História Os Guardiões do Olimpo - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Tags Amizade, Aventura, Deuses Gregos, Mitologia, Monte Olimpo
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Palavras 2.369
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Neste capítulo iremos conhecer um novo personagem! Espero que gostem!

Capítulo 2 - O novato


Eu abri os olhos rapidamente e olhei ao meu redor, tudo parecia estar lento, eu não ouvia nada. Balancei a cabeça e essa estranha sensação foi passando, olhei assustado para o meu corpo e eu estava intacto, mas eu podia jurar que um raio havia caído em cima de mim, mas antes mesmo que eu pudesse achar que aquilo era só uma miragem, olhei ao meu redor e pude perceber uma parte do asfalto rachado ao meu redor indicando que alguma coisa havia caído ali de forma destrutiva. "Não pode ser...", eu pensei, será que um raio realmente caiu em cima de mim? Coisas estranhas já haviam acontecido comigo antes, mas isso...

Não havia ninguém nas ruas naquele momento e a chuva continuava, no céu os trovões continuavam também, me estabilizei e saí dalí como se nada tivesse acontecido. Quando passei a primeira esquina á esquerda, comecei a correr — Só teriam ônibus para o meu bairro depois de uns trinta ou cinquenta minutos, em média — ir correndo talvez fosse mais rápido, eu queria chegar logo em casa e por algum motivo idiota eu decidi que ir correndo seria a melhor solução. Por incrível que pareça enquanto eu corria podia me sentir mais leve e até mais rápido, meu corpo parecia estranho, mas um estranho legal, era como se eu estivesse... Mais ágil, talvez. Não demorou nem vinte minutos para que eu chegasse até a rua de casa, quando cheguei na porta de casa estava torcendo para minha tia não ter chegado do trabalho ainda para almoçar, com certeza ela ia me falar algo que mães falariam para seus filhos caso eles cheguem encharcados em casa depois de correr na chuva.

Abri a porta bem devagar e tirei meu tênis, eu estava completamente encharcado, era como se eu tivesse acabado de sair do chuveiro, caminhei em passos leves pelo corredor da sala, mas quando passei pelo corredor da cozinha... Vi uma mulher de cabelos loiros presos num rabo de cavalo, seus olhos castanhos e ela usava um avental de cozinhar com alguns desenhos de flores.

— Ei! Porque você está todo molhado mocinho?

A voz da minha tia logo ecoou pela cozinha em um tom ordeiro, ali onde eu estava fiquei, parado e tentando pensar em algo para falar.

— Ér... Eu... Eu acabei me molhando na chuva. — Respondi travando em minhas palavras.

Mas assim que respondi minha tia olhou para mim como se eu fosse um fantasma ou algo do tipo.

— Ham... Está tudo bem tia? — Perguntei meio sem graça.

— O que é isso no seu cabelo, Zack?

Ela parecia bem séria agora e tive a impressão que ela não se referia ao fato de que eu estava todo molhado, mas sim por algo mais estranho.

— Como assim? — Perguntei sem entender.

Havia um pequeno espelho na porta do armário da cozinha, corri até ele e olhei meu reflexo, nesse momento eu quase morri. Meu cabelo havia passado de loiro escuro para um loiro meio prateado, eu não consegui acreditar no que estava vendo, como isso foi acontecer? Milhares de perguntas vieram na minha mente nesse instante, mas eu somente lembrava de uma coisa: O raio que me acertou.

— Tia... Eu te juro que não sei como isso ficou assim.

Minha tia soltou um riso que me deixou meio envergonhado.

— Ora, se você queria pintar devia ter me falado, eu sei como adolescentes são, adoram inventar modas. — O tom de Sarah era calmo e engraçado.

Eu realmente não entendi, mas ela achou que eu pintei meu cabelo? NÃO, eu jamais faria algo assim, sei lá, eu gostava de como sempre fora. Mas eu não podia falar para ela que um raio caiu em mim e que depois disso eu fiquei estranho e com o cabelo de outra cor.

— Ér... Tem razão, sabe... me disseram que ia ficar legal, então eu fiz na casa de um amigo depois da aula.

— Mas até que ficou legal assim, agora vá tomar um banho e tire essas roupas molhadas!

Antes que minha tia pudesse completar sua frase para me zoar eu estava subindo as escadas do meu quarto para tomar um banho, eu estava nervoso, tudo era muito estranho, eu não conseguia entender o que estava acontecendo, lembranças sobre histórias mitológicas gregas, raio na cabeça, cabelo mudando de cor sozinho...

Quando saí do banho fiquei reparando aquela cor estranha no meu cabelo, me fazia parecer um delinquente, não que eu precise disso para fazer coisas de delinquente por aí, mas era estranho. Depois de vestido me joguei na cama soltando um ar de cansaço, eu estava realmente muito chateado, além de tudo eu estava sem poder jogar no próximo jogo do colégio. Eu realmente estava tentando me manter calmo, mas eu sou alguém que fica estressado com muita facilidade, me levantei da cama e fui até meu computador que ficava em cima de uma mesinha á frente da minha cama, o liguei e logo que entrei no campo de pesquisa comecei a pesquisar sobre mitologia grega e coisas relacionadas á isso. Alguns minutos depois minha tia Sarah me chamou para o jantar, acabei tendo que interromper a tal pesquisa sem quase nem ter começado.

Após o jantar voltei para o quarto novamente e continuei a pesquisar sobre algumas coisas sobre a mitologia grega, estava assistindo alguns vídeos sobre história que contavam a história dos mitos gregos (Soa estranho um dos piores alunos da sala estar estudando em casa, mas ok). No vídeo em que eu estava assistindo contava a história da ascensão dos deuses gregos e sua vitória sobre os grandes titãs, nesse momento em que o vídeo começou eu sei lá tive a mesma sensação que tive na sala de aula contando a história de Hércules.

Dizia o mito grego que Cronos tinha o costume de engolir os filhos que tinha com sua esposa Réia, pois ele tinha medo de que seus filhos se rebelassem contra ele e que pudessem chegar a destroná-lo algum dia. Porém, um dia, a esposa de Cronos engravidou novamente dando a luz á um menino, o titã ordenou que ela o desse para que ele pudesse o devorar assim como os outros. Mas ao invés disso, Réia deu uma pedra ao seu marido e escondeu a criança em uma caverna. A partir daqui eu comecei a sentir que era como se eu estivesse fazendo parte daquela história toda, era estranho, mas era como se eu tivesse lembranças daquela história. Quando o garoto se tornou homem saiu da caverna e passou a ser chamado Zeus e foi orientado por Gaia. Zeus queria libertar seus irmãos presos dentro da barriga de seu pai e então deu-lhe um veneno que o fez vomitá-los. Juntos os deuses do Olimpo declararam guerra contra os titãs e uma guerra sangrenta foi travada, mas os deuses olímpicos saíram vitoriosos, Zeus aprisionou os titãs num abismo chamado Tártaro. Após a vitória dos deuses, Zeus dividiu os domínios da terra com seus irmãos Hades e Poseidon. Hades ficou com os domínios do submundo e Poseidon com o domínio dos mares.

Quando terminei de assistir o vídeo, eu percebi que eu não tinha assistido nada, mas era como se eu conseguisse saber disso tudo sem mesmo ter estudado sobre o assunto, realmente estranho.

...

No outro dia acordei no horário certo e fiz tudo como costumava fazer. Após escovar os dentes e colocar meu uniforme, uma coisa ainda me incomodava, meu cabelo estava prateado, eu parecia um adolescente velho, sei lá. Eu realmente não me importava com o que as pessoas iam falar sobre isso, mas é que eu realmente achava estranho, então coloquei uma touca, acho que isso ia resolver o problema por hora.

Já no ônibus eu estava ouvindo música nos fones de ouvido enquanto observava as paisagens de Chicago pela janela do ônibus, mas minha reflexão foi cortada quando vi um carro preto — Parecia uma limosine — ultrapassando o ônibus, não consegui ver quem estava lá dentro, mas com certeza seria algum rico.

Quando cheguei no colégio, pude ver que todos estavam entrando ainda, bom, era bom saber que eu não estava atrasado. Passei pelo guarda do colégio e o cumprimentei, ele pareceu surpreso pelo o horário que eu estava chegando. Entrei pelo pátio principal e caminhei para dentro chegando ao corredor principal e caminhei para o meu armário para guardar as minhas coisas — Ontem eu havia chegado tão atrasado que tinha até esquecido de guardar minhas coisas. Depois de guardar alguns livros e pegar outros — percebi que havia um garoto que parecia ter minha idade, seus cabelos eram ondulados de cor castanho bem claro e iam até um pouco acima de seus ombros, sua pele era meio bronzeada como se ele tivesse vindo da praia para a escola e seus olhos eram meio esverdeados. Eu tive a súbita sensação de já ter visto aquele garoto antes, ou de conhecê-lo de algum lugar, sei lá. Ele parecia confuso, era como se estivesse com dúvida de para onde ir, então me apriximei dele.

— E aí. — Eu disse. — Você parece confuso, é novato no colégio?

— E aí, meu brother. — Ele disse com um sotaque meio Havaino. — Sim, sou novo por aqui, estou procurando a sala 2-b, por acaso você sabe onde fica?

2-b? Espera, é a minha classe.

— É a minha classe. — Respondi. — Chega mais.

Caminhamos para a sala de aula e quando estávamos chegando o garoto me perguntou:

— Então, qual é seu nome?

— Zack Ray, e o seu?

— Dylan River. — Ele respondeu com uma cara confusa. — Por acaso eu já não te conheço? Tipo, você já surfou comigo no Havaí?

— Não... Eu nunca surfei na vida. — Respondi tentando esconder o fato de estar surpreso pelo fato de ele também ter a mesma sensação que eu tive.

Entramos na sala de aula, eu caminhei para meu lugar habitual, Dylan ficou parado na frente da turma para que a Senhorita Becky — Professora de matemática — pudesse aprosentá-lo á todo mundo.

— Pessoal. — A senhorita Becky chamou a atenção de todos nós. — Esse é Dylan River, ele é novato no colégio, peço que possam se enturmar com ele.

A professora gesticulou com a cabeça para que ele pudesse se sentar, enquanto ele passava pude perceber que as garotas da classe ficavam de risadinhas assanhadas para ele, de fato ele tinha um estilo meio surfista bem legal. Eu apenas observei a cena, mas logo pude ouvir a voz da professora vindo na minha direção.

— Você sabe que é proibido usar toucas e bonés na sala de aula, não é, Zack?

Eu revirei os olhos sem que ela pudesse perceber.

— Mas sabe o que é senhorita Becky. — Comecei. — Meu cabelos está caindo muito, então estou tendo que usar essa touca, pois não quero que a sala fique infestada de cabelos.

— Sério, e o que você tem? É algo grave? — Ela perguntou, parecia preocupada.

— Nah.. O médico disse que é estresse acumulado sabe, mas acho que vai passar.

— Ér... Tudo bem então...

Ela realmente acreditou nisso? Cara... Eu queria rir.

A aula seguiu e Etan e Craig estavam conversando comigo, eles eram do time de basquete do colégio.

— Aí, você ficou sabendo que Ryan está querendo te acertar? — Etan disse.

— Se ele viesse sozinho eu acabaria com ele, mas não posso fazer isso enquanto ele é seguido por aquele grupinho de jovens vândalos fracassados amigos dele. — Respondi.

— Cara, você é louco de mecher com um cara igual ele, sabe, ele conhece muitos caras que poderiam dar um fim em você. — Craig comentou.

Eu dei de ombros, na verdade eu nem ligava.

— Mas aí, o que vocês acharam desse cara novo? — Etan perguntou.

— Ele parece ser legal, conversei com ele hoje no pátio principal antes de entrar na classe. — Respondi.

— Sério?

— Aham. — Respondi.

Mais tarde durante o intervalo, eu estava jogando basquete na quadra de esportes, mas agora estava caminhando para o bebedouro para tomar um pouco de água. Chegando lá acabei por me encontrar com Dylan novamente, ele estava enchendo uma garrafinha de água de cor azul marinho, eu não o conhecia direito mas se tinha uma coisa que eu percebi nele é que ele tinha o estranho hábito de beber muita água, tipo, de dez vezes que olhei para ele na sala oito ele estava tomando um gole de água.

— Pelo visto você gosta mesmo de se hidratar, não é? — Comentei rindo.

— Água é vida, brother. — Ele respondeu rindo também.

Mas para minha surpresa, fomos interrompidos por ninguém mais ninguém menos que Ryan e ele estava acompanhado de três amigos.

— Eaí Ray... — Ele disse para mim, seu tom era ameaçador. — Você conseguiu fugir ontem... Acha que eu me esqueci do que você fez comigo no refeitório?

— Bom, não tinha nem como esquecer né, me disseram que você ficou alguns minutos apagados. — Tentei segurar o riso.

Num ato descontrolado Ryan me pegou pela gola da camisa e me apertou contra a parede.

— Isso não vai ficar assim, Ray. Acha que vou deixar barato?

Antes mesmo que eu pudesse dizer algo, um jato de água voou na cara de Ryan, ele ficou parado e olhou para o lado, Dylan o encarava sem medo algum, sua garrafa de água vazia.

— Deixa o cara, irmão. — Ele disse com seu sotaque Havaino.

Quando Ryan resolveu me largar para pegá-lo, o diretor Sr. Nicolaus passava por aquele corredor e notou a cena.

— Está tudo bem por aqui?

— Sim... — Ryan respondeu com a cara molhada.

O diretor se retirou passando direto.

— Acho que você é o novato... Tá marcado moleque, fica esperto. — Ryan saiu com seus comparças imbecis.

Eu olhei para Dylan, ele parecia normal.

— Por que fez aquilo?

— Odeio esses caras metidos á valentões, digo, eles abusam das pessoas e eu odeio injustiças. — Dylan respondeu enchendo sua garrafa de água novamente.

Eu realmente fiquei surpreso com a resposta dele, sei lá, não esperava que ele pudesse dizer algo daquele tipo.

Mais tarde já na últimas aula eu estava já completamente entediado, era aula de português e era um saco, fiquei observando o cenário da rua através da janela e algo cortou minha viagem pela paisagem, vi uma van preta parando na esquina da rua do colégio, esperei alguns segundos, mas ninguém desceu, o que era estranho. Acabei por deixar aquilo para lá, apesar de aquilo ter chamado minha atenção, não parecia importante.

 

 


Notas Finais


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