História Os Guardiões de Celestia - Capítulo 6


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Categorias Akatsuki no Yona (The girl standing in the blush of dawn), Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Naruto Uzumaki, Personagens Originais, Rock Lee, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shizune, Suigetsu Hozuki, Temari, TenTen Mitsashi, Toneri Otsutsuki
Tags Drama, Família, Fantasia, Kohana, Medieval, Naruto, Romance, Sakusasu, Sasusaku, Tragedia, Universo Alternativo
Visualizações 630
Palavras 3.299
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hellooooo

Capítulo 6 - A Sensação


Fanfic / Fanfiction Os Guardiões de Celestia - Capítulo 6 - A Sensação

Não sei exatamente quanto tempo passou, parei de observar o clima assim que ele abriu — o Sol me deixa nervosa. Mas eu acho que isso contrapõe mais pelo quanto a gente andou, do que pelo tempo estar, de fato, meio instável. Faz algumas horas que estamos andando, e eu já posso sentir o suor se acumular na minha nuca, sob os fios espessos do meu cabelo e na minha têmpora. 

Não demorei muito a poder caminhar com meus próprios pés. Hinata trouxe uma sandália para que eles não fiquem cheios de calos, e ela insiste em esquentar água, todo fim de tarde, afim de massageá-los, como fazia antes. O que é estúpido, pois obviamente não somos os mesmos que antes.

Quero dizer isso á ela todas as vezes, no entanto a minha comunicação com eles ainda é extremamente falha. Algo dentro de mim sabe que não tenho nenhum problema na fala, eu apenas não quero falar.

O único momento em que desejo falar é quando Sasuke está próximo de mim. Sua presença me conforta e, sempre que ele se aproxima com os olhos preocupados — embora toda sua expressão pareça de desinteresse — eu sinto que nada do que ocorreu foi verídico. Como se a morte de papai e Cedric, a falta de informação da atual situação da minha irmã e o fato de quase ter sido estuprada fosse apenas um breve delírio da minha mente.

De fato, eu poderia mesmo estar sonhando — mas não estou. E é em momentos que seus olhos se desviam, sua mão se move quase imperceptivelmente na katana alojada na bainha e ele diz:

— Precisamos partir, Hinata.

Que eu me lembro que tudo o que eu vivi é realmente real. Hinata se move lentamente, sem fazer nenhum barulho, como se fosse treinada para essa situação. Ela recolhe nossas coisas habilmente e eu sou puxada, gentilmente, para que possa ficar em pé.

— Consegue andar? — sua expressão anuvia quando eu balanço a cabeça levemente. Ao menos, consigo fazer isso. — Já estamos próximos do Fogo. Você ficará bem lá.

Observo sua mão segurando a minha, sentindo meu coração palpitar com mais força. Que reação exagerada é essa? Ele já fez isso antes, eu sei. Mas toda vez sinto que quero segurar sua mão, e que assim nós ficaremos bem. A confiança que sinto com ele enfrentando essa situação é mais do que eu precisaria para conseguir avançar — mas, apenas... Não quero.

Sei que sou uma fraca por optar pelo caminho mais fácil — o de apenas sofrer em silêncio, não pensar tanto para que a dor não seja maior e esperar pela morte que, com certeza, uma hora teria que vir. Eu sabia que existia milhares de pessoas — soldados e rebeldes — atrás de nós nesse momento. E mesmo que Sasuke estivesse determinado a me salvar, ele também sabia disso.

Estávamos rumando ao Fogo — aldeia fundada pelos Uchiha, por isso não me surpreendo por Sasuke estar nos levando para lá. É um lugar de grandes guerreiros, com habilidades quase pródigas. Meu pai costumava me contar histórias, de que havia um guerreiro entre eles que tinha habilidades ligada ao fogo. 

Assim como todas as aldeias aos arredores de Celestia: Fogo, Água, Terra e Vento. As quatro aldeias que tinham habilidades dadas por Atena, a deusa da sabedoria, cujo o único propósito era proteger sua filha, Celestia, quando esta fora jogada a Terra por Zeus

Uma boa história, que era apenas uma lenda infundada.

— Estamos muito próximos. Hinata, coloque a capa nela. — Hinata imediatamente colocou uma capa preta em meus ombros, amarrando em meu pescoço e puxando um capuz para cima. Seu rosto intercalava no que estava fazendo e em meu rosto.

— Seu cabelo é muito chamativo, todos saberiam imediatamente quem a senhorita é. — sua voz é suave, mas percebo um tom de receio em sua voz. — Pelo menos, Vossa Alteza já acena e anda. É bem mais do que esperaríamos. A senhorita é muito forte.

Forte? Que ridículo. Eu penso, e talvez tenha expressado isso em meu rosto, pois ela parece surpresa. Alguns segundos depois, com um suspiro, ela dá alguns últimos toques e me acompanha em silêncio.

A estrada que nos leva aos portões da aldeia do Fogo são estreitas, cheias de árvores ao redor e muito escura, conforme anoitece. O que é bom, pois nossa chegada é bem discreta. Ao mesmo tempo, me sinto receosa, não aliviada como pensei que estaríamos, ou como Sasuke sugeriu que seria.

Nossos passos mal são ouvidos, e tenho certeza que o barulho do vento sacudindo as árvores é mais alto do que nossos movimentos. A nossa frente, Sasuke assume uma posição defensiva, mas também destemida, como se ele conhecesse bem cada passo que dá. De fato, sinto que é exatamente assim que ele se sente.

Em frente aos enormes portões do Fogo, há dois guardas. Ambos usam a farda vermelha e preta que representa a aldeia, e tem arpões em suas mãos direitas e em nossa direção, quando somos avistados.

Hinata, imediatamente, se coloca na minha frente, num movimento determinado mas sutil.

— Quem são vocês? — um deles pergunta. Porém, não consigo os ver, pois abaixo a cabeça assim que Hinata cobre minha linha de visão.

— Preciso falar com o Governador do Fogo. — Sasuke diz, de uma forma séria, mas não defensiva.

Demora alguns segundos até que eles digam algo. Sinto que um deles está se aproximando, tentando enxergar aquele que se contrapõe a nossa frente: Sasuke. Fico esperando, em expectativa, que alguém diga algo, e já prevejo o pior quando ouço mais passos se aproximando:

Lorde Uchiha? — outra voz reverbera em surpresa até nós. Suponho que seja o segundo guarda. — Mas... O que faz aqui? Nos disseram que você estava em missão no Castelo de Celestia.

— Preciso falar com meu irmão. — sua voz é séria, e ele não olha para trás.

Eu fico quieta, no meu estado imóvel atrás de Hinata, com os pensamentos letárgicos. Sasuke é um soldado, então porque está sendo chamado de lorde? Encaro a figura de Hinata, tentando ver em seu corpo a mesma reação que suponho estar no meu; ela não está imóvel, seus ombros não estão tensos e aparentemente só eu não sabia disso.

Hinata se move um pouco mais a frente, por algum motivo que eu não sei. Ergo um pouco a cabeça, percebendo, então, que sou alvo dos olhares de ambos os guardas.

— E quem são elas?

— Servas da princesa. — a voz de Sasuke está mais áspera, mas não impaciente. Ele parece exalar intimidação e poder. — Trouxe-as comigo até aqui, no entanto, se precisa de mais perguntas para o Lorde do Fogo, serei obrigado a decepcioná-lo. Tenho pressa.

Os olhos de ambos se voltam amedrontados em direção a Sasuke, que tem seu corpo ereto, não como um soldado, mas como alguém que tinha bastante renome e poder dentro dessas terras.

— Perdão, senhor. — eles se afastam do portão, dando algum aviso baixinho ou uma comanda secreta que eu não ouço. Logo, o portão começa a ranger. — Vamos anunciar sua chegada.

— Não precisa. — vejo sua mão puxar suavemente meu pulso em sua direção. Continuo de cabeça baixa, mesmo quando percebo todos me olhando. — Conheço o caminho. Continue fazendo seu trabalho.

E assim, nós passamos por eles, sem mais empecilhos. Cada passo que damos, meus olhos se voltam um pouco para Sasuke e um pouco para Hinata; esta, encarando-o com uma expressão zangada — cujo eu nunca vi em seu rosto — logo sussurra bruscamente:

— Vossa Alteza ainda não tinha conhecimento de seu título. — para alguém que têm tanto zelo em meu tratamento, ela se dirige a ele com bastante indelicadeza, para uma criada, principalmente para alguém que levou anos para me chamar, de vez em quando, pelo meu nome.

E eu conheço Hinata desde pequena.

— Agora ela sabe. — ele responde, simplesmente. Mas ainda vejo seus olhos virem em minha direção, por um momento, querendo ver minha reação. — É uma longa história.

— Explique a ela, não a mim. — ela me puxa, como uma leoa protegendo seu filhote. Se a situação fosse diferente, eu daria risada, mas apenas os sigo dentro do silêncio.

Logo, a estrada escura vai clareando com as tochas atoladas no chão por todo comprimento de um caminho de pedras. A imagem longínqua de um castelo com uma fachada obscura e medieval vai nascendo aos poucos, conforme andamos ainda mais.

— Eles vão querer saber o que houve. — Sasuke diz, encarando Hinata, mas, por algum motivo, sinto que ele fala comigo. — Apenas deixe que eu conte o que ocorreu. Cuide da princesa.

— Não precisa me dizer duas vezes. — destemida, ela me segura pelo cotovelo, arrumando meu capuz e colocando meu cabelo um pouco mais para dentro. — A protegerei com a minha vida, se for preciso.

Assim que entramos, todo meu corpo quer correr na direção contrária. Um arrepio corre meu corpo, conforme toda a aura obscura do lugar começa a pinicar minha pele. Hinata continua andando em frente, sem perceber meu estado. Uma mulher na faixa de seus quarenta anos, vestida num uniforme preto e vermelho e com olhos tão azuis que pareciam gelo, apareceu em nosso campo de visão antes que pudéssemos dar mais um passo. Com seus olhos de gelo, ela encara Sasuke.

— Lorde Uchiha. — Ela faz uma leve mesura, quase como se fosse programada para isso. — A que devo a honra?

— Esse castelo ainda é minha casa, Mieko. Devo avisar sempre que quiser visitá-lo? — sua voz leviana e a forma irônica de falar com ela não parece deixá-la contente, mas Mieko sorri.

— Para que seria Lorde, se precisasse, meu senhor? — não sei o que ele está pensando, pois ele está de costas para mim. Os olhos frívolos de Mieko vem em direção a Hinata e então se estreitam quando param em mim. — Essa seria...

— Leve as duas para a ala oeste. — sua voz interrompe Mieko, que olha desajustada para seu mestre. — Ordene que dois soldados fiquem de guarda na porta até que eu dê permissão para que saiam.

Seus olhos ainda voam lentamente até a mim, como se quisesse entender a situação antes de acatar a ordem. Impaciente, Sasuke lança seus olhos negros com força e brutalidade em direção a mulher.

— Agora, Mieko.

Ela ainda pensa, por um segundo, antes que comprima os lábios e acene levemente, se aproximando de nós.

— Me sigam, por favor.

Hinata me olha brevemente, mas deve pensar que eu não tenho reações como resposta a pequena cena que presenciamos. Quando ela se vira, ao invés de segui-la imediatamente, eu seguro a mão de Sasuke, fazendo-o me olhar surpreso.

Balanço a cabeça, levemente, apertando os lábios. Me sinto inquieta, ansiosa e receosa... Algo não está certo.

— O que foi? — ele pergunta, olhando brevemente para trás de mim. — Está tudo bem, Mieko irá cuidar de vocês até que eu resolva o que faremos.

Por favor, não — eu grito, em pensamento. Pessoalmente, só consigo apertar sua mão, fazendo-o encarar meus olhos. Há alguma espécie de dialogo hermético que nos envolve toda vez que nos olhamos por muito tempo. Agora mesmo, sei que consigo fazê-lo entender, e ele, por algum motivo, também espera por isso.

Por favor, não me deixa — é o que eu quero que ele saiba. Seu rosto anuvia, lentamente, para uma expressão resignada, fazendo meu coração bater mais forte.

— Tudo bem. — sua voz está suave, protetora e sua mão me puxa um pouco mais para perto quando ele olha para trás, em direção das duas. — Hinata, prepare tudo para que a princesa fique confortável. Mieko te ajudará no que precisar.

— Mas...

— Ela estará segura comigo. — não olho para trás, para Hinata. Não quero estar com ela, embora uma parte minha queira ter certeza de que ela ficará segura. Mas, a maior parte, apenas sente que deve estar com Sasuke.

— Tudo bem. Cuide dela, por favor.

Quando as duas se afastam, Sasuke e eu ainda ficamos por um tempo parados no mesmo lugar. Quando voltamos a andar, eu encaro nossas mãos entrelaçadas, percebendo que ele não a soltou.

— Me desculpa por mentir. — sua voz está controlada, e os ombros caídos. Ele está procurando algo, percebo pelo movimento de sua cabeça pelos corredores, conforme andamos. — Eu deveria ter contado a verdade, mas queria conhecê-la por outro ângulo...

Possivelmente ele acreditava que eu era a garota mimada e egocêntrica que uma princesa deveria ser — mas eu acreditava piamente que não era assim, e olhando para seus dedos entrelaçados ao meu, acredito que ele saiba.

— Não é apenas porquê você é a princesa. — ele para, olhando para baixo, para mim. — Há coisas que Vossa Alteza não sabe sobre você mesma, coisas que estavam predestinadas a acontecer antes que você nascesse...

Ele percebe o juntar brando das minha sobrancelhas em resposta. Como se fosse natural, ele encosta sua testa na minha, segurando um lado do meu rosto com a palma da mão.

— Se a senhorita pudesse, ao menos, falar... — então, quando acho que ele vai me beijar, seu corpo se afasta, tornando a atmosfera mais fria. — Tenho muito o que contar.

Sinto sua mão escorregar da minha conforme ele volta a caminhar pelo corredor escuro do castelo. Eu o sigo, chateada pela atual situação — quero que ele me conte o que precisa contar, mas acima de tudo quero falar com ele. Quando tento, e os meus lábios se desgrudam levemente, as cenas terríveis do castelo e as posteriores a ele preenche minha mente completamente...

— Sasuke. — ouço uma voz na escuridão, e me viro em direção a ela. Um corpo alvo, alto e com as mesmas roupas pretas e vermelhas, de um tom quase parecido com o sangue que até pouco tinha em minhas mãos, surge das sombras, como um fantasma. — A que devo sua visita, querido irmão?

Ele é como Sasuke... Bem, ou Sasuke é como ele — não tenho certeza, pois ambos parecem ter quase a mesma idade. A diferença é que o cabelo dele é grande, preso num rabo de cavalo baixo, o corpo um pouco menos corpulento e marcas sinuosas abaixo dos olhos tão ou mais negros do que os olhos.

Os olhos...

Quando por um segundo nossos olhos se encontram, é como se eu pudesse enxergar uma infinidade de coisas — ruins. Aperto o braço de Sasuke, me escondendo atrás dele.

— Houve complicações no castelo. — Sasuke diz, olhando brevemente para baixo para checar minha reação.

— Eu posso ver. O que a princesa faz fora do Castelo de Celestia? — ele se aproxima, avaliando-me com seus olhos. Mantenho os meus baixo, longe dele. — Sabe que isso é quebra de protocolo.

— O rei está morto.

O homem, cujo eu percebo agora ser mais velho que Sasuke — mais pelos seus olhos, a sabedoria em seu rosto e a forma como fala — olha para Sasuke de uma forma levemente assustada, mas não o suficiente para quebrar sua pose de poder e intimidação.

— Soo-Won, de Arquénia, matou o rei, na frente da princesa. — os olhos do mais velho, novamente, estão em mim, com certo pesar, eu consigo sentir. — E o irmão, também.

— Cedric? — sua voz é sombria, mas também pesarosa. Ele conhecia meu irmão? — Cedric é muito inteligente para se deixar enganar, Sasuke.

— Era, Itachi. — Sasuke diz, em tom coloquial, me puxando de uma forma gentil para mais perto. — E ela também o presenciou morrendo.

Rapidamente decido que era melhor ter ido com Hinata e Mieko. A atmosfera tensa, sombria e penosa faz com que eu me sinta sufocada, isso fora o fato de que eu não posso me comunicar, dizer que estou bem, que isso irá passar como passou para várias pessoas que perderam seus entes queridos por Celestia.

— E a futura rainha? — questiona quem eu descobri ser Itachi. O filho do governador do Fogo, eu me lembrava. O vi de longe alguns dias atrás, quando ele estava bravo supostamente por não ter sido escolhido como meu provável noivo. — Onde ela se encontra?

— Não sei do seu paradeiro, mas sei que não está morta. — ele responde, simplesmente. — Acredito que ele tenha algum plano para ela.

— Logicamente se casar e ganhar o reino pelo matrimônio. Ele sabe que Celestia não aceitaria outro meio de fazê-lo rei, ele sequer faz parte da família. — Itachi pondera, então seus olhos recai novamente em mim. — Ela deveria estar numa cama, repousando. Quem imagina o que se passa na cabeça dela, nesse momento.

Bem, em minha cabeça há apenas o caos e a poeira abaixando conforme mostra os destroços de toda a bagunça que aconteceu nos últimos tempos. Quem poderia imaginar? Um homem como Soo-Won, que não apenas é quase um desconhecidos mas de outro reino, dando um golpe de estado tão calculista.

Por que ninguém esperou por isso?

Por quê?!

— Vou pedir para alguém preparar um quarto perto do dela. — Sasuke arruma meu capuz, gentilmente colocando os fios róseos que insistiam em sair para fora dele para dentro. — Ela está em choque, ainda. Faz três dias que não fala, a princípio mal andava. Ele a entregou para os rebeldes.

— Desgraçado. — Itachi murmura, enfurecido. Ergo os olhos em sua direção, sentindo que talvez eu esteja exagerando sobre ele, mas quando seus olhos estão em mim de novo, sinto várias ondas de arrepio invadirem meu corpo, como se fossem um aviso.

É como se a voz que fala não viesse dele, como se outra pessoa estivesse aqui, mas seu corpo pertencesse a outro. 

Como se...

— O que foi? — a voz de Sasuke reverbera pelo meu corpo suavemente, preocupada. — Você está tensa e gelada.

Olho para o rosto de Sasuke, então para o de Itachi. Sua expressão continua sendo a de quem parece estar preocupado e, por um segundo — apenas um segundo — meu coração me conforta com a ideia de que talvez eu esteja delirando, contudo, novamente, posso ver seus olhos...

Olhos de alguém que não está preocupado comigo, mas com outra coisa.

— Peça a Mieko para dar um banho nela, comida e deixe-a repousar. — ele diz, categoricamente, ao se virar e ir na direção contrária a nossa. — Vou estar na minha sala, não demore.

Sasuke não responde, continua avaliando meu estado. Seu rosto agora está desleixado, mas não menos bonito. Há um caminho de fragmentos de barba por fazer que o deixa mais viril, e eu gosto. Seu cabelo está amarrado num pequeno rabo de cavalo, mas ainda há fios rebeldes soltando-se dele e moldando a mandíbula quadrada e os traços hostis. Sasuke é tão incrivelmente lindo que parece me deixar sem ar.

— Ei. — ele me segura, e então me ergue, colocando um braço embaixo dos meus joelhos e o outro abaixo das minhas axilas. — Você deve estar fraca, não comeu nada nesses dias. Vou pedir que levem comida ao seu quarto.

Eu me aninho em seu corpo, sentindo seu cheiro único, algo como laranjas e o suave cheiro de terra molhada quando há tempestades. Quando abro os olhos do torpor que senti ao estar tão próxima dele, vejo os seus, cálidos e negros, exalando preocupação e gentileza. Penso que ele quer dizer algo, mas não diz, desviando os olhos para outra direção.

Sentindo-me exausta pelos dias que se passaram e pelos que ainda viriam, eu fecho os olhos gradativamente, respirando seu cheiro que me conforta.

— Obrigada, Sasuke.



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