História Os Goretti - O Capo - Capítulo 11


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Casamento, Casamento-forcado, Cosa Nostra, Goretti, Máfia, Prometida
Visualizações 12
Palavras 1.113
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção Adolescente, Hentai, Literatura Feminina, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 11 - Eleven


Fanfic / Fanfiction Os Goretti - O Capo - Capítulo 11 - Eleven

Lívia

O enterro ocorreu normalmente, apesar de que todos os presentes tentavam ignorar o fato que não existia um corpo e principalmente que o primogênito de Sandra Goretti não estava presente. Enzo não queria falar com ninguém horas depois do ocorrido, então eu praticamente avisei a Tomasso sozinha, tremendo e chorando, enquanto ele fazia tudo o que deveria ser feito. Os gêmeos Lucca e Lorenzo estavam presentes desta vez, sendo que o primeiro pegou um voo assim que soube do ocorrido. Lorenzo chorava calmamente deixando as lágrimas escorrerem pela sua face. Já Lucca não esboçou reação nenhuma, era como uma pedra de gelo, mesmo que seu olhar destruído o denunciava. Tomasso abraçava a esposa que chorava contra seu peito, com um olhar seríssimo e de poucos amigos. Olho novamente para os gêmeos - que por sinal eram muito parecidos apesar do cabelo de Lucca ser curto e o de Lorenzo cair pouco abaixo nas orelhas - e observo quando Lorenzo retira uma foto de dentro do paletó. Todo a nossa Cosa Nostra estava presente e todos voltaram seu olhar para ele.

- Mamãe, eu prometo por tudo que pegaremos quem a tenha feito sofre. Eu te amo, nos todos amamos. Espero que encontre o Pai, onde quer que esteja. - Dito isso ele joga a foto sobre o caixão e o coveiro começa a enterrar o compartimento de madeira.

Sou surpreendida quando alguém me cutuca pelo braço. Me viro na esperança de ser Enzo, que finalmente criou juízo e resolveu vir ao funeral da mãe. Me deparo com perfeitos olhos cor de esmeralda muito familiares, uma cicatriz leve em sua bochecha direita e sobrancelha esquerda. Seu cabelo preto como carvão e cortado curto combinava com o terno da mesma cor. Lucca me olhava com uma certa irritação.

- Uma palavrinha? - Ele diz me oferecendo o braço.

Nós caminhamos por todos que se deliciavam com o farto banquete, que nem mesmo eu sabia o porquê tinha um desses em um velório. Eles nos olham com pena, provavelmente por cause de Lucca , e com certa curiosidade pois eu estava lá e Enzo não. Lucca para e toma um gole de um copo de algo que parecia ter álcool e dos fortes. Ele sacode a cabeça e volta seu olhar para o meu. Seus olhos verdes me analisam por alguns minutos e a sensação de que ele era extremamente parecido com Enzo fica ainda mais forte.

- Porque ele não veio? - ele pergunta enfim.

- Também queria saber. Quando eu mandei marta subir e chamá-lo ele simplesmente gritou com ela enquanto socava a parede. - Lucca dá um leve sorriso sarcástico.

- Aquele filho da puta. A vontade que eu tenho é de estourar aquela cabeça estúpida que ele tem. - Ele diz baixo enquanto volta a dar outro gole da bebida de cor branca. Diferente de Enzo, ele não precisava gritar para parecer amedrontador. - Sabia que ele já quebrou a mão fazendo isso? Tudo porque Tommy ganhou dele em um jogo estúpido de cartinha. E ele diz, que eu sou descontrolado. Ele provavelmente não te conta essas coisas né?

- Ele não me conta nada. - Ele assente como se fosse óbvio e toma outro gole do líquido. - Praticamente me casei com um mudo.

- Típico. Meus irmão devem ter te dito para pegar leve com ele certo? O senhor arrogante-certinho se acha tão importante e um poço de dor que só gosta de olhar para se mesmo. Ele nem mesmo queria casar com você, deus do céu, ele queria tanto ser o bom moço e o "bom capo" que perdoou a tal " desfeita " e agora nem mesmo fala com a própria mulher. Só pensa com a cabeça de baixo. Sem ofensas.

- Não ofendeu. - Digo e ele entorna outro copo de bebida. Lucca me oferece o copo e eu nego.

- Não pegue leve com ele. Ele nunca vai se abrir contigo se você o fizer.

- Porque isso é tão importante pra vocês? Digo, o que importa se meu casamento é uma merda? - Ele me olha surpreso.

- Ow ow cunhadinha. Calma. Bom, em primeiro lugar te ver por aí com essa cara de "odeio minha vida" não é lá agradável. E depois, isso faria bem para ele. Ele nunca superou a morte da Elaine, aliás nenhum de nós. Mas ele acha que só ele possui o direito de ser amarguradinho.

Elaine Goretti era a irmã mais nova deles pelo que me lembro. Morreu jovem nas mãos da máfia inimiga. O pai enlouqueceu e foram praticamente três anos de guerra. Anna e eu sempre tivemos medo de que Papai não voltasse das "missões especiais" mas tudo deu certo no final. Apesar de que o estrago já tinha sido feito. Eu tinha a mesma idade dela e ainda me lembro de andar por aí com medo de ser a próxima.

- Isso já faz sete anos... - digo arrumando uma madeixa rebelde do meu cabelo. - Foi realmente horrivel o que aconteceu.

- Sim. - Ele toma mais um copo... Quantos ele já tinha bebido a essa altura? - Enzo acha que foi culpa dele. Egocêntrico. Eu vou conversar com ele. Tentar meter senso daquele retardado.

- Eu espero que ele esteja disposto a conversar. - Uma terceira voz masculina se aproxima de nós. Tomasso estava de mãos dadas com Giulia e sua cara não era nada boa. - Ratos de merda, vão pagar por isso. E quanto ao Zito, espero que você realmente tente fazer com que ele se ajeite, Lucca. Se ele não queria ouvir nem mesmo a ela...

- Confie em mim Tommy, ele vai me ouvir. - Dito isso Lucca entorna outro copo de bebida e se despede de nós.

- Zito? - Pergunto para Tomasso que dá um leve sorriso de canto de lábios. Giulia que me perdoe, mas esse homem é muito gato.

- Apelido para Enzito, que é como nossa avó chamava ele. Eu comecei a zoar com isso mas o apelido pegou. - Ele da de ombros.

- Espero que seu irmão não pense em dirigir depois de todos aqueles copos. - digo preocupada.

- Quantos ele bebeu? - Giulia pergunta com a voz um pouco baixa, mas preocupada.

- Sei lá. Acho que ele já estava bebendo quando eu cheguei. - Olho para longe e vejo que Lucca entrou em uma limousine prateada e partiu. - Ah, ele pegou carona.

- Lucca não está lidando nada bem com isso. Nenhum de nós está. - Tomasso diz beijando a mão da esposa.

- Eu só espero que ele consiga acalmar a fera e não piore a situação...

 

 

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...