História Os Guardiões Escolhidos - Capítulo 3


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Categorias Naruto
Personagens Akamaru, Asuma Sarutobi, Chiyo, Chouji Akimichi, Danzou Shimura, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Haku, Hanabi Hyuuga, Hinata Hyuuga, Hyuuga Hiashi, Ino Yamanaka, Inochi Yamanaka, Iruka Umino, Itachi Uchiha, Jiraiya, Kaguya Ootsutsuki, Kakashi Hatake, Karin, Kiba Inuzuka, Kisame Hoshigaki, Kizashi Haruno, Konan, Konohamaru, Kurama (Kyuubi), Kurenai Yuuhi, Kushina Uzumaki, Madara Uchiha, Maito Gai, Mebuki Haruno, Mei, Minato "Yondaime" Namikaze, Nagato, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Orochimaru, Personagens Originais, Rock Lee, Sai, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shion, Temari, TenTen Mitsashi, Toneri Otsutsuki, Tsunade Senju, Zabuza Momochi, Zetsu
Tags Kabuhaku, Medieval, Mitologia, Naruhina, Saino, Sasusaku, Shikatema
Visualizações 51
Palavras 4.892
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, LGBT, Luta, Magia, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Survival, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Voltei depois de muita enrolação e demora! E Espero que esse capítulo não seja enrolado para vocês ;-; pois deu bastante trabalho para fazer e hoje estou aqui com um capítulo saindo direto do forno ^^

A demora foi por conta das outras duas fanfics e também minha vida social kkk escola, casa e etc. Também a criatividade e algumas arrumadas e enfim...

Espero que vocês gostem do capítulo de hoje e que continuem acompanhando até o final ;3

Capítulo 3 - Capítulo III: Em busca de respostas


 — você só pode estar brincando, isso é uma pegadinha né? Sei que tem alguém escondido olhando tudo e rindo da minha cara. — Natsu olhou para os lados procurando por alguém escondido, completamente paranóica.

Hinata balançou a cabeça rindo da situação da Hyuga mais velha, suspirando pensando em como contar e convencê-la a ajudá-la a sair do palácio. Estará arriscando a vida da Hyuga ela sabe, há diversos guardas espalhados pelo palácio vigiando tudo com seus olhos. Mas não conseguiria dormir sem pelo menos tirar a história a limpo daquele garoto e tentar entendê-lo, por mais que será uma missão complicada.

A Hyuga menor se aproximou de uma Natsu paranóica, tentando encontrar pessoas dentro de uma gaveta; coisa que não é muito normal, encontrar uma pessoa dentro de uma gaveta. Hinata tocou no ombro da Hyuga que parou o que estará fazendo para olha-lá, com uma cara sonolenta mas a olhando.

— Natsu-chan, isso não é uma brincadeira estou levando isso a sério, eu realmente preciso ver aquele garoto. — Hinata parou um tempo para respirar fundo. — preciso de sua ajuda para sair do palácio.

Natsu arregalou os olhos ao ouvir o pedido de ajuda da Hinata, que espera por uma resposta no qual seja um sim. Assim que terminou de ouvir o que ela disse Natsu balançou a cabeça negativamente, sentindo seus pelos se arrepiar só de pensar ser pega em flagrante.

— pode me tirar de seus planos, eu não vou fazer isso Hinata-sama, você sabe que cada vez que me pediu ajuda deu tudo errado. — recusou o pedido de ajuda bastante séria, mas no fundo com bastante medo.

Hinata coçou a nuca com um sorriso sem graça pois Natsu realmente tem razão, seus pedidos de ajuda nunca deram tão certo como ela imaginava. Mas não estará disposta a desistir de sua missão assim tão fácil, por mais perigoso que seja em fazer isso.

— eu sei não precisa me lembrar, mas eu preciso urgentemente de sua ajuda para me reencontrar com aquele garoto, preciso conversar com ele. — insistiu Hinata apertando suas mãos, com medo de receber um não da Natsu, que ainda não foi o suficiente para fazê-la mudar de ideia. — Por favor...

Natsu por um momento entende um pouco o lado da pequena Hyuga, sabe que ela é uma garota curiosa e que quando acontece algo, ela vai até o inferno para descobrir e resolver tudo sozinha. Mas para outro lado sabe que isso é totalmente fora das leis do Reino, Hinata por ser da realeza em hipótese alguma deve se aproximar de um exilado.

Uma missão suicida ela sabe disso, as chances de der tudo errado são exatamente 99% e se tiver uma sorte grande, talvez Hinata consiga. No fundo Natsu aceita deixá-la fugir do palácio por um tempo, afinal ela mesma odeia a lei de ignorar os exilados sem mesmo eles fizer nada.

Depois de muito tempo de silêncio só para Natsu pensar, enquanto Hinata esperará tensa, ansiosa e nervosa. Uma mistura de sensaçoes naquele momento tão silencioso, que ela podia ouvir o canto dos grilos do lado de fora do palácio. Seu coração acelerou assim que sentiu um movimento de Natsu, saindo do transe depois de diversos pensamentos negativo para focar na Hyuga mais velha.

Natsu suspirou quando chegou em uma conclusão depois de tantos pensamentos, se sentou na beira da cama para respirar fundo antes de responde-lá. Isso fez Hinata ficar ainda mais tensa com a situação, fazendo suas paranoias de pensamentos negativos voltar novamente em um piscar de olhos.

— tudo bem, tudo bem... Irei ajudá-la nisso, mas com uma condição. — Natsu aceitou a ajuda com um olhar preocupado, mas depois se tornou em um olhar sério.

Hinata só conseguiu ouvir as palavras de Natsu aceitando a ajuda ecoando em sua mente, que acabou explodindo de tanta alegria que sentia naquele momento de tensão. Por um momento Hinata sentiu que seu coração iria sair de sua garganta, pelas suas paranoias de escutar um não saindo das cordas vocais de Natsu.

— Hinata-sama?. — Natsu chamou sua atenção, fazendo a pequena Hyuga voltar no foco e olhar para ela com bastante atenção. — posso continuar?.

— Hai.

— bom, isso vai ser bastante arriscado já que esse palácio é vigiado por diversos guardas entendeu?. — Hinata assentiu, mostrando que está prestando atenção em suas palavras fazendo Natsu voltar a falar. — assim que a gente conseguir sair do palácio, irei levá-la até a floresta no qual o garoto vive, e voltaremos ao Sol nascer. Tudo bem?.

Hinata colocou a mão no peito e apertando sua roupa com força, sentindo que essa missão não será nenhum pouco fácil como as outras que fez, mas não está nem um pouco interessada em desistir no meio do caminho.

— e também irá me pagar com um uma tigela de doces do Reino de Yasomnia, são os melhores do Reino então por eu ter a ajudado em uma missão suicida irá me recompensar com isso. — Natsu estará convencida de sua recompensa nada barata, afinal o Reino de Yasomnia não é perto nem a cavalo, mas no final das contas, por mais receosa Hinata esteja acabou aceitando, não pensará em mais nada além do garoto.

— Hai!.

Natsu sorriu, com um sorriso determinado.

— então vamos!.


...


Natsu e Hinata estará no corredor do segundo andar do palácio, ambas andando juntas em passos lentos para não chamar atenção. Natsu andará na frente segurando uma tocha acesa, por conta da iluminação do palácio ser bastante escura, atenta a qualquer movimento que ver e ouvir. Hinata estará ao lado de Natsu, olhando para os lados com sua tensão em 50% por ter guardas passando pelo palácio inteiro.

O corredor era vazio e escuro, se não fosse pela tocha de Natsu ambas as duas não teriam a chance de sair de lá sem derrubar algo, podia ouvir passos e sons de metais de armadura batendo um no outro perto delas. Os guardas estaram por perto, andando de um lado para o outro vigiando o lugar, não eram muitos por dentro e sim por fora, onde será ainda mais difícil para as duas passar pelos muros.

No meio do corredor, já perto da enorme escada longa para o primeiro andar, Hinata por olhar muito para os lados e não para frente, acabou batendo sua cabeça em um jarro enorme de flores. O barulho do impacto da testa da Hyuga no jarro foi suficiente para chamar atenção dos guardas, mas o pior foi que o jarro girou e girou para os lados ameaçando cair lá de cima.

Natsu por ouvir o barulho olhou imediatamente para trás, arregalando os olhos por ver o jarro na beira da escada ameaçando cair, correu para impedir que ela caísse e não causar mais problemas do que já estão, mas sendo tarde demais. Hinata tentou segurar juntamente com Natsu, mas não conseguindo, onde elas puderam ouvir o barulho alto do jarro se quebrando na escada e espalhar cada caco e flores pelo chão, ecoar em seus ouvidos e acelerar seus corações, deixando ambas desesperadas e paralisadas no momento.

Em poucos segundos guardas gritaram para chamar os outros e ver o que tinha acontecido no segundo andar, Hinata congelou com seus pelos arrepiados não sabendo nem o que fazer, pois suas pernas tremem pelo medo que sentirá. Natsu conseguiu vencer seu medo e conseguir se mover, mesmo com o coração extremamente acelerado e sua tensão na mesma que Hinata. Agarrou o braço de Hinata a puxando enquanto corria o mais rápido que conseguia.

Hinata não disse nada apenas foi deixada ser puxada pela Natsu, correndo juntamente a ela enquanto ouviu passos rápidos de várias pessoas e metais de armaduras de prata, batendo uma na outra por conta da correria. Sentiu seu sangue ferver e seu coração disparar, desperada quando sentiu os passos ainda mais próximos dela. Fechou os olhos enquanto corria e apertando seus punhos, imaginando que seu plano deu tudo errado assim como os outros e imaginando que nunca irá mais ver o rosto daquele garoto.

No meio de seus pensamentos negativos, a correria de ambas as duas parou assim que Natsu avistou uma porta de um banheiro, Natsu abriu a porta e agradecendo a Kaguya e Hamura por ela não estar trancada. Puxou Hinata para dentro do banheiro e fechando a porta com rapidez, ficando dentro do banheiro abraçada com Hinata enquanto fechou os olhos torcendo para que eles passam.

— por favor... Por favor...

Hinata aperta a cintura de Natsu com os olha fechados, sentindo suas mãos trêmulas e seu coração acelerado pelo desespero que sentia. Natsu apenas abraça Hinata para mantê-la segura em seus braços, olhando para a porta tensa, mas confiante de que dê tudo certo.

Os passos dos soldados se aproximou ainda mais do corredor onde elas estão, fazendo Hinata apertar ainda mais a cintura de Natsu e torcendo para que eles passam reto da porta. E aconteceu o que elas mais desejaram no momento de tensão, os guardas passaram pela porta do banheiro e se afastando do corredor no qual elas estão.

Isso foi o suficiente para o grande alívio que elas sentiram, abraçando uma a outra enquanto os sorrisos de ambas voltaram em seus rostos. Saíram do banheiro assim que sentiu que o lugar estará limpo para voltar a fugir, Natsu apagou sua tocha quando desceu as escadas com rapidez junto a Hinata, que olhou para os lados repetidas vezes enquanto andava.

No meio de tanta correria no meio do corredor do primeiro andar, as duas saíram do palácio quando abriram a gigantesca porta principal, fazendo um grande barulho e chamando atenção dos guardas. Elas correram por fora do palácio olhando a movimentação dos guardas, onde Natsu moveu suas mãos e podendo controlar a água do pequeno lago do jardim.

A água acertou em um metal fazendo assim um barulho alto para chamar atenção dos guardas, no qual deu certo e facilitando para as duas pprosseguirem. Avistaram um cavalo branco com armadura parado e preso de um guarda que dormia no chão, pegou Hinata nos braços que estava ao lado dela e a colocando em cima do cavalo. Tirou a corda no qual o mantem preso e o levou em direção ao portão principal dos muros, sem estar montado nele.

Pegou uma das chaves principais do palácio para abrir o portão, fazendo ainda mais barulho e chamando atenção dos guardas. Antes que Natsu pudesse subir em cima do cavalo e sair do palácio, os guardas se aproximaram ainda distantes porém rápidos o suficiente para Natsu desistir. Olhou para uma Hinata que estava desesperada em cima do cavalo, a chamando para monta-lo e sair do palácio, mas Natsu recusou.

— irei ficar aqui, não irá dar tempo, irei inventar uma desculpa a eles enquanto você vai em frente. — a explicou sendo rápida nas palavras, enquando Hinata que entrou em pânico discordou imediatamente.

— não! Eu não irei sem você! Eu nunca sai desse lugar sozinha Natsu eu não vo—

— você vai sim!. — Natsu a interrompeu colocando suas mãos no rosto da Hyuga e olhando profundamente nos olhos perolados dela com um sorriso. — você é forte Hinata, irá conseguir chegar até esse garoto, eu acredito em você, confia em si mesma. — a encorajou com um sorriso no rosto, deixando a Hyuga incrédula.

— Natsu-chan...

— agora vá Hinata. YA!.

Natsu bateu no traseiro do cavalo para que ele corre-se, saindo do palácio o mais rápido possível enquanto Hinata olhou para trás incrédula do que via. Segurando no cavalo e olhando Natsu sumir de sua vista e finalmente poder sair de perto da realeza e entrar na floresta, não ouvindo mais passos de guardas e mais tensões que sentia.

Hinata voltou seu foco na frente enquanto guiará o cavalo mesmo sem saber por onde ir, mas sentindo seu coração mais leve que antes quando sentiu a brisa do vento gelado em seu rosto. Era frio e a velocidade do cavalo fez com que seu rosto congelasse no meio de tanto vento gelado que batia em seu rosto e fazendo seus cabelos voar, enquanto lembrou de Natsu antes de sair do palácio.

"Você é forte Hinata, irá conseguir chegar até esse garoto, eu acredito em você, confia em si mesma."

No meio do caminho a Hyuga ficou fascinada pela beleza da natureza que ela via, com um enorme sorriso de boca aberta e podendo sentir o verdadeiro cheiro da natureza. Os vagalumes ajudará Hinata iluminando o caminho e a floresta que estava escura e sombria, se tornando uma natureza bela e colorida. Hinata olhou para a lua no céu da noite das estrelas, admirando a beleza da noite e agradecendo Kaguya e Hamura por finalmente ter conseguido cumprir uma etapa da missão.

Assistindo a madrugada bela e fria da noite, Hinata continuou seu trajeto na estrada cheia de pedras pequenas na floresta, sentindo seu rosto congelar e finalmente seu corpo tremer pelo frio que sentirá. Mesmo aquecida com a roupa quente e o cachecol vermelho enrolado em seu pescoço, seus pelos permanecem arrepiados e o corpo trêmulo como estivesse completamente congelado do frio.

Não tinha ideia de onde o garoto está, muito menos nem sabe por onde está indo no meio daquela estrada escura da floresta e cada vez mais sombria. O frio ficou ainda mais tenso a cada hora que se passará, fazendo assim a Hyuga começar a espirrar repetidas vezes e o nariz começar a escorrer. Não teve outra opção além de parar o cavalo no meio do caminho e parar para pensar, não sabia o que fazer já que não sabe onde o garoto mora ou está nesse momento, continuar prosseguindo sem saber de nada não irá dar nenhum resultado além de coisas ruins.

Hinata fechou seus olhos depois de um longo suspiro e um espirro logo em seguida, apertando a corda no qual guia seu cavalo e pensando em alguma maneira de ir. Não podia parar, logo irá começar amanhecer depois de algumas horas que passará no meio daquela noite fria, a Hyuga não conseguia nem pensar direito com o frio que sentirá.

Mais pensamentos negativos rodeou a mente perdida da Hyuga e suas paranóias voltar em um instante, se sentiu derrotada no meio da missão que não conseguiu cumprir. Logo ficará doente e seus pais irá desconfiar rápido, possivelmente possa estar perdida no meio daquela floresta sem mesmo saber como voltar. Estava perdida, sem saber pra onde ir.

Seus pensamentos negativos sumiu em apenas segundos assim que seus olhos se abriu, os olhos perolados da Hyuga brilhou como a lua, conseguindo ver tudo que estiver ao seu redor, ao mesmo tempo, em um campo de quase 360° e sem precisar se mover. Podendo assim, conseguir saber a localização do garoto que conseguiu vê-lo onde está sem dificuldade alguma.

Na Vila de seu Reino não tão distante de onde ela está, escondido entre as pequenas casas do Reino de Ayllam, parecendo que esta procurando por algo. Assim que sua visão voltou ao normal, a Hyuga se manteve parada em cima do cavalo por um tempo, surpresa com o que acabou de acontecer com seus olhos, se perguntando se é algo de família já que seus pais nunca disseram nada sobre esse tal poder que Hinata descobriu.

Sem mais pensamentos e perguntas sem respostas, Hinata voltou a seguir a trilha com seu cavalo correndo em alta velocidade, enquanto a Hyuga olha para a estrada com um olhar determinado. Apertando a corda no qual guia seu cavalo, sentindo seu nervosismo voltar mas sem desistir de prosseguir o caminho.


...


Reino De Ayllam — Vila Do Clã Hyuga.


Mercadorias e Casas estará movimentados como um dia qualquer naquela Vila do Reino, mais conhecido como "A Nação da Água". Pessoas andando para todos os lados possíveis da grande movimentação daquele Reino, naquela noite de lua cheia e o lugar iluminado por tochas e luzes coloridas. Tudo sendo assistido sob os olhar inocente do pequeno Uzumaki, que estará em cima de uma árvore observando a movimentação da multidão da Vila.

Os olhos azuis como o céu do dia, estará focado em uma padaria lotada pelas pessoas da Vila, sentindo uma grande fome quando seu estômago rondava sem parar. Naquela noite, assim como qualquer outro dia, o loiro procurava por comida na Vila, se preparando para o que irá fazer, afinal não tem nenhum dinheiro para poder comprar um simples pão, além de fazer uma única coisa no qual tem em mente.

Roubar.

Junto com Kurama em seu ombro o loiro se levantou dos galhos da árvore, assim que percebeu pouca movimentação na padaria, podendo assim, fazer o que tanto planeja. Em um pulo discreto ele chegou até o chão e se escondendo atrás da árvore, colocando o capuz em sua cabeça para que ninguém descubra sua verdadeira identidade.

De noite era mais fácil para poder não ser tão visto pelas pessoas por conta do escuro, podendo ser mais cuidadoso e calculista sem ser visto. Aquele aroma de pão saindo direto do forno fazia sua fome aumentar, graças a Kurama ele conseguia se controlar e não agir como um louco morrendo de fome; mesmo ele estando morrendo de fome.

Saiu finalmente de trás da árvore para se juntar a multidão sem ser notado pelos guardas, se sentindo bastante sufocado pelo aperto e empurradas pelas pessoas, não conseguia nem respirar direito. Ao se juntar no meio da multidão já podia sentir a padaria mais perto pelo cheiro, deixando Kurama dentro de sua capa para não ser visto e seu plano falhar em poder jantar tranquilo. Apesar de ser errado pegar algo que não é seu, o pequeno Uzumaki estará cansado de só comer frutas e carnes de javali, o que ele mais desejará nesse momento é o delicioso pão da padaria ou lanchonete do Ichiraku.

— pronto?. — perguntou o loiro parando em frente a padaria olhando ao redor enquanto espera pela resposta da Kurama, que o respondeu se mexendo dentro da capa. — tudo bem, a gente vai conseguir, fique tranquilo.

 O encorajou se preparando para entrar e pegar o máximo de pão que conseguir, por mais que não sentia medo nessas ocasiões, o Uzumaki sentia arrepio toda vez que entra nessa padaria.

 Sem pensar em mais nada, o loiro entrou na padaria permanecendo com o capuz na cabeça já sabendo o que tem que fazer. Analisou a movimentação do lado de dentro, não muito cheio e nem muito vazio, com pessoas sentadas em suas mesas conversando e comendo enquanto uma única garçonete servirá tudo. Andou em direção ao balcão onde um senhor sorridente com um chapéu branco na cabeça servia pratos de macarrão com molho.

 Antes de chegar perto do balcão, O Uzumaki soltou Kurama de sua capa o mandando correr para dentro do balcão, passando por de baixo da pequena porta. Assim que ele passou o loiro se aproximou, se sentando em uma cadeira de madeira e olhando o senhor limpando os copos de cerveja no qual as pessoas usaram. Lugar bem decorado e iluminado, com diversas mesas e várias opções pedidos no qual o exilado nunca viu em sua vida.

Enquanto se distraia um pouco para elogiar o lugar em sua mente, ficou atento quando assistia a raposa pegando os pães dentro do forno com suas próprias patas, sem ser visto por ser pequeno.

 — deseja alguma coisa?. — perguntou gentilmente o senhor que terminou de limpar os copos quando notou a presença do garoto.

 — não, obrigado. — o respondeu de maneira fria para não iniciar um assunto entre eles.

 — nem uma água?. — o senhor insistiu, sem se importar com o capuz cobrindo o rosto da pessoa que não conhece.

 — não.

 O loiro permaneceu com sua voz fria sem olhar para o homem a sua frente, apenas encarando o balcão de cabeça baixa para não manter contato visual com ninguém. Deu uma leve espiada atrás do Homem, onde um sorriso de canto surgiu nos lábios do loiro, assim que a Kurama colocou o que conseguiu dentro de um saco.

 — TEM UM EXILADO DENTRO DA LANCHONETE!. — Alertou um Guarda em voz alta, fazendo todos o que estará fazendo para prestar atenção em suas palavras. — APAREÇA SUA MALDIÇÃO DE TODOS OS REINOS!. 

 O Uzumaki permaneceu em seu lugar sem se incomodar com os olhares focados em si, pelo fato de estar com um capuz em sua cabeça e Kurama pular em seus braços. As vozes pararam e todos ficaram parados, com mulheres ficando apavoradas e homens se preparando para atacar a criança que esta sentado quieto.

 — Ichiraku! Nossos pães foram roubados!. — Gritou um garoto que abriu o forno encarando o Uzumaki e apontando o dedo para ele. — foi esse exilado! Pegam ele!.

 Assim que todos se posicionaram e pegaram suas espadas perceberam que o garoto com capuz havia sumido, mas depois de diversas olhadas pelos cantos o avistaram em cima da janela aberta. O loiro sorriu com um sorriso de canto, sem o capuz para cobrir o rosto enquanto segura o saco de pães com uma da mais e Kurama em seu ombro, debochando das pessoas no qual ele via dentro de padaria.

 — tchauzinho moças. — provocou os guardas com um aceno de despedida para eles, no qual os deixou furiosos com a provocação.

 Sem deixá-los se preparar para atacá-lo, o Uzumaki pulou da janela para finalmente correr e fugir deles sem se pego e perder os pães, com um sorriso no rosto pela vitória que recebeu.

 — Tenho que: correr e ser ligeiro, Pular, Pra me livrar, Eu roubo porque não posso comprar.

 O Uzumaki começou a cantar enquanto corria, podendo ver os guardas o perseguindo em meio a correria na multidão da Vila, com um sorriso no rosto.

 — E é isso aí!

 Antes de continuar a cantar, escalou as casas sem dificuldade já que faz isso a anos e podendo assim correr pelos telhados e pulando para outras casas, conseguindo esquivar-se de flechas que eram atiradas em sua direção.

 — Correr que aí vem o guarda, Tudo isso por um pão, por isso, Dizem que sou ladrão...

[Guardas] 

Ladrão!

Rato!

La-lau!

Rouba!

 Parou para olha-los, ficando pendurado em um telhado de cabeça para baixo segurando o saco de pão com um sorriso falso de uma forma inocente.

 — Foi só um pãozinho...

 Quando terminou esquivou de outra flecha que atirou em sua direção, voltando a correr para o telhado podendo avistar a floresta em sua frente.

[Guardas]

Peguem logo o ladrãozinho...

 — Que devo fazer? Não tenho ninguém, Só o meu amigo Kurama.

 O loiro pulou dos telhados para invadir as casas das pessoas pelas janelas para fugir mais rápido dos guardas, conseguindo mesmo com as gritaria das mulheres que avistaram o loiro em suas casas, mas não se importando já que não é primeira vez.

[Meninas]

Uh, o pobre Aladdin é destemido,

É mais um menor abandonado. E por isso hoje está perdido.

— Tenho que viver, Roubo pra comer, Quando tiver tempo, Eu vou lhes contar.

Assim que saiu da última casa pela janela, foi surpreendido por um guarda que o encarou pronto para acerta-lo com sua espada. Kurama agiu rápido, pulando em cima da cabeça do guarda mordendo seu nariz fazendo o guarda gritar pela dor. Uzumaki aproveitou para correr e chamar Kurama para voltar em sua fulga.

Os guardas, Quase me alcançam, Por isso, Já vou correr, Senão, eu tenho que me esconder. Fugir dos guardas malvados, No meio da multidão, Vou ter que contornar o quarteirão...

[Guardas]

PEGA!

Ladrão!

Agarra!

— Tenho que viver, Roubo pra comer Devem me deixar em paz!

O loiro entrou em um beco sem saída, olhando para a parede travado em pé no chão, engolindo seco quando ouviu os passos dos guardas. Kurama agiu mais uma vez, saindo do ombro do garoto pegando uma faca que estava dentro de um lixo de metal, ficando em pé com duas patas para apontar a faca para eles.

— Ele tem uma espada!. —gritou um dos guardas para avisar a todos com medo.

— Seus idiotas, todos nós temos!. — um dos mais forte bateu na cabeça do outro, todos apontando a espada para Kurama, que acabou fazendo uma bolinha de coco no chão.

— Kurama! Vem!.

Uzumaki o chamou podendo ver que ele conseguiu escalar o muro enquanto Kurama os distraiu com a faca, a raposa correu dando um pulo para alcançá-lo e conseguindo. Os guardas tentaram pegá-lo mas falhando, onde o Exilado abraçou Kurama e o deixando em seus braços para voltar sua fulga no telhado das casas.

Pular de um lado pro outro (Pega!) O meu destino é pular (Ladrão!) Os guardas correm depressa, (Rato!) Mas eu não caio nessa (La-lau!).

Chegou perto da beira do telhado de uma enorme casa, depois de ter pulado e corrido por muito tempo, já podendo sentir cansaço em suas pernas. Sorru por ver a floresta tão perto de si podendo assim se preparar para pular. Kurama abraçou o pescoço do loiro enquanto ele pegou um pano para amortecer sua queda pelo vento. Os guardas se aproximaram assim que ele olhou para trás com um sorriso de canto e acenando.

Adeus, Vou seguir viagem, Boa aterrisagem Pois eu tenho que VOAR!.

Pulou do telhado assim que os guardas chegaram perto para pegá-lo, conseguindo voar por alguns minutos segurando o pano com as duas mãos, sentindo o vento gelado bater em seu rosto e poder ver a beleza do céu escuro da noite e o brilho da lua com um sorriso, afinal ele ama o brilho faquela lua.

Pulou ao chão assim que chegou a floresta, abraçando Kurama quando se sentou na grama e o agradecendo por tê-lo ajudado. Depois de ficar um tempo sufocando a raposa, sem pensar duas vezes abriu o saco de pão e dividindo com Kurama que comeu metade do pão em 5 segundos.

Uzumaki comeu 2 pães de uma vez sem engolir direito, engasgando-se na maioria das vezes. Aproveitando aquele momento precioso que muito não tinha depois de tanto tempo sem comer direito. Cansaço era o sentia depois da fulga para buscar comida, depois de tanta correria terá que ir embora daquela floresta para não ser encontrado pelos guardas, que possam estar o procurando nessas horas.

Deitou-se na grama do chão para observar as estrelas enquanto mastiga o pedaço de pão em sua boca, admirando as estrelas e pensando em seus pais, se pergutando se eles estão lá como ele pensa. Como todos os dias, o exilado sempre antes de dormir fica observando as estrelas sem que ninguém o interrompa,  pensando em seu maior sonho e seu futuro no qual nunca saberá como é apenas descobrindo com o tempo.

Ouviu passos se aproximar fazendo assim Kurama ficar em posição para atacar enquanto rosna, O Uzumaki se levantou lentamente do chão atento a qualquer movimento que ouvir, segurando um pedaço de maneira e ficando do lado de seu amigo.

Eram duas crianças abraçadas uma a outra, um casal de irmãos que aparentemente pelo fio vermelho de seus cabelos são Uzumakis. Estavam a procura de comida pela floresta e por conta do cheiro do pão acabaram encontrando o Uzumaki mais velho, que ficou mais aliviado quando não eram guardas.

Olhou para eles os analisando de cima a baixo, estavam em péssimas condições assim como de saúde como deu para ver. Mexeu na sacola e pegando dois pães restantes no qual ele guardaria para o dia seguinte, se aproximando das crianças assustadas que recuam a cada passo que o Uzumaki mais velho dava.

— não precisa ter medo de mim, sou como vocês... Pode pegar, não vou machucá-los.

O Uzumaki chegou mais perto quando as crianças sentiram-se mais segura e confiante com a presença do loiro, pegando o pão assim que ele entregou para depois comerem com vontade. Agradecendo o loiro com um abraço forte, que o deixou surpreso pelo resto repentino não dizendo nada. Não sabia como reagir já que nunca recebeu um abraço de um humano, apenas ficou paralisado comseus olhos arregalados pela surpresa que sentirá.

As crianças se afastaram e sumindo da visão do Uzumaki depois do agradecimento, deixando o loiro parado enquanto ficou pensativo por um tempo. Feliz por dentro em ver aquele sorriso das crianças quando receberam o pão, se pergutando como os Reinos podem se tornar tão cruéis com crianças, apenas por elas terem o sangue dos Uzumaki. O ódio que sente pelos Reinos nunca sairá de si.

 — eu sabia que você é uma pessoa boa. — disse uma voz feminina no meio da floresta, fazendo o loiro e a Kurama sair do transe pra olhar para os lados a procura da voz.

 — quem está aqui?!. — perguntou o loiro em uma voz séria, ainda a procura do dono daquela voz que ele ouviu, que por incrível que pareça gostou de ouvi-la.

 Houve uma movimentação em um arbusto, o loiro posicionou-se para em caso de ataques enquanto encara para o arbusto com os olhos atentos. Era Hinata que saiu do meio do arbusto olhando para o loiro com um leve sorriso em seu rosto, deixando o exilado fascinado pela beleza dos olhos da Hyuga idênticos a da Lua, no qual ele sempre ama elogia-la a noite.

 — Sou Hinata Hyuga e vim numa missão em busca de respostas e mostrar a você que não sou como todos os outros no qual  você pensa que eu sou. Vim mostrar a você o contrário.


Notas Finais


Obrigado por lerem o capítulo e por estarem acompanhando e que continuem pois isso ajuda muito no crescimento da fanfic!. Ficou corrido no final? Ficou ;-; mas eu to cansada e era isso ou iria demorar mais um pouco.

Link da música do Narutinho: https://youtu.be/nXf4RaJpNJo

Link da roupa no qual Narutinho ta usando: http://imaginartpb.com.br/fantasia/arqueiro-medieval

Até o próximo capítulo :3


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