em verde e amarelo, nos pés usava sapatos vermelhos, e tinha um óculos escuro no topo da cabeça. Nos seus braços ela também carregava um pequeno bebê de cabelos escuros, e com semelhanças faciais ao próprio capitão.

- Nem brinca com isso...

Apesar de dizer isso, ela tinha um sorriso aconchegante.

...

Kamon estava encarando seus punhos cobertas pela camada escura de tom metálico do haki de armamento. Sua expressão mostrava que ele claramente estava mantendo aquilo com muito esforço, até que o haki em seu punho se desfez. O garoto respirou fundo, uma camada de suor em sua testa.

- Manter por três minutos diretos ainda é difícil.

Reclamou se jogando em sua cama. Ele realmente queria estar do lado de fora, treinando quebrando rochas, mas sua mãe nunca o deixaria sair nessa chuva, e da última vez que ele tentou... nunca mais! Foi apenas nesse momento de silêncio que ele finalmente percebeu que o som da chuva havia parado. Franzindo as sobrancelhas ele pensou em sair do quarto, mas antes disso, ouviu alguém batendo na porta. Com as sobrancelhas ainda mais franzidas por não conseguir sentir a presença de ninguém por perto, ele lentamente abriu a porta, curioso com quem poderia ser habilidoso o bastante para esconder sua presença dele. Sequer passou pela sua cabeça a opção mais óbvia.

- Shishishi, yo, Kamon!

Antes de abrir a porta completamente, ele já ouviu a alegre saudação de seu pai. Era claro que a chuva havia parado, já que seu pai havia voltado.


Notas Finais


Eu sei q essa n é exatamente a notificação que vcs esperava receber, mas amanhã deve sair cap de O homem mais forte do mundo, eu já voltei a escrever hj.

Agora, vcs devem estar se perguntando, pq eu comecei outra fic? Bom, é bem simples na vdd, eu sou im imbecil. Na vdd, mesmo com O homem mais forte do mundo, as vezes eu fico pensando sobre como seriam os filhos do Luffy, então eu sempre quis fazer uma fic nesse estilo( NÃO essa fic não é do universo de O homem mais forte do mundo, são universos completamente separados) ao mesmo tempo eu vejo uma falta de fics LuffyxVivi, então hj essas duas coisas se juntaram na minha cabeça e esse foi o resultado. Originalmente ia ser só um capítulo único, mas é óbvio que meu cérebro não ia deixar. Eu até pensei em fazer umas referências ao fato do Kamon ter irmãos e irmãs, mas eu quis que essa fic se focasse completamente nele, colocar o bebê da Robin e do Luffy(pq era óbvio q era) já foi mais do q eu pretendia. Bom, então é isso, eu sou imbecil q pelo visto ficou viciado em escrever. Essa fic vai ser atualizada de vez em quando, mas provavelmente ainda vai ter mais frequência q Trio Monstro kkkkkkkkkkkkkkkkk. E novamente, esse NÃO é o mesmo universo de O homem mais forte do mundo.

Dito isso... Tbm n é um universo cujos eventos aconteceram igual ao canon, então lhes proponho um desafio. Digam qual vcs acham q é a fruta do Luffy nesse universo (pq é claro q eu ia trocar a fruta dele), e ao lado digam o nome de uma dessas personagens q vcs queiram q o filho (s)/filha (s) seja o foco do próximo cap:

Nami
Robin
Shirahoshi
Rebbeca
Reiju
Viola

E não, essas não são todas, ainda podemos vir a ter mais supresas no futuro, apesar de q eu tvz já tenha tido surpreendido vcs com a Viola. Quem acertar a fruta(é uma fruta canônica), eu escrevo o próximo cap pra sair até semana q vem, focado num dos filhos/filhas da personagem escolhida.

QUE COMECEM OS JOGOS


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