História Os Guardiões do Olimpo - Capítulo 5


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Categorias Histórias Originais
Tags Amizade, Aventura, Deuses Gregos, Mitologia, Monte Olimpo
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Palavras 2.329
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Em que tipo de confusão mitológica nossa dupla de heróis se meteu? Vamos para a ação!

Capítulo 5 - Somos salvos por um homem chamado Ptolomeu


Fanfic / Fanfiction Os Guardiões do Olimpo - Capítulo 5 - Somos salvos por um homem chamado Ptolomeu

Eu me virei para trás enquanto sentia mãos me agarrando por trás, quando olhei vi a mesma mulher que nos pediu informação, os olhos dela estavam brilhando em vermelho, com uma força incrível ela me lançou para longe e eu caí rolando no asfalto.

— Zack! — Dylan gritou.

A mulher começou a rir.

— Então esse é o temível Lorde Zeus em sua forma humana? — Patético.

Eu me levantei, não tinha me machucado, quando me coloquei de pé novamente eu fiquei encarando aquela mulher e seu olhar sádico.

— Quem é você? — Perguntei.

— Eu não sou muito boa com apresentações... Mas pode me chamar de Esfinge!

Nesse momento a mulher começou a se transformar em um monstro horrível, ela assumiu a forma de um leão alado, tinha garras e presas afiadas, mas ainda tinha a cabeça de uma bela mulher. Ela começou a rosnar para nós como uma besta faminta. Eu olhei para Dylan ele parecia tentar achar alguma poça de água ou algo do tipo para pode lutar contra Esfinge, mas não tinha.

— Corre! — Eu disse para Dylan.

Nós dois começamos a corre dali, a besta rapidamente nos seguiu rugindo como trovoadas, eu e Dylan viramos na primeira esquina muito rápido e atravessamos a avenida correndo feito loucos, por pouco não fomos atropelados, quando chegamos do outro lado seguimos caminho para uma outra rua e então entramos num beco, eu olhei para trás e não vi mais sinal de Esfinge. Foi quando ouvi um rugido furiosos acima de nós.

— Acham que vão escapar tão fácil assim de mim? — Esfinge gritou furiosa.

Ela estava voando sobre os pequenos prédios e estava pronta para pairar sobre nós e arrancar nossas cabeças com sua enormes garras afiadas. Ela então veio voando na nossa direção tão rápido que não tivemos tempo de fazer nada, somente nos jogamos no chão e ela passou por cima de nós dando um rasante, eu pude ouvir o assobio de suas garras afiadas cortando o ar perto de minha cabeça. Eu e Dylan nos levantamos e Esfinge parou em nossa frente e nos cercou.

— Qual será que deve ser o sabor de Ikor O sangue dos deuses?

Os olhos de esfinge estavam famintos e ela olhava para nós como se fosse nos devorar com apenas uma mordida.

— Por que você quer nos matar!? — Perguntei furioso.

Ela riu novamente.

— Vocês deuses malditos prenderam nossos pais titãs no Tártaro e eles acabaram dando vida a nós que nascemos do Tártaro, agora as portas do Tártaro estão abertas e nós vamos nos vingar de vocês! — O tom de Esfinge era de ódio e repulsão.

Ela saltou na nossa direção  eu e Dylan rolamos no chão em direções opostas e ela caiu com seu enorme peso que rachou o chão, aproveitando que ela estava caída eu tentei usar o lance dos raios de novo, mas não deu certo por algum motivo, Esfinge se levantou e me golpeou com uma de suas asas e eu fui jogado contra a parede e caí. Dylan inutilmente tentou atacá-la também mas acabou por ter o mesmo fim que eu.

— Vocês são patéticos, deuses do Olimpo. Parece que nascer em formas humanas foi a coisa mais estúpida que vocês fizeram depois de lançar nossos pais no Tártaro. — Esfinge debochou de nós.

Eu me levantei segurando meu braço esquerdo, ele estava doendo devido ao impacto na parede, foi quando vi na rua á frente um hidrante e olhei para Dylan, ele logo sacou o plano de alguma forma.

— Vamos! — Exclamei.

Corri passando tão rápido por Esfinge que ela nem me viu, eu podia sentir meu corpo leve e rápido, ela veio atrás de mim voando sob as casas e prédios, Dylan seguiu também. Esfinge veio novamente para dar um rasante e me acertar de uma vez por todas, eu estava na frente do hidrante, ela estava furiosa e vinha descendo feio um touro enraivecido e quando ela chegou perto o suficiente eu saltei para o lado e ela deu de cara com o hidrante o quebrando e fazendo com que ele esguichasse água para cima, nesse momento vi Dylan erguendo suas duas mãos controlando a água e fazendo aquela torrente de água jogar Esfinge violentamente contra a parede num turbilhão de força. Nesse momento eu tentei concentrar a minha fúria para fazer o lance com os raios de novo e então para minha sorte senti formigações nas palmas da mão e então logo direcionei-as para Esfinge e um breve clarão antecedeu um raio que foi na direção do monstro e então ela foi eletrocutada e gritou de dor.

O hidrante parou de soltar água, o corpo de Esfinge estava soltando fumaça e estava molhado, eu olhei para Dylan confuso.

— Será que ela está morta? — Perguntei.

— Eu não faço ideia cara... — Ele respondeu meio assustado.

Eu então caminhei na direção do corpo de Esfinge e num ato inconsequente dei um chute nela, mas para o meu eterno azar ela não estava morta, ela se levantou rugindo de ódio novamente e estava prestes a me dar uma mordida fatal, eu caí para trás com os olhos fechados quando ouvi: "Cuidado!". Eu abri os olhos e Esfinge estava caída diante de mim, eu olhei para trás e não pude acreditar, era o novo faxineiro da escola!

— Quem é você!? — Me levantei e exigi uma explicação enquanto andava para trás.

— Não se assuste, Lorde Zeus. — Ele disse á mim enquanto fazia um gesto de reverência. — Sou Ptolomeu, guardião do Oráculo de Délfos.

Eu franzi as sombracelhas.

— Ptolo oque?

— Ptolomeu.

— Por que está todo mundo me chamando de "Zeus"? Por acaso isso aqui é algum encontro de fãs de mitos gregos?

Ptolomeu riu da minha expressão.

— O seu humor mudou bastante nessa encarnação humana, senhor.

Dylan se aproximou.

— O que você quer com a gente?

O tal Ptolomeu fez novamente o gesto de reverência quando viu Dylan.

— Lorde Poseidon, eu não esperava que você estivesse junto de Zeus.

— Ér... — Dylan parecia confuso. — Você pode nos explicar o que está acontecendo? Por favor?

Ptolomeu olhou para um lado e para o outro, coçou sua barba branca e disse:

— Não é muito seguro ficarmos aqui, podemos esclarecer as coisas depois? Me encontrem em frente ao IceBrothers daqui duas horas e então conversaremos melhor.

O faxineiro novo misterioso virou as costas para nós.

— Ei! Espera aí! — Tentei dizer.

Mas já era tarde, Ptolomeu havia desaparecido mágicamente. Eu olhei para Dylan e ficamos extremamente confusos.

— O que foi isso? — Perguntei.

— Eu não faço ideia... — Dylan estava mais confuso do que eu.

Eu percebi que o corpo de Esfinge havia se transformado em um monte de pó negro e cinza no chão. Eu e Dylan então corremos dali e fomos para nossas casas.

Eu estava terminando de almoçar, minha tia não estava em casa, provavelmente ela iria almoçar em alguma restaurante próximo á empresa onde ela trabalhava como farmacêutica, eram as empresas "&F Farma". Quando terminei meu almoço mandei uma mensagem para Dylan o avisando de que eu estava saindo de casa, poucos segundos ele respondeu "Ok, também estou indo", eu fui até o banheiro e escovei meus dentes e troquei de camisa.

A Ice&Brothers era uma sorveteria muito famosa no bairro e era para lá que eu estava seguindo agora. Caminhei sozinho por alguns minutos até que enfim cheguei ao local, eu estava ansioso, queria muito descobrir o que estava acontecendo e o faxineiro novo parecia saber de muitas coisas. Assim que cheguei, Dylan logo chegou também.

— E aí brother. — Dylan me cumprimentou, ele vestia uma bermuda cinza e uma camisa meio esverdeada. — Nada do cara?

— E aí. — Respondi. — Nada.

Nós entramos na sorveteria e nos sentamos em uma mesa, ambos com cara de tédio, foi quando vimos o faxineiro novo entrar pela porta de vidro do estabelecimento. Nós dois viramos a atenção para ele, ele veio em nossa direção e se sentou junto de nós, vendo de perto ele parecia ser mais novo do que eu imaginava, parecia ter entre uns quarenta talvez, não era um velhote.

— Saudações, meus Lordes. — Ele nos cumprimentou com sua forma estranha de falar.

— E aí. — Dylan respondeu gentilmente.

— E aí, será tem quem como você parar de chamar a gente de "Lorde" e essas coisas? — Perguntei. — Eu sou Zack Ray e esse é Dylan River.

— Ah, sim, perdão... — Ele respondeu.

Ele se levantou e foi até a lista de sabores de sorvetes que estava na parede.

— Vocês aceitam?

— Não, não a gente ta de boa. — Respondi.

Quando terminei de falar olhei para o lado e vi Dylan escolhendo um sabor junto com o faxineiro novo misterioso. Era só o que me faltava... Os dois pegaram seus sorvetes e nós nos sentamos novamente, a sorveteria estava bem vazia naquele horário, só estávamos nós três ali e a atendente na recepção que parecia ter entre uns vinte anos e estava ignorando totalmente nossa presença enquanto mechia em seu celular.

— Então... Ptolomeu, você prometeu que nos diria a verdade sobre o que está acontecendo. — Eu disse.

— Sim. — Ele respondeu e tomou um pouco de seu sorvete. — Primeiro vocês devem compreender que toda lenda ou mito nasce de um princípio verdadeiro de uma história verdadeira e isso também vale para os mitos gregos.

— Conte mais. — Dylan quem disse antes de mim.

O homem respirou fundo e se parecia se preparar para contar uma boa história.

— Acredito que vocês já devam ter ouvido sobre a batalha dos deuses olímpicos contra os terríveis titãs. Acontece que tudo isso de fato aconteceu, mas muito muito tempo atrás, nos princípios do mundo quando nem mesmo existiam os homens. Depois da batalha dos titãs, você e seus irmãos prenderam os titãs no Tártaro para sempre.

— Ei. — Interrompi. — Por que você disse "você" quando se referiu á quem prendeu os titãs no Tártaro?

O homem riu.

— Você irá entender. — Ele respondeu. — Mas durante uma noite você teve uma visão de que os Titãs conseguiriam sair do Tártaro para uma possível vingança, mas desta vez eles queriam dominar o mundo dos mortais e escravizá-los para sempre. Foi quando o senhor me escolheu para portar o dom da sabedoria divina para que eu pudesse prepará-lo junto com os outros deuses para uma possível nova Titanomaquia. O senhor me pediu para orientá-lo junto com seus irmãos quando nascessem no mundo mortal, pois deuses não podem interagir com humanos em sua forma divina.

Eu estava pensativo com o que acabei de ouvir, olhei para Dylan e ele parecia estar do mesmo jeito.

— Então quer dizer que eu sou Zeus e esse garoto ao meu lado é Poseidon encarnado? — Perguntei.

— Exatamente.

— Nosso dever... É destruir os titãs de uma vez por todas nesse caso? Isso poderia explicar as habilidades estranhas que nós temos. — Dylan disse.

Eu achei estranho, de fato, quando ouvi, parecia bizarrice, mas algo dentro de mim acreditava que tudo aquilo era verdade e que eu tinha que aceitar meu destino. Num ato que eu não podia esperar de mim mesmo, me levantei da mesa.

— E o que nós temos que fazer agora? Destruir os monstros que continuarem a nos perseguir? Destruir Titãs? Eu estou pronto.

Vi um brilho nos olhos de Ptolomeu, era como se ele estivesse olhando para o próprio Zeus. Eu, por um momento senti coragem para enfrentar tudo o que estivesse por vir, era como se não fosse eu, mas era uma parte de mim que eu sempre demonstrava.

— É isso aí, então eu estou dentro também. — Dylan se levantou também com um sorriso desafiador no rosto.

— Muito bem, então tem uma coisa que vocês precisam ver, venham comigo. — Ptolomeu disse enquanto terminava de tomar seu sorvete.

Nós saímos da sorveteria.

— Aonde vamos? — Dylan perguntou.

— Vamos visitar o Monte Olimpo! — Ptolomeu respondeu entusiasmado.

Ele abriu a porta de seu carro, era um modelo antigo, preto. Nós entramos e em poucos minutos chegamos até o apartamento onde ele morava, ele estacionou o carro e todos nós descemos, entramos no prédio e seguimos caminho passando pela recepção e subindo uma pequena escadaria, depois saímos em um pequeno corredor onde logo á frente tinha o apartamento número 22, Ptolomeu abriu a porta e nós entramos junto com ele, na sala havia uma mesa de madeira no centro coberta de livros, ao lado na parede havia uma estante também cheia de livros.

— Venham vou ensinar vocês a como se transportar para o Olimpo. — Ele disse.

Nós esperávamos que ele fosse abrir um mega portal irado cheio de luzes que fosse nos transportar através do espaço-tempo, mas ao invés disso ele simplesmente sentou-se no chão e fez o símbolo da flor de lótus.

— O que é isso? — Perguntei. — É alguma aula de Yoga?

— Ow, irado cara... — Dylan falava com seu sotaque Havaino enquanto sentava no chão e fazia a flor de lótus também.

Não tive outra escolha, me sentei no chão fazendo a flor de lótus e esperei as próximas ordens.

— O primeiro passo e vocês se concentrarem em sua respiração devagar, afim de relaxar seu corpo, para que a alma do deus olímpico dentro de vocês possa se desprender de seu corpo. — Ptolomeu disse.

Eu e Dylan fizemos o que ele disse, eu tinha mais problema para me concentrar, normalmente me concentrar demais em alguma coisa me deixava irritado ou nervoso, mas tentei fazer. Eu fui respirando calmamente.

— Isso, senhores, sintam a calma dentro de si. — A voz de Ptolomeu era suave.

De repente eu abri os olhos e estava em um lugar diferente, eu estava em algum alto eu pude sentir, também percebi que eu estava vestindo uma roupa grega tradicional antiga, também senti que meus cabelos estavam maiores agora, iam até meus ombros e ainda mantinham a cor prateada. A roupa que eu estava vestindo era confortável e arejada, era branca e parecia imaculada. Nos meus pés haviam sandálias gregas douradas. Depois de parar de me reparar olhei para frente e vi um enorme portão giante feito de ouro que reluzia nos meus olhos azuis, mas antes que eu pudesse pensar em abrí-lo três mulheres lindas apareceram como se estivessem guardando o portão.


Notas Finais


Parece que novas descobertas chegaram, Zack e Dylan descobriram ser encarnações de deuses Olímpicos, talvez isso possa justificar o fato de seres malignos estarem furiosos e tentando á qualquer custo matar-lhes.


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