História Os Guardiões das Chaves (Interativa) - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Chave, Chaves, Corvo, Corvos, Escolhidos, Fantasia, Guardioes, Interativa, Medieval, Morte, Sombrio
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Palavras 1.432
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá de novo! Ainda espero pelas fichas, e como se passaram alguns dias, decidi escrever um capítulo curto, já que eu não gosto de fazer capítulos só para divulgação. O mapa deste capítulo é só uma representação simples do que seria esse pequeno continente; imaginem mais cidades e florestas do que aparenta, mas, por enquanto, isso pode servir de base para ajudar a se localizar nesse mundo.
Espero que gostem, e perdão pelos eventuais erros de português.

Capítulo 2 - O Herói Medroso


Fanfic / Fanfiction Os Guardiões das Chaves (Interativa) - Capítulo 2 - O Herói Medroso

Nas proximidades de Tarídia, Reino de Tar, 13 de janeiro de 665
Os seus pés doíam com os calos da longa caminhada até a capital. Desde que a enorme e destruidora tempestade atingiu sua antiga vila, Terra Fértil, Jonas teve de encontrar uma maneira de sobreviver. Pouco depois de completar seus 22 anos de idade, um corvo pousou na janela de seu pequeno casebre, na antiga fazenda em que trabalhava. Passaram-se dois anos desde então, e os dias ficavam cada vez mais frios, frios de verdade, a ponto congelar um homem até a morte. Como um andarilho sem rumo, visitou diferentes cidades a procura de alguma maneira de sobreviver, a ponto de ter de se rebaixar a só mais um ladrão de rua. Quando pequeno, no entanto, costumava sonhar alto: ouvia sobre os heróis das histórias e queria tornar-se como todos eles, pessoas honradas, inteligentes e importantes. Aparentemente, não era esse o destino separado para ele.

Já era tarde, e o sol escondia-se entre as nuvens ao leste — pois, neste mundo, sobre qualquer que seja a ordem universal que o rege, as coisas foram feitas diferentes e o nascer do sol ocorre à oeste. O fim do dia trazia a noite, a noite trazia o frio; um frio mortal, que destruiria todos os fracos ou idiotas o suficiente para não se abrigar. Todos, menos Jonas.
Talvez esse Ladino fosse, de fato, idiota. Acontece que, algum dia, ele provavelmente teve que testar para comprovar o fato: fato é que, de alguma forma, o jovem acostumou-se com o frio. Sofreu com esse peso a vida toda, mas nos últimos quatro dias, sentiu que o frio já não o alcaçava mais, já não penetrava tão fundo em sua carne. Aquilo que trouxe a morte de seus pais e de muitos outros já não o afetava. Sua mente criou inúmeras justificativas mirabolantes, e todas elas voltavam para a chave que recebera dois anos antes. Jonas encostou na chave mais uma vez, como fazia frequentemente em suas viagens, só para comprovar que o estranho objeto ornamentado com a figura de um corvo permanecia quente e o revigorava para continuar a resistir o frio. Ao menos, era isso o que ele achava, mesmo sabendo que a chave nunca havia feito isso antes.

Caminhou por mais algumas centenas de metros, entretido com alguns esquilos que o acompanhavam e seguiam sua trilha de migalhas de pão duro que ele "acidentalmente" deixava cair enquanto comia. Subitamente, no entanto, os esquilos arregalaram os olhos e levantaram suas orelhinhas, em sinal de alerta, fugindo logo depois.
Talvez Jonas pudesse ser um pouco idiota, mas esse "idiota" era mais de desinteressante do que de estúpido, e sua intuição e percepção eram seus maiores escudos para sobreviver. Rapidamente, o Ladino colocou seu ouvido direito sobre o chão e recuou um pouco, pois era frio; tocou sua chave em "proteção" e abaixou-se de novo. Parou, concentrou-se e... Galopes de cavalos. Dezenas de cavalos!
Levantou-se em alerta, talvez mais desesperado do que os esquilos, e procurou o abrigo mais próximo: uma floresta a poucas metros à oeste. Correu até ela, tropeçando algumas vezes, e subiu em uma árvore que não estivesse muito à mostra na estrada. Pulou, puxou e escalou até um amontoado de folhas e ficou à espreita, crente que sua furtividade o esconderia. Em tempos tão conturbados como esses, só teriam duas opções que justificariam tantos cavalos: ou era um grande grupo de bandidos procurando o saque ilegal, ou um exército procurando o saque da guerra. Ambos eram roubos, só que um era mais armadurado e luxuoso que o outro. De qualquer forma, o Ladino não gostaria de se encontrar com nenhum dos dois, pois, mesmo que pudesse usar de sua lábia para escapar, sabia muito bem que em bandidos não se pode confiar, ainda mais se forem bandidos nobres.

Primeiro, o Ladino enxergou as altas e compridas bandeiras que anunciavam a vinda de uma guarnição grande; uma mancha negra de pessoas altas e montadas à cavalos escuros, bem diferente do que Jonas imaginava. Se fossem tropas de Tar, suas cores deveriam ser verdes, e se fossem tropas de Oru, deveriam ser vermelhas; no entanto, tudo o que ele enxergou foram tropas vestidas em mantos e sobretudos que nada mostravam e bandeiras negras sem símbolo algum. Os estranhos e esqueléticos cavalos relinchavam em sons de agonia, parecendo sofrer com a caminhada. Nenhum daqueles seres tinha sombra ou feição, e todos eram extremamente parecidos, sem nenhum líder que se destacasse.
"O próprio inferno!", pensou Jonas, cuja única reação foi virar-se, saltar da árvore e correr o máximo que poderia, com medo da aura de morte quase paupável que aquela Caminhada Infernal trazia para seus olhos, ouvidos, nariz e boca. Não poderia permanecer ali por nem mais um segundo, e, deixando todos os seus sensos de lado, correu como uma pobre alma deveria correr da morte. Nada heroico...

 

Castelo da Aurora, Reino de Oru, 13 de janeiro de 665
Sua perna movia-se repetidamente de cima para baixo e sua mão apoiava seu rosto em um sinal claro de ansiedade e impaciência, enquanto os dois outros jovens cavaleiros — jovens até demais — lutavam no palco abaixo dela. Um deles levava espada e escudo, enquanto o outro, já conhecido nas cortes pela extravagância, carregava uma espada montante, grande e desajeitada para esse tipo de combate. O primeiro, um pouco menor, parecia mais convicto e esperto, mas era fraco, extremamente fraco, coitado. Mesmo com o escudo, quase desabava ao chão com os impactos da espada — e, ainda por cima, era filho de cavaleiro por merecimento, e não nascimento.
Situações como essa se repetiam todas as semanas. Algumas outras vezes, anos mais cedo, Tessele havia visto os pais daqueles rapazes lutarem pela sua mão, quando ela era jovem e eles adultos; agora ela era adulta, e seus cavaleiros, jovens. Mesmo assim, ela até gostava do show, quando os guerreiros pareciam fortes e parrudos, capazes de aguentar alguns minutos. Ela gostava de observá-los lutar só para que, depois do combate, pudesse apontar seus erros como justificativas para não casar-se. "Só casarei-me com o cavaleiro nobre que não errar um único movimento", dizia nos banquetes, sabendo que os melhores lutadores de seu reino não estavam nos grandes castelos, e sim nas casinhas que ela via ao longe de suas torres.
A verdade não era essa, no entanto. Tessele sempre foi uma ótima estrategista e uma figura política sem igual, com habilidade carismática incomparável dentre os reinos, e é por isso que nunca a tiraram de seu posto, ela imagina. Ela sabia que, infelizmente, chegaria um dia em que seu talento não seria o suficiente para que os outros aprovassem seu posto, e nesse dia, ela cairia. Cairia triunfante e com um legado memorável, ao menos, mas... Que filhos continuariam e usufruiriam de seu legado? Ela não se imaginava com nenhum homem. "Impossível", ela sempre pensava.
Enquanto divagava sobre isso, seus olhos passeavam por entre as paisagens do reino, se desviando um pouco do combate. Não era falta de atenção, mas o fato de que ela já havia visto erros o suficiente para expulsá-los por, pelo menos, mais um ano. Um deles caiu, mas levantou-se de novo. Barulhos de metal chocando-se. Repetidas vezes, sem habilidade, só dependendo da sorte. Que chatisse.
Foi quando um peculiar corvo apareceu voando por entre as árvores, desviando de seus galhos e folhas e suavemente pousando sobre a armação de madeira que formava a arquibancada da arena. Tessele encarou o misterioso animal nos olhos: olhos vermelhos, penetrantes e serenos. "Sortudo...", suspirou, "como eu gostaria de voar como você, amiguinho".

— Vossa Majestade... — Chamou-lhe Arabella Nodirion, sua irmã, conselheira e única fiel amiga.

— Oh, diga, meu anjo.

— Sir Erich Braderon venceu a justa. — Disse a irmã, sorrindo para a Rainha enquanto revirava os olhos, antes de voltar-se para a plateia e os cavaleiros abaixo.

— Ah, sim. Meus parabéns, Sir Erich. Vejo que fostes muito bem treinado pelo seu pai, honrado e leal cavaleiro vassalo de minha casa... — E, com um suspiro desafiador, encarou o jovem cavaleiro com a grande e intimidadora espada na mão. — Mas vejo que suas grevas e joelheiras estão soltas e mal amarradas. Deveria arrumar isso, não? Fora de um duelo, o seu oponente não ofereceria tamanha clemência caso você tropeçasse como aconteceu hoje, não acha?

E um silêncio instaurou-se por alguns segundos na arena de apresentação. Ela fez de novo, como sempre fez, enquanto levantava-se vagarosamente, encarando os velhos pais daqueles cavaleiros, que fitavam-na com olhares de ódio e certo rancor. Não havia alguém poderoso o suficiente para confrontá-la, no entanto, e se calavam sobre suas ordens.


Notas Finais


Espero que tenham gostado. Ainda preciso de mais personagens e fichas, então sintam-se livres para criar!


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