História Os Herdeiros de Slytherin - Capítulo 22


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Alvo Potter, Draco Malfoy, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Lílian L. Potter, Lord Voldemort, Minerva Mcgonagall, Neville Longbottom, Pansy Parkinson, Personagens Originais, Ronald Weasley, Rose Weasley, Scorpius Malfoy, Severo Snape, Tiago S. Potter
Tags Alvo Severo Potter, Comensais Da Morte, Draco Malfoy, Gaunt, Harry Potter, Hogwarts, Lestrange, Salazar Slytherin, Scorpio Malfoy, Severo Snape, Sonserina, The Cursed Child
Visualizações 35
Palavras 2.545
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Violência

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 22 - Dúvias


                - N-não... - gaguejou Alvo, andando para trás. Sua cabeça rodava. Pela primeira vez, teve medo de Servolo.

                - Como, Potter? - sibilou o outro sonserino, fuzilando o garoto com o olhar. - Eu realmente não entendo. Você não é descendente dele.     

                - Eu não sei, juro que não... - a voz dele morreu quando Servolo o agarrou pela gola. Ele parecia à beira da loucura.

                - Você não é uma ameaça, não é mesmo, Potter? - sussurrou, em língua de cobra - Você deve obediência a mim, não é mesmo?

                - Saia! - Alvo conseguiu agarrar o pescoço do sonserino, que deu um grito e soltou o garoto.  Ele havia coseguido transmitir uma corrente elétrica. Sacou rapidamente sua varinha e Servolo fez o mesmo.

                Encararam-se por alguns segundos.

                - O que está acontecendo? Parem! - gritou Katherine, irrompendo pelo corredor.

                - Fique fora disso! - rosnou Servolo, sem tirar os olhos de Alvo.

                - Meu amor, por favor... - ela o alcançou e o puxou. Ele resistiu, mas por fim cedeu ao abraço dela.

                - Potter é ofidioglota, Katherine. - disse ele, olhando para Alvo.

                - Então, é verdade? - ela franziu os olhos para Alvo - Mas como, Potter?

                - Não sei, nem me interessa. - Alvo virou-se, irritado, para ir embora. Estava atrasado para a próxima aula - Não tenho o menor interesse nisso.

                Ele irrompeu furioso pela sala comunal. Quem Servolo Gaunt pensava que era para confrontá-lo assim? E por que ficara tão irritado pelo fato de o garoto também ser ofidioglota? Muito provavelmente ele se sentia especial por ser o único ofidioglota em Hogwarts. Mas ele era apenas desprezível, nada mais que isso.

                Alvo apanhou seus livros e saiu novamente para o corredor. Seu corpo se movia automaticamente, pois ele estava totalmente imerso em seus pensamentos. Agiria como se não tivesse esse dom. Até o momento, ele o desconhecia. Não era algo que fosse fazer muita diferença em sua vida. Poderia facilmente esconder de todos.

                Esbarrou em alguém, que o havia parado no caminho. Tiago, seu irmão.

                - Ei, Al! Está com o pensamento longe? É alguma garota? - Tiago lhe deu uma cotovelada.

                - Cale a boca. - murmurou o irmão - Não é nada. Só muitos estudos.

                - Eu já disse a papai que você vai enlouquecer. - riu ele. - Mas ele é sempre tão orgulhoso de você, o filho prodígio.

                Alvo deu um soco no irmão, que riu e se afastou.

                Não conseguiu se concentrar nas aulas daquele dia. Apesar de seu propósito de fingir não ser ofidioglota, sua cabeça martelava, perguntando-se como aquilo seria possível.  Não fazia sentido algum.

                Servolo havia mantido distância dele durante todo o dia. Era melhor assim. Seus amigos também haviam tentado interrogá-lo, mas conseguia se desviar bem das perguntas.

                Decidiu conversar à noite com Snape na Sala Precisa. Talvez ele pudesse explicar alguma coisa. Foi para lá assim que terminou o jantar.

                - Potter. - saudou ele, com um aceno de cabeça - Há algum tempo não vem aqui.

                - Muitas coisas aconteceram. - disse o garoto, angustiado, olhando para baixo.

                - Posso saber quais? - ele levantou uma sobrancelha.

                Alvo contou tudo o que havia acontecido, desde a morte de Matias Jones até o acontecimento com a cobra e o confronto com Servolo.

                Ao final, Snape parecia tão confuso quando ele.

                - Mas isso não faz sentido. - disse o professor - Seu pai perdeu esse dom quando a horcrux dentro dele foi destruída. Isso não deveria ter passado para você.

                - Justamente.  - Alvo colocou as mãos sob o rosto - Estou com medo, professor. Não sei o que isso significa. Mas eu não quero isso. Não quero ser um comensal da morte, não quero ser um ofidioglota, não quero nada disso. E, agora, Servolo parece me odiar. Ele poderia simplesmente me matar em algum corredor. Preciso melhorar minha magia.

                - O único grande problema que vejo é o basilisco solto por Hogwarts. Não se envolva nisso, Potter, por Merlin. Se eles tiverem a mínima desconfiança de que você é ofidioglota...

                - Eu sei.

                - Mas... - Snape pareceu pensar por um tempo - Acho que tem alguém que pode ajudá-lo com esses questionamentos. Dumbledore.

                - Mas Dumbledore está morto!

                - Céus, Potter, você é tão idiota quanto seu pai.. o quadro dele.

                - Ah... - sim, era óbvio! Como Alvo não pensara nisso antes? - E como posso encontrá-lo?

                - Aqui mesmo, nessa sala. Deseje o quadro de Dumbledore. Eu estou de saída. - Snape sumiu da moldura do quadro.

                Alvo respirou fundo e fechou os olhos, concentrando-se. Quando os abriu, no quadro à sua frente estava um idoso, com cabelo e barbas brancas e olhos azuis brilhantes.

                - Estava esperando sua procura, Sr. Potter. - disse ele, bondosamente.

                - Como poderia saber?

                Ele apenas deu um sorrisinho. Alvo respirou fundo.

                - Senhor... descobri hoje que sou ofidioglota. Mas isso não faz sentido.  Meus pais não são ofidioglotas.

                - Seu pai não é ofidioglota, Alvo.

                O garoto arregalou os olhos.

                - Está dizendo que minha mãe...

                - Alvo, seu pai me pediu para que eu guardasse esse segredo a sete chaves. Quando você entrou em Hogwarts, ele me suplicou para ficar de olho em você. Eu sei, Alvo, que você pratica magia negra, e que tem certo envolvimento com os comensais da morte. Não contei isso a seu pai, é claro. Acho que deve ser você mesmo a contar.

                Alvo não respondeu. Como Dumbledore poderia saber?

                - Acho - continuou ele, olhando com severidade para o garoto - que não deve mais haver segredos entre você e seu pai. Ele também tem coisas a lhe contar. Procure-o. Diga que é ofidioglota e exija saber a verdade. Em troca, conte a ele a verdade sobre você.

                Alvo sentiu-se extremamente mal. Era incrível como um velho que ele mal conhecia estava lhe dando uma lição de moral.

                - Eu conheço você, Alvo. - disse ele, bondosamente - Sei que não é uma pessoa ruim. Sei que o que você quer, no fundo, é proteger aqueles que ama. Vá, procure seu pai.

                - Sim. Vou fazer isso. - murmurou - Obrigado, senhor.

                Alvo saiu da sala e seguiu pensativo pelos corredores. Havia algo que seu pai escondia dele. Algo que explicaria o por quê de o garoto ser ofidioglota.

                - Potter. - Katherine apareceu, indo ao encontro dele - Estava atrás de você. O que diabos aconteceu hoje?

                Ele não respondeu. Apenas a puxou pela cintura e a beijou.  Que saudade ele tinha dela, como queria poder estar sempre ao lado dela no lugar de Servolo. Ela imediatamente reagiu ao toque do garoto, passando os braços por seu pescoço. Mas depois percebeu que estavam em local aberto e se afastou delicadamente dele.

                - Depois. - prometeu ela, diante do protesto dele. - Mas... me diga o que aconteceu hoje, por favor.

                Eles seguiram caminhando pelo corredor, em direção à sala comunal da Sonserina.

                - Eu sou ofidioglota. Tem alguma coisa nessa história que não está encaixando direito. Dumbledore sabe e me pediu para conversar com meu pai.

                - Enquanto ele ainda está vivo. - riu ela.

                Alvo cerrou os punhos, tentando ignorar o comentário da garota.

                - Vou mandar uma carta para ele. Pedirei para vir aqui.

                "Matar".

                Alvo parou repentinamente.

                "Matar". - repetiu a voz.

                Alvo sentiu um calafrio percorrer sua espinha.  Olhou assustado para trás e para os lados, mas não havia ninguém lá.

                - O que foi? - perguntou a sonserina, franzindo o cenho.

                - Alguém vai matar... - mas ele mesmo se interrompeu. A voz estava se afastando. - Vamos! - ele saiu em disparada pelo corredor para não perder a voz.

                Só então se deu conta de que a voz vinha das paredes. Só então se deu conta de que aquilo era o basilisco. Isso lhe deu ainda mais fôlego para correr. Não deixaria outra pessoa ser morta em Hogwarts. Percebeu que Katherine havia ficado para trás, mas não se importou. Precisava impedir o basilisco.

                Ao cruzar um corredor, Alvo esbarrou em uma aluna. O impacto foi tão forte que ambos caíram, e os livros da garota se espalharam pelo chão. Era Anna Simpson, a garota que ele havia defendido da cobra na aula de herbologia.

                Ele se levantou de um pulo, a adrenalina correndo em suas veias.

                - Desculpe, desculpe. - apanhou rapidamente os livros dela no chão.

                - O que foi, Potter? - ela se levantou, irritada, segurando o ombro - Está praticando corridas agora?    

                - Eu tenho que ir, preciso... - mas a voz do garoto morreu.

                Sentiu o corpo gelar. Sentiu novamente os calafrios correrem por sua espinha. Na parede de trás, um buraco com cerca de dois metros  de diâmetro havia se aberto. E o sonserino viu, com terror, dois olhos brilharem dentro dele. Em seguida, surgiu a cabeça.

                Alvo sentiu um formigamento estranho percorrer seu corpo quando olhou nos olhos do basilisco. Só então se lembrou de que não se deveria olhar diretamente para seus olhos, caso contrário morreria. Mas ele não havia morrido, certo? Continuava ali. Decidiu que precisava manter a calma.

                - Anna, pode me prometer uma coisa? - perguntou, sem tirar os olhos do basilisco - Em hipótese alguma, olhe para trás. Por favor.

                Ela franziu o cenho e  começou a virar o rosto.

                - Não! - gritou Alvo, fazendo-a pular.

                Ele fez a única coisa que lhe veio a mente: puxou a garota para si e a abraçou firme, segurando o rosto dela em seu peito.

                - Vá embora. - ordenou Alvo, ao basilisco - Não mate ninguém esta noite.

                Ele não sabia se o basilisco o entenderia, ou se abocanharia e mataria os dois ali. Mas o animal simplesmente sibilou e retornou para o túnel. Imediatamente, a parede voltou para o lugar.

                O sonserino estava tão aliviado que Anna estava bem que, sem se dar conta, continuou abraçando-a.

                - Potter... - ela livrou seu rosto do peito dele, totalmente confusa - Isso que você falou... você é ofidioglota mesmo, não é?

                - Anna, pedi que não olhasse para trás porque o basilisco estava bem atrás de você. E ele mata simplesmente com o olhar. Ordenei que fosse embora.

                Ela arfou e sentiu o corpo fraquejar, mas o garoto continuou a abraçá-la.

                - Não se preocupe. - murmurou ele - Ele já foi. E ordenei que não matasse ninguém esta noite.

                Ela o olhou, confusa e decepcionada.

                - Então, é você quem está controlando o basilisco?

                - Não! Não sou eu! Se fosse, você estaria morta agora. Eu sou ofidioglota, mas não tenho nenhuma relação com a Câmara Secreta. Na verdade... - ele a soltou, suspirando - Não faço a mínima ideia de por que sou ofidioglota. Preciso ter uma conversa com meu pai sobre isso.

                - Mas, se não é você, quem é?

                Alvo deu de ombros. Sabia exatamente quem era, mas não queria denunciá-lo.

                - Vamos, vou levar você até sua sala comunal. Não sei se o basilisco me obedeceria...

                Ele seguiu com a lufana até sua sala comunal.

                - Eu não tenho controle sobre ele, Anna. Tome cuidado, por favor. Não quero mais ninguém morto...

                - Claro. - ela sorriu - Obrigada por tudo. Boa noite.

                Ela o abraçou - deixando-o totalmente sem jeito - e entrou. Ele virou-se para voltar.

                - Então, agora você fica abraçado qualquer uma? - Katherine surgiu do nada, sua expressão azeda.

                - Eu... Katherine! - ele foi até ela e a puxou para mais longe - Servolo está louco?! O basilisco ia matar Anna! Se eu não tivesse chegado a tempo, ela estaria morta!

                - Seria ótimo. - disse ela, ironicamente.

                - O quê?! - ele olhou irritado para ela.  - O que diabos deu nele? Já houve um ataque ontem!

                - Atacando todos os dias, os sangue ruins seriam eliminados logo. - ela deu de ombros.

                Ele balançou a cabeça, incrédulo.

                - Mas, me diga... - ela o olhou com interesse - Você falou com o basilisco?

                - Sim. Mandei-o embora. Ele obedeceu sem resistência.

                - Mas isso não faz sentido... - ela falava mais sozinha que com ele, olhando para o chão - só um descendente se Slytherin...

                - Realmente, não faz sentido. - ele começou a andar, afastando-se dela - Por isso, vou mandar uma carta para meu pai amanhã.

                Ele havia perdido a vontade de ficar com a garota. Perguntava-se como diabos poderia gostar de alguém como ela. Sabia que nunca teriam um final feliz. Nunca poderia passar o resto de sua vida ao lado de alguém tão desprezível e supremacista como ela.

                Passou pelo corredor do segundo andar, onde Matias Jones havia sido morto. A mensagem "A Câmara Secreta foi aberta. Inimigos do herdeiro, cuidado" continuava nítida na parede. Os professores haviam tentado retirá-la, sem sucesso.

                Parou quando viu Servolo sair do banheiro feminino. O outro sonserino também parou, assustado. Não esperava encontrar Alvo ali. Eles se encararam por alguns segundos. Alvo pensou se ele o atacaria.

                - Não sabia desses seus gostos peculiares, Gaunt. - zombou Alvo.

                - Potter.  - ele trincou o maxilar - Você não deveria se meter no que eu decido fazer. Só um conselho, entende. Para o seu próprio bem.

                - Isso é uma ameaça, Gaunt?

                Ele se aproximou devagar.

                - Você afastou meu basilisco hoje, Potter. Apenas eu tenho o direito de controlar o basilisco da Câmara Secreta. Se você fizer isso mais uma vez...

                - Se eu fizer isso mais uma vez, vou provar que sou tão ofidioglota quanto você.

                As narinas de Servolo Inflaram.

                - Você não é descendente de Slytherin. Eu sou.

                - Que seja.  Não me interessa.

                Alvo passou pelo colega e se afastou.

                - Potter. - chamou ele. O garoto se virou. - Não torne as coisas mais difíceis. Nós não somos inimigos.

                - Engraçado - riu Alvo, ironicamente - Você me atacou hoje de manhã, e agora vem dizer que não somos inimigos...

                - Me desculpe, eu estava fora de mim. Mas você é um de nós, não é?

                - Não sei mais. - Alvo virou-se e foi embora.

                Ele queria se tornar um comensal da morte. Na verdade, queria ser um duplo espião, como Snape fora. Mas não tinha estômago para suportar tantas mortes e injustiças.

                Encontrou os amigos na sala comunal e lhes contou o que havia acontecido.

                - Mas Simpson... ela é sangue ruim, não é? - perguntou Nathan - Por que você a defendeu?

                Alvo olhou incrédulo para o amigo. Ele lembrou-se do que Scorpio havia falado mais cedo.

                - Não quero pessoas mortas, Nathan. Não importa o sangue delas. Achei que você pensasse o mesmo.

                O amigo deu de ombros.

                - Seja como for, - disse Selena - você é mesmo ofidioglota e tem poder sobre o basilisco. Isso é bem estranho, Alvo.

                - Sim. Vou seguir o conselho de Dumbledore, perguntarei a meu pai amanhã.

                - Você vai mandar uma carta?

                - Na verdade, estou pensando em ir até ele... vou pedir a Mitchell para usar sua lareira. Se ele se reusar, eu o amaldiçoo. - riu. - Se me dão licença, vou dormir... foi um dia longo.

                Alvo estava confuso com tudo isso. Já não sabia mais o que pensar ou o que defender. Mas estava exausto e não demorou para adormecer.



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