História Os Guerreiros de Avalon - Capítulo 23


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Categorias Histórias Originais
Tags Avalon, Guerreiros, Inglaterra
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Palavras 1.322
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 23 - Os espíritos dos cavaleiros entram em sintonia


Finalmente Galahad chega ao terceiro pavimento da Torre do Céu, onde estão as quatro últimas câmaras. Ele chega junto com Bors e Kai, que estão parcialmente recuperados de seus ferimentos, além de Perceval e Arthur.

Bors e Kai entram juntos na Câmara do Macaco. Perceval e Arthur entram na Câmara do Galo. E Galahad entra na Câmara do Cão.

Na Câmara do Macaco, Bors e Kai se deparam com o guardião de nome Hou. A armadura do guardião era completamente articulada, permitindo que ele se movimentasse com muita velocidade, saltando e movendo os braços com muita destreza. Ele não usava uma espada ou um escudo, mas tinha duas enormes maças de ferro presas por duas fortes correntes. Ele as girava de forma ameaçadora, tentando afastar dali os invasores.

- Vão embora daqui, ou eu os destruirei com estas poderosas maças - disse Hou.

- Guardião do Macaco, nós não sairemos daqui sem a sua pedra-chave - respondeu Bors.

Bors avançou contra ele e foi atingido pelo golpe da maça, sendo arremessado contra a parede. Kai, no entanto, em vez de avançar, achou melhor ficar onde estava e usar a técnica de controle dos ventos. Expandiu a sua bioenergia e começou a provocar um redemoinho no interior da câmara, que começou a fazer com que o movimento das maças perdesse a força. Ele então foi avançando em direção a Hou, com movimentos rápidos, saltando em ziguezague, até chegar bem perto dele. No entanto, ao esboçar um ataque, Kai foi atingido por um forte chute de Hou, com os dois pés. Hou então usou a força do próprio vento para potencializar o golpe das suas maças e atngiu Kai em cheio. A pancada despedaçou parte da armadura de Kai, que caiu ferido.

- Vocês cometeram o maior erro de todos - disse Hou. - Vocês me subestimaram. Acharam que seria fácil me vencer.

***

Perceval e Arthur entraram na Câmara do Galo, que estava completamente escura. Eles caminhavam com muita cautela pelo meio da câmara, em busca da estátua e de seu guardião. Até que eles ouviram um sonoro canto de um galo. Uma luz brilhou do alto da câmara, iluminando todo o lugar, e do alto surgiu o guardião, que usava uma armadura azul marinho e grená, com enormes asas, com as quais voou na direção dos dois cavaleiros, atacando-os com um golpe poderosíssimo, levando-os ao chão.

- Sou Ji, o guardião da Câmara do Galo!

A luta se iniciou e se tornou muito intensa. Ji era muito forte, habilidoso e rápido. Mesmo cercado por Arthur e Perceval, ele lutava com raiva feroz, usando uma espada leve e que se movia muito rapidamente. A força e a agressividade de Ji assustou os dois cavaleiros.

***

Galahad se deparou com o guardião da Câmara do Cão, o poderoso guerreiro Gôu. Gôu lutava sem armas, apenas com os braços e as pernas. Galahad achou que seria fácil atingi-lo com a espada, mas estava errado. O guardião se defendeu dos ataques de Galahad com as mãos nuas e conseguiu arrancar dele a espada e o escudo. Os dois então tiveram que lutar nas mesmas condições.

Sem o escudo e a espada, Galahad não era capaz de se defender dos fortes golpes de Gôu. Ele estava sendo verdadeiramente espancado pelo adversário.

***

Parecia que os cinco cavaleiros nas três câmaras seriam derrotados ali mesmo. Os três guardiões eram muito fortes e habilidosos. Hou estava massacrando Kai e Bors com suas maças de ferro. Ji estava também conseguindo obter grande vantagem sobre Arthur e Perceval. E Gôu estava espancando Galahad.

Na Câmara do Macaco, Bors e Kai estavam caídos no chão, bastante feridos.

- Estamos muito machucados, Bors - disse Kai. - Do jeito que estamos, não seremos capazes de vencer esse guardião.

- Precisamos lutar juntos. Temos que unir os nossos poderes.

Os dois se levantaram e fizeram sua aura se expandir. Eles então repetiram juntos um mantra em língua celta antiga. Quando Hou começou novamente a girar as maças, cada um deles se colocou de um lado. Quando as maças os atingiram, eles conseguiram conter o impacto com as mãos e cada um segurou uma das maças com muita força. Eles então se seguraram às correntes. Hou tentou puxar as correntes para si, mas não conseguiu aplicar a mesma força que os cavaleiros. Eles então conseguiram imobilizar Hou com suas próprias correntes. Enfim, eles o arremessaram com grande força e violência contra a parede, despedaçando as correntes e levando-o ao chão, muito ferido.

Hou se levantou com a armadura cheia de rachaduras. Seus olhos eram assustadores, cheios de ódio. Ele então começou a expandir seu poder. A câmara se escureceu por completo. Surgiram macacos de todos os lados, em todas as direções. Os olhos de Hou brilhavam com uma luz vermelha sinistra. Dezenas de macacos atacaram Bors e Kai, que não conseguiam se livrar deles.

- Não é uma ilusão, Bors! - exclamou Kai.

- Esses animais vão acabar conosco! - respondeu Bors.

Era como se eles estivessem no meio da floresta escura, à noite. Hou saltou na direção deles e começou a atacá-los.

***

Perceval começou a atacar Ji de frente, enquanto Arthur saltou e se segurou nas costas dele, a fim de conter seus movimentos. Perceval usou a técnica de controle do fogo e disparou uma rajada de chamas contra Ji, que foi atingido em cheio e teve suas asas destruídas. Caído e ferido, Ji se encheu de ódio. Ele então agarrou Arthur, que ainda estava perto dele, e começou a espancá-lo. Depois ele o arremessou sobre Perceval. Ji agora estava com uma poderosa aura negra, cheia de ódio. Ele então avançou contra Arthur e Perceval novamente. Ele começou a espancar os dois furiosamente. Os dois, caídos e feridos, perceberam que começavam a surgir penas sobre o corpo deles. As penas se multiplicavam rapidamente. Eles então se viram cobertos de penas, totalmente envolvidos, de modo que não conseguiam se livrar.

- As penas vão sufocá-los e asfixiá-los até a morte! - disse Ji, com voz sinistra.

***

Galahad então se lembrou de uma técnica que lhe fora ensinada por Mardin:

"Como parte de seu treinamento, você terá que permanecer no meio da floresta durante três noites. As feras da floresta surgirão, mas você precisará sobreviver. E como você vai fazer isso? Quando uma besta ataca, é preciso atingi-la, mas ao mesmo tempo mantê-la longe de seu corpo. Portanto, você usará somente as pernas para atacar. Os golpes de pernas mantêm as bestas afastadas de seu corpo. Não se esqueça disto".

Galahad então começou a lutar usando apenas as pernas. Cada vez que Gôu avançava, ele era atingido pelos chutes de Galahad. Até que, na última investida de Gôu, Galahad, em vez de chutar, juntou energia em suas mãos e disparou um poderoso golpe eletromagnético que atingiu Gôu com dois mil volts de energia. Gôu caiu ferido.

Ao se levantar, Gôu também se encheu de ódio. Ele então expandiu a sua poderosa aura e avançou contra Galahad. Quando este tentou novamente acertar seu adversário com um chute, Gôu disparou um choque em sua perna que foi semelhante a uma poderosa mordida de um cão, fazendo com que Galahad caísse muito ferido.

***

Nesse momento difícil, os espíritos dos cinco guerreiros entrou em sintonia. Eles então se comunicaram pelo poder da alma:

- Não podemos morrer agora - disse Arthur.

- Precisamos unir nossas forças - disse Kai.

- Vamos unir os poderes de nossos amuletos! - disse Bors.

Os amuletos dos quatro guerreiros, junto com o poder da espada de Arthur, fizeram com que os cinco se envolvessem com um enorme poder. Eles se levantaram e fizeram explodir suas auras. Ao mesmo tempo, os cinco dispararam um poderoso golpe de energia contra seus adversários, que os destruiu por completo. Então, os amuletos dos guardiões caíram e com eles os cavaleiros conseguiram retirar as pedras-chave das estátuas. Restava agora apenas uma câmara, um guardião, uma pedra-chave.



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