História Os Guardiões do Olimpo - Capítulo 4


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Categorias Histórias Originais
Tags Amizade, Aventura, Deuses Gregos, Mitologia, Monte Olimpo
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Palavras 2.601
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Parece que o nosso jovem herói tem alguns probleminhas com matemática, mas todos temos aqueles amigos que nos ajudam quando estamos numa enrascada escolar. Boa leitura á todos.

Capítulo 4 - Dylan me salva de reprovar em matemática


Eu e Dylan caímos do outro lado do portão enquanto a explosão queimava tudo dentro daquele estranho galpão abandonado (Eu esperava que Cérbero tivesse sido torrado também). Assim que caímos no chão nós corremos dali sem nem ter tempo para dialogar direito, corremos por alguns minutos até que chegamos á uma ponte mais para perto do centro da cidade, havia um enorme rio que cruzava a ponte e nós estávamos debaixo dela agora, respirando fundo e tentando juntar fôlego para falar alguma coisa.

— Cara, quem é você? — Perguntei para ele enquanto juntava ar.

Ele respirou fundo.

— Eu também deveria fazer a mesma pergunta para você, mas cara, isso é muito estranho.

— Como você sabia que eu estava lá? — Perguntei novamente.

— Eu... Sei lá, foi estrannho, eu senti que você estava correndo risco de vida e também tive algumas breves visões de onde você estava, então eu desci do carro e corri para te ajudar, foi tudo muito rápido. — Dylan respondeu enquanto passava as mãos no cabelo e inspirava e expirava fundo.

Eu realmente não conseguia entender o que estava acontecendo.

— Você se machucou, brother? — Dylan perguntou.

— Não, ta tudo bem, só ralei um pouco o ombro. — Respondi. — Mas me fala, como você faz aquele lance com a água?

Ele riu.

— Bom, é meio estranho, saca? — Ele disse. — Mas tudo começou há uns três ou quatro meses atrás, quando fiz 15 anos, tipo, eu estava no Havaí surfando com uma galera, as ondas estavam perfeitas, mas eu queria dropar na melhor e maior das ondas, quando consegui pegá-la eu acabei caindo da prancha e o impacto da onda me deixou desacordado e então a correnteza acabou me levando para mais longe da praia. Quando eu enfim abri os olhos eu pude perceber que estava vivo, mas era diferente, eu estava debaixo d'água e eu conseguia respirar, então nadei e vi um grupo de golfinhos e então a coisa ficou ainda mais bizarra, eu consegui conversar com eles e pedir ajuda, eles até conseguiram achar minha prancha. Eu então fui para a superfície e deitei na prancha enquanto me segurava nos golfinhos e eles me levaram para a praia novamente, quando cheguei lá estavam todos preocupados comigo, já haviam se passado horas que eu estava perdido na água, mas no fim deu tudo certo, alguns acharam que foi um "milagre".

— Caramba... Que irado...

Eu realmente estava perplexo, mas algo dentro de mim me fazia sentir que estava tudo bem e que eu tinha que fazer alguma coisa para descobrir a verdade.

— Bom, eu acabei descendo do carro do nada, o motorista deve estar preocupado, vou pedir para ele vir nos buscar, acho que usamos todas as nossas forças com aquele lobo. — Dylan pegou seu celular e discou.

Enquanto ele ligava, eu ficava pensando milhares de coisas e a principal delas era: O que está acontecendo aqui? Primeiro foi o lance do raio que caiu em cima de mim, depois quase fui morto por um lobo gigante de três cabeças e agora o aluno novo da minha classe tem poderes aquáticos, caramba isso aqui está muito estranho.

— Ele já está vindo. — Dylan disse aliviado.

Eu somente balancei a cabeça.

— E com você? — Dylan perguntou. — O que aconteceu de estranho com você para que você pudesse soltar aqueles raios irados?

Eu hesitei antes de falar, mas resolvi contar.

— É estranho também, igual a sua história com os golfinhos. — Disse á ele. — Mas eu estava voltando para casa no meio de uma tempestade e um raio caiu em cima de mim e eu continuei vivo, mas essa não é a parte pior, meu cabelo ficou assim depois disso:

Eu tirei a touca que usava na cabeça, revelando meu estranho cabelo prateado.

— Caramba! Que irado! Isso não aconteceu comigo não.

Eu esperava que ele achasse estranho como eu, não esperava que alguém fosse achar "irado".

— Sério que você acha legal? Eu particularmente achei estranho. — Contestei.

— Sei lá, cara, combina contigo.

Após alguns minutos esperando, talvez uns 10, um carro finalmente parou na rua, nós caminhamos até ele saindo debaixo da ponte. Dylan abriu a porta e gesticulou para mim para que eu pudesse abrir para que eu entrasse e assim fiz, nós entramos e fechamos as porta,s e cara, o carro era muito legal por dentro, teto solar, ar condicionado e poltronas muito macias.

— Por onde esteve, senhor Dylan? — O motorista perguntou, era um homem de meia idade, cabelos grisalhos e bigode bem feito.

— Eu tive que ajudar o meu amigo Zack com umas coisas da escola que eu tinha esquecido. — Ele respondeu com uma desculpa super-esfarrapada, como eu costumava fazer. — Aliás eu não te apresentei á ele não é, Jame?

— Prazer, senhor. — Eu disse.

— O prazer é meu. — O homem disse gentilmente e em um tom calmo.

Eu disse á Dylan onde era minha casa e ele orientou Jame para me deixar lá e assim foi feito, logo o carro já havia chegado na minha casa e parou logo em frente.

— Bom, eu vou nessa, valeu pela força cara. — Eu disse á Dylan.

— Aqui, anote o meu número de celular, se caso você tiver alguma visão estranha ou outra coisa, me mande mensagem, eu vou tentar pesquisar para arranjar respostas também, qualquer coisa eu te aviso. — Ele sussurrou para mim afim de que Jame não pudesse ouvir. — Beleza meu brother! — Ele disfarçou.

Eu anotei o número dele rapidamente em meu celular e desci do carro, caminhei para o jardim de casa indo em direção á porta e ouvi o carro atrás de mim zarpando. Abri a porta e entrei em casa, assim que cheguei minha tia estava no sofá da sala e parecia pensativa, mas quando me viu ela saltou do sofá em total alegria e me abraçou.

— Aonde você estava, querido?

— Ahn... Eu...

Droga, eu não podia falar: "Ah eu estava lutando contra um grupo de caras fortemente armados e contra um lobo gigante de três cabeças".

— Eu estava na casa de um amigo, a gente teve que realizar a base de um projeto de ciências da escola o mais rápido possível, mas eu fiquei tão concentrado que acabei esquecendo de ligar, desculpa. — Eu disse.

Eu odiava mentir para a minha tia, sinceramente, mas eu não podia contar o que aconteceu para ela.

— Tudo bem, mas vê se liga pelo menos quando alguma coisa assim acontecer, não se esqueça por favor. — Ela disse enquanto suas mãos acolhiam meu rosto com um sorriso de mãe.

Eu me desculpei mais uma vez e então subi para o meu quarto para tomar uma ducha, eu estava tão nervoso com tudo o que aconteceu que nem cheguei a almoçar, já eram também quase 16:00 horas da tarde, eu preferi esperar pelo jantar. Após a ducha rápida eu deitei em minha cama e ali fiquei repousando e olhando para o teto. Eu já tinha feito coisas loucas antes, como eu havia dito, eu já tinha arranjado briga com caras de uma gangue de Chinatown, já havia entrado no meio de um assalto para interromper o bandido (Quase fui baleado, mas ok), eu realmente já tinha feito coisas absurdas para um adolescente da minha idade, mas nunca aconteceu nada como um raio cair em mim, um lobo gigante de três cabeças tentar me devorar, enfrentar homens armados com fuzís...

Eu me perguntava o que estava acontecendo, foi quando eu me lembrei de Dylan ter dito algo como "Cérbero" quando nós derrotamos aquele lobo gigante. Me levantei da cama rapidamente e fui até o cumputador e o liguei, quando ligou, rapidamente abri o campo de pesquisa na internet e digitei "Cérbero". Apareceram muitos sites de mitologia grega, entrei no primeiro mesmo e comecei a ler á respeito, vi que Cérbero era um lobo gigante de três cabeças que guardava os portões do inferno na mitologia grega, ele era comandado por Hades O Imperador do Inferno. Algumas outras opções de pesquisa foram surgindo, tais como Hades, Poseidon e Zeus.

Pesquisei primeiro sobre Poseidon, na mitologia grega ele era filho do titã Cronos e da titã Réia, ele também era irmão mais velho de Zeus e Hades. Poseidon era O Imperador dos Mares e tinha total controle sobre a água no planeta e sobre os seres marinhos, com seu tridente ele podia causar maremotos e muitas tempestades ferozes em alto mar. Seguido dessa pesquisa, prossegui com Zeus, ele era o senhor do Olimpo e tinha domínio sobre os raios e tempestades na terra, sendo o deus mais poderoso.

Quando percebi eu já estava a horas lendo sobre mitologia grega, era mais interessante do que eu podia imaginar, então eu ouvi minha tia me chamando para o jantar.

Eu e minha tia estávamos sentados na mesa, em silêncio, mas ele foi quebrado quando minha tia me perguntou:

— Eu ouvi um barulho de carro hoje mais cedo quando você chegou, seu amigo veio te trazer?

— Sim, ele é um cara legal, aliás é novo lá no colégio. — Respondi.

— Que bom que está fazendo amigos, normalmente você não faz muita questão disso.

— É. — Eu ri. — Antes eu só conversava com a galera do time de basquete mesmo, mas o aluno novo é legal, vale a pena ser amigo dele.

Minha tia sorriu e então voltamos a comer, eu terminei de comer e me retirei da mesa, voltei para o quarto. Eu me perguntava: — E se esses mitos gregos não fossem só mitos? E se fossem alguma coisa á mais? Porque eu não conseguia acreditar no fato de eu ter lutado contra Cérbero, será que esse lance de Hades e Inferno também existiam? Minha espinha gelou e resolvi parar de pensar nisso.

...

No outro dia pela manhã eu acordei "contente" pois era quinta-feira,  segui com minha vida rotineira, lavei o rosto, escovei os dentes e tomei um café da manhã, mas enquanto eu fazia isso tudo eu tinha a impressão de que estava esquecendo algo, mas deixei para lá, saí de casa como de costume e segui para o ponto de ônibus, poucos minutos se passaram até que o ônibus chegasse, eu entrei e me dirigi para onde costumava me sentar. Depois de já sentado foi que lembrei da droga do exercício avaliativo de matemática que na certa iria me salver se eu tivesse feito, já que eu fui um pouco mal nas provas. Eu fiquei desesperado, pois já era a última semana de aula para que as férias de verão chegassem, eu retirei meus materias ali mesmo e comecei a tentar resolver os exercícios, mas sem êxito, eu não ia conseguir calcular aquilo tudo sem ajuda, até porque eu era péssimo com números.

O meu ponto já estava se aproximando e eu estava no exercício número 1 ainda, guardei tudo de forma bagunçada e desci do ônibus, corri para o colégio na esperança de encontrar alguém que ainda estava fazendo para que pudesse me ajudar. Quando cheguei lá tentei conversar com a galera do time de basquete.

— E aí, galera, algum de vocês tem as respostas do exercício de matemática aí?

Todos se entreolharam e Matt, o capitão do time respondeu.

— Não... Nós dêmos nossas folhas para os nerds fazerem. — Mas ae Ray, cabelo irado em, não imaginei que sua tia fosse deixar você usar ele nessa cor.

— Entendi, vou dar um jeito de fazer isso aqui. — Respondi. — Valeu. — Respondi o comentário sobre o cabelo com poucas palavras, eu estava nervoso.

— Olha cara, se você quiser eu peço um nerd para fazer o seu também. — Matt disse.

Eu jamais ia obrigar alguém a fazer minhas obrigações, meus assuntos eu tinha que resolver sozinho.

— Eu vou conseguir me virar, valeu ai cara.

Me retirei e caminhei para a sala de aula logo que o sinal tocou, quando entrei na sala de aula acabei me deparando com Dylan, ele estava conversando com algumas garotas que já haviam chegado, quando me aproximei elas olharam para mim com um olhar saliente.

— Cabelo legal, Zack... — Uma delas comentou rindo para mim.

— Valeu... — Eu sorri meio forçado, a única coisa que eu pensava no momento era em não reprovar em matemática.

Dylan disse á elas que precisava falar comigo, ela saíram de bom grado.

— Você parece aflito cara, o que houve? — Dylan perguntou com seu jeito calmo e tranquilo.

— Eu preciso resolver essa droga de exercício se não, não vou ter nota o suficiente para ser aprovado em matemática. — Contei.

— Passa pra cá.

Eu entreguei á ele, ele rapidamente começou a resolver as equações e logo a professora senhorita Becky entrou na sala.

— Alunos, bom dia. — Ela começou. — Vocês estão com os exercícios prontos? Vou usar eles para fechar sua nota final.

Eu não esperava que Dylan fosse fazer para mim de bom grado, mas ele estava fazendo e até que rápido, os alunos foram levantando das carteiras e foram colocando suas folhas em cima da mesa da senhorita Becky. Quando o último aluno colocou sua folha, Dyla deu um soco de leve no meu braço e me entregou a folha de uma forma rápida para que a senhorita Becky não pudesse ver o ato.

— Tá me devendo essa em. — Ele riu.

— Cara, valeu mesmo!

Eu fui até a mesa da senhorita Becky e coloquei minha folha lá junto com as outras.

Mais tarde estavamos indo para a quadra de esportes para a aula de educação física, eu convidei Dylan para jogar basquete comigo e com a galera do time. Enquanto nós jogávamos eu percebi que havia um novo faxineiro no colégio, era um cara de estatura média, seus cabelos eram grisalhos e calvos e ele tinha uma barba bem feita, eu não sei por que, mas eu estava ficando incomodado com o fato de aquele faxineiro novo parecer estar me encarando enquanto limpava o outro lado da quadra de esportes.

Não demorou muito para que o sinal da saída tocasse e eu e Dylan estavámos indo embora juntos, conversando sobre as coisas estranhas que estavam acontecendo. Nós decidimos ir andando para casa mesmo, claro que de ônibus e de carro era mais rápido, mas não vi problema em ir andando. Mas enquanto nós andavámos e conversámos eu percebi que tive a estranha sensação de estarmos sendo seguidos, então parei de andar e olhei para trás.

— Tudo tranquilo? — Dylan perguntou confuso.

— Acho que... Sim. — Respondi. — Tive a impressão de que estavámos sendo seguidos.

Dylan olhou em volta também, mas nenhum de nós dois viu nada. Então seguimos em frente, já estavámos esperando que alguma coisa estranha fosse acontecer, porque era o que estava acontecendo últimamente. Quando cruzamos a outra esquina uma bela mulher se aproximou de nós, ela tinha cabelos castanhos e um belo corpo, eu e Dylan não pudemos não notar.

— Com licensa. — Ela se direcionou á nós. — Eu preciso de informação, sabe? Eu sou nova na cidade e preciso chegar até o Lago Michigan.

— Eu moro perto dali, em Beverly. Nós vamos para lá agora, tem um ponto de ônibus na próxima rua, você pode pegá-lo. — Respondi.

— Ah, ótimo! — Ela pareceu animada. — Podem me acompanhar até o ponto de ônibus? Sabe, como eu disse eu não sou daqui.

Eu e Dylan nos olhamos e não vimos problemas em ajudar aquela pobre mulher. Caminhamos junto com ela até a próxima esquina e chegamos até uma pequena rua sem movimento, ali havia um ponto de ônibus, estava vazio.

— Bom, chegam..

Antes que eu pudesse dizer eu me virei para trás e a mulher não estava mais lá, eu e Dylan olhamos para um lado e para o outro, mas a mulher havia desaparecido. Foi quando senti duas mãos correndo pelo meu ombro e indo de encontro ao meu peito.

— Zack! Cuidado! — Ouvi Dylan gritando para mim enquanto olhava para trás de mim.


Notas Finais


O que será que acontecerá com essa dupla que atrai confusão? Se ficou curioso, pula pro próximo capítulo e vamos aproveitar a ação!


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