História Os Guardiões do Olimpo - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Tags Amizade, Aventura, Deuses Gregos, Mitologia, Monte Olimpo
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Palavras 2.220
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Como amante de mitos, lendas e principalmente a mitologia grega eu sempre quis viver uma dessas histórias contadas na Ilíada ou na Epopéia, então trago á vocês essa grande aventura repleta de monstros, lutas e também amizade e senso de justiça que só um deus grego poderia ter. Espero que gostem! Abraço á todos!

Capítulo 1 - Um raio na cabeça


Fanfic / Fanfiction Os Guardiões do Olimpo - Capítulo 1 - Um raio na cabeça

Eu percebi que o sol lá fora estava entrando pela janela do meu quarto, minha sonolência rapidamente foi interrompida por um pavor súbito, me virei na cama rapidamente olhando no relógio ao lado da minha cama, "Droga" eu pensei, eram exatamente 6:45 da manhã e eu tinha que me apressar para pegar o ônibus para a escola ás 6:52. Saltei da cama feito um louco indo em direção á pia do banheiro para escovar os dentes, após isso me vesti rapidamente, como de costume: calças jeans e uniforme escolar. Antes mesmo que pudesse amarrar com exatidão o meu tênis, desci as escadas que levavam para a cozinha de casa, passei pela fruteira e peguei uma maçã.

Minha tia com certeza já havia saído para o trabalho, a chave estava em cima da mesa, passei correndo pegando-a e fechando a porta de casa. Quando saí de casa foi que tive que correr para chegar no ponto de ônibus, mas para minha surpresa a droga do ônibus já estava parado, nesse momento não pensei em nada, somente em correr o máximo possível para alcançá-lo (Cara, isso é muito vergonhoso). Antes que o ônibus zarpasse eu apareci na porta, o motorista deu uma risada e abriu a porta.

— Valeu, tio. — Eu disse ofegante enquanto seguia adiante para dentro do ônibus.

O motorista balançou a cabeça como resposta. Me sentei em um dos assentos no fundo, o ônibus estava vazio ao que se parece, haviam somente algumas pessoas á frente, cerca de três ou quatro no máximo. Foi tudo tão rápido que eu mal consegui respirar, mas eu havia conseguido entrar no ônibus á tempo. Eu estava tranquilo pelo fato de ter conseguido entrar no ônibus pelo menos, mas eu tinha uma súbita preocupação com alguma coisa, não conseguia saber o que era, enfim, "se eu não lembro é porque não é importante".

Enquanto a viagem seguia eu comia a maçã que havia pego e olhava para o cenário de uma parte da cidade de Chicago, era um lugar legal, de fato. Minha mente viajava nos prédios e nas demais coisas que eu via passar através da janela do ônibus, digo, é normal um adolescente de quinze anos viajar assim, acredito que até você viaje assim quando anda de ônibus.

Eu já podia ver o ponto onde ia descer, me levantei firmando a mochila nas costas, alguns metros á frente e o ônibus parou e foi onde eu desci. Olhei no celular novamente as horas e eram 7:10, mas antes mesmo que eu pudesse ficar desapontado percebi que o guarda civil que ficava nos portões da escola já estava prestes a fechá-los, novamente me transformei no Barry Allen e disparei na direção do portão, alguns ficavam surpresos com o quão rápido eu conseguia correr, talvez por isso eu me destacava no basquete, velocidade e força bruta: esse era eu.

Passei pelo portão como uma bala dizendo "Bom dia, tio", não tinha certeza mas tive a impressão de o guarda ter balançado a cabeça e ter rido da situação. Bom, eu estava na escola, isso já era quase que perfeito, mas antes que eu pudesse comemorar, percebi que não havia mais ninguém nos corredores, eu estava agitado como sempre ficava quando estou atrasado, tentei caminhar o mais rápido possível para a sala 2-b (Onde era minha classe), passei pelo corredor e virei a direita dando passos largos quase correndo, enfim havia chegado até a sala de aula. Respirei fundo, ajeitei minha camisa e bati na porta, mas ninguém veio abrir, bati mais uma vez e nada, acabei por ficar incomodado e abri a porta. Quando a abri uma supresa: não havia ninguém lá.

De repente duas lembranças ruins refrescaram minha memória: sala de vídeo e apresentações de pesquisas. Hoje era o dia de entregar as pesquisas de história e todas elas seriam apresentadas na sala da biblioteca. Mas o pior de tudo é que eu não tinha feito nada. Corri para a biblioteca passando pelo mesmo caminho que usei para chegar na sala 2-b, assim que cheguei lá bati uma vez na porta e alguns segundos depois o Sr. Herman abriu-a. Sr. Hermam era nosso professor de história, é um cara extremamente chato e que adora pegar no meu pé. Ele abriu a porta e se deparou comigo ali meio sem graça, ele me olhou com um olhar acusador.

— Chegando atrasado mais uma vez, Sr. Zack Ray.

— Aconteceu um imprevisto, sabe? — Tentei enrolá-lo. — Minha tia passou mal essa manhã e então tive que ir com ela até o hospital, ela anda passando muito mal esses últimos dias.

Ele balançou a cabeça, parecia incrédulo.

— Você usou essa desculpa semana passada seu patife.

Eu coloquei a mão no queixo inconscientemente.

— Usei?

— Ah! Dê o fora rapaz, vá para a diretoria, você só entra com autorização. — Sr. Hermam se cansou da minha conversa.

Droga, eu não podia ir para a diretoria agora, então num último ato eu disse:

— Eu fiz a melhor pesquisa que o senhor verá hoje! Deixe-me apresentá-la!

Sr. Herman estava prestes a fechar a porta na minha cara, mas então ele pensou e logo assentiu.

— Já faz um tempo que você não se dispõe a apresentar algo descente. — Ele disse. — Mas se estiver mentindo, irá para a diretoria no mesmo instante.

Ele me deixou passar, caminhei rapidamente para uma carteira na sala da biblioteca, elas estavam arrumadas bem á frente das prateleiras de livros. Os alunos me olharam e seus olhares diziam "Novamente  Zack consegue enrolar o Sr. Herman". O Sr. Herman direcionou-se até o centro da sala, pigarreou e em seguida começou a falar:

— Então alunos, como eu estava dizendo, hoje iremos apresentar as pesquisas sobre história que vocês estão me devendo, ela irá valer 1/3 de sua nota.

Quando ele disse "1/3 de sua nota" eu quase desmaiei, se eu não conseguisse apresentar isso, certamente eu iria ficar de recuperação no verão.

— Bom, sem mais delongas, vamos começar logo com isso. O primeiro a nos apresentar sua pesquisa será Zack Ray. — Ele anunciou debochadamente.

Eu me levantei nervoso e caminhei até o centro da sala, estava pensando mil coisas.

— Onde estão suas anotações, Sr. Ray?

— Ér... Eu não preciso, tenho tudo gravado na cabeça.

IDIOTA! porque eu disse isso, eu estava piorando as coisas.

— Você quem sabe. — Sr. Herman saiu de perto de mim e se sentou em seu lugar e ficou me observando como se fosse um jurado.

Eu observei todo mundo e olhei para o Sr. Herman, seu olhar dizia "Está esperando o que? Começe!", foi quando uma coisa estranha aconteceu, eu tive uma súbita memória de algo diferente, que já havia acontecido outras vezes, mas desta vez foi exatamente num momento crítico.

— Bom... Hoje... — Tentei juntar as palavras. — Hoje vou falar sobre mitologia grega.

Todos me olharam apreensivamente, inclusive o professor.

— Meu tema será sobre o herói grego Hércules e seus doze trabalhos. Segundos os poemas gregos antigos, Hércules era filho de uma humana chamada Alcmena e do deus olímpico Zeus. A deusa Hera, esposa oficial de Zeus, se irritou pelo fato de ele tê-la traído e do fruto dessa traição ter nascido um semideus, Hera tentou por diversas vezes matar o garotinho ainda bebê, mas ele desde cedo mostrou grande força. Quando já adulto Hércules foi enfeitiçado por Hera e sob o efeito do feitiço acabou por matar sua família, depois de ter visto o que havia feito, Hércules se direcionou ao oráculo de Délfos para procurar orientação dos deuses, mas o oráculo era comandado por Hera que usou disso como vantagem para acabar com Hércules de uma vez por todas e fez o herói servir ao Rei  Euristeus da cidade de Micenas, foi onde se deu início aos seus doze trabalhos para que ele se redimisse de seu passado sombrio. Dizem que Hércules ascendeu ao Olimpo quando morreu, mas ninguém sabe.

Quando terminei de falar, ouvi aplausos breves e o Sr. Herman coçava sua pequena barba enquanto me avaliava.

— Muito interessante, Sr. Ray, eu não sabia que você se interessava por mitologia grega.

— Nem eu... — Murmurei baixinho.

— O quê? — O professor perguntou.

— Não, nada, Sr. Herman.

Eu me direcionei para o meu lugar e me sentei, foi onde pude respirar mais leve, mas eu ainda me perguntava como eu sabia daquilo tudo, era como se eu soubesse da história mesmo sem saber. Fiquei apenas a assistir as outras apresentações.

Já mais tarde durante o intervalo eu estava praticando um pouco de basquete na quadra do colégio com um amigo do time de basquete do colégio.

— Você mandou bem na apresentação em. — Etan — um jogador do time — comentou comigo.

— Foi uma pesquisa rápida. — Sorri meio sem graça.

Estávamos jogando a bola na cesta somente por diversão, quando pude perceber uma aglomeração de pessoas indo em direçãom ao refeitório.

— O que será que tá rolando lá dentro do refeitório? — Perguntei á Etan.

Ele estava tentando enxergar, mas parecia não ter sucesso, talvez minha visão fosse mais aguçada, não sei.

— Eu não consigo ver, vamos olhar de perto, talvez esteja rolando briga.

Largamos a bola de lado e caminhamos para o refeitório, quando chegamos lá, da mesma forma que vi a aglomeração de pessoas, pude ver Ryan — Um dos metidos a valentão do colégio — tentando forçar um garoto menor a comer um hamburguer inteiro de uma só vez, aquela cena me enfureceu de uma forma que eu não pude me controlar.

— Aonde você vai cara? — Etan me perguntou enquanto eu caminhava na direção daquele aglomerado de alunos.

Passei por todo mundo dentro daquele aglomerado de pessoas.

— Ei! Ryan!

Quando ele se virou para mim meu punho foi de encontro ao rosto dele com um movimento tão rápido e forte que naquele mesmo instante o valentão caiu. Todos ficaram olhando pra mim, inclusive o garoto fracote com a boca cheia de hamburgueres. Adivinha o que isso tudo resultou? Exatamente, diretoria. Eu realmente não podia deixar que aquilo continuasse e fingir não ter visto, eu sempre odiei injustiças e estava disposto a enfrentar o diretor do colégio em prol da minha conduta.

— Zack Ray, novamente na diretoria... — O diretor do colégio — Sr. Nicolaus— disse pra mim em desgosto.

— Eu tenho meus motivos.

— Algum especial o suficiente pra desmaiar seu colega? — O diretor contestou.

— Ryan estava humilhando um garoto mais fraco na frente de todo mundo no refeitório, o que mais eu poderia fazer?

O diretor balançou a cabeça.

— Você precisa aprender a se controlar mais Sr. Ray. — Ele disse. — Ficará afastado do time de basquete no próximo jogo.

— O quê? Mas..

— Irei falar com o treinador Morris depois, também ligarei para sua família. — Agora está dispensado.

Eu não tive muita chance de falar e talvez fazer isso fosse me complicar ainda mais, mas eu me senti contente de certa forma de ter ajudado aquele garoto, digo, eu já havia feito coisas parecidas antes, já enfrentei uma gangue de caras em Chinatown (Não todos de uma vez, claro), não ligo de arriscar minha vida para ajudar as outras pessoas, algo me diz que é o certo a se fazer.

Voltei para a classe e as duas últimas aulas passaram voando, quando me dei conta já era a hora da saída e até me assustei com o sinal. Arrumei tudo e coloquei a mochila nas costas, desci acompanhado de Etan, comentei com ele sobre a suspensão do próximo jogo, ele quase não acreditou, mas por fim acabamos nos despedindo quando chegamos até o portão principal de saída do colégio. Quando saí, percebi que Ryan estava na esquina e estava acompanhado de pelo menos mais quatro moleques, "Droga..." pensei, caminhei na direção oposta, não queria arranjar mais confusão, até porque eu não ia nem conseguir com cinco caras.

Estava andando rápido, olhei para trás e eles estavam vindo mais rápido ainda, quase correndo, nesse momento percebi que um vento gelado soprou contra meu rosto, nuvens acizentadas começaram a aparecer nos céus tampando o sol, aquilo não parecia normal para mim, estavamos na primavera...

— Ei! Não foge não Ray!

Ouvi Ryan gritando e correndo atrás de mim junto de seus amigos, nesse momento eu comecei a correr, com certeza eles não iriam me alcançar. Começou a chover também, eu estava correndo na rua enquanto os valentões ainda vinham atrás de mim e pareciam que não iam parar, era como se estivessem me caçando. Foi quando passei por uma esquina e adentrei um beco e fiquei ali parado, eles passaram pelo beco e ficaram olhando para um lado e para o outro á procura de mim e como não me acharam mais, acabaram por desistir da caçada.

Eu respirei fundo, estava começando a chover. Saí do beco olhando para um lado e para o outro e segui caminho por uma praça ali do bairro, não haviam mais pessoas nas ruas, somente eu igual um idiota correndo na chuva, eu não podia ficar esperando a chuva parar para ir para casa, decidi que iria na chuva mesmo. Trovões começaram a rugir no céu, eu havia percebido isso assim que saí do beco, então com aqueles sons perturbadores resolvi me acolher debaixo de um ponto de ônibus á alguns metros na minha frente. Porém, nesse mesmo instante ouvi um trovão muito forte no céu e vi um clarão, era um relâmpago e isso foi a última coisa que consegui raciocinar antes daquele feixe de luz elétrica se chocar contra mim.


Notas Finais


Ficou curioso para saber o que vem á seguir? Continue lendo e descubra mais sobre as coisas estranhas que estão para acontecer com esse garoto brigão.


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