História Os filhos do tigre - Capítulo 3


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Categorias A Maldição do Tigre
Personagens Alagan Dhiren Rajaram (Tigre Branco "Ren"), Durga, Kelsey Hayes, Nilima, Personagens Originais
Visualizações 3
Palavras 906
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Magia, Misticismo, Romance e Novela, Saga
Avisos: Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Sohan


— Alô? Anik? Como vai?

— Oi Sohan. Tudo bem e você? Animado com a mudança?

— Na verdade, eu já estou na Califórnia. Meu pai veio comigo há três dias. Ele foi embora ontem.

— Ah, bom saber. Amanhã vamos acompanhar Kamala. Tenho certeza de que meus pais vão querer te visitar.

— Espero que sim. Estou com saudades de todos vocês. Abraços Anik. Espero vocês amanhã.

— Até amanhã cara.

Desliguei o telefone e sentei-me no sofá marrom de couro da minha casa nova. Mamãe providenciou a casa há meses, desde que soube que eu tinha me inscrito para Stanford. Ela tinha certeza de que eu seria aceito.

Minha mãe queria que eu me preparasse para assumir seu lugar nas empresas Rajaram. Ela era uma das sócias, graças à generosidade de meu tio Dirhen. Ele era o único herdeiro das empresas, depois que seu irmão Kishan faleceu. Minha mãe trabalhava nas empresas, era o braço direito do tutor de Ren e Kishan, meu tataravô Kadam. Ela conhecia tudo sobre as indústrias Rajaram e Ren achou justo torná-la sócia, doando parte de suas ações a ela.

Minha mãe trabalhava incansavelmente há anos. Quando ela ficou grávida e depois que eu nasci, ela se afastou um pouco, deixando o trabalho para meu pai. Mas ela não conseguiu ficar longe do trabalho por muito tempo, e quando eu tinha apenas 30 dias de nascido, ela voltou para a empresa. Então meu pai passou a ficar em casa.

Foi meu pai quem me ensinou a andar e quem ouviu minhas primeiras palavras. Foi ele quem me deu a minha primeira papinha e quem me levou à escola no primeiro dia de aulas. Ele era muito companheiro e carinhoso.

Minha mãe viajava muito, por causa do trabalho, mas quando estava em casa, era muito atenciosa e carinhosa também. Mas era muito mais exigente que papai.

Aos nove anos, me mudei para o Japão com minha família. Minha mãe me matriculou em um dos colégios mais rígidos que encontrou. Ela dizia que eu era preguiçoso demais e que meu pai me mimava muito.

— Se continuar assim, você vai desperdiçar todo o seu potencial.

Assim, fui para um colégio interno. Eu ficava todo o tempo na escola e ia para a casa nos fins de semana. Isso me afastou dos meus amigos, principalmente de Kamala. Antes, nós nos falávamos todos os dias, depois que ela chegava da escola. Ela ligava o computador e me chamava. Nós passávamos horas brincando e conversando, como se estivéssemos mesmo diante um do outro. No Japão, isto era impossível.

Eu tinha que dividir meus fins de semana entre meus pais, os trabalhos da escola e os treinos com papai. Sobrava pouco tempo para falar com Kamala e Anik. E isto nos afastou.

Quando voltamos para a Índia, eu já tinha quase treze anos e era um garoto muito diferente. Eu realmente tornei-me mais focado e disciplinado. E eu estava apaixonado.

A falta que senti de Kamala durante os anos em que ficamos afastados, foi se transformando em algo diferente à medida em que eu crescia. No início eu sentia falta de me divertir com ela e com Anik, contar histórias, dar risadas. Então, comecei a pensar nas horas que passávamos juntos, distraídos, em como o tempo passava rápido quando estávamos brincando e como o tempo se arrastava sem que eu pudesse falar com Kamala. Eu comecei a sentir falta da risada dela. Então comecei a pensar em seu sorriso e em seus olhos. Meu coração disparava quando eu pensava nela. Era estranho.

Eu queria ligar para ela, mas ficava sem graça. Eu não sabia mais o que dizer a ela. Eu via as fotos de Kamala, que também tinha treze anos e ficava sem fôlego, ela estava cada dia mais bonita.

Então, meus tios Kelsey e Ren foram à Índia, levando Anik e Kamala.

Nós não nos falávamos havia tanto tempo, e não nos víamos há anos. Eu estava nervoso, ansioso. Eu queria vê-la, mas não sabia como me comportar diante dela. Eu estava com medo de que ela percebesse que eu gostava dela. De que todos percebessem.

Quando tia Kelsey ligou do aeroporto, eu fui para o salão de treinamento e fiquei lá, tentando me preparar para o encontro. Eu precisava me acalmar. Eu estava de costas para a porta, treinando com um bastão, quando ouvi uma voz me chamar. Era Anik. Virei-me instintivamente e dei de cara com o meu amigo. Com o canto do olho, eu vi Kamala. Meu coração disparou.

Corri até Anik, tentando disfarçar minha emoção, e o abracei sorrindo. Ele era meu melhor amigo e eu sentia a falta dele. Quando eu me virei para Kamala, nossos olhos se encontraram. Eu fiquei com vergonha e não tive coragem de abraçá-la, nem de falar com ela. Vi que ela ficou decepcionada. Depois disso, nós nunca mais fomos amigos.

Eu nunca contei a ninguém, além de Anik, o que eu sentia por Kamala. Isso depois de ele prometer nunca contar a ela. Hoje eu sei que meus pais devem ter percebido. Eles me conheciam melhor do que ninguém, e notavam o quanto a simples menção do nome dela me deixava perturbado.

Com o passar do tempo, eu esqueci meu amor por Kamala. Tive algumas namoradas, me apaixonei, mas sentia falta da nossa amizade.

Quando mamãe me disse que Kamala também iria para Stanford, fiquei animado, pensando que talvez eu tivesse a chance de voltar a ser seu amigo.

 



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