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História Os Imparáveis - Capítulo 5


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Notas do Autor


tava sem internet, foi mal a demora
boa leitura gente!

Capítulo 5 - Tenho uma semana difícil


- Olha quem entra na sala!! É ela gente, a rainhazinha dos 970 pontos! OMG INCRÍVEL ESTOU SURTANDOO!!!!!!

- Hahaha, como você é engraçado Andrew.

Que recepção mais calorosa que recebi hoje no clube hein. Claro que o Andrew tem que debochar até da melhor coisa que eu fiz na minha vida, quer dizer a segunda melhor, agora to pensando que a melhor foi o soco que eu dei nele.

- Deixe a atitude do meu irmão pra lá, você realmente arrasou Hernández. Sua pontuação foi a maior a escola inteira. 

- Obrigada Emma.

- Ei Maria, cade a Tefy? 

- A oi Matias, ela deve estar se arrumando, não vai demorar muito.

Bem quando eu disse isso, ela entrou na sala.

- CARACA! Só podem estar zuando comigo que tudo isso é nosso? - Falou Tefy encostando em alguns equipamentos.

- Em teoria não é nosso, é do departamento, mas sim, treinamos com isso. - Respondeu Emma.

- Ta bom, a rainhazinha e sua amiga já deram seus shows, vamos treinar capiche?

Nós cinco fomos pra parede de escalada e no caminho Stefany veio pro meu lado e sussurou: "Bem que você falou que esse Andrew era insuportável". Eu apenas sorri como resposta. 

Treinamos durante uma hora, variando alguns exercícios e diminuindo o ritimo algumas vezes pra que a Tefy pudesse acompanhar. Emma ficava dando suporte pra ela sempre que precisava. A garota mais velha era praticamente a líder, acho que todos tinham um respeito por ela, mesmo minha amiga que tinha acabado de se juntar ao grupo.

Na última meia hora, decidimos treinar tiro. Eu amei a ideia é claro, mas Andrew deixava tudo mais chato com seu deboche excêntrico pra cima das minhas habilidades. Todo mundo sabe que ele tá é com inveja de não atirar como eu. Mas se eu aguentei o babaca do Scott, eu consigo aguentar o badboy Andrew.

Tefy ficou do meu lado e as vezes eu parava de atirar pra ver como ela estava indo. Por mais estranho que isso soe, ela arrasava com o seu arco e flecha, realmente não foi pura sorte os pontos que ela conseguiu na aula hoje de manhã, ela tinha talento. 

Enquanto eu aprecisava minha amiga, Andrew que estava do meu outro lado se aproximou de mim sem eu perceber e levei um susto quando ele falou comigo:

- Ué, não vai mostrar seus talentos bambini?

- Sai de perto italiano falsificado. - Eu falei e logo voltei a atirar.

- Não sou falsificado! Eu sou italiano!

- Aé? Onde você nasceu?

- Estados Unidos... Mas meus pais nasceram e foram criados em Milão!

- Ah entendi.

Ele falou mais alguma coisa mas pra cortar o papo eu comecei a atirar com mais potência e o barulho fez ele parar de falar. Ele realmente tinha algo com a Itália, tanto que na jaqueta bizarra que ele usa tem uma pequena bandeira da Itália desenhada no lugar do coração. Talvez por causa dos pais, e porque realmente a Itália é fenomenal, mas parece significar algo importante pra ele. Algumas vezes quando ele tirava os óculos de sol eu conseguia enxergar o brilho nos olhos dele ao falar da Itália. Não que eu fique olhando pra ele pra poder perceber isso é claro... a ótimo agora eu estou vermelha de vergonha, realmente meus pensamentos são a minha maior arma contra mim mesma! Melhor eu parar de me constranger e dar uma olhada na Tefy.

- Ei amiga, como ta indo?

- ISSO É INCRÍVEL!! EU QUERO UM ARCO PRA MIM!

Ela me respondeu sem tirar os olhos dos alvos, como se estivesse viciada em ficar ali, só atirando. Eu não julgo, sei como é isso, poderia ficar horas atirando sem problema algum, é desestressante e muito libertador.

- Ok pessoal, cessar fogo. Bom treino hoje! - Emma diz enquanto bate palmas. Nós acompanhamos ela.

- Então Tefy, vai vir amanhã? - Diz Matias com uma cara de cachorrinho abandonado.

- Claro que sim! Eu preciso de mais tiros ao alvo!!!

Matias, que parecia mais poste ainda quando ficava do lado da Stefany, lavantou ela do chão e deu um super abraço girando ela, mas não tinha nada romântico no gesto, foi muito fraternal. Depois que nos despedimos, voltei com ela para nosso quarto. Tínhamos que dormir e nos preparar para semana longa que teríamos pela frente.

O dia seguinte foi ainda pior. Scott se tornou um pesadelo, não poupava esforços para me diminuir e até agredir fisicamente com empurrões disfarçadamente escondidos dos olhos dos professores. Jogava bolinhas de papel na minha cabeça, insultava minha mãe e muitas outras coisas. Eu ignorei tudo o que ele fez, esperando que com o tempo ele enxergasse que é inútil suas provocações para comigo.

Pela tarde tive que estudar para algumas provas e depois fui com Tefy fazer um lanche numa praça do campus. Antes de chegar o horário do clube, eu passei na biblioteca pegar algum livro novo, já que eu tinha terminado o último. Acabei levando um dos livros de Harry Potter e uma biografia sobre os maiores agentes da agência. Provavelmente eu teria que ler sobre minha mãe, mas eu estou mais tranquila com meus sentimentos em relação à ela. Coloquei os dois na minha mochila e fui direto para o DT.

Os treinos foram o de sempre: Emma liderando, Tefy com seu jeito falante e expansivo que contagia até Andrew (embora ele tente esconder), Matias meio tímido mas super carinhoso com todos, e é claro o senhor badboy, sarcástico, mandão, incrivelmente chato e insuportável, principalmente com mimha pessoa. Não entendo o que ele tem com meu coque, sempre essa de rainhazinha do coque ou qualquer coisa assim. Bom que eu não sou obrigada a interagir com ele, só ouvir e deixar de lado. 

Basicamente essa era a rotina que tive durante essa semana: Scott super babaca nas aulas, estudar, ler e dar uma passeada pela tarde, e de noite o clube. Tirando a quinta-feira de tarde, quando eu me voluntariei para ajudar algumas crianças a aprenderem a ler (amo livros e amo crianças), e a sexta-feira de noite, quando depois do clube ficamos assistindo um filme, a semana foi praticamente sempre igual. Na noite dessa sessão cinema, Andrew acabou sentando do meu lado e aconteceu uma coisa muito constragedora. Basicamente eu encostei na jaqueta dele sem querer, e consegui sentir que não era couro, era uma espécie de tecido. Não acreditei que observei tão mal, e então fiquei encarando a jaqueta tentando entender como achei que era couro. Óbvio que Andrew percebeu, e comentou em voz baixa algo como:

- A claro, todo o ódio que você tinha por mim se transformou em obsessão romântica. Clássico.

Eu fiquei vermelha na hora, e apenas virei o rosto constrangida. Não consegui pensar em uma resposta pra dar de tão embaraçada que minha mente estava, e não falei com ele nem na hora de ir embora. Perfeito, agora Andrew acha que eu estou loucamente apaixonada por ele! Com o ego inflado dele, ja imagino que sua implicância comigo vai ser ainda pior.

Enfim era finalmente domingo, um dia antes do grande dia. Em decorrência disso, combinamos que o clube de combate ia ter uma tunada na intensidade e duração dos treinos. Começamos então às 18 e iríamos até o horário de fechamento do departamento às 21 horas. Durante a primeira hora eu senti como se meu corpo fosse uma geleca de criança, daquelas que quando bota no potinho faz barulho de pum. Talvez eu estivesse morrendo, ou contraindo alguma doença que simula a dor de um atropelamento. Graças a Deus que Emma nos deu um intervalo, aparentemente estava pesado pra ela também.

- Vocês querem me matar né? - Falou Tefy.

- Stefany, se você está desconfortável aqui então é melhor desistir do teste. - Replicou Emma.

- Posso perguntar se você ja fez o teste Emma? - Eu falei.

- Sim, sim, participei quando tinha meus 15, mas não passei. Na verdade ninguém passou na minha época né Matias?

- É, eu fiz também mas não com a dedicação de Emma, fui um dos primeiros a cair fora.

- Como se cai fora disso? - Perguntou Andrew, sem sarcasmo (milagre!).

- Você escolhe se cai fora. Se simplismente parar de fazer a prova, isso se entende como desistência. E é claro, você pode pedir pra sair.

- Andrew você não fez o teste? - Perguntou Tefy.

- Não, esperei esse ano pra entrar, depois de ver as contusões e as dores de Emma meio que me desesperei. Não é simples não, precisa ser muito casca grossa e corajoso pra isso. Tomem muito cuidado, - Ele falou essas ultimas palavras olhando pra mim, depois desviou o olhar - não seria legal perder os novos membros do clube em tão pouco tempo.

Depois desses comentários simpáticos, voltamos a treinar durante as próximas duas horas sem nenhum intervalo. Muitas coisas aconteceram, incluindo suor excessivo, briga mano a mano com a Emma (levei uma surra), escalada com graxa (acabei caindo de costas no chão), eu desfilando nos tiros, Andrew humilando geral no levantamento de peso, Matias explicando primeiros socorros e como aumentar a resistência (ele amava medicina) e até eu ajudando o pessoal a usar lógica numa briga, assim como a vez que ganhei do Andrew em uma briga de soco. No fim, nos demos o luxo de jantar juntos em um dos fast foods do campus. Nos sentamos juntos em uma mesa grande como se fizéssemos isso sempre, tipo melhores amigos e tals. Eu ainda estava enjoada depois de todas as pancadas que eu levei, então os outros foram buscar comida antes que eu. Foi quando Andrew continuou sentado na minha frente e falou a coisa mais legal que eu ja escutei dele:

- Ei, foi mal por sexta, eu vi como você ficou sem jeito com minha brincadeira e tipo, eu achei que você não ia ligar porque nunca liga, mas passei dos limites.

Eu continuei calada, muito surpresa, tão surpresa que meu cérebro não conseguia formular uma frase se quer. Na verdade eu basicamente não conseguia dizer uma palavra. Era como se eu não soubesse falar.

- Hmm... você não vai falar nada?

- Ah sim, eu só fiquei surpresa demais, você está sendo gentil, provavelmente vai chover.

Ele soltou uma risada genuinamente sincera, o que me fez sorrir.

- Talvez chova mesmo rainhazinha, mas aproveite enquanto eu sou legal. Vem, vamos manjare antes do seu grande dia.

- O que significa manjare em italiano?

- Procure um dicionário, não é você que sempre está enfiada na biblioteca?

- Espera, como sabe disso?

Ele me olhou e como era noite e ele não estava com os óculos de sol no rosto, eu pude ver a cor dos olhos dele. Era um azul tão bonito, parecia o céu no meio da tarde. Ele deveria parar de usar aqueles óculos porque esses olhos são ainda mais lindos que os do Matias. Aliás muito mais lindos.

- Rainhazinha, acho que isso nos diferencia bastante, você não sabe nada sobre mim, mas eu sei muito sobre você.

Então nós pegamos nosso lanche e nos juntamos aos outros, e aquela foi a noite mais agradável que eu me lembro ter em anos.


Notas Finais


um capítulo mais curtinho do que os últimos, mas não menosprezem sua qualidade e importância para a história!
obrigada por ler até aqui :)


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