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História Os Imparáveis - Capítulo 6


Escrita por:


Notas do Autor


demorei para escrever porque tinham muitos detalhes nesse capítulo.
espero que tenha uma boa leitura!

Capítulo 6 - Mergulho na minha aventura


Ok é segunda de manhã. Não surta, não surta, não surta! O meu despertador tocou às 7 como sempre e eu me arrumei super rápido. Stefany foi ainda mais rápida, pois havia acordado mais cedo devido à adrenalina do dia de hoje.

Saímos em disparada para o refeitório, pegamos uma bandeja, nos servimos e sentamos em uma mesa junto com Matias. Só percebi que todos estavam me encarando quando sentei na mesa.

- Hoje é o grande dia meninas! Como estão? - Perguntou Matias

Enjoada? Passando mal? Com pressão baixa? Super hiper mega nervosa?

- Empolgada. 

Eu não concordei com a afirmação de Tefy sobre nós, mas tinha mais o que pensar e só assenti como se meus sentimentos fossem iguais. Enquanto comíamos e conversávamos eu passava os olhos por todo o refeitório procurando por Andrew e Emma, afinal de contas a noite passada éramos como melhores amigos. Encontei eles em uma mesa no final do refeitorio, junto com um grupo composto por adolescentes de uns 16 a 17 anos. Interrompendo o que quer que Tefy estivesse tagarelando sobre, comentei:

- Ei pessoal, por que os Enaudini não estão com a gente?

- Maria, não é como se nós fôssemos uma família feliz, apenas treinamos juntos e ontem demos um tempo. Além do mais Andrew te odeia, e você sente o mesmo. 

- Ah, claro Tefy, sabia disso, eu só tinha feito uma piada.

Os dois riram e eu forcei um sorriso. A verdade é que eu não estava brincando, pelo contrário, comecei a gostar da idéia que Andrew não me odiasse. Noite passada ele foi tão legal comigo... mas no fim das contas ele é o mesmo Andrew de sempre, óbvio. Mas no fundo, eu espero que não seja assim.

Depois do café da manhã, não vi os irmãos italianos em mais nenhum lugar, até porque nem podia prestar atenção nisso. Matias nos levou para uma cúpula escura, e lá dentro estava cheio de garotos e garotas se aquecendo. Me concentrei tanto em olhar para o grande espetáculo que era toda essa galera reunida que nem percebi um menino se aproximar de nós. Ele provavelmente tinha a idade do Matias, tinha uma altura mediana (ou seja parecia um gigante do lado da Tefy), os olhos bem escuros e o cabelo curto, liso e preto, como o do Jacob em crepúsculo sabe? Ele se direcionou para Stefany e falou:

- Então, você é Stefany Fraënz?

- Eu mesma lindão!

- Bom eu serei seu instrutor nesse meio tempo, e caso você passe, serei na agência também.

- Nossa, agora sim tenho um motivo para tentar passar nisso!

Ele não pareceu desconfortável com o flerte, bem pelo contrário. Já eu e Matias ficamos envergonhados o bastante pelos dois. Isso era uma coisa que a gente tinha muito parecida, a nossa personalidade. Por essa razão era tão bom ser melhor amiga dele, ele entendia literalmente TUDO que eu sentia. 

- Vem Maria, vamos dar uma aquecida!

Acredito que tenha se passado uma hora de aquecimento, quando então se ouviu o som de uma trombeta seguido de uma voz.

- QUERIDOS ALUNOS, HOJE VIEMOS DESFRUTAR DESSE GRANDE ESPETÁCULO QUE É O TESTE. CRIANÇAS, VOCÊS ESTÃO PRESTES A VER HERÓIS SE FORMAREM!! ENTÃO QUERO VER OS GRITOS E OS APLAUSOS PARA OS MAIS NOVOS PARTICIPANTES DESTA PROVA!!!!!

O barulho foi tão alto que parecia um terremoto, e Matias teve que esperar a confusão acabar para poder falar comigo.

- Maria o segredo é se acalmar e apenas fazer o que sabe. Tire proveito das suas melhores habilidades e usa essa lógica que você tem guardada aí dentro da cabeça. Tenta aproveitar ao máximo, aprender e se divertir também, porque é isso que você precisa, fazer o que ninguém pensaria. Agora entra nessa fila e me orgulhe!

Antes de me juntar a galera, eu dei um abraço super forte no meu amigo, e então lhe deixei pra trás me misturando na multidão. 

Cada vez que alguém saía da cúpula, mais barulho era feito, até que a fila precisou dar uma segurada para controlar os gritos da plateia. Minha ansiedade estava a mil, não conseguia ver Tefy em nenhum lugar da fila, mas logo que saí, enxerguei-a e corri até ela. A única frase que escutei dela foi: 

- Insano né?

Quando eu olhei pra frente eu entendi o que ela queria dizer com isso. Estávamos dentro de uma bolha de vidro enorme, e na minha frente eu via árvores, rios, penhascos e montanhas. Era um cartão postal maravilhoso. Nós estávamos em cima de uma montanha, e podíamos enchergar tudo lá em baixo. Eu ousei me aproximar da borda e quando baixei meus olhos, vi um grande lago. Depois eu subi meu olhar para as arquibancadas e nossa, lá estavam todos os estudantes desde primário até o ensino médio. E pensar que todos eram órfãos que um dia lamentavam o terror que seriam suas vidas é meio que impressionante. Mais uma vez eu me peguei procurando por Andrew, não sei o motivo exato mas eu quero saber se ontem não foi um sonho ou algo do tipo. Eu espero que ele seja sempre legal comigo, pois foi tão bom. Foco Maria, agora não, sem pensar nisso. Eu me virei e falei para minha amiga.

- Muito insano mesmo.

- OK, TODOS OS NOSSOS BRAVOS SOLDADOS ESTÃO AQUI. VAMOS ÀS REGRAS: 1- NÃO PODEM MACHUCAR UM AO OUTRO, CASO O CONTRÁRIO SÃO DESQUALIFICADOS 2- SE PARAREM DURANTE MUITO TEMPO SEM CUMPRIR AS TAREFAS SÃO DESQUALIFICADOS. TAMBÉM PODEM PEDIR PARA DESISTIR USANDO O APITO EM SEU PESCOÇO. 3- NÃO PODEM PEDIR ASSISTÊNCIA MÉDICA, PARA ISSO PRECISAM DESISTIR. 4- O TESTE É INDIVIDUAL!!!

Achei meio cruel a regra 3, mas fazia sentido, já que estávamos sozinhos nessa.

- MONITORES IRÃO PASSAR E EXPLICAR PARA CADA GRUPO DE PESSOAS OS SEUS OBJETIVOS. PESSOAL DOS LADOS ESQUERDO E DIREITO, DEIXEM UM ESPAÇO ENTRE VOCÊS E O GRUPO DO MEIO.

Eu estava no meio, então vi as pessoas indo para a direita e deixando um corredor entre nós. Deve ter acontecido o mesmo com o lado esquerdo. Uma mulher então subiu em um banco na nossa frente e começou a explicar o que tínhamos que fazer.

- Uma pena que não podemos trabalhar em dupla. - Sussurrou Tefy

- Verdade.

- Gente prestem atenção! Para poder vencer o teste vocês tem que encontrar a saída desse lugar. À cada prova, vocês estarão um passo mais perto de encontra-la, então não desanimem. Haverá uma parte em que vocês terão que conseguir informações com alguém, então é bom saberem barganhar ou lutar. Naquelas matas tem muitos bixos e é perigoso sim, mas no rio que fica quase no fim da mata há um segredo que pode ajudá-los. Se chegarem lá, podem procurar, mas boa sorte tentando porque até hoje eu só vi duas pessoas não arregarem no meio da mata. Todos vocês terão direito a uma mochila, peguem comigo antes de pularem para o teste. Kits médicos e armamento vão ser encontrados logo quando descerem, mas se estão com fome, uma pena mesmo, procurem alguma fruta ou lidem com isso. Essas foram as instruções, prontos para cair dentro ou não?

- SIMMMM!!! 

Começamos a nos aproximar da mulher para pegar as mochilas, e quando ela chegou em mim parou e me disse:

- Hernández certo?

- É Maria, mas sim esse é meu sobremome.

- Reconheci os traços da sua mãe, faz muito tempo que não vejo ela.

- Pois é, eu também tenho esse problema.

Acho que ela entendeu a alfinetada e só se afastou. Parece que quando eu critico uma atitude errada da minha mãe todos acham que eu sou um monstro, e isso me da muita raiva. Então usei esse sentimento para nutrir minha adrenalina e ir com tudo nesse salto.

- PREPARADOS? 1... 2... 3... PULEM!

Com a mochila pendurada de frente para minha barriga, eu pulei de encontro com a água, bom tavel não direto com a água, eu trombei em algumas pessoas durante a queda. Muitos perderam a sua mochila durante o pulo e eu só agradeci pelo conselho do Matias de usar meu cérebro e usar a mochila de um jeito que nunca iria cair. Nadei com uma leve dificuldade, mas consegui sair do lago como uma das primeiras a fazer isso, e graças à minha velocidade, consegui pegar as minhas armas preferidas, as pistolinhas. Junto delas peguei um kit médico do qual botei na mochila, uma garrafa, um lápis e um caderninho, munição e um coldre duplo para guardar as minhas duas belezinhas. Depois desse meu pit stop, dei uma olhada para trás e vi que Tefy corria pegar um arco e flecha. Sabendo que até então minha melhor amiga estava bem, eu entrei na floresta.

Corri entre o mato até que me encontrei com uma parede de pedra. Provavelmente era parte de uma montanha daquelas sem sentido, que estavam apenas ali por estar e o pessoal só ia desviar para continuar caminhando na mata. Eu ia fazer o mesmo, porém me lembrei do que o Matias me falou: "fazer o que ninguém pensaria". Até então eu só tinha pegado papel e um caderninho para escrever algo de importante que acontecesse e que me ensinasse algo para usar depois, mas minha mente trabalhou, e tudo indicava que eu precisava escalar aquela montanha.

Botei minhas mãos e meus pés em uns pequenos buracos, e então botei em prática tudo que lembrava das explicações da Emma sobre isso no clube. Um garoto parou e ficou me olhando, até que disse:

- Típico da Hernández, fazendo uma burrada maior que a outra.

Então ele saiu andando. Devia ser algum dos amigos de Scott, mas me alegrou saber que era estúpida a ideia de escalar perante os olhos dos outros, isso significa que eu estava fazendo o certo.

Depois de quase cair por duas vezes, eu cheguei ao topo. Não demorei e corri pegar papel e lápis, então comecei a mapear toda a região. O público que conseguia me ver com mais clareza por estar nas alturas e não no mato, entendeu o que eu estava fazendo e muitos aplausos e gritos alegres ecoaram. Acredito que tenha sido pra mim pois todos apontavam na minha direção. Terminei meu desenho horroroso, mas que ao menos me ajudava a me locomover, e desci da montanha. 

Me orientando agora pelo meu mapa, eu seguia em direção à uma cachoeira. Em parte porque estava com sede, mas também queria dar uma olhada no lugar, verificar se não tinha algo suspeito por lá. Cheguei ao meu destino, e aparentemente alguns estudantes também. Todos enchemos nossas garrafas, a diferença é que eles foram embora logo depois disso, e eu fui olhar atrás da cascata. Confesso que me decepcionei, esperava uma caverna ou algo do tipo, mas tudo que tinha era um buraco retangular e aparentemente profundo. Eu coloquei a mão ali dentro e senti uma alavanca. Armadilha, esse foi meu primeiro instinto, mas o segundo instinto foi aquele de fazer o menos provável, o que ninguém arriscaria. Era 50% de chance para dar certo ou dar errado, e o que poderia dar errado. Antes que eu perdesse metade do dia pensando, puxei de uma vez a alavanca, e então outro buraco parecido se abriu, porem tinha um pergaminho dentro. Eu peguei e fechei com a alavanca novamente, soltei minnha garrafa no chão e abri aquela folha enrolada. Nela tinha cinco números: 3,1415. De cara eu reconheci que era o início do valor de pi, mas o qual era a utilidade disso? Embaixo dos números tinha uma frase meio borrada, mas eu entendi duas palavras que podiam me ajudar muito: procurar e rio. Minha mente voltou a trabalhar e relacionou tudo isso com o que a moça das instruções tinha dito "no rio há um segredo que pode ajudá-los" e as coisas começaram a fazer sentido. Aqueles números tinham algo relacionado com o rio, e esses eram segredos que eu não podia ignorar. Terminei a água da minha garrafa e então recarreguei mais uma vez e conferi se minhas pistolas estavam prontas para combate. Pegando meu caderninho com o mapa, comecei a seguir o caminho que levava ao rio misterioso, e como já foi alertado antes, a coisa iria ficar difícil apartir de agora.

Foi então que eu escutei o primeiro apito do dia. Me aproximei de um menino e perguntei pra ele se ele sabia o que havia acontecido. Ele respondeu que não. Então a voz do narrador do teste acabou tirando minha dúvida:

- TEMOS NOSSO PRIMEIRO ELIMINADO. DAVID DESISTE EM FUNÇÃO DE UMA FRATURA NA PERNA, BOA RECUPERAÇÃO GAROTO!

Me virando para o menino eu apenas disse: 

- Que vibe mais jogos vorazes.

Ele deu uma risada e seguiu seu caminho. Eu realmente falei em tom de piada, mas sentia que quanto mais tempo eu ficasse aqui dentro, mais perto da realidade seria essa piada.

Peguem uma pipoca pessoal, os jogos estão apenas começando.


Notas Finais


eu to amando escrever isso KKKKK
obrigada por ler até aqui :)


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