História Os Guardiões do Olimpo - Capítulo 6


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Categorias Histórias Originais
Tags Amizade, Aventura, Deuses Gregos, Mitologia, Monte Olimpo
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Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Estão preparados para conhecer o verdadeiro Monte Olimpo? Embarquem nessa!

Capítulo 6 - O Monte Olimpo!


Fanfic / Fanfiction Os Guardiões do Olimpo - Capítulo 6 - O Monte Olimpo!

Eu encarei as três belas mulheres por alguns instantes, quando me viram elas pareceram ter uma expressão de alegria ou algo do tipo.

— Lorde Zeus, seja bem-vindo de volta ao Olimpo. — As três disseram juntas em animação.

— Lorde Zeus... — Resmunguei. — Ér... Obrigado.

Eu já estava começando a me acostumar com esse lance de ser Zeus, afinal era "Lorde Zeus" para cá "Lorde Zeus" para lá, já estava assumindo a identidade. Aquelas belas mulheres eram muito parecidas umas com as outras: cabelos castanhos claros e olhos verdes, vestiam roupas parecidas com as minhas e eram todas muito bonitas. Elas abriram os enormes portões dourados para mim, eu entrei enquanto observava tudo, o lugar era enorme e aberto ao ar livre e havia uma pequena estrada feita de mármore que fui seguindo com os olhos e acabei por ver uma enorme construção grega muito bonita, as grandes pilastras gregas sustentavam aquela bela construção. Eu olhei para o céu e vi que ele refletia um lindo e encantador azul com algumas nuvens brancas que vagavam calmamente.

Eu segui caminho pela estradinha de mármore enquanto observava a vegetação verde e rasteira que se encontrava naquele lugar, mas minha apreciação foi interrompida quando eu pude avistar um cara alto, de cabelos longos de cor castanho meio loiro, seu cabelo estava preso por conchas e em sua roupa — Que também era parecida com a minha, mas ele estava sem camisa — haviam alguns enfeites de pedras marítimas. Me aproximei dele, ele estava de costas e parecia observar com adimiração o lugar, quando ele notou minha presença se virou, nesse momento percebi que era Dylan, mas ele estava diferente, digo, eu sei que eu também estava.

— Poseidon. — Eu queria ter dito "Dylan", mas não entendo porque saiu "Poseidon".

— Zeus! E aí, brother! — Ele fez um sinal de hang loose com a mão, como os surfistas fazem. — Zeus não, eu quis dizer Zeus. Opa, eu não consigo falar Zeus, caramba mas que sinistro.

Ele queria ter dito o meu nome, mas acho que assim como eu ele não conseguia, talvez essa viagem mental louca que fizemos para cá pode ter mudado alguma coisa.

— Tudo bem. — Eu ri. — Algo me diz que temos que continuar a seguir por esse caminho até chegar naquela construção lá na frente.

— É, eu cheguei a mesma conclusão. — Ele respondeu.

— Então vamos nessa.

Eu e Dylan seguimos caminho para a enorme construção grega que estava no fim da estrada de mármore, quando terminamos de caminhar entramos naquele lugar. Eu tive uma sensação boa, de estar em casa, é tipo quando você viaja por muito tempo para algum lugar e depois volta para sua casa, foi essa a sensação que tive, me senti tranquilo naquele lugar. Nós caminhamos mais á frente, eu observei o lugar enquanto o admirava, era muito grande e bonito, o chão ali era feito de algum material muito lustroso, as enormes pilastras gregas brancas que sustentavam o lugar eram mais elegantes e rústica vendo de perto, o teto daquele lugar era aberto e o azul do céu refletia no chão. Quando caminhamos mais adentro do lugar chegamos até um salão e lá contemplamos estátuas de doze pessoas reunidas em um círculo, eu assim que os vi cheguei á conclusão de que seriam os doze deuses gregos.

— Wow... — Ouvi Dylan dizer impressionado.

— Eu nunca vi nada assim, cara, que irado. — Comentei também estupefato.

De fato era irado mesmo, as estátuas pareciam ter entre uns cinco metros, mas de repente ouvimos uma voz masculina.

— Bonito, não é? Foram feitas por Hefesto.

Eu e Dylan nos viramos e nos topamos com Ptolomeu, ele parecia igual, somente suas roupas que haviam mudado, ele parecia um filósofo grego antigo, tipo aqueles que a gente vê nos livros de história do ensino médio.

— Então aqui é o monte Olimpo? — Perguntei.

— Exatamente. — Ele respondeu com um semblante respeitoso.

— Você disse que ia nos mostrar uma coisa. — Dylan disse á ele.

— Sim, claro. — Ptolomeu respondeu. — Venham comigo.

Nós seguimos Ptolomeu por um corredor virando á direita de onde estávamos e quando chegamos no fim dele nós paramos. Havíamos chegado num salão com algumas estátuas gregas e no centro do salão havia um pedestal que sustentava um livro grande.

— Meus Lordes, apresento-lhes o Oráculo de Délfos. — Ptolomeu nos apresentou ao lugar. — Venham comigo.

Eu e Dylan com certeza ficamos surpresos com o lugar.

— Ei. — Dylan perguntou. — Em que parte do mundo nós estamos exatamente? Grécia...?

Ptolomeu deu uma risada de leve.

— O Monte Olimpo não fica em nenhum lugar do plano terrestre.

— Como assim? — Perguntei.

— O Monte Olimpo é uma dimensão criada pelos deuses, é um lugar que faz parte de um plano imaterial, espiritual. — Ptolomeu contou. — Nesse momento, nossos corpos estão lá em Chicago em minha casa, praticando meditação, mas estão sem alma e em um estado de "repouso".

— Caramba! — Dylan disse surpreso. — Isso é muito irado!

Eu me sentia do mesmo jeito, sei lá, o fato de ser Zeus encarnado não me incomodava tanto, saber que esse tipo de coisa realmente existia era muito legal.

— Imagino como se sente, Lorde Poseidon. — Ptolomeu riu novamente. — Agora vou mostrar-lhes o que o Oráculo me disse.

Ele gesticulou para nós e então chegamos mais perto do livro que estava aberto em cima daquele pedestal feito de algum material que parecia bronze polido. Nesse momento Ptolomeu colocou as mãos em cima das folhas do livro e então tirou a mão direita e tocou em minha testa e na testa de Dylan, quando isso aconteceu eu comecei a ter uma visão muito realista. Na visão eu via um lugar obscuro e sem vida, nesse lugar havia um buraco enorme e eu ouvia sons saindo de dentro daquele buraco, foi quando eu percebi que mãos gigantes saíam de dentro daquele lugar, não demorou muito que as coisas que saíam mostrassem seus rostos, eram seres grandes e tinham a forma parecida com a humana, mas alguns pareciam ser feitos de rochas, outros de rochas derretidas e outros de rocha interligados por gelo. Eu pensei por uns instante que pudessem ser os titãs e talvez realmente fossem, junto dos titãs vi muitas criaturas monstruosas saindo de dentro do buraco junto com os titãs, ambos pareciam furiosos e ouvi uma voz vindo de dentro do buraco dizendo: "Vamos exterminar todos os mortais..."

Então a visão acabou, Ptolomeu tinha um olhar sério no rosto, Dylan também parecia preocupado, assim como eu, a visão realmente foi assustadora, era como se uma legião de monstros estivessem se levantando contra nós.

— Esse foi o motivo de vocês terem encarnado como humanos na terra, meus Lordes. — Ptolomeu nos orientou. — O senhor Zeus teve uma visão do oráculo de que os titãs iriam retornar de algum jeito, então apareceu a mim há algum tempo me escolhendo pessoalmente como sacerdote do oráculo, então recebi o dom da sabedoria divina e acabei por me tornar um semi-deus, também me foi cabida a responsabilidade de encontrá-los quando nascessem na terra e que eu pudesse os orientar também de sua origem e de sua missão aqui na terra.

Depois da visão e dessa explicação, algo na minha cabeça me dizia que tudo fazia sentido agora, o lance dos raios, tudo. Era como se minha consciência aceitasse aquilo tudo, mesmo que fosse estranho.

— Mas... Por que tivemos que nascer como humanos para vir até a terra? — Perguntei.

— Os deuses não podem aparecer em sua forma imaterial no plano terreno, nem mesmom interferir de maneira drástica os acontecimentos que se dizem respeito aos mortais, por isso precisariam nascer como humanos para poder lutar contra os titãs, já que segundo o oráculo, o objetivo deles é destruir os mortais. — Ptolomeu explicou.

Eu assenti, Dylan também parecia ter feito o mesmo, eu sentia uma chama de determinação dentro de mim, algo dentro de mim me dizia que eu devia lutar para parar os terríveis titãs e que eu devia proteger a terra.

— Como eu disse antes, nós vamos parar esses titãs idiotas e vamos mandá-los de volta de onde eles vieram, mas antes eu vou socar a cara desse tal Cronos!

— É isso aí! — Dylan também pareceu animado.

— Então nossa missão para parar os titãs começa agora, meus Lordes. — Ptolomeu tinha um brilho de esperança no rosto.

Depois de nos animarmos, perguntei a mim mesmo "Como saímos daqui?", então perguntei aos outros.

— Bom, como fazemos para sair daqui? É só tomar um beliscão que meio que vamos acordar de um sonho?

Ptolomeu riu.

— Eu sinceramente gosto mais dessa sua forma, Lorde Zeus, tem mais senso de humor. — Ele respondeu. — Mas para voltarmos ao plano terreno é simples, é só fecharmos os olhos e nos centrarmos em voltar.

Eu e Dylan nos olhamos e então fechamos os olhos com o intuito de voltar, eu me concentrei e respirei calmamente, da mesma forma que fiz para chegar até aqui. Quando abri meus olhos eu estava sentado na sala do apartamento de Ptolomeu junto dele e de Dylan, nós estavamos na posição de lótus, eu me levantei e estiquei os braços que estralaram.

— Ufa! Que viagem louca, meu irmão. — Dylan comentou.

— Né. — Eu concordei.

Ptolomeu se levantou também logo seguido de nós.

— Agora nós temos que focar em duas coisas: Achar os outros deuses que vieram á terra e recuperar seus poderes totais Olimpianos.

— Como assim? — Perguntei.

— Vocês não são os únicos deuses que vieram á terra para lutar contra os titãs, outros deuses do Olimpo também vieram á seu mandato, Zeus. Digo Zack.

Então quer dizer que existiam outros adolescentes como eu e Dylan? Tipo, que também eram encarnações de deuses Olimpianos? Caramba, esse lance estava ficando cada vez mais irado.

— E quanto ao lance de "recuperar seus podereis totais olimpianos?" — Dylan perguntou por mim.

— Vocês precisam encontrar suas armas sagradas para poder extender seu poder divino ao máximo. — Ele respondeu. — Você precisa encontrar seu Tridente e Zack precisa encontrar seus Raios.

— E por onde nós começamos exatamente? — Dylan continuou com as perguntas.

— Eu ainda não tive tempo para procurar sobre isso no Oráculo, estava usando todas as minhas energias para encontrar vocês dois, mas acredito que o Oráculo possa ter as respostas que precisamos.

— Eu acho que se existem outros adolescentes como eu e Dylan, eles devem estar tendo problemas com os monstros que saíram do Tártaro também, acho que seria mais sensato irmos atrás deles primeiro, antes que sejam mortos ou algo do tipo. — Comentei minha opinião.

— Você tem razão, eu concordo. — Dylan assentiu.

Ptolomeu balançou a cabeça em aprovação.

— Como esperado de uma atitude do rei do Olimpo. — Ptolomeu comentou. — Vamos fazer assim então, volterei ao Olimpo e tentarei achar vestígios de onde os outros deuses possam estar.

— Certo.

Eu e Dylan concordamos com a idéia. Eu olhei no meu celular e vi que já estava quase na hora da minha tia chegar, então eu resolvi que seria melhor voltar para casa.

— Eu preciso voltar para casa. — Disse aos dois.

— Ah, meus Lordes, sinto que deveria orientá-los sobre isso também, acho que não seria uma boa idéia contar para seus familiares mortais sobre o que está acontecendo, a grande maioria dos mortais não tem uma mente apta o suficiente para compreender o que está acontecendo, eles poderiam causar problemas para nós. — Ptolomeu disse.

Nisso eu tive que concordar com Ptolomeu, o que será que minha tia ia dizer para mim se eu contasse á ela que eu era a encarnação de um deus Olimpico e que eu havia vindo para este mundo para lutar contra monstros que voltaram depois de milênios para destruir a raça humana? Bom, eu de fato não podia contar á ela sobre nada disso.

Dylan balançou a cabeça em confirmação.

— Bom, vejo vocês em breve. — Ele disse. — Podem entrar em contato comigo através do Olimpo usando a prática que os ensinei.

— Tudo bem, até mais.

Eu e Dylan saímos pela porta, eu sentia que alguma coisa havia mudado dentro de mim, um senso de dever tomava o meu ser, eu olhei para Dylan e seus olhos refletiam a mesma coisa.

 


Notas Finais


Agora nossos heróis deuses tem um dever: Acabar com a ameaça dos Titãs e impedi-los de destruir a humanidade. Se você está curtindo toda essa aventura mitológica, peço que interaja comigo, diga se gostou, se não gostou, no que posso melhorar.


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