História Os homens são de Marte e é pra lá que eu (não) vou! - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jungkook, Rap Monster, V
Tags Comedia, Jikook, Jimin!top, Jungkookbottom!, Kookmin, One-shot, Romance Não Clichê
Visualizações 121
Palavras 15.519
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drabs, Festa, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi gente. Então rsrs... essa é minha primeira one shot de Jikook. Vocês não são capazes de imaginar tudo que aconteceu com essa estória. Eu quase a pardi com mais de oito mil palavras. Foi um desespero horrível, e depois minha rotina quase não me deixou terminá-la, mas consegui. E ainda tive também que betá-la, o que deu trabalho também, pois no final a estória ficou com quase 16k de palavras kkkkk. Mas eu espero que vocês entendam se aparecer algum errinho, porque não é fácil betar um capítulo grande. E acreditem, eu fiz isso mais de uma vez. Enfim... desculpa aí qualquer errinho e obrigada a quem dedicar um tempinho seu para ler isso aqui. Beijos seus lindos e uma boa leitura.

Capítulo 1 - É seguro ficar ou devo voltar?


No mundo atual, muitas pessoas levam a vida buscando obter dela tudo aquilo que de melhor ela pode lhes ofertar, e na maioria das vezes, pensam única e exclusivamente no seu próprio bem-estar e satisfação, evitando a qualquer custo as possibilidades de ter que sequer imaginar dividir seu hábitat com outro indivíduo. Sendo assim, permanecem em seus ninchos com os recursos que lhes são fornecidos. Comem, bebem, saem, curtem, beijam, transam, etc. Tudo isso sem se dar ao trabalho de levar tais interações mais a fundo, afim de não se tornarem suscetíveis ou vulneráveis à uma predação passiva, onde o resultado desse evento, em suas mentes, resultaria na perda de uma vida baseada e centrada nas próprias vontades.

Jeon Jungkook era uma das pessoas que seguia essa linha de pensamento e continuaria acreditando em tal ideologia, que para si, servia mais como uma estratégia capaz de permitir-lhe sobreviver e permanecer de modo íntegro no cenário atual individualista, apresentado e imposto pelo mundo. E enquanto não via uma maneira melhor de viver sua vida, continuaria seguindo dessa forma, fazendo o que lhe desse vontade, com quem lhe desse vontade, no momento em que lhe desse vontade. Tudo voltado à própria vontade. Continuaria se divertindo com pessoas que estivessem dispostas a lhe proporcionar tal divertimento, sem compromisso, sem envolvimento, sem sentimentos prolongados; a menos que este fosse o de satisfação após uma boa foda. Este era o único que desejava e gostava de se deixar prolongar.

Jungkook sabia que o altruísmo não era algo vantajoso para o indivíduo, e tinha certo em sua mente que não gostaria de se tornar como aquelas pessoas super altruístas, que prezam pelo bem-estar da pessoa amada acima do próprio. Para ele aquilo era algo insano, e jamais iria desejar não ter que priorizar aquilo que era de sua vontade. Egoísmo na visão de algumas pessoas? Talvez. Mas para Jungkook era mais que apenas um sentimento projetado por um id, na maioria das vezes dominante em suas vontades. Era mais como uma certeza de que ele era apenas um reflexo gerado dessa sociedade individualista, então não havia nada demais em ser assim.

Depois de viver sua vida como bem entendia ao longo de seus 23 anos, tendo “experiências” que considerou mais como tentativas desastrosas de possíveis relacionamentos, acabou descobrindo que o ser humano só é capaz de dar aquilo que possui. E descobriu isso ao receber de seu primeiro relacionamento “sério” a maior decepção amorosa de sua vida, que para qualquer garoto de 18 anos, com certeza causaria uma ferida interna bem dolorosa. O sofrimento que enfrentou era conhecido também como a dor da substituição. Fora traído com uma menina que fazia parte do mesmo círculo de amizade que ele e seu “namorado”.

Receber uma traição em sua primeira tentativa de relacionamento, seria no mínimo algo muito doloroso, e qualquer pessoa em seu lugar também partilharia do mesmo sentimento carregado por ele. Entretanto quando se é adolescente, os sentimentos, sensações, percepções e anseios parecem sempre mais intensos, e tudo representa uma nova possibilidade de transformação.

Depois do desastre vivido em seu primeiro relacionamento sério, Jungkook seguiu da melhor forma que conseguiu; enxugou as lágrimas e chutou a bola para frente. Teve mais cautela em suas demais tentativas, mas nenhuma delas foram de fato bem-sucedidas. Então decidiu que tentaria fazer tudo diferente.

Nada mais de compromisso sério. Se não dava certo do jeito que diziam ser “politicamente correto”, faria do jeito diferente. E assim passou a se envolver com mais pessoas, sem nunca estabelecer ou firmar qualquer espécie de compromisso ou responsabilidades.

Ele saía para baladas, gostava das noites agitadas que Busan podia oferecer àqueles que estavam dispostos à uma longa e boa noite repleta de diversão e azaração. E se habituou a sempre ter o prazer ao seu alcance.

Quando passava por praças, parques, shoppings e demais lugares onde era comum ver casais passeando de mãos dadas ou fazendo coisas típicas de apaixonados, ele se perguntava qual o nível de lavagem cerebral que as pessoas sofriam para chegarem a tal nível; não entendendo como uma pessoa era capaz de gostar de ter sua vida entregue e dedicada somente ao cumprimento de vontades que não eram as suas e que mesmo assim as faziam como se fossem as melhores tarefas já lhes designadas em suas vidas.

“Esse mundo dos apaixonados não é pra mim.” – e acreditou que jamais seria. Não. Jeon Jungkook não fazia o tipo de cara que ligava para o companheiro de cama no dia seguinte depois de ter tido uma transa na noite anterior; nem de mandar mensagem para saber como tinha sido o dia da pessoa que conhecera na balada de sábado à noite. Também não era do tipo que esperava algo de alguém. Oferecia sempre o que tinha no momento, e seu talento e disposição para uma boa foda sempre lhe pareceram ser o suficiente a oferecer a seus companheiros de diversão durante as noitadas em Busan. E como adorava a vida de solteiro que levava.

Como qualquer adulto, também tinha suas responsabilidades para cumprir durante a semana, afinal, o dinheiro para pagar os custos de levar a vida do jeito que gostava não iria cair do céu. Então de segunda à sexta trabalhava em uma assistência técnica de aparelhos eletrônicos, e geralmente já emendava o final do expediente da sexta-feira para iniciar os trabalhos do sempre proveitoso fim de semana. Entretanto, naquela sexta, não estava muito disposto. Decidiu então que deixaria para aproveitar a noite de sábado, que na certa seria sucesso, ainda mais que rolaria um showzinho em uma das casas de festa que costumava ir com bastante frequência.

No sábado, já entrando pela noite, ligou para uns amigos, e marcaram o lugar onde se encontrariam. Foi então apressar de se produzir, pois queria uma companhia para passar a noite fria que fazia, e não voltaria pra casa sem uma. Queria alguém para esquentá-lo de um jeito bem melhor do que um de seus cobertores faria por si.

 Quando terminou de se arrumar, pediu um táxi para encontrar os amigos no local que haviam combinado.

Jungkook estava irresistível como de costume, ainda mais dentro daquela justa calça de couro preta que destacava suas belas coxas grossas, uma camisa salmão de gola alta e mangas longas, e um sobretudo também preto. Os cabelos pretos estavam sedosos, bem escovados e reluzentes, destacando ainda mais sua pele alva. Um conjunto de beleza que com toda certeza atrairia os olhares de muitos apreciadores de uma bela obra de arte.

Às vinte e três horas, todos os amigos de Jeon já se encontravam na casa de festas que haviam marcado. O lugar já se encontrava bem movimentado, e o pequeno show da banda que havia sido convidada para tocar naquela noite estava prestes a começar. Jungkook e Taehyung (que era um dos amigos do moreno) foram comprar bebidas, enquanto os outros dois, Namjoon e Hoseok, permaneceram na mesa que escolheram para beber e assistir à banda enquanto papeavam sobre coisas aleatórias de seus dias.

Enquanto Jungkook caminhava até o bar, passou por algumas pessoas, e um grupinho já parecia bem animado ao começar os trabalhos da noite. Notou que havia um rapaz, não muito alto de cabelos castanhos, um tanto quanto incomum, que parecia ser daquele tipo certinho demais para estar ali. Inserido no meio do que aparentemente poderia ser uma rodinha de pessoas, o mesmo virava shots do que parecia ser alguma bebida destilada, ao que ouvia seus demais amigos gritarem: “Vira! Vira! Vira!". Só no meio tempo que Jungkook levou para chegar até o bar, observou o rapaz virar umas três doses. E até surpreendeu-se ao ver que ele nem de longe parecia estar bêbado.

Jeon se desligou dos gritos eufóricos vindos do grupinho e pediu as bebidas.

Não demorou muito para que o local ficasse repleto de pessoas, quase nem lhes permitindo mais ouvir a própria conversava.

A festa agora estava em seu auge, não estava conseguindo ler as horas com precisão no relógio em seu pulso, mas já devia ser algo em torno de umas duas da manhã. E com tanto álcool entrando em seu organismo, Jungkook precisou ir diversas vezes ao banheiro, mesmo que fosse praticamente uma missão impossível com aquele horror de gente ali dentro.

Depois que Jungkook conseguiu usar o banheiro, caminhou até um espaço que havia aos fundos do local e que não era coberto; assim os fumantes poderiam ir para lá, uma vez que era proibido por lei fumar em ambientes fechados. Não que Jungkook fumasse, mas precisava de um pouco de ar, estava se sentindo meio sufocado, e como ali era um espaço aberto, era a sua melhor alternativa, já que sair da festa seria uma missão ainda mais complicada naquele momento.

O moreno já estava meio alcoolizado, mas sóbrio o suficiente para conseguir andar sozinho por aí, bem diferente de um rapaz com o qual se deparou ao chegar na área aberta do local, que parecia mais pra lá do que pra cá.

Levaram só alguns segundos para que Jungkook percebesse que se tratava do mesmo rapaz que havia visto virando os shots de bebida no começo da festa. O mesmo rapaz com cara de santinho de blusa branca e um jeans claro, que agora tentava ao menos conseguir se manter de pé, ainda que totalmente em vão.

Jungkook deduziu que provavelmente ele não devia ser acostumado a beber daquele jeito, já que estava bêbado a ponto de não poder nem se equilibrar direito sobre os próprios pés. E como um bom samaritano que era, ele se sentiu obrigado a ajudar o pobre rapaz.

- Vem cá. Deixa eu te ajudar. – Disse Jungkook ao tentar segurar o rapaz que com sucesso caía bastante.

- Nã-não precisa. Eu tô bem. – O rapaz respondeu, totalmente enrolado, devido seu estado de extrema embriaguez.

- Não perguntei se você queria ajuda. Então só fica quieto, porque se duvidar você não sabe nem seu nome. – Jungkook podia estar bêbado, mas não estava tanto assim para não conseguir ver que aquele rapaz nem de longe passava bem.

- Eu acho que eu vou.. – E antes que ele pudesse ao menos completar a frase, vomitou sobre os próprios pés; sujando também os sapatos de Jungkook.

- Ai meu deus. Você nunca bebeu antes cara? – Ele de fato estava surpreso com o estado do acastanhado. E um pouco irritado, porque não achou que sua noite encerraria cuidando de um bêbado que nem ao menos conhecia.

O moreno reparou que apesar do rapaz parecer ser algum tipo de nerd virjão, era até bonitinho. Tinha uma bunda e coxas que eram impossíveis de não reparar, lábios carnudos, e mesmo com aquela cara de cdf, ainda conseguia ser sexy. Jungkook achou mesmo uma pena que não tivesse chego a conhecê-lo antes daquele estado, para quem sabe até poder tê-lo em sua cama no final daquela noite.

- Não. – Conseguiu responder ao maior que ainda tentava o segurar enquanto ele terminava de vomitar.

- Qual seu nome? – Ele perguntou caso precisasse levá-lo para o hospital.

- Park.

- Tá. E o que mais? – Só o sobrenome não permitiria Jungkook ajudá-lo.

- Jimin.

- Muito bem. – Estava conseguindo ao menos obter informações para melhor socorrer o rapaz. – E você sabe acha que consegue chegar em casa se eu te colocar em um táxi, Jimin? – Queria ele que o destino da viagem pudesse ser sua casa, mas não faria nada com alguém naquele estado, que depois sequer conseguiria lembrar o quão bom havia sido deitar ao seu lado.

- Eu acho que é... pra lá. – Apontou Jimin com o dedo um lugar na parede. – Não! Não! Pra lá! – Apontou uma outra direção completamente oposta da indicada na primeira vez.

- Vem comigo. – Jungkook colocou os braços de Jimin envolta de seu pescoço para poder carregá-lo melhor.

Jeon saiu carregando Jimin para dentro da festa, tentando com bastante dificuldade lembrar do rosto de alguém que pudesse ter acompanhando o rapaz na primeira vez que o viu. Também procurava por seus próprios amigos, para conseguir avisá-los que precisaria ir embora da festa um pouco mais cedo.

- Por que tá tudo girando? – Perguntou Jimin com o corpo mais mole que o normal.

- O quê? – Como o som ainda era alto, Jungkook não entendeu direito o que o outro havia dito.

O maior apenas sentiu o corpo de Jimin desfalecer completamente e quase ir ao chão. E por muito pouco realmente não indo, pois ele conseguiu o segurar antes que este pudesse dar de cara com o piso.

Ele ainda não podia acreditar que Jimin havia de fato desmaiado. “Pera! Por que eu precisava falar com esse garoto mesmo? Ah é! Me lembrei! Porque eu sou um idiota”! Amaldiçoou a hora em que decidiu ir ajudá-lo.

Jungkook precisou carregá-lo no colo. Não que fosse algo muito difícil para ele, visto que Jimin não era muito grande e que graças ao fato de fazer academia, possuía músculos fortes o bastante para aguentar carregar o peso daquele corpo um bom tempo se quisesse.

Quando conseguiu chegar até onde estavam seus demais amigos, que encontravam-se reunidos no meio da pista de dança, explicou por alto apenas para Taehyung o que havia acontecido com o garoto em seus braços e pediu para que este avisasse os demais o porquê de ter precisado ir embora antes deles.

Jungkook estava sem opções. Não sabia nada do rapaz senão apenas o nome, nem com quem estava ou onde morava. Não viu outra alternativa senão o levar para sua casa. Torceu apenas para que esse tal de Park Jimin não fosse nenhum psicopata ou algo do tipo. Também não acreditava que este pudesse ser, e ainda que fosse, nenhum mal poderia lhe fazer, já que estava desmaiado de tão porre.

Ele foi com Jimin no colo até a saída do local e assobiou para um táxi que passou ali, porém sem resultado, visto que o veículo não parou para eles. Precisou colocar o corpo do menor em seus ombros para poder ter acesso à uma das mãos e assim conseguir fazer sinal para um outro táxi que passasse.

Quando conseguiu parar um, colocou primeiro o corpo pequeno no banco de trás do carro, e depois entrou ali também; deixando Jimin deitado sobre seu colo, com a cabeça sobre suas pernas.

Enquanto o taxista fazia o caminho indicado por Jungkook, o moreno pôde observar melhor o quanto Jimin era bonito, fofo e também sexy. E se perguntava como ele conseguia ser tudo aquilo de uma vez só.

Não demorou para que chegassem em sua casa. Ele o pegou nos braços outra vez, com cuidado, tentando também se equilibrar para subir as escadas com ele, já que ainda estava um pouco bêbado.

A cena que se via e que Jungkook imaginou ao tentar entrar em seu apartamento parecia uma daquelas em que casais de recém-casados cumprem o ritual onde o marido precisa carregar a esposa antes de entrar na casa nova, e Jeon achou engraçado sua mente projetar tal visão para si, já que ele aquilo era algo que jamais faria, pois, casar, ter filhos e viver ao lado de uma única pessoa pelo resto de sua vida não era algo que desejasse e muito menos que idealizasse. Então balançou a cabeça negativamente, rejeitando aquele pensamento e entrou em casa. 

O rapaz estava em péssimo estado: as roupas molhadas de álcool e sujas de vômito, marcas de batom distribuídas pela gola da camisa, que por sinal, até lhe faltavam alguns botões. “Park Jimin pelo menos aproveitou a noite.” – pensou consigo mesmo enquanto analisava o estado do rapaz.

Ele precisaria trocar as roupas de Jimin urgentemente ou então seu apartamento ficaria empestado daquele mau odor.

O deixou no sofá e foi até seu quarto. Pegou uma de suas camisas largas e um short. Pegou também uma toalha de rosto e um pouco de água em uma bacia, apenas para limpar um pouco o rapaz.

“Eu mereço o prêmio de melhor pessoa do ano.” – pensava Jungkook, mais indignado do que realmente feliz de seu feito. Nem ele mesmo conseguia acreditar que estava se preocupando tanto assim com um cara que sabia nada além do nome.

Jungkook tirou a camisa branca do rapaz, e com a toalha agora úmida, foi passando por seus braços e tronco. Ele observou com atenção o belo abdome que o baixinho escondia por debaixo do pano. E observou ainda mais a parte inferior do rapaz, envolvida por uma boxer preta que parecia um pouco apertada demais para uma bunda enorme daquela.

Jungkook grunhiu e sua boca salivou ao imaginar o que aquele membro, aparentemente grosso escondido dentro daquela peça, poderia lhe fazer sentir durante umas boas e longas horas de sexo.

Balançou a cabeça negativamente outra vez, tentando fugir de tais pensamentos, já que não teria nada com o rapaz; pelo menos não naquele estado. Nem o conhecia, então se negou a continuar pensando perversidades que não faria naquela noite.

Quando terminou de limpá-lo e vesti-lo, entrou em um novo impasse com seus pensamentos, pois um lado seu dizia que aquele sofá era desconfortável demais para deixar até mesmo um cachorro dormir ali, e o outro lado lhe dizia que não deveria dividir sua cama e seu conforto com alguém que não conhecia e não lhe dera nada senão trabalho. Mas ele já tinha sido bonzinho demais, não é mesmo? Então que mal havia em ser um pouco mais? Decidiu por fim que dividiria sua cama de casal com Jimin.

Novamente o carregou no colo, e enquanto iam para o quarto do maior, ele pode ouvir um resmungo baixinho vindo do menor, que se remexeu um pouco e logo voltou ao estado entregue em que se encontrava.

Jungkook o colocou do lado direito de sua cama, o cobriu, e depois de tomar um banho, também se deitou, debaixo da mesma coberta, pois não sujaria uma outra apenas para aquecer um bêbado, por mais que este fosse incrivelmente gostoso e atraente.

O maior demorou um pouco para dormir, afinal não era todo dia que tinha alguém ali para dividir a cama consigo, muito menos um desconhecido desmaiado. Mas depois de insistir em manter os olhos fechados, conseguiu pegar no sono.

Não foi difícil dormir ao lado de Jimin, já que este pouco se mexeu durante a noite. Já era de tarde quando o menor despertou, antes até que Jungkook. Tomou um susto quando se viu ao lado daquele lindo moreno que dormia sereno do outro lado da cama com os cabelos escuros desalinhados. Não sabia onde estava, nem quem era o rapaz ou muito menos o porquê de estar ali e não em sua casa.

"Aaaii! Eu nunca mais vou beber". – A cabeça de Jimin ainda girava um pouco e doía bastante. Tomou outro susto quando percebeu que não estava com as roupas que havia saído de casa. – "Ai meu deus! Será que nós"... – Jimin se perguntava, já que não conseguia lembrar de nada do que aconteceu depois de beber o décimo shot de tequila.

Não sabia de mais nada referente à noite anterior, só o que sabia era que o fato de estar agora na cama de um cara bonito provavelmente era um dos resultados da diversão da noite de sábado.

Jimin não queria ter que acordá-lo, dormia tão bonito, que queria poder ficar admirando-o um pouco mais. Entretanto ele precisava saber o que tinha acontecido consigo para poder ir pra casa.

Levemente e com muita vergonha, ele cutucou Jungkook, para que acordasse.

- Ei. Ei. Acorda por favor. – Falou em vão. Já que Jungkook também havia bebido bastante e agora seu sono tentava recuperar seu estado normal. Jimin resolveu chacoalhá-lo, para ver se conseguia resultado.

- Que inferno! Me deixa dormir. – Resmungou enquanto o menor tentava lhe acordar.

- Moço eu preciso ir embora. – Somente depois de ouvir essas palavras foi que o maior se recordou que havia dormido com alguém aquela noite.

- Tá se sentindo melhor bela adormecida? – Jungkook soltou um risinho irônico ao lembrar do estado em que encontrou Jimin na festa.

- Estou melhor do que deveria estar graças à você. Então se não se importa, eu quero minhas roupas pra poder ir pra minha casa. – Jimin estava com tanta vergonha que não podia ver a hora de sair dali e nunca mais precisar olhar pro moreno desconhecido.

- Mas já? Não vai nem querer saber como foi nossa noite? – O outro sorriu de lado, ainda com os olhos fechados, incitando a imaginação de Jimin a o torturar um pouquinho. Ele achou que merecia fazê-lo pagar por toda a generosidade que recebera de si, e iria fazer isso vendo o próprio se judiar ao fantasiar fatos ilusórios, completa e totalmente inventados por sua cabecinha, que por sinal, já começara a trabalhar.

- Como assim? O que fizemos de noite? Ai meu deus! Não me diga que eu e você... Nós não fizemos aquilo? Fizemos? – O menor levou as mãos à boca, pasmo só de pensar nas coisas que poderia ter feito com o gato a sua frente.

- Nossa Jimin! Pensei que pelo menos se lembraria do que fizemos. Você estava demais ontem. – Jungkook abriu os olhos e o encarou de maneira safada com um sorriso nos lábios. E ele ainda queria o torturar um pouco mais. Então se virou para o lado do menor e começou a percorrer seu abdome, por cima da camisa mesmo, vendo Jimin prender a respiração diante do contato tão próximo. – Pensei que fosse lembrar das loucuras que fizemos no meu sofá e nesta cama.

Jimin levou as mãos ao rosto, cobrindo-se diante de tamanha vergonha. Estava na casa de um desconhecido, com roupas que não eram suas, sem lembrar de nada do que fizera na noite passada e tendo que ouvir aquele gato lhe dizer coisas que em outra circunstância adoraria ouvir, mas que agora só o faziam querer sair dali correndo.

Agora sim Jungkook estava satisfeito, e até considerou paga a dívida do Park. Ver ele se corroendo daquela forma ao imaginar as maiores loucuras que uma pessoa bêbada é capaz de fazer, foi algo que lhe rendeu boas gargalhadas, e que com certeza serviram como pagamento para Jungkook, que pôde rir bastante da cara de Jimin.

- Relaxa tá. Não fizemos nada demais. Necrofilia não é meu lance não. – O maior continuou rindo, e Jimin depois de tirar as mãos do rosto, passou a fuzilá-lo com os olhos cheios de fúria.

- Você é um idiota, sabia? – Tacou um travesseiro na cara de Jeon.

- Não. Você que é. Como pôde beber daquele jeito, se perder de seus amigos e fica vomitando por aí nas pessoas? Você deveria ter sido mais responsável Jimin. Imagina se a pessoa que tivesse te encontrado ontem não fosse tão boazinha como eu? Você tem um belo rosto e corpo maravilhoso. Agora mesmo você poderia estar sendo traficado sabe-se lá pra onde. Poderiam ter tirado seus órgãos para vender no mercado negro. Poderiam ter te levado para um... – O moreno foi interrompido antes que pudesse terminar.

- Tudo bem! Tudo bem! Eu já entendi tá bom?!  Eu sei que eu errei em ter excedido meus limites. Então... obrigado por ter me ajudado e não ser nenhum doido.

- Não há de quê Park Jimin. – O maior lhe sorriu gentil e se jogou de volta ao seu lugar.

- Mas é sério. Eu agradeço pela sua imensa generosidade, mas eu preciso mesmo ir embora. Você pode pegar minhas roupas? – Jimin precisaria trabalhar na noite daquele domingo, então precisava voltar para casa para se aprontar e sair em poucas horas.

- Infelizmente não dá.

- Como assim? Não vai me dizer que você é algum psicopata que gosta de manter as pessoas em cárcere privado, é?

- Claro que não! Minha nossa! Eu acabo de dizer que salvei sua vida e você já vem me acusando. Se eu soubesse que você me daria tanto trabalho, nem teria ido saber se você estava bem.

- Tá! Então por que você não pode pegar minhas roupas?

- Simplesmente porque elas estão todas sujas de vômito. – E mais uma vez Jimin sentiu a vontade de poder ser um avestruz e enfiar sua cabeça em buraco no chão. – Ou você acha que eu te limpei, tirei suas roupas e te vesti com as minhas simplesmente porque eu quis?

- Ai meu deus! Me desculpa mesmo moço. Você fez tudo isso e eu aqui enchendo ainda mais sua paciência. – Jimin abaixou a cabeça. Estava envergonhado. – E eu nem me dei o trabalho de perguntar o nome da pessoa que salvou minha vida. Posso saber como você se chama?

- Jeon Jungkook. Muito prazer. – O moreno esticou a mão para que Jimin apertasse.

- Jungkook, sei que você já fez coisas demais por mim, e eu vou precisar ser um pouquiiinho mais abusado. – O menor lhe disse ainda segurando em sua mão, sentido o contraste do toque que ela possuía junto a sua. – Preciso que me dê roupas limpas. Eu tenho um plantão essa noite e preciso ir pra casa me arrumar.

- Você é médico? – Perguntou curioso, já que sabia pouquíssimo à respeito do Park.

- Não. Mas já estou no meu último estágio de enfermagem. E como já disse, tenho um plantão para fazer dentro de algumas horas, então preciso MUITO ir pra casa. – Jimin explicou-lhe para que assim ele pudesse ser um pouco mais ágil em ajudá-lo.

- Entendi. Eu vou ver se tenho algo que sirva em você. – Ele se levantou e foi até o guarda-roupas atrás de algo que pudesse caber no menor. Depois de procurar alguns minutos encontrou uma calça moletom e uma camisa branca não tão grande quanto as que costumava usar. – Toma. Vê se serve.

- Onde fica o banheiro? – Apesar de ter ouvido de Jungkook que este tirou suas roupas e vestiu as que estavam em seu corpo agora, não iria se trocar na frente dele, pois uma coisa era saber que Jungkook fizera isso com ele estando inconsciente, e outra totalmente diferente, era ele fazer isso estando em sã consciência.

- Ah sim! É naquela porta. – Indicou com o dedo na direção da porta ao lado de seu guarda-roupas.

Jimin foi até o banheiro se trocar, e gostou do cheiro que vinha das roupas de Jungkook, sem contar que mesmo com a diferença de tamanho entre eles, não ficaram tão grandes quanto achou que ficariam. Aproveitou para jogar uma água no rosto e tentar melhorar sua cara de ressaquiado.

- Amanhã quando eu chegar em casa, dou um jeito de mandar suas roupas de volta; lavadas é claro. – Disse Jimin.

- Não precisa, pode ficar pra você. Vai querer que mande as suas?

- Não. Você pode jogar fora, tacar fogo, ou seja lá o que preferir fazer. – Ele riu fazendo com que o moreno também risse.

- Eu guardei sua carteira, mas você não estava com celular. Vai querer que eu chame um táxi pra você? – Jungkook já nem lembrava mais de estar chateado por ter ajudado Jimin naquela noite. Até gostou de ter conhecido um pouco mais a seu respeito agora que estava sóbrio.

- Quero sim.

- Ah! – Jungkook exclamou.

- Hum?

- Você vai descalço?

- Não me diga que também vomitei nos meus sapatos.

- E você ainda tem dúvidas?

- Sei que eu já devo ter passado do limite de te pedir algo, mas você em alguma hipótese teria um chinelo a mais pra me dar? – Jimin o olhou com a cara mais descarada possível ao lhe pedir mais um favor. Um de tantos que não pagaria. Ainda.

- Esse eu quero de volta. Faz parte da minha coleção do Homem de Ferro, então você vai ter que dar um jeito de me devolver. – Jamais abriria mão de nada seu que fizesse parte de sua coleção de objetos do Homem de Ferro, nem mesmo um de seus chinelos; que por sinal, eram todos do super-herói em questão.

- Você tem quantos anos mesmo? – Jimin começou a rir quando viu que o moreno parecia ser um daqueles obcecados por estórias de super-heróis, melhor dizendo, fanático pelo Homem de Ferro.

- Cala a boca idiota!

- Tá! E como eu faço pra te devolver?

- Eu vou anotar meu número num papelzinho. Daí você pode me ligar quando não estiver de serviço, pra marcarmos de você me encontrar para me devolver.

- Sério que isso tudo é por causa de um chinelo do Homem de Ferro?

- Se você continuar falando sobre isso vai voltar pra casa descalço. – A maior parte era sim pelo fato da sandália ser do super-herói, mas sabia que pelo menos agora teria um pretexto para poder ver Jimin mais uma vez. – Vou chamar seu táxi.

Jungkook não pôde negar o fato de que Jimin era incrivelmente atraente, e que se tudo aquilo não tivesse acontecido em suas noites, talvez eles até pudessem tê-la passado ao lado um do outro de uma maneira bem melhor que aquela. Com Jungkook sentindo aquele membro grosso penetrando-o incontáveis vezes, maltratando de seu buraquinho apertado sem piedade. Era assim que ele desejava ter passado com Jimin.

- Eu adoraria poder saber mais do que aconteceu nessa festa. Quando eu voltar do plantão posso te ligar? – Jimin também havia ficado interessado no rapaz incrivelmente bonito com quem passara a noite, e não perderia a chance de ao menos tentar se redimir, ainda que não acreditasse muito que isso pudesse ser realmente possível.

- Você vai estar cansado. Me ligue só depois que tiver dormido o que precisa para se recuperar.

- Tudo bem. Eu vou logo descendo pra esperar o táxi lá embaixo.

- Eu te acompanho.

Jungkook o levou até a saída do prédio pequeno onde morava. E não demorou muito para que o táxi estivesse em seu endereço.

- Obrigado de novo. Por tudo. Não sei nem como te recompensar.

- Podemos pensar nisso depois. – Ele riu e Jimin o acompanhou. – Vai logo, antes que perca o táxi.

- Tudo bem. Eu te ligo.

- Okay. Até mais Jimin.

- Até mais Jungkook.

O menor entrou no carro e Jungkook voltou para dentro de casa.

Se havia uma coisa que agora estava inquietando os pensamentos de ambos, era o fato de toda aquela situação ser incrivelmente inusitada, desconcertante e ainda assim desejável de experimentar um pouco mais.

Jungkook não achou que ao ajudar Park Jimin naquela festa resultaria em tudo aquilo; e o outro também jamais achou que ao longo de seus 25 anos pudesse passar por uma situação daquelas.

 

[...]

 

Jungkook passou o resto do domingo todinho em casa. Comeu algumas besteiras como de costume para qualquer pessoa sem saco ou coragem suficiente para preparar algo mais decente. Ficou apenas deitado assistindo filmes enquanto ainda pensava em tudo que ocorrera desde a festa.

Era até engraçado lembrar o fato de que pela primeira vez passou a noite ao lado de alguém que nem ao menos o tenha tocado de uma maneira mais íntima, quer fosse com um beijo ou toques mais apimentados. Mas ele também não pôde deixar de lembrar o quanto desejou poder ter tido uma noite de verdade ao lado do menor. Com direito a beijos, chupões, mordidas... o pacote completo.

Park Jimin era gostoso, e ele pôde descobrir aquilo. Só é mesmo uma pena que não tenha conseguido experimentar.

Jungkook não podia fazer mais nada agora, a não ser dormir e esperar o dia em que o Park o ligaria de volta para devolver sua sandália, e assim pudesse vê-lo outra vez.

Era estranho também pensar que ele pudesse estar ansioso com o fato de que o veria novamente? Talvez. Mas não se importou, afinal, só queria poder ser fodido por aquela gostosura de homem.

 

[...]

 

A semana seguiu como de costume para Jungkook, que teve que trabalhar na assistência até às dezessete horas. Até que pudesse finalmente ser liberado para ir pra casa.

Talvez também fosse exagero achar o fato de Jimin ter continuado em seus pensamentos durante aquela tão tediosa segunda-feira. Jungkook se pegava lembrando dos momentos mais legais da noite de sábado, e era impossível que seu cérebro não o direcionasse para cada um dos momentos aos que tivera com Jimin.

“Como eu ainda quero me encontrar com alguém que praticamente vomitou em mim e só me deu trabalho?”

 

[...]

 

- Jungkook, hoje vou precisar ir resolver umas coisas no cartório. Então só vamos funcionar pela parte da manhã. Você pode tirar o resto da tarde de folga. – Disse o dono da assistência técnica em que ele trabalhava.

- Obrigado chefe.

- De nada.

A manhã passou incrivelmente rápida para Jungkook, que às treze horas foi liberado.

Estava no ônibus quando sentiu o celular vibrar. O retirou do bolso para ver de quem se tratava.

Eram duas mensagens de voz de um número que não estava em seus contatos.

- “Oi Jungkook. Aqui é o Jimin. Eu não tive como ligar antes porque acabei precisando cobrir o turno de um enfermeiro que não apareceu para trabalhar. Daí como fiz dois plantões acabei ganhando uma folga extra”. – Voice mensage 1 (Jimin)

- “O que acha de irmos lanchar mais tarde? Aproveito e devolvo seu chinelo mega valioso do Homem de Ferro. Pode ser”? – Voice mensage 2 (Jimin)

- “Por mim tudo bem. Onde podemos nos encontrar?" – Text mensage (re: Jungkook)

- “Pode ser no parque Taejongdae às 17:00? Assim posso pelo menos te recompensar um pouco por tudo que você fez por mim".  – Text mensage (re:Jimin)

­- “Pode sim. Então te encontro lá mais tarde”. – Text mensage (re: Jungkook)

- "Ok. Até mais tarde". – Text mensage (re:Jimin)

Pra uma quarta-feira sem graça, Jungkook iria ter a noite bem animada, mais do que achou que teria. Afinal, agora tinha um encontro. Ficou animado com a ideia de reencontrar o menor. Foi para casa descansar um pouco até dar o horário em que havia marcado com Jimin.

Estranhamente Jungkook estava se sentindo confortável com a ideia de estar tendo tal tipo de contato com o outro, uma vez que todos seus rolos sempre foram resultados de algo esquematizado ou eventual, quer fosse por sites de relacionamento ou arranjados em finais de festas, quando já estava bêbado o suficiente para ceder às investidas dos caras bonitos que chegavam até si.

 

[...]

 

Jungkook se produziu de acordo com a ocasião; estava bonito o suficiente para impressionar Jimin e ainda assim adequado para ir a um parque de diversões. Sua beleza por si só já era algo que chamava a atenção de qualquer ser que tivesse a oportunidade de lhe conhecer, então não precisou de muita coisa para ter a certeza de que seria notado pelo outro.

Jimin por sua vez também estava incrivelmente bonito. E apesar de ter dormido pouco e ter ganhado algumas olheiras, estava disposto a rever seu salvador, e quem sabe até lhe dar uns beijinhos como recompensa por tê-lo ajudado tanto.

Os dois se encontraram na entrada do parque. Jungkook foi o primeiro a chegar e também a avistar o menor, que segurava uma sacola.

- Oi. Eu demorei? – Perguntou o menor.

- Não. Eu também acabei de chegar. – Jimin levou a mão livre à nuca e sorriu para Jungkook.

- Ah! Aqui está sua sandália. Você gosta mesmo do Homem de Ferro, não é?

- Pode-se dizer que eu o considero o melhor super-herói de todos os tempos. O mais genial, mais bonito e mais descolado também. – Ambos caíram na risada. Para Jimin era engraçada toda aquela devoção que o moreno tinha pelo personagem, mas não julgaria, até porque ele também tinha seus gostos diferentes, como por exemplo, o fato de ser fã do anime Sailor Moon e saber todas as falas de cada episódio de cor e salteadas; mas é claro que não contaria isso à Jungkook.

Eles começaram a caminhar em direção ao interior do parque, enquanto conversavam mais sobre seus gostos. Até que chegaram no primeiro brinquedo do parque, o que o moreno sempre gostava de ir: A Montanha Russa.

Jimin odiava o brinquedo só de lembrar-se das cenas do filme Premonição 4. E mesmo que todos à sua volta lhe dissessem que aquele brinquedo era totalmente seguro, sua convicção de que morreria ali não era capaz de se desfazer.

- Vamos logo Jimin. Não vai me dizer que você está realmente com medo né? Por favoooor. – O maior suplicou, fazendo uma carinha de cachorro abandonado que era impossível de resistir.

- Eu vou fazer questão de puxar seu pé de madrugada se eu morrer nesse troço. – O outro não conseguiu segurar o riso diante do medo e nervosismo aparentes do menor. – Se prepare para ter um fantasma na sua cola Jeon Jungkook.

- Relaxa! Você não vai morrer. E se quiser, pode segurar minha mão sempre que ficar com medo. – E sem falar mais nada, Jimin segurou na mão de Jungkook. E ele logo entendeu que ele já devia estar com bastante medo. – Só não vale vomitar em mim de novo. – Jungkook riu alto e recebeu um pescotapa do outro.

Jimin não pôde evitar ficar com o rosto corado devido seu constrangimento, e teve que aguentar suas lembranças insistindo e lhe forçando a recordar a cena que tanto queria esquecer daquele dia. Contudo, se aproveitou da situação e segurou na mão do maior apenas para sentir aquele contraste do toque áspero e gostoso da mão de Jungkook mais uma vez. E poder sentir também a confiança que este lhe passava ao segurar firme em sua mão. Então não se importou de ir praticamente agarrado ao outro na fila para o tal brinquedo.

De início o moreno estranhou toda aquela aproximação, entretanto, logo se acostumou com aquele tipo de proximidade, e até gostou da textura macia que as mãos do menor possuíam; eram extremamente gostosas e delicadas como algodão, e ele amou aquilo.

Quando já estavam sentados, se preparando para a partida do brinquedo, Jungkook deu uma última conferida em Jimin, para ver se este estava realmente confortável de ir naquele brinquedo, e viu que ele estava suando frio. Ficou preocupado e com medo de ter exagerado em o ter pedido aquilo.

- Você tem certeza de que quer fazer isso? Ainda podemos sair se quiser. – Sugeriu ele, vendo que Jimin não parecia muito bem.

- Sim!... Não? Pera, o quê? – Jimin falou rápido; estava nervoso e queria mostrar que não havia com o que o outro se preocupar, mas na verdade nem sabia mais ao certo o que estava dizendo.

- Eu disse que ainda podemos ir embora se você quiser. – Jungkook achou engraçado o modo atrapalhado e ainda assim fofo de Jimin reagir ao nervosismo.

- Tá tudo bem. Eu quero ir. – Pelo menos era nisso que ele também gostaria de acreditar.

- Ok. Você que sabe...

- Eu que sei? Você me arrastou até esse troço e agora quer me convencer de que a escolha é minha?

- Eu te dei a opção de desistir.

- É! Deu sim. Só que dois minutos atrás. Depois de eu já estar sentado nessa coisa. O que queria que eu fizesse? Que desistisse e gritasse para me tirarem daqui? Não. Não quero passar vergonha de novo. Obrigado e de nada! – Jimin por algum motivo havia se estressado; talvez fosse devido ao fato do maior praticamente o ter obrigado a se desafiar, fazendo com ele não tivesse outra opção senão mostrar que era capaz de fazer aquilo.

- Tá! Desculpa. Não achei que fosse ficar chateado.

- Eu não estou chateado. É só que... Aff! Esquece. Só vamos logo de uma vez com isso. Depois você me pega. – Jimin cerrou os olhos, fazendo uma careta de bravo, que na verdade o deixou com uma expressão atraente na visão de Jungkook, que apenas riu pequeno e guardou para si os pensamentos cheios de segundas intenções que tivera naquele momento.

- Pago até com juros se você quiser. – Jungkook fez uma cara nada santa, sorrindo de lado e Jimin entendeu muito bem o que ele quis dizer com aquilo, mas ainda era cedo para tão facilmente aceitar aquele lançamento ainda que sutil; e ele queria ver o que mais o moreno estava disposto a tentar.

A montanha russa deu partida, e a cada instante naquela subida que parecia infinita, o coração de Jimin se espremia um pouquinho mais em seu peito. Entretanto, quando Jungkook entrelaçou seus dedos nos dele, segurando-os com firmeza e lhe transmitindo segurança com aquelas orbes escuras, tudo pareceu ficar bem. Ele só conseguiu se concentrar naquele olhar doce de como quem diz: “vai ficar tudo bem!”.

Quando a primeira descida chegou, Jimin ficou sim nervoso, mas sabia que tinha alguém ali para pelo menos não lhe deixar sofrer sozinho, alguém para segurar em sua mão e tentar de alguma forma lhe deixar mais calmo. E ainda bem que funcionou, já que conseguiu sair do brinquedo ser ter uma parada cardíaca.

As pernas de Jimin ainda tremiam um pouco, mas depois que Jungkook voltou a segurar em sua mão, já fora do brinquedo e sem que ele pedisse para o fazer, a tranquilidade lhe voltou. Agora o que parecia querer fraquejar era seu coração, diante daquele toque tão caloroso e gostoso, de total iniciativa do maior. Ariscou-se até a pensar o que aquela noite poderia lhes reservar caso as coisas continuassem naquele ritmo.

Depois de passar por grandes emoções enfrentando seu pior pesadelo, Jimin decidiu que o próximo brinquedo seria algo que nem de longe arriscasse colocar sua vida em risco. Optou então pelo clássico e irresistível carinho bate-bate, e Jungkook também gostou da escolha. Quando saíram dele, decidiram que iriam comer algo; já era noite e ambas as barrigas davam sinal de fome.

Se Jimin não estivesse tão cansado pelas poucas horas de sono que pôde dormir devido ao plantão que precisou cobrir, até se arriscaria a convidá-lo para continuarem a noite em algum lugar mais reservado, onde pudessem conversar melhor; mas por aquela noite, era tudo que conseguia fazer.

- Jungkook.

- Oi.

- Eu preciso ir pra casa. Amanhã tenho mais um plantão e ainda nem consegui me recuperar direito desse duplo que eu fiz.

- Ah... Tudo bem então. Vamos pedir um táxi pra você. – Ambos levantaram da mesa da lanchonete e foram para saída do parque.

 Enquanto esperavam que algum táxi passasse por ali, Jimin se lembrou do tal “pagamento com juros” que Jungkook mencionara, e não se intimidou em cobrar.

- Eu vou me lembrar de cobrar os juros da sua dívida.

- E que dívida? – É claro que ele sabia do que Jimin estava falando, mas também precisava saber se o interesse era correspondido como até o momento estava parecendo ser.

- A que você me deve a partir de hoje por ter me feito ir naquela invenção de algum filho de Lúcifer.

- Posso quitar parte dela agora mesmo se você quiser. – O maior sorriu de um jeito que era impossível não se perder dentro de seu sorriso.

- Sabe que não é má ideia. – Jimin levou a mão ao queixo, como quem se questiona algo. E enquanto ainda olhava para as estrelas que já enfeitavam o céu, foi surpreendido por um selar de Jungkook.

O breve selinho foi apenas o início de um beijo mais profundo e demorado, que ambos desejaram estender um pouco mais, entretanto, ainda estavam em público, então não podiam demorar tanto como realmente queriam.

- Acho que eu vou ter que aumentar a porcentagem dos seus juros. – Disse Jimin sorrindo depois que terminaram de se beijar.

- Posso pagar parcelado? - O moreno também sorriu, e voltaram a se beijar.

Jungkook achou estranho o fato de ele desejar prolongar aquele tipo de envolvimento com alguém, já que não era de seu feitio continuar com a mesma pessoa mais que uma vez; mas ainda não tinha realmente obtido do menor o que desejava, então não se importou em continuar aquilo até que pudesse se considerar completamente satisfeito.

Quando conseguiram parar um táxi, se despediram com mais um beijo, este mais rápido, antes de Jimin entrar no carro e finalmente poder ir para casa descansar. Era bem verdade que ele descansaria, apenas o corpo, pois a mente iria trabalhar a noite toda pensando no encontro que tivera naquele dia.

Jungkook também foi para casa, igualmente precisava descansar, porque na manhã seguinte teria quer ir trabalhar; mas também era fato que assim como Jimin, seus pensamentos voariam longe durante toda aquela noite e pelos próximos dias também, já que Jeon não sabia quando se veriam novamente. Se dependesse de ambos seria em breve, mas não seria ele a iniciar uma conversa com todas aquelas mensagens repletas de “preocupação”, para somente no fim saber se poderiam se encontrar de novo. Não. Deixaria para que Jimin decidisse se iriam mais à frente naquilo ou se tudo terminaria ali, uma boa e divertida noite de emoções.

A noite seria longa e seus sonhos maravilhosos.

 

[...]

 

A quinta-feira havia começado ótima para Jungkook e Jimin. Dormiram maravilhosamente bem e estavam descansados, mas na manhã seguinte, nenhuma mensagem de bom dia havia chegado em seus celulares. Não que estivessem preocupados e esperando aquilo ou que ligassem muito para essas pequenas coisas. Deixaram o dia seguir normalmente, afinal, não havia motivos para ficarem ansiosos e criando expectativas logo após o primeiro beijo. Seguiram então com suas atividades no decorrer daquele dia.

Para Jungkook o trabalho acabou cedo; diferentemente de Jimin, que precisou trabalhar na madrugada de quinta para sexta em mais um de seus plantões.

Jungkook estranhou a falta de retorno, mas continuou tentando não criar nenhuma expectativa sobre Jimin, pois sabia que se houvesse mesmo interesse de sua parte ele tornaria a procurá-lo uma hora ou outra.

Em uma pequena pausa que Jimin pôde fazer durante o plantão, decidiu pegar seu celular para ver se havia alguma mensagem de Jungkook, porém, sem sucesso. Nenhum simples oi o moreno havia lhe mandado. Já eram duas e dezenove da madrugada, e Jimin viu que o outro ainda estava online. Se questionou se deveria ou não lhe mandar mensagem, também não queria ser precipitado e parecer desesperado.

Ainda com incerteza se estava certo daquilo lhe mandou um singelo “oii”. E quando viu que o outro estava escrevendo uma resposta, saiu da conversa, apenas para não deixar que ele visse que havia ficado esperando sua resposta.

Esperou alguns segundos para abrir a mensagem, para enfim poderem começar a conversar:

JK: Ainda acordado?

JM: Estou de plantão.

JK: Huum. Não vai matar alguém se mexer no celular enquanto fala comigo?

JM: Eu estou de intervalo garoto kkkk.

JK: Que bom, então podemos conversar.

JM: Sim rsrs.

JK: Quando você vai poder folgar de novo?

JM: Amanhã, pq?

JK: É que eu estava pensando em pagar a primeira parcela da minha dívida (moon face). Vc tem algum plano pra sua folga?

JM: Nada além de dormir, então tenho dia livre rsrs.

JK: Quer vir pra minha casa, podemos assistir um filme e depois vc pode dormir aqui se quiser.

JM: Já está me convidando pra dormir com vc?

JK: Já fizemos isso antes, não lembra? Kkkk

JM: Tudo bem kkk. Eu aceito.

JK: Ok. Vou ficar te esperando.

JM: Eu preciso voltar agora, então... boa madruaga.

JK: Tá bem. Bom trabalho pra vc. Até amanhã Jiminie.

JM: Até amanhã rsrs.

 

Jimin ficou feliz de ter tido coragem para mandar mensagem, pois agora tinha um destino bem melhor para dar ao seu sábado de folga.

Já era um ótimo enfermeiro estagiário, mas naquela madrugada era ainda mais. Sorria para todos, e era possível notar um brilho diferente em seu olhar.

- Andou vendo um passarinho verde Jimin-ssi? – Jiwoo, uma de suas colegas que também estava de plantão naquela madrugada lhe perguntou.

- Talvez... – Ele disse e começou a rir, enquanto verificava a temperatura de um paciente.

- Você é uma graça. E também é muito atencioso. Quando se formar vai ser um enfermeiro incrível. – Disse ela ao ver que Jimin realmente gostava do que fazia ali.

- Obrigado. Você também será. – Eles sorriram um para o outro e continuaram suas atividades de estagiários durante a madrugada.

O plantão de Jimin acabou somente às dez horas da manhã de sexta. Estava exausto, com fome e com sono principalmente. Os plantões da madrugada eram os que mais lhe cansavam. Mas ele sabia que tudo aquilo era necessário, pois em breve estaria formado, e aquela rotina faria parte de sua vida. Então deveria estar preparado para lidar com o que viesse. 

Ele foi para casa. Quando chegou tomou um bom banho quente para relaxar. Depois foi até a cozinha e se lembrou de que ainda haviam restos de comida na geladeira, da janta que ele tinha feito no dia anterior; agradeceu aos céus por não precisar cozinhar. A sensação de estar em casa e poder finalmente descansar era ótima, mas ele também estava ansioso pelo sábado, e foi dormir pensado nisso.

Jungkook depois que falou com Jimin na madrugada, largou o celular e ficou fitando o teto, enquanto pensava no modo como as coisas haviam acontecido entre eles dois. Era até uma situação engraçada, e ele gostava disso. Ainda nem tinham ido pra cama, e mesmo que estivesse acostumado com o fato de no fim não passar de uma transa legal, estava achando interessante as coisas com Jimin irem num rumo um pouco diferente daquilo que estava habituado, por mais que soubesse que com ele também resultaria apenas naquilo e um “foi ótimo, mas vou parar por aqui”, pronunciado pelos pensamento de Jeon Jungkook ao final de mais uma de suas experiência.

 

[...]

 

O sábado amanheceu chuvoso. O dia estava frio, perfeito para passá-lo completamente na cama debaixo da coberta agarradinho com alguém; e era isso que Jungkook pretendia fazer, depois de transar loucamente, é claro.

Como não trabalhava aos sábados, poderia passa-lo todinho com Jimin. Ele até levantou um pouco cedo para organizar o apartamento e preparar uma comida, caso ele resolvesse aparecer antes do almoço, o que não aconteceu. Mas ficou satisfeito, pois nunca mais havia cozinhado algo decente, e era bom sair da rotina de comer lámen quase todos os dias.

O moreno estava no quarto assistindo a um programa de entretenimento quando ouviu a campainha tocar. Levantou apressado e foi atender a porta. Espiou pelo olho mágico para ver quem era, e quando viu Jimin, sorriu largo, arrumou rapidamente os fios de cabelo e verificou se não estava com mau hálito, para somente aí poder abrir a porta. “Tudo certo”.

- Oi Jimin.

- Oi. – Ele disse e riu baixo, aparentemente estava tão nervoso como nas outras duas vezes que se viram.

- Entra.

- Obrigado.

Jimin estava com uma mochila, e Jungkook deduziu que ele de fato havia ido preparado para dormir em sua casa, o que o deixou feliz.

- Pode deixar suas coisas no meu quarto. Você já comeu alguma coisa? Eu fiz lasanha. – Ele perguntou enquanto conduzia Jimin até seu quarto.

- Já comi sim, mas obrigado. – ele riu e sentou na cama do moreno, achando fofo o modo preocupado como Jungkook estava lhe tratando. – Você já escolheu um filme?

- Ainda não. Eu estava esperando você chegar pra escolhermos juntos. Quais os tipos que você gosta? Por favor, só não diga romance. – Esse era o gênero que Jungkook não gostava; talvez por conta de suas desilusões amorosas e também porque não acreditava muito na realidade que esses filmes tentavam transmitir; um final onde o felizes para sempre é a regra.

- Eu gosto muito dos romances clichês sim, mas prefiro uma boa comédia. Vejo tantas coisas ruins no hospital onde trabalho, que as vezes acho bom rir um pouco.

- Então tá. Vai ser um filme de comédia. Você gosta de pipoca?

- Amo.

- Fique à vontade. Eu vou na cozinha fazer um pouco e já volto.

- Tudo bem.

Jungkook saiu do quarto e Jimin se escorou na cabeceira da cama. Para ele era um pouco estranho estar de volta ali, mas não achou ruim, pois agora estava como convidado e totalmente consciente disso.

Não demorou para Jungkook entrar no quarto novamente, trazendo consigo um balde com a pipoca, refrigerante e copos.

- Você quer ajuda? – Jimin perguntou.

- Não, tá tudo bem. – sorriu para ele, ao que deixava as coisas sobre o criado mudo ao lado de sua cama. – Vamos ver os lançamentos que a Netflix tem.

Depois de lerem a sinopse do filme que juntamente escolheram, deram o play e se acomodaram melhor na cama.

Estavam bem pertinho um do outro, e a sensação de estarem tão próximos era ótima.

Jungkook não sabia ao certo o que era aquele calor que chegava em seu peito, só sabia que era bom. Até se perguntou quando fora a última que havia sentido aquilo por alguém, já que fazia bastante tempo que não entrava em um relacionamento com algum tipo de comprometimento sério de ambas as partes.

Não trocaram muitas palavras durante o início do filme, mas quando as coisas foram ficando mais engraçadas, o riso alto dos dois ecoava pelo quarto, e ficavam falando a respeito das atitudes dos personagens. E mesmo nos momentos mais complicados do filme, continuavam a conversar, sem deixar que o silêncio se instalasse entre eles.

Em alguns momentos durante o filme suas mãos se tocavam ao tentarem pegar um pouco de pipoca, e quando isso acontecia, acabavam se olhando, e uma química se estabelecia naqueles breves segundos, até recordarem do filme e voltarem sua concentração à ele, mesmo que em seus interiores a vontade que surgia fosse a de desligar a televisão para partirem de uma vez para os amassos. Mas ainda tinham bastante tempo para isso, então continuaram apenas assistindo o filme e dando boas risadas.

Assim que o filme acabou, Jungkook desligou a tv e se virou para o lado de Jimin.

- E então Park Jimin.

- Hum? – O menor o olhou curioso.

- Primeira parcela paga? – Jungkook perguntou depois de ter feito o que haviam combinado.

- Sim, mas ainda falta pagar os juros. – Jimin sabia que ainda falta uma parte, que não estava especificada no combinado, mas que ele não ficaria sem.

- E como podemos resolver isso? – O moreno se aproximou mais de Jimin, deixando seu rosto bem próximo ao dele.

- Assim. – Depois de dizer isso, Jimin cortou a distância que havia entre seus lábios, finalmente saciando a vontade que os incomodava desde que havia chagado no apartamento dele. 

Jimin segurou a nuca de Jungkook, enfiando seus dedos nos cabelos macios, aprofundando o beijo. Sua língua invadiu a boca alheia, e começou a saborear o gosto do maior. Ele não tardou em ter seu corpo por cima do moreno, apenas intensificar ainda mais aquele beijo.

Agora sim estavam realmente se beijando como desejaram poder naquele dia.

Não se tratava de um beijo desesperado e nem afoito, eles sabiam que agora era o momento em que poderiam apreciar um ao outro, com calma e perfeição, sentindo o calor lhes subir gradativamente, a respiração pesar, e os corpos estremecerem ao desejar mais contato; e não se privariam de poder sentir tudo isso com clareza.

E Jimin estava sabendo fazer perfeitamente com que cada estímulo seu pudesse ser sentido pelo moreno, era visível o modo como já estavam conectados em apenas um beijo.

Ele foi dedilhando o abdome do moreno por baixo da camisa, apreciando as curvas bem definidas que este possuía, e com calma foi levantando-a, até que o próprio a tirasse do corpo e voltasse a ter os lábios presos aos seus; mas não por muito tempo, porque Jimin quis explorar uma outras partes de seu corpo.

Foi então que desconectou suas bocas e começou a chupar o pescoço quente de Jeon, e viu que acertou em cheio, pois este começou a arfar pesado ao ter sua pele sensível sendo maltratada de uma maneira incrivelmente gostosa por Jimin.

O menor chupou com vontade cada pedaço daquela pele quente e macia, se deliciando não apenas dela, mas dos gemidos vindos de Jungkook. Aquilo o enlouquecia, e ele adorava.

O sentiu estremecer e arrepiar por completo quando se aproximou de sua orelha, percebendo que ali ele era ainda mais sensível. Então prendeu o lóbulo em seus dentes, arrancando um gemido manhoso do maior. Jimin olhou nos olhos de Jungkook e sorriu de maneira sedutora, voltando a ter os lábios do moreno junto aos seus outra vez, mordendo lentamente o inferior e chupando sua língua de um jeito que sabia fazer como mais ninguém.

Jungkook por sua vez também queria sentir mais o corpo de Jimin, então passou a percorrer suas mãos pelas coxas fartas que tanto apreciou quando o conheceu; e também por sua bunda, apertando a carne com força. Ele levantou uma de suas pernas para que Jimin pudesse se encaixar melhor em cima do seu, e assim poder sentir seu membro roçar em sua entrada.

O moreno não sabia ao certo em que momento havia perdido o controle de seu corpo, apenas sabia que cada toque de Jimin lhe deixava necessitado por mais. Desejou naquele momento que Jimin pudesse ser apenas seu, para ter sempre seus toques exclusivamente para si.

Jimin assim que percebeu a intenção de Jeon agarrou suas duas pernas e o puxou ainda mais para perto, fazendo sua entrada se chocar contra o quadril dele; que gemeu ao sentir seu membro ser pressionado ali.

Com calma, Jimin passou a distribuir beijos e chupões em todo o peitoral e abdome de Jeon, se aproximando de sua pelves e o vendo estremecer à suas carícias. Subiu novamente, agora para se deliciar com os botões escuros e entumecidos do outro. Brincou com cada um deles, fazendo Jungkook puxar seus cabelos com força de tamanho prazer que estava sentindo. Ele percorreu a língua ao redor de cada aréola, e com mordidas fazia Jungkook gemer pedindo mais. Aquilo era música para seus ouvidos.

Subiu um pouco mais e saiu deixando uma nova trilha de chupões pela clavícula e pescoço de Jungkook, até chegar em seus lábios mais uma vez, enquanto ía sarrando devagar contra a bunda do moreno, que já não via a hora de poder ser fodido de jeito.

Jimin desconectou o beijo, e sem sair de cima de Jungkook, tirou sua camisa.

Jungkook alisou o abdome alheio, derramando sobre Jimin todo seu olhar de carregado de fogo e luxúria. Ele percorreu suas mãos até alcançar o cós do moletom do outro, adentrando sua mão ali e sentindo o membro duro e já úmido que havia por baixo da boxer. Mas o toque não durou muito, já que Jimin tirou a mão do moreno de dentro de sua bermuda.

Ele se retirou de cima de Jungkook, apenas para tirar o restante das roupas que ainda os cobriam, deixando-os agora completamente nus. Depois voltou a se posicionar sobre o corpo do outro.

Ambos já estavam duros, e Jimin vendo o quão necessitado o maior estava, começou a masturbá-lo, lentamente, arrancando prolongados gemidos de sua garganta. Ele percorreu toda a extensão de Jungkook, deslizando sua mão ali e espalhando o pré-gozo que havia na fenda do maior. E sem que Jungkook pudesse ao menos imaginar, Jimin o teve na boca.

Sua cabeça subia e descia com rapidez e perfeição naquele pau. Chupando o máximo que conseguia, e o que não alcançava, acariciava na mão; e com a outra que estava livre, estimulava seus testículos. Era tudo tão perfeito, realmente um boquete magnífico, sendo considerado por Jeon um dos melhores que já recebera em toda sua vida.

Jimin mantinha o olhar sempre preso em Jungkook; não queria perder nenhuma de suas demonstrações de prazer diante de um boquete tão bem feito como o que realizava agora. Ele gostava de observar a sanidade se esvaindo do outro corpo a cada vez que subia e descia sua cabeça em seu pênis; gostava de ter seus cabelos puxados implorando para ir mais fundo; gostava de ver seu parceiro gemendo descontroladamente imerso em prazer. Mas o menor não se prolongou demais, ainda queria vê-lo gemer alto seu nome enquanto fodia seu buraquinho apertado; então parou o oral para prepará-lo.

- Você tem lubrificante? – Jungkook apenas virou-se um pouquinho e tirou o item de dentro da gavetinha do criado mudo.

- Aqui. – O entregou para Jimin juntamente com uma camisinha.

Jimin abriu as pernas de Jungkook, deixando-o completamente exposto para si. Ele estava tão excitado que sua entrada já piscava. Distribuiu vários beijos em toda sua região, acariciando suas coxas enquanto o fazia. Depois passou a lamber e chupar o buraquinho rosa do moreno, fazendo-o se contorcer sem controle em cima da cama. Lentamente ele ía afundando sua língua na cavidade quente e extremamente apertada dele, segurando em suas nádegas, fazendo com que Jungkook gemesse alto e cada vez mais manhoso.

Depois de alguns minutos se deliciando dos doces gemidos vindos do mesmo, se retirou de seu interior e melou dois dedos seus com o líquido.

Ele voltou a beijar Jungkook, vestiu o preservativo e com bastante cuidado foi colocando seu primeiro em sua entrada. Percebeu que este estava incomodado com a dor, pois durante o beijo que lhe dava passou a morder com um pouco mais de força seu lábio inferior.

- Tá tudo bem meu anjo, vai já passar. – Disse ao pé de seu ouvido, lhe passando o conforto que precisava e deixando-o ainda mais quente.

Jimin devagar ía movimentando seu dedo ali dentro, fazendo-o se acostumar para receber o segundo, que não custou muito a o adentrar, pois logo seu beijo normalizou e o quadril dele passou a rebolar sobre seus dedos, mostrando que estava pronto para o segundo. Jimin o introduziu lentamente, arrancando de Jeon um prolongado gemido, misto de dor e prazer.

Ele percebeu novamente o incômodo atingir Jungkook, mas continuou a beijá-lo com carinho, para que percebesse que logo as coisas iriam melhorar.

Depois de alguns minutos ele já estava pedindo mais. Começou a gemer sobre os lábios de Jimin, e rebolando sensualmente em seus dedos. E o menor não perdeu muito tempo; retirou seus dedos de dentro de Jeon, deu-lhe mais um beijo enquanto posicionava seu membro em sua entrada e compassadamente foi se colocando ali dentro.

Jimin arfava rouco conforme ía se perdendo no interior do maior. O aperto e calor da cavidade que o envolviam eram tão fodidamente gostosos que poderiam levá-lo à loucura facilmente em questão de segundos.

Esperou um pouco para que Jungkook se acostumasse com o volume em seu interior.

- Tá tudo bem? – Perguntou enquanto acariciava a bochecha do maior com uma mão e com a outra a entrelaçava na dele.

- Sim, pode continuar.

Foi então que Jimin passou a se movimentar dentro dele. Começou devagar, indo e vindo no outro sem pressa, pois queria que fosse prazeroso para os dois, não queria machucá-lo.

Depois de alguns minutos começou a sair e entrar nele com mais rapidez e força, e Jungkook gostou. Gostava do modo carinhoso e duro com que Jimin o fodia, pois o fazia pensar como era fazer amor e não apenas sexo, e se estaria disposto a ter aquilo novamente.

Jimin já não era muito acostumado a ter esses lances casuais, já não tinha muito tempo livre para estar curtindo tanto a vida, muito menos de ficar rodando na mão de várias pessoas; e mesmo que seu interior estivesse lhe dizendo para não ceder tão facilmente ao charme de Jeon Jungkook, ele não conseguiu; mas se dependesse de si, não abriria mão do moreno tão facilmente.

Os rostos tão próximos um do outro estavam vermelhos e os corpos suados, mas as mãos permaneciam unidas; o elo estabelecido naquele olhar ía além do simples desejo carnal; e seus gemidos eram mais que apenas uma resposta involuntária de seus corpos, eles eram a sinfonia expressa daquela perfeita conexão. Podia até parecer algo casual, mas aquela não apenas mais uma transa, e eles sentiam isso em seus corpos.

Depois de um tempo, Jimin se retirou de dentro dele.

- Vira pra mim. – Jungkook atendeu ao pedido e se deitou de bruços sobre a cama.

Jimin abriu suas pernas e as puxou, deixando o quadril alheio mais perto de si. Se posicionou novamente no buraquinho de Jeon e o penetrou, debruçando-se sobre suas costas e unindo suas bocas em mais um beijo necessitado, cheio de desejo e paixão.

Agora seus movimentos eram mais rápido e mais fortes, mas este continuava a ser carinhoso com Jungkook, fazendo questão de manter suas mãos entrelaçadas e os lábios presos ainda que sem muito sucesso, devido a seu rápido movimentar.

Jimin estocava com força o buraquinho de Jungkook, principalmente quando este se contraía, apertando-lhe ainda mais em seu interior. O menor conseguia acertar com bastante frequência sua próstata, o que fazia Jungkook perder ainda mais o controle; assim, o fazia gemer alto, totalmente descontrolado, e entregue ao seu modo de amar.

- Tá gostoso meu bem? – O menor perguntou no ouvido do outro, com uma voz extremamente sexy e provocativa.

- Jiminiiiie. – Mas Jungkook já não tinha muita sanidade sobrando para fazer outra coisa senão gemer.

- Isso, geme meu nome bem gostoso vai.

- Por favor Jiminie-ah... – Mal conseguia formular uma frase curta, mas somente aquilo foi suficiente para que Jimin entendesse o que ele queria.

- É isso que você quer? – Jimin levou uma mão até o membro de Jungkook que friccionava apenas com o colchão, e passou a masturbá-lo.

- Aaaah... assim!

- Você gosta que eu te toque assim Jungkookie?

- Siiiiim... – Respondeu gemendo arrastado.

- Então goza bem gostoso pra mim. – Jimin deu mais algumas estocadas fortes e sentiu o maior vir em sua mão, em jato intensos, sujando a ela e o lençol, e junto dele também se desfez no preservativo estando ainda em seu interior.

Jimin se retirou de dentro dele e se jogou ao seu lado, ao mesmo tempo em que o outro deitou com as costas na cama, ambos muito suados, eufóricos, e satisfeitos de um modo que nem conseguiam quantificar.

Naquele momento lhes faltava não apenas o ar, mas também as palavras para conseguirem dizer até mesmo um uau.

Jimin foi para os braços do moreno, que agora teve a chance de retribuir um pouco de seus carinhos e passou a fazer um cafuné em sua cabeça.

Depois de alguns minutos descansando, somente naquele abraço, lembraram que precisavam de um banho. Jimin foi primeiro e assim que este saiu, Jungkook foi em seguida.

O menor havia levado uma muda de roupa para dormir na casa do maior, mas não eram roupas quaisquer, eram as que Jungkook havia lhe dado no dia do incidente que fez com que se conhecessem. Deitou na cama e ficou esperando pelo maior.

Quando o moreno saiu do banheiro, a primeira coisa que conseguiu identificar foram as roupas que havia dado para Jimin, ali, nele próprio. Tentou conter seu sorriso bobo, mas foi impossível, já que estava achando muito fofo o fato dele querer mostrar que de alguma maneira fazia questão de lembrar de si e o sentir ainda que um pouco. Afinal, que outro motivo haveria para Jimin fazer questão de usar as roupas de Jungkook senão para mostrar que lembrava dele?

Jungkook adorou saber que o menor pensava em si e que queria que ele soubesse disso, e enquanto pegava uma roupa em seu guarda-roupas, olhou por cima do ombro para Jimin, e este ainda o fitava. Deixou então que sua toalha caísse no chão, dando ao menor a linda visão de sua bundinha redonda. Vestiu suas roupas e quando se virou, Jimin estava com a cara enfiada nos travesseiros, apertando-os com força.

- Tá tudo bem Jimin?

- Tudo ótimo, mesmo com você querendo me enlouquecer. – Eles começaram a rir, Jungkook sabia como mexer com o menor. – Jungkook.

- Hum?

- Eu estou morrendo de sono, você se importa se eu deitar no seu braço? – Perguntou já puxando o braço do maior para si.

- Claro que não. – Ele riu soprado. – Pode deitar.

Jimin se aconchegou em seu peito, inalando o perfume do maior. Aquilo era perfeito, não podiam ter tido um sábado melhor do que aquele.

 

[...]

 

Como da última vez que dormira com Jungkook, Jimin foi o primeiro a acordar, e também como da última vez, ficou observando o lindo moreno que dormia ao seu lado. O que lhe deixava feliz agora, era saber que não estava com um e como um desconhecido, e que passara a noite com este porque realmente era da vontade dele e não por um ato de compaixão para com um bêbado que passou dos limites e que fora abandonado pelos amigos numa festa qualquer.

Se deu a liberdade de ir até a cozinha de Jungkook para preparar algo pro café da manhã, antes que precisasse ir para o hospital.

Abriu a geladeira e pegou uns ovos, queijo, algumas verduras e umas frutas. E enquanto deixava que o café fosse preparado pela cafeteira, foi fazendo logo uma omelete.

Cortou algumas rodelas de banana, uns cubinhos de maçã e os colocou em um depósito pequeno de plástico. Serviu a omelete em um prato. Pegou duas canecas no armário do maior para servir o café e algumas torradas também. Até se sentiu feliz por poder fazer aquilo para alguém, pois não lembrava quando havia sido a última vez que tinha arrumado uma bandeja de café na cama daquele jeito, muito menos para alguém que não fosse ele mesmo.

Pegou a bandeja e foi até o quarto do maior que sem camisa ainda dormia. Sentou na cama e com calma acariciou seus cabelos.

- Bom dia Jungkookie. – Sorriu enquanto o observava abrir os olhos com bastante preguiça.

- Que cheirinho bom. – se espreguiçou um pouco e esfregou os olhinhos um pouco inchados. – Bom dia. – Rui soprado. – Você que fez tudo isso?

- Não. Foi a fada dos cafés da manhã. – Brincou com ele e também riu.

- Que fadinha eficiente. – Carinhosamente o olhou e sorriu.

- Ela desconhece a palavra imperfeição. Espero que goste.

“Eu poderia me acostumar com isso. Ter alguém ao meu lado... Quem sabe se eu fizesse um teste... Não! Melhor não! Eu já tenho tudo que preciso e estou bem assim. Eu estou bem e quero continuar assim.” – pensou Jungkook por um breve instante.

Começaram a comer, e Jungkook parecia ter acordado com bastante fome. Quando acabaram, ele colocou a bandeja ao lado da cama.

- Estava uma delícia. Obrigado.

- Que bom que gostou. – buscou seu celular no criado mudo para ver as horas, pois ainda precisava ir pro hospital. – Eu preciso tomar banho.

- Tudo bem.

Jimin se levantou, pegou sua mochila e foi para o banheiro. Enquanto isso, Jungkook aproveitou para ir deixar as coisas na cozinha.

Depois de alguns minutos Jimin já estava pronto para ir embora. Aos olhos de Jungkook ele conseguia continuar bonito até mesmo naquela roupa toda branca e sem graça.

Jungkook se levantou e pediu um tempinho, apenas para botar uma roupa e escovar os dentes para o deixar lá embaixo, já que seu apartamento era no terceiro andar.

Quando já estavam lá fora do prédio aguardando um táxi, Jimin lhe deu beijo.

- Eu adorei passar minha folga com você.

- E eu adorei te conhecer melhor.

- Podemos marcar outra coisa pra minha próxima folga, se você quiser.

- Podemos sim.

- Bem... você tem meu número. Me mande mensagem se quiser fazer algo. Domingo estarei livre. – Disse um pouco apressado vendo que vinha um táxi.

- Pode deixar, eu te mando mensagem.  – Deu um selinho no menor que logo em seguida entrou no veículo e foi embora trabalhar.

Jungkook voltou para dentro de casa, com a cabeça cheia de questionamentos. Queria não ligar para o fato de ter achado Jimin uma pessoa incrível, bonita, interessante, atenciosa e divertida, mas era impossível.

E analisando a experiência que teve com este, se deu conta de que acabou conhecendo um rapaz um tanto quanto incomum ao seu ver; e que de uma maneira totalmente involuntária e não proposital, pode ter lhe feito despertar alguma espécie de dúvida quanto à seus sentimentos regidos por sua forma de levar a vida, lhe fazendo caminhar por sua “zona limítrofe” de pensamento entre a falta de compromisso e possibilidade de se permitir novamente experienciar a responsabilidade de levar uma relação à fundo como geralmente se faz em qualquer relação onde há um estabelecimento de um compromisso baseado em dois princípios fundamentais: a exclusividade e a fidelidade. Esta sua zona estabelecida em sua cabeça, servia apenas para avisar-lhe que deveria pular fora de qualquer relação ao primeiro sinal de um possível envolvimento sentimental; sem nunca mais olhar para trás, sem dores e nem arrependimentos.

Jungkook aprendeu a gostar da vida que passou a levar. Não se lembrava mais quais alegrias um relacionamento sério poderia lhe proporcionar, pois só conseguia lembrar das decepções que feriram profundamente seu coração. – "Esse mundo dos apaixonados não é pra mim". –Ele continuava a dizer para si mesmo, tentando se convencer de que não seria agora que iria querer ter um ser estranho agitando sua vida com coisas que para ele só o tornariam mais uma daquelas pessoas que parecem ter adquirido retardo mental ao ter se apaixonado. Mas será que ainda conseguia acreditar que realmente não queria aquilo para sua vida? Ou será que na realidade estava apenas com medo de encarar a possibilidade de fracassar mais uma vez e ter seu coração partido? Ele ainda não tinha a resposta.

Jimin já havia demonstrado seu interesse quando mandou mensagem para Jungkook; agora esperaria para ver se ele também faria o mesmo e lhe procuraria.

 

[...]

 

A semana nova se iniciou e nenhum sinal de Jungkook. Não era isso que Jimin esperava dele, mas sempre soube que aquela atitude também era uma das que ele poderia tomar, afinal, tinham apenas ficado, certo? Não havia compromisso, não assinaram nenhum termo dizendo que depois daquele dia passariam a mandar mensagem um para o outro todos os dias, até se verem dependentes daquela pessoa em sua rotina e passariam daí a assumir uma relação. Não. Eles não tinham feito nada disso. Ainda que ingenuamente Jimin tenha esperado que Jeon também fosse lhe procurar.

A semana de Jungkook foi tomada por suas perguntas. Ele sabia que no momento em que Jimin lhe disse que ele poderia lhe mandar mensagem caso quisesse fazer algo, estava na verdade lhe dando passe livre para o ter sempre que quisesse. E era exatamente aí que Jungkook começava a falhar consigo mesmo.

Queria sair do seu padrão de não ficar mais do que uma vez com a mesma pessoa. Mas se saísse? O que poderia lhe causar ficar com Jimin outras vezes? Era disso que ele tinha medo e por isso fugia; não de Jimin, mas de si mesmo, de seus pensamentos, de seus reais desejos.

Uma semana inteira se passou, com Jungkook se recordando do jeito carinhoso com que Jimin lhe tratou em cada segundo que esteve consigo; até mesmo suas ameaças de morte por o ter feito ir na montanha russa conseguiam ser fofas; e o modo como este o amou era ainda mais inesquecível.  Pouco se falaram nesses dias; ele queria ligar para ele, inventar qualquer desculpa esfarrapada para seu sumiço e dizer que precisava lhe ver, mas não conseguiu extravasar seu querer o suficiente para conseguir de fato fazê-lo.

E depois de uma semana inteira pensando, ele chegou à seguinte conclusão: “Eu consigo sim ficar com ele sem me envolver. É só fazer o que sempre fiz. A diferença é que eu vou repetir a dose, mas a teoria ainda é mesma: Ficar sem me apegar. É! Eu consigo fazer isso".

Foi então que ele conseguiu tomar a iniciativa de ligar para o Park e marcar de o encontrar novamente.

Nesses “encontros” frequentes que passaram a ter a partir daí, Jimin já havia decidido que se dedicaria somente à Jungkook, até porque nem tinha tempo e disposição para dar atenção a mais de uma pessoa. O maior mesmo sem perceber, acabou deixando de lado outras oportunidades que lhe apareciam, porque estava gostando de ficar apenas com Jimin.

Nas vezes que se encontravam geralmente faziam algum programa típico de casais, que quase sempre era escolhido por Jimin, já que Jungkook não estava habituado a ter esse tipo de experiência. E no final de cada um deles, ou iam para a casa do moreno ou para a do Park, onde tinham uma boa e longa noite de muito sexo, e depois uma costela quentinha para dormir.

Sem que percebessem, os “encontros casuais” dos dois já haviam se tornado praticamente parte suas rotinas; já estavam nessa a quase três meses. Foi então que Jungkook começou a se questionar o que estava acontecendo consigo.

E repentinamente, de uma hora pra outra ele simplesmente fugiu de Jimin. Passou a ignorar todas as suas ligações e suas mensagens.

Em sua cabeça, aquilo já estava indo longe demais. E se não conseguisse mais parar? O que iria fazer? Dizer ao Park que queria ficar ao seu lado e ter uma vida juntos pra depois descobrir que mais uma vez alguém lhe decepcionaria e o deixaria em pedaços como sempre fizeram? Não. Não era isso que ele queria. Por isso se afastou. Queria um tempo para pensar, para organizar suas ideias, e assim tentar entender tudo que se passava não apenas em sua cabeça, mas também em seu coração.

“Me desculpe por isso. Não tenho como te explicar nada agora. Só preciso de um tempo para pensar.” Jungkook’s mensage

 

[...]

 

Três semanas se passaram desde que Jungkook havia enviado aquela mensagem para Jimin. Ele recebeu até diversos convites de seus amigos para irem à festas, mas recusou todos, sem exceção. Sua única vontade era de ficar em casa assistindo filmes debaixo do edredom. Exatamente como fizera das últimas vezes com Jimin, entretanto agora não tinha a companhia do corpo pequeno e fofo, mas a lembrança dele não saia de seus pensamentos.

Jungkook estava sentindo falta de algo, e negava para si que fosse do calor do corpo alheio lhe alcançando, da cabeça que sempre gostou de dormir sobre seu ombro ou do cheiro suave de jasmim que o menor tinha. Queria Jimin ali, pelo menos um pouquinho dele, mas queria acreditar que seus dias ainda eram os menos sem Jimin ali.

“Você não vai morrer se o ver mais uma vez. Ainda é seguro. Você precisa fazer isso Jeon Jungkook.” – Dizia para si mesmo na tentativa de ganhar um pouco de coragem para conseguir ligar para Jimin.  – “Vamos lá”.

Jeon finalmente pausou o filme de comédia que assistia (que por sinal era o favorito do Park), quando finalmente conseguiu ligar para Jimin, mas a ligação estava demorando. Ele tentou mais uma vez; porém sem sucesso. – “Ele deve estar de plantão”. – Continuou então a assistir o filme.

Não demorou muito e ele pegou no sono. Já eram quase três horas da manhã quando acordou com o toque de seu celular, mostrando o nome de Jimin na tela.

- Jimin? Por que me está me ligando essa hora? – Perguntou ainda sem entender muito o porquê dele o retornar naquele momento, mas notou que havia algo estranho. Era possível ouvir muita zoada no fundo.

- Oiiii Jungkookie. – Jimin respondeu bastante empolgado e com a voz bem diferente do normal.

- Você tá bem?

- Tô, eu tô Ó-TI-MOOOO!!!!! – ele começou a rir. – Pra falar a verdade, eu acho que eu vou vomitar agora.

- Jimin você estava bebendo? – Jeon não recebeu resposta, mas sabia pela voz e pelo modo como este estava falando que estava sim bêbado, de novo. – Jimin? Me diz onde você está.

- Não sei se eu devo. Se você vier aqui vai ter que cuidar de mim de novo, e eu não quero isso.

- Jimin, por favor... Só me diz onde você está.

- Acho que você não gosta de flashback né Jungkook, então não vai querer vir aqui. Tchau. – Depois disso Jimin desligou.

- Mas que merda Jimin! – Gritou para o nada.

Jungkook não conseguia pensar em nenhuma casa de festas de Busan que tocasse flashback. Até que pra alguém bêbado, Jimin estava conseguindo ser bastante complexo.

“Será que ele estava falando de algum lugar que toca flashback ou sobre eu realmente não gostar de ter um flashback? Mas que porra Jimin!” – Ele tentou mexer os pauzinhos em sua cabeça para ver se conseguia ter pelo menos ter uma ideia de onde Jimin pudesse estar. Até que como em um desenho animado, uma lâmpada se acendeu sobre sua cabeça lhe dando a resposta. – “Filho da”... – Finalmente havia conseguido associar o que Jimin estava querendo dizer.

Jungkook entendeu que o flashback ao qual Jimin se referia, na verdade era o local e a situação onde se conheceram, por isso ele havia dito “se você vier aqui vai ter que cuidar de mim de novo”, porque Jimin estava fazendo exatamente como da vez que se conheceram, logo, deduziu que ele estivesse no mesmo lugar também, e não necessariamente em uma festa de flashback.

Jungkook vestiu qualquer roupa e pegou um táxi até a casa de festas onde acreditava que Jimin poderia estar.

Assim que chegou lá, pediu para que o motorista o esperasse, pois seria breve. Pagou sua entrada e começou a procurar por ele. Quando o encontrou, Jimin estava sentado em um degrau de uma escada que dava acesso ao piso superior, segurando uma garrafa de tequila.

- Vem. – Disse Jungkook assim que chegou até ele, depois de retirar a garrafa de bebida de suas mãos.

- Eu disse pra você não vir. – Jimin até tentou contestar, mas o mais alto o ignorou.

- Não você não disse. – Jeon saiu o puxando pelo braço, e o menor como estava mole demais, não conseguiu resistir. – E mesmo que tivesse dito, você não manda em mim. Então fica quieto e vem comigo Park Jimin.

O menor estava tão bêbado que nem sabia em que momento havia chego na casa de Jungkook, mas sabia que não estava em sua casa.

- Eu vou te dar um banho, e depois você vai dormir. – Explicou ele com calma enquanto começava a tirar as roupas de Jimin.

- Eu não... – Jimin foi interrompido antes de terminar de falar.

- Eu não fiz uma pergunta. Eu afirmei que vou te dar banho e é isso que vou fazer.

O moreno o conduziu até o banheiro e se enfiou junto dele debaixo do chuveiro, tendo toda calma e paciência do mundo para cuidar de Jimin, que mal conseguia ficar de pé.

Quando saíram, pegou roupas secas e limpas para os dois, pois precisou trocar também as suas que se molharam graças a Jimin. Vestiu-o e o pôs para dormir.

- Jungkook eu.. – Novamente o menor foi interrompido.

- Amanhã conversamos. Você está bêbado, então vá dormir.

Ele não conseguia negar o fato de que sentiu vontade de ver e de estar com este novamente. Mas por que agora? Por que Jimin?

De fato, Jungkook não tinha a obrigação de ir ajudar Jimin de novo. Então por que o fizera? A resposta é simples: porque ele quis; porque ele queria e porque continuaria querendo Jimin.

Sabia agora que não conseguia deixar de querê-lo; então porque continuar negando? Por medo? Talvez sim, mas sua vontade de estar com ele e de se sentir feliz por isso lhe provaram ser maiores que o seu medo de se entregar à um novo amor.

O engraçado nisso tudo é justamente a forma com que o destino se encarregou de organizar para que tudo culminasse nisso.

Se alguém hoje, perguntasse à Jungkook se ele ficaria com Jimin na primeira vez que se viram, ele com certeza diria não. A forma como este apareceu em seu caminho fora completamente inusitada, quase até improvável de acontecer para muitas pessoas; mas para Jungkook aconteceu.

O cara pelo qual agora seu coração já estava mais que balançado, foi alguém que não fez nada menos que vomitar em si e lhe dar bastante trabalho. Então sim, Jungkook não achou que toda aquela situação incomum com Jimin se estenderia a tal ponto. E é aí que mora a graça do destino interferir em nossas vidas.

 

[...]

 

Pela manhã, diferente das demais vezes, Jungkook foi o primeiro a acordar; então foi para a cozinha e preparou um café bem forte pra Jimin tomar quando acordasse.

Jimin apalpava a cama ainda de olhos fechados quando o moreno retornou ao cômodo em que dormiram novamente juntos, e observou Jimin tentar balbuciar algo.

Deitou-se novamente na cama, quando sentiu a mão pequena do outro segurar a sua.

 - Me perdoa Jungkook. Eu realmente não deveria ter feito isso. Eu não sei onde estava com a cabeça. – Disse Jimin enquanto tentava levantar um pouco para se escorar na cama.

- Você não sabe, mas eu sei. – Jungkook o olhou sentando também. – Você estava com a cabeça em mim.

- Jungkook, eu juro que não queria te incomodar. Eu bebi demais ontem e acabei fazendo você ter que cuidar de mim de novo. Você tem todo o direito de ficar chateado e de nem olhar pra minha cara se quiser.

- Jimin, você me deixou preocupado.

- Me desculpe por isso. Eu sei que você não é do tipo que gosta de se apegar a alguém e você deixou isso bem claro quando sumiu, e...

- Jimin, me escuta. – o interrompeu. – Por que você não me atendeu quando eu te liguei?

- Porque... aah Jungkook, sei lá... eu não queria que achasse que estou correndo atrás de você ou que sou muito fácil. Mas a verdade é eu fiquei esperando você me dar uma resposta. Você sumiu do nada. Quando comecei a beber ontem, acabei não conseguindo me controlar; e as coisas deram nisso.

- Sabe Jimin, eu preciso ser sincero com você. Tenho pensado bastante sobre mim. E foi depois que te conheci que percebi que tinha algo diferente em mim; algo que eu precisava tentar entender. O fato de eu ter sumido não significa que eu não tenha pensando em você. Você fez algo comigo algo que não consigo mais mudar, e por isso tenho medo. Porque já sofri bastante por amor, e sei que não quero passar por isso de novo. Eu não era mais acostumado com esse tipo de contato; mas senti tanta falta nesses dias em que não te vi. Nossa. E como senti sua falta.

- Eu também senti muito a sua falta e entendo o que você quer dizer. Também já quebrei a cara algumas vezes; mas acontece que hoje eu sei que não devemos nos fechar pro mundo só porque caímos e nos machucamos algumas vezes. Feridas saram com o tempo. E eu sei porque as minhas já sararam e hoje não doem mais. – Ele riu pequeno.

- Eu não sei se estou preparado para me entregar de novo à alguém.

- Eu entendo...

- Mas eu também sei se não quero ficar sem você. – Jimin que estava triste de cabeça baixa, rapidamente o olhou surpreso.

- Eu também não quero ficar sem você. Se você não quiser não precisamos titular nada, até que você tenha certeza que está pronto.

- Você tem certeza que quer mesmo isso? Eu não posso te garantir um futuro certo ao meu lado, até porque nem eu sei definir bem como estou nesse momento.

- Eu também não tenho certeza, mas quero estar perto de você. Não precisamos ter pressa. Vamos deixar as coisas acontecerem no seu ritmo.

- Também acho uma ótima ideia. Agora, por favor vá tomar um banho porque o que eu te dei ainda não conseguiu tirar o cheiro de álcool em você.

 

[...]

 

Dois meses depois

 

- Você está ainda mais lindo com essa roupa. – Jungkook elogiou Jimin, depois de ver como estava impecável para sua formatura.

- Você também está lindo. – lhe deu um beijo rápido. - Hoje é um dia tão especial pra mim. Meu sonho está se realizando.

- Você merece Jiminie. Agora vamos porque você não pode se atrasar. Seus pais vão estar lá também?

- Vão; mas se não quiser conhecê-los não tem problema.

- Mas é claro que eu quero fazer isso. A menos que você não queria.

- Não. É claro que não. Mas já vá se preparando para a chuva de perguntas.

- Tudo bem, acho que consigo sobreviver. – Jungkook o agarrou pela cintura e lhe deu mais um beijo. – Agora vamos?

- Vamos. – Sorriram um para o outro e então saíram do apartamento para irem a formatura de Jimin.  

A cerimônia foi belíssima. Jungkook sentou junto dos pais de Jimin, e conversou bastante com eles. Adorou descobrir um pouco mais daquele por quem seu coração já admitia ter sido dominado. E no final foram à um restaurante comemorar a conquista de Jimin, que agora era oficialmente um enfermeiro.

Nenhum dos dois haviam mais falado em namoro, apenas levavam aquela relação do mesmo modo como fizeram inicialmente. Ficavam juntos quando tinham saudade. Às vezes Jimin dormia na casa do moreno e o contrário também acontecia. Estavam juntos, sabiam que se gostavam, mas como Jimin entendia que Jungkook precisaria de tempo para se acostumar com aquilo, decidiu que deixaria em suas mãos o poder de decidir seu futuro juntos, quando estivesse pronto para fazer isso.

Após o jantar, Jimin se despediu de seus pais, e Jungkook também. Pegaram um táxi, acreditando Jimin que iriam para casa.

Jungkook parou em uma lojinha de conveniências, pegou duas escovas de dentes e dois pares de pantufas. Jimin não estava entendendo porque ele estava comprando aquelas coisas àquela hora da noite.

- Sério que sua escova de dentes está tão ruim assim que você precisou comprar uma nova à essa hora?

- Eu preciso Jimin. – Respondeu simplório e lhe sorriu.

- Então tá. – Riu soprado.

Depois que pagaram, saíram da loja e foram pra casa do maior, já que Jimin dormiria lá aquela noite.

- Jimin, vem aqui por favor. – O moreno gritou do banheiro.

 O menor terminou de tirar suas roupas, ficou apenas de cueca, pois achou que Jungkook o estava chamando para tomarem banho juntos.

- Cadê sua escova de dentes? – O maior perguntou.

- Tá na minha bolsa. Por quê?

- Traz ela aqui por favor.

Jimin o encarou sem entender muito, mas fez conforme lhe foi pedido.

- Já ouviu a expressão “vamos juntar nossas escovas”? – Jungkook o encarava.

- Sim, é pra quando alguém quer casar ou morar com você.

- Exato. Mas hoje o significado é um pouco diferente. – Jungkook segurou a outra escova nova. – Jimin, você quer juntar nossas escovas?

- Isso era pra ser um pedido de namoro? – Jimin sorriu largo.

- Isso É um pedido de namoro. Você sabe que não gosto dos romances clichês. – Eles começaram a rir.

- Eu aceito juntar nossas escovas Jungkookie. – Jimin pegou sua escova velha e a jogou no lixo, colocando a nova junto a de seu agora oficialmente namorado, no armário do banheiro.

Eles se beijaram, e agora Jimin havia entendido o porquê de Jungkook ter parado para comprar aquelas coisas. Finalmente as coisas para eles estavam evoluindo.

- Me desculpe não ter preparado algo melhor, mas é que não tive tempo. Até porque um certo alguém... resolveu se arrumar aqui, aí não tive como preparar uma surpresa. Maaaaaas – Jungkook prolongou sua fala enquanto se virava para sair de dentro do banheiro. – Eu comprei algo pra você. Seu presente de formatura.

- Jungkook, você sabe que não precisava.

- Não foi algo muito caro, então não se preocupe. – Ele sabia que Jimin não era do tipo de pessoa que fazia questão de presentes, muito menos se fosse algo que o fizesse desembolsar dinheiro. – Vem, eu vou buscar.

Saíram do banheiro, e Jungkook foi até seu guarda-roupas pegar o presente que havia comprado para Jimin uma semana atrás. Estendeu para ele a caixinha em suas mãos, entregando-a para ele.

- Espero que goste.

Quando Jimin abriu, havia uma linda corrente de ouro branco com um J de pingente.

- É linda Jungkook. Obrigado. – Foi até ele e lhe deu um beijo.

- Eu também comprei uma igual pra mim. Assim você vai sempre lembrar de mim e eu de você.

- É realmente muito linda. Eu amei. – Lhe deu mais um beijo.

- Deixa eu botar em você. – Ele pegou a correntinha das mãos do menor e colocou em seu pescoço. E de frente para o espelho, tiveram a visão perfeita de seus corpos juntos. Eram realmente um casal muito bonito.

Jungkook já havia pensado bastante sobre avançar mais esse passo em sua vida, pois Jimin fora pra ele tudo aquilo que nunca havia encontrado e nem recebido de ninguém.

Aos poucos ele foi perdendo o medo de se entregar novamente, pois Jimin se tornou seu porto seguro. E a zona limítrofe sobre a qual andava, já não existia mais.

Ele sempre achou que o mundo dos apaixonados não era para si, que aquele era um planeta ao qual não pertencia, mas acabou descobrindo que viajar pra dentro dele era uma daquelas experiências únicas, em que não se sabe ao certo no que vai dar, mas que no fim se agradece por ter sido simplesmente a melhor experiência que se pôde experimentar na vida.  

Fim!


Notas Finais


Se você chegou até aqui, muito obrigada de novo. Espero que vocês tenham gostado. Eu amei muito todo o trabalho que tive pra escrever essa one, pq sei que valeu a pena. Então só tenho a agradecer msm. É isso. Quem sabe até uma outra hora. Bjs!!!!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...