História Os Herdeiros de Slytherin - Capítulo 23


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Alvo Potter, Draco Malfoy, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Lílian L. Potter, Lord Voldemort, Minerva Mcgonagall, Neville Longbottom, Pansy Parkinson, Personagens Originais, Ronald Weasley, Rose Weasley, Scorpius Malfoy, Severo Snape, Tiago S. Potter
Tags Alvo Severo Potter, Comensais Da Morte, Draco Malfoy, Gaunt, Harry Potter, Hogwarts, Lestrange, Salazar Slytherin, Scorpio Malfoy, Severo Snape, Sonserina, The Cursed Child
Visualizações 55
Palavras 2.456
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Violência

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Tá começando a ficar bom rsrs

Capítulo 23 - Irmãos


                Alvo acordou mais cedo que os outros no dia seguinte. Seus colegas, inclusive Servolo, ainda dormiam. Ele levantou-se silenciosamente e vestiu-se.  Aproveitaria a manhã de sábado para confrontar seu pai. Precisava saber por que ele era ofidioglota, se ninguém de sua família era.

                Seguiu silenciosamente pelos corredores. Todos ainda dormiam.

                Chegou ao quarto-escritório de Mitchell e bateu. Nada. Talvez o professor ainda estivesse dormindo. Ele bufou, irritado. Sentou-se no chão, pensando em tudo o que havia acontecido. A forma como o basilisco o havia obedecido. Sentiu uma pontada de orgulho acender em seu peito. Não era qualquer pessoa que conseguia controlar um basilisco.

                Bateu novamente depois de algum tempo. Nada. Talvez devesse atiçar o basilisco contra Mitchell? Não era uma má deia. Ao invés disso, enfiou a varinha pela fechadura e conjurou uma cobra dentro do cômodo. Seria extremamente deselegante arrombar a porta do professor àquela hora da manhã.

                - Vá até o quarto e o acorde. - ordenou. Escutou a cobrar se afastar. Alguns segundos depois, um grito. Alvo riu.

                Mitchell escancarou a porta, irritado.

                - Potter? Que diabos... pensei que fosse Servolo!

                - Ah, não. Ele está dormindo. - Alvo entrou - Preciso usar sua lareira, se não se importar.

                - Claro que me importo! Quem lhe deu permissão? E como aquela cobra...

                - Não preciso de permissão. - ele entrou na lareira - É urgente.

                Jogou o pó de flu e logo sentiu seu corpo rodopiar. Segundos depois, estava saindo da lareira de sua casa. Harry e Gina tomavam café e pularam quando viram o filho aparecer. Ele bateu o pó de suas vestes da Sonserina.

                - Alvo! - Harry foi o que levantou primeiro - O que diabos está fazendo aqui?

                - É sábado. Tirei uma folga. - ele deu de ombros. Abraçou o pai e a mãe.

                - Mas o que você veio fazer aqui?

                O sonserino respirou fundo. Decidiu falar toda a verdade logo, para os dois.

                - Eu sou ofidioglota. E gostaria que vocês me explicassem como.

                Silêncio.

                Harry e Gina se entreolharam.

                - Eu não... - começou Harry. A cor de seu rosto sumiu - Gina, eu juro que não...

                - Meu amor. - ela parecia tão perplexa quanto ele - Eu também não sabia. Como...?

                Eles trocaram uma série de olhares, deixando o sonserino perdido. Pensou em simplesmente invadir a mente deles e descobrir logo, mas não seria muito civilizado.

                - Não estou entendendo. - falou ele.

                - Alvo. Sente, por favor. - pediu Harry. Mas ele, imediatamente, parou. - Espere. Espere! Se você é ofidioglota... o basilisco... Alvo!

                - Não, não! Não tenho relação nenhuma com o basilisco, pai! Eu juro!

                - Então, quem...

                - Por favor, pai, primeiro me explique!

                - Certo. Sente.

                Os três sentaram à mesa. Harry e Gina estavam tensos.

                - Alvo... - começou Harry - antes de tudo, peço que nos perdoe por nunca ter contado isso a você. Nós o amamos e sempre quisemos o seu bem.  Tudo o que fizemos ou deixamos de fazer... foi pelo seu bem.

                Alvo não respondeu. Estava com uma péssima intuição.

                - Algum tempo depois que Tiago nasceu... acho que um ano e meio depois, não foi, Gina? Eu conheci uma mulher chamada... - ele hesitou, tentando lembrar.

                - Delphini. - recordou Gina fazendo uma garota.

                - Isso, Delphini. Ela entrou no Ministério para trabalhar na parte de artefatos mágicos. Ela começou a buscar ser minha amiga, entende. Quando nos encontrávamos no trabalho, ele sempre puxava conversa comigo. Parecia ser uma mulher muito boa. Mas percebi com o tempo que ela queria mais que amizade. Obviamente, eu a rejeitei, pois era casado com Gina e já tínhamos um filho.

                - O que nós não esperávamos era que Delphini fosse uma bruxa das trevas. - comentou Gina, sombria.

                - Sim. Quando ela viu que não conseguiria me conquistar, ela preparou uma poção do amor. Mas não era uma poção comum. Estava infestada de magia das trevas. Nenhum bruxo, mesmo que experiente, poderia sequer imaginar.

                Ele olhou com cuidado para Alvo, tentando prever a relação do filho.

                - Segundo Delphini, ela e eu passamos uma noite juntos... eu não consigo lembrar de nada, é claro, pois a poção apagou minha memória daquela noite. Mas ela apareceu, nove meses depois, com uma criança, afirmando ser meu filho. Eu fiquei sem saber o que fazer, porque realmente não me lembrava de nada.

                - Então, decidimos ficar com você, meu filho. - disse Gina, olhando com amor para Alvo - fomos até um hospital de trouxas e fizemos um exame chamado teste de DNA. Realmente, você era filho de Harry, mas não meu. Você é filho dela. Delphini tentou nos chantagear, mas nós ficamos com você e por pouco não a mandamos para Azkaban.  Alvo, peço por favor que nos perdoe por nunca termos contado...

                - Então, - ele interrompeu. Sentia suas mãos tremerem . - ela é minha mãe.

                Ele sabia quem Delphini era. A mãe de Servolo Gaunt. Alvo, de repente, se viu imerso no pior pesadelo que poderia imaginar. Seus pais não sabiam quem essa mulher era, mas ele sabia. Ela era filha de Lord Voldemort.

                E, agora, tudo começava a fazer sentido. Uma realidade horrível, mas que fazia sentido. Alvo era filho de Delphini Gaunt.

                Ele era neto de Lord Voldemort.

                O garoto levantou-se tão rápido que fez a cadeira cair. Sentia todo o seu corpo tremer. De fúria, medo, desgosto e tudo o mais que estava sentindo.

                - Alvo... - Harry se levantou para tocar o ombro do garoto.

                - Eu conheço Delphini. - disse o sonserino, olhando para os dois - Eu sei quem ela é. E agora, eu sei quem eu sou.

                Diante do olhar de incompreensão de seus pais, ele apenas deu de ombros. Sempre fora mais frio que seus irmãos. Agora sabia o por quê.

                - E quem ela é? - perguntou Gina.

                - Uma bruxa das trevas, como a senhora disse.  Ela é ofidioglota. Por isso, eu sou também.

                - Alvo, ela é perigosa. Por favor...

                - Não se preocupe, mãe. Sei me cuidar. Preciso ir agora.

                - Alvo, meu filho... nos perdoe por tudo. - suplicou Harry.

                - Não é fácil, pai. - ele entrou na lareira - Mas eu perdoo. Faria o mesmo se tivesse um filho.  Obrigado por tudo... por não esconderem isso de mim agora. É muito importante para mim.  Esclareceu muitas coisas.

                Ele jogou o pó de flu e um segundo depois estava saindo da lareira de Mitchell. O professor lia o Profeta Diário em uma poltrona da sala.

                - E então? - resmungou, olhando o garoto por cima do jornal - Resolveu sua urgência?

                - Sim.

                - E então?

                - Depois explico. Vou tomar café. - o garoto saiu da sala e foi para o corredor, em direção ao Salão Principal.

                Apesar dessa revelação, ele se sentia relativamente calmo. Era neto de Lord Voldemort. Delphini enfeitiçara seu pai e tivera um filho com ele. Isso significava que era meio irmão de Servolo. Não sabia bem o que pensar disso. Só sabia que isso mudava muita coisa. Ele realmente estava surpreso com a frieza com que recebera a informação. Talvez fosse algo genético.

                Ao entrar no Salão, procurou Tiago e Lílian com o olhar. Eles conversavam alegres com seus amigos. Não contaria a eles sobre quem ele realmente era. Ninguém mais precisava saber disso, pelo menos não por enquanto. Apenas uma pessoa precisava saber.

                Alvo sentou-se ao lado de Servolo na mesa da Sonserina.

                - Onde você estava? - perguntou o outro.

                - Precisamos conversar depois. - disse o garoto, colocando dois pães em seu prato. Estava faminto.

                Servolo franziu o cenho e concordou. Seus amigos o questionaram com o olhar, mas ele os ignorou.

                - Vamos. - levantou-se quando terminou, puxando Servolo pela manga.

                - O que você quer? - perguntou Servolo, enquanto subiam as escadas para os andares de cima - Aonde estamos indo?

                - Preciso que me leve até a Câmara Secreta. - disse Alvo, em ofidioglossia.

                O outro franziu o cenho.

                - Ficou louco? Por que eu faria isso?

                - Tenho algo importante para contar.

                Servolo avaliou a situação e, por fim, cedeu.

                Os dois caminharam lado a lado até o segundo andar. Agora que havia descoberto ser irmão de Servolo, Alvo já não se sentia inferior a ele. Estava em pé de igualdade com ele. Não precisaria mais abaixar a cabeça e acatar o que o sonserino lhe ordenasse.

                Servolo pareceu perceber a mudança repentina de Alvo, pois vez ou outra franzia o cenho para o garoto. 

Alvo também começava a notar as semelhanças entre os dois. Servolo era ligeiramente mais alto do que ele, e tinha cabelos castanhos, ao passo que os do garoto eram negros como os de seu pai. Contudo, tinham a mesma tonalidade de pele pálida e o nariz reto. Alvo também não usava óculos, ao contrário de seu pai.

                Chegaram ao banheiro do qual Servolo havia saído na noite passada.

                - A entrada fica aqui. Abra.

                As pias começaram a se mover, encaixando-se uma sobre as outras e revelando um túnel de dois metros de diâmetro.

                - Não me diga que temos que pular.

                - Está com medo? - provocou Servolo.

                - Cale a boca. - Alvo pulou. O túnel logo se aplainou e ele parou. Servolo chegou logo depois.

                Caminharam sobre algumas pedras irregulares até uma porta redonda, de pedra, com cobras esculpidas.

                - Abra. - ordenou Servolo. Passaram pela porta e se viram em uma gigantesca câmara, com cabeças de cobra que se tornavam túneis. À frente, a cabeça de um velho estava esculpida na parede.

                - Incrível. - murmurou Alvo, enquanto avançava pelo local.

                - Então, o que você quer, Potter? Que meu basilisco o mate? - ele riu.

                - Pode chamá-lo, por favor?

                Servolo franziu o cenho.

                - Ficou louco? Sério que quer morrer?

                - Por favor, Gaunt.

                - Legiens, venha agora. - ordenou Servolo. - Feche os olhos, Potter.

                Alguns segundos depois, Alvo pôde ouvir o rastejar do animal, que saiu por um dos túneis laterais.  Manteve os olhos bem abertos. Sabia que não iria morrer, já havia olhado nos olhos do basilisco antes.

                Sentiu um calafrio percorrê-lo quando seus olhos e os do animal se encontraram.

                - Mas... - Servolo parecia confuso pelo fato de Alvo ainda estar vivo.

                - Descobri uma coisa hoje, Gaunt. - Alvo acariciou a cabeça do basilisco. - Fui até meu pai.

                - Que coisa?

                - Gina Weasley não é minha mãe de sangue. Nós somos irmãos, Gaunt. Delphini é minha mãe.

                Servolo por pouco não engasgou.

                - Como... como sabe quem é Delphini? E como... - ele abria e fechava a boca, mas nenhum som saiu. - Você ficou louco. - concluiu, por fim.

                - Delphini enfeitiçou meu pai com uma poção do amor extremamente poderosa. Ele não lembra do que aconteceu naquela noite. Nove meses depois, ela apareceu com uma criança... eles fizeram um teste de DNA e concluíram que realmente eu era filho de meu pai.

                Servolo passou a mão pelos cabelos castanhos, despenteando-os.

                - Não pode ser. Você ficou louco.

                Alvo sentiu um ataque súbito e avassalador a sua mente. Cambaleou para trás, pois não estava esperando por aquilo. Sentiu a presença de seu irmão em sua mente e lutou para subir suas defesas a tempo. Percebeu que ele e Servolo tinham a mesma força mental. Sua batalha não evoluía, nenhum dos dois conseguia evoluir sobre a mente do outro para arrancar informações.

                Servolo, então, desistiu, saindo da mente do irmão.

                - Eu simplesmente... - ele balançou a cabeça, desolado.

                - Quero conhecer minha mãe. - disse Alvo.

                - Não vai. Esqueça. Finja que nada mudou, Potter. Você não pode ser meu irmão. Isso seria a pior vergonha...

                - Vergonha? - Alvo deu um sorrisinho irônico - Está vendo, eu sabia. Nunca poderia me tornar um comensal da morte de verdade. Nunca fui confiável, não é mesmo, Gaunt?

                Ele balançou a cabeça, com desgosto.

                - Claro que não. Você é um deles. Seria apenas um meio para conseguirmos... e você é fraco. E não tem os mesmos valores que nós. Como pode ser filho de minha mãe? Nós pensamos de jeitos completamente diferentes!

                - O fato de eu ser um Potter não me torna um garoto bonzinho, Gaunt. - falou Alvo, sombrio. - Só não sou desprezível como vocês.

                Servolo o olhou irritado.

                - Então, é isso o que pensa de nós? De mim?

                - Sim, exatamente isso. Mas é como você disse ontem. Não precisamos ser inimigos, ao menos não por hora. - ele olhou para o basilisco, pensativo - Mas chegará um momento em que teremos que seguir cada um o nosso caminho. Não vou acobertar seus crimes para sempre. E, se tudo isso sair de controle, vou impedi-lo. Não deixarei meu pai morrer.

Eles se encararam por alguns segundos.

                - Claro. Não esperava mesmo que você se juntasse a nós.  Mas, Potter... percebi mais cedo que o fato de você ser ofidioglota realmente não o torna meu inimigo. Juntos, somos mais fortes. Ninguém pode nos derrotar. Peço que repense suas posições...

                - Juntos, faremos a Sonserina mais forte. - interrompeu Alvo. Sempre fora seu desejo fazer sua casa retomar seu prestígio e honra. - Mas nunca participarei dos seus crimes sujos. Esqueça.

                - E quanto ao meu basilisco? Se você continuar interferindo...

                - Vou interferir sempre que necessário, Gaunt. Não vou deixar inocentes morrerem. Se quiser matá-los, tente. Farei de tudo para impedir.

                Servolo deu um sorriso zombeteiro.

                - Isso é uma competição?

                Alvo deu de ombros.

                - Quem sabe.

                Os dois se encararam novamente por alguns segundos, avaliando um ao outro. Nunca haviam tido uma conversa tão sincera como aquela. Alvo havia expressamente declarado que não apoiava a ideologia de Servolo e dos comensais, e seu irmão simplesmente concordou com a diferença.

                Servolo estendeu a mão para ele. Alvo a apertou, surpreso. Tinham, ali, um acordo firmado. Sabiam que teriam que se enfrentar logo em breve. Servolo sabia por qual lado Alvo optaria. Mas, por hora, tinham um acordo.

                Eles saíram juntos da Câmara Secreta. A relação dos dois era, agora, completamente diferente. Caminhavam lado a lado, não como servo e senhor, como era antes, mas como iguais. Como irmãos. Isso, de algum modo, agradava Alvo. Era mais um passo importante em sua busca pelo poder. Não querer ser um comensal da morte não significava que queria viver sua vida como um bruxo medíocre. Não. Queria ser poderoso e sabia que seu irmão o ajudaria nisso.

                Ele era neto de Lord Voldemort, um dos bruxos mais poderosos e temidos do mundo. Apesar de detestar os crimes cometidos pelo bruxo, sentia o peito inflar de orgulho ao saber sua ascendência. Ele nunca mais seria o mesmo.



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