História Os instrumentos mortais - Sons dos Anjos - Capítulo 2


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Categorias As Crônicas de Bane, As Peças Infernais, Os Artifícios Das Trevas (The Dark Artifices), Os Instrumentos Mortais
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Aline Penhallow, Catarina Loss, Church, Clary Fairchild, Clary Fairchild (Clary Fray), Cristina Rosales, Drusilla Blackthorn, Emma Carstairs, Emma Carstaris, Irmão Enoch, Jace Herondale, James "Jem" Carstairs, Jem Carstairs, Jem Carstairs, Jessamine Lovelace, Jocelyn Fairchild, Julian Blackthorn, Julian Blackthorn, Kieran, Magnus Bane, Magnus Bane, Magnus Bane, Mark Blackthorn, Maryse Lightwood, Max Lightwood-Bane, Max Michael Lightwood-Bane, Octavian Blackthorn, Personagens Originais, Rafael Lightwood-Bane, Rainha Seelie, Robert Lightwood, Robert Lightwood, Simon Lewis, Tessa Gray, Tessa Gray, Tessa Gray, Tiberius Blackthorn
Tags Ação, Alec, Aventura, Caçadores De Sombras!, Cassandra Clare, Cassie, Clace, Clary, Herondale, Instrumentos Mortais, Izzy, Jace, Lightwoods, Lovelace, Luta, Magnus, Malec, Morte, Sangue, Shadowhunters, Simon, Sizzy
Visualizações 96
Palavras 2.821
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Sangue inocente


Fanfic / Fanfiction Os instrumentos mortais - Sons dos Anjos - Capítulo 2 - Sangue inocente

Antes que Dorian pudesse cruzar o resto do corredor, Jace correu em sua direção.

-Ei, ei, espera ai!! -Dorian parou onde estava, suas pernas travadas, a maçã em sua mão no meio do  caminho para a boca. - Está melhor?

Jace parou diante o garoto, seus cabelos úmidos como o do filho, talvez Jace tenha ido dar banho no menino e acabou tomando um também imaginou Dorian.

-Estou sim…

-Ah, ótimo, fico contente. Dorian, preciso que me conte o que houve… Se Estiver pronto, claro.

Dorian deu de ombros e fez uma careta, dar de ombros doía por conta dos ferimentos.

-Eu estava me preparando para entrar no instituto, quando algo me pegou pela nuca, tentei correr mas um chicote enrolou em meu tornozelo… cai e a figura cortou em algum lugar do meu corpo que eu não me lembro… Talvez a adrenalina não tenha deixado. A figura pensou que eu estava fraco demais pra lutar, arranhei sua cara e me livrei do chicote, sai correndo… ele me deixou ir porque deve ter pensado que eu iria morrer… foi isso.

-Não se lembra de mais nada? Nada que ele ou ela tenha dito?

Dorian pensou por alguns segundos franzindo o rosto.

-Ah, sim, sim… ele disse algo como “agora só faltam três", mas talvez falte quatro já que não morri… Mas não entendi o porquê, ele está matando crianças?

Jace estava pálido como um fantasma.

-O-OBRIGADO DORIAN, VOCÊ ACABA DE DAR UMA AJUDA E TANTO!

Jace saiu correndo com uma velocidade que poucos veriam. O menino Wahrheit balançou a cabeça confuso e voltou a andar.


***


Jace correu pelos corredores, quase derrubou um de seus sobrinhos no ato. Quando chegou ao escritório mandou uma mensagem para a Clave explicando tudo o que estava acontecendo, que o assassino de crianças estava mais à frente do que todos pensavam. Que faltam apenas quatro crianças e que em breve ele completaria isso… Ele iria fazer algo que ninguém sequer imaginava.


***


Se passaram meses, tudo estava incrivelmente tranquilo, os assassinatos pararam de repente como se nunca tivessem existido.

Mary completará oito meses em breve. A garotinha está linda, com dois dentinhos brancos decorando sua boca delicada, seus olhos são grandes e verdes como os da mãe. Seu cabelo é de um tom fogo brilhante e lindo, sua pele branca como leite e sardas espalhadas pelos ombros e rosto.

-Mary, Mary olha pra mim!!

Ethan completou seis anos a pouco tempo, seu cabelo cresceu mais e precisa ser cortado, o menino também deu uma espichada nesses últimos meses, seus olhos verdes com um leve tom dourado estão mais brilhantes e fortes.

Marysa olhou para o irmão enquanto batia palmas e resmungava algo que ninguém entendia. Ambos estão no quarto da menina, há vários brinquedos espalhados pelo local, em sua maioria chocalhos e mordedores. Mary está sentada no chão com o  irmão ao seu lado. Dorian está cuidando das crianças enquanto come uma pêra, Jace confiou no rapaz para que ele desse uma olhada nos filhos dele por alguns minutos, mas já havia se passado uma hora.

-Buuuu!!!! -Disse Ethan enquanto fazia uma careta para a menina.

Mary ficou séria e começou a ameaçar um choro, Dorian ficou alarmado pronto para acalmar a garotinha caso ela chorasse.

-Não, não, não!!!! Olha, olha!

Ethan se jogou no chão, mas acabou batendo a cabeça na madeira, o menino xingou baixo e começou a massagear a cabeça, isso resultou em uma Mary gargalhando e colocando as mãozinhas na boca. Ethan ficou feliz em não fazer a irmã chorar apesar da dor na cabeça.

-DORIAN! DORIAN! TRANQUE A PORTA! AGORA!

A voz de Raphael ecoava pelos corredores de um modo alarmante. Dorian correu até a porta e deu uma espiada pela mesma, caçadores que ele nunca vira estavam andando pelo instituto armados até os dentes.  O Wahrheit fechou a porta e a trancou, correu e pegou uma cadeira para colocar contra a mesma e dificultar a entrada de alguém.

-Ethan, pegue sua irmã, entre no banheiro e se esconda lá. NÃO TIRE OS OLHOS DELA!

Ethan fez o que o rapaz disse rapidamente, Mary estava com um de seus mordedores na boca babando no ombro do irmão. O mais velho dos Herondale entrou na banheiro e trancou a porta do mesmo. Ele colocou Mary no tapete e começou a espiar pela fechadura.

Começaram a forçar a madeira, de repente uma marca, a porta estava destrancada facilmente. Chutaram a mesma com força arrancando dos parafusos. Mary deu um pulinho assustada pelo barulho, mas não abriu a boca para chorar, é como se a garota soubesse o que estava acontecendo.

-Onde está a menina? -perguntou uma das vozes.

Dorian não respondeu, mas em suas mãos -Notou Ethan- havia uma adaga, ele mal tem treino, mas lutaria por Mary, assim como lutaria por Ethan.

Mais cinco caçadores entraram no local. Dois foram até Dorian enquanto outros três vinham em direção ao banheiro. O coração do Herondale começou a saltar. A porta foi destrancada facilmente com uma marca, Ethan tentou segurar a mesma, mas foi a mesma coisa que nada, ele é apenas uma criança.

-Olha só… Os filhos dos grandes caçadores Jace e Clary Herondale. Quanta honra! -Disse um homem alto e de cabelos cinzentos.

-DEIXE MINHA IRMÃ EM PAZ! -Gritou Ethan e partiu para cima do homem que apenas segurou os braços do menino.

-Pegue a garota, não a machuquem. -Disse uma mulher de cabelo platinado, com certeza aquele não é o verdadeiro tom de cabelo dela.

Um homem alto e musculoso andou até Mary e a pegou no colo arrumando sua roupinha que subiu. Mary continuou mordendo seu brinquedo, ela lançou um olhar para o irmão e bateu palminhas como se aquilo tivesse graça para ela.

-Ela é uma graça. -Disse o homem que a segurava. Ethan se debatia nos braços do homem que o segurava, ele não queria perder a irmã, ele acabou de ganha-lá.

-MARY, MARY!!! OLHA PRA MIM! MARY!!!!!

Mas já era tarde, o caçador já a estava levando. O Herondale podia escutar os gritinhos animados de Mary, lágrimas encheram seus olhos, e se fosse a última vez que iria ver a irmã? Se ela morresse a culpa seria dele. Algo foi posto entre seu nariz e boca, um cheiro forte queimou suas narinas e em segundos Ethan se sentiu sonolento.

-Diga a seus pais, que foi por uma boa causa.

E então largou Ethan no chão para que ele desmaiasse se sentindo confuso, culpado e sozinho.


***

Dorian puxou sua adaga, mas não com a mesma velocidade de um caçador experiente. Um dos homens a sua frente soltou uma risada caçoando do menino.

-Por que estão tentando nos matar? -Perguntou o garoto.

-Não vamos matar vocês, talvez a garotinha… São novos demais para entender. -Respondeu o caçador loiro, mas seu cabelo não tem o mesmo charme que os de Jace.

-Somos novos demais ou vocês são loucos demais? Estão fazendo escondido não é? Sinal que a ideia não é boa.

O homem olhou para o Wahrheit com raiva pura.

-A Clave jamais iria aceitar, é algo que pode dar certo ou errado. Aliás, como sobreviveu? Eu fiz questão de arrancar a maior quantidade de sangue que conseguisse. Te deixei para morrer!

-Fé. Coisa que vocês adultos precisam.

-Que se dane, já matamos um garoto número oito, aliás já matamos todos… Só falta a garotinha que está ali dentro.

-SAMUEL! -Repreendeu o outro homem.

-O que é? Ele não vai dizer nada. É apenas uma criança. Queria que não tivéssemos matado um menino número seis, Ethan Herondale está na palma de nossas mãos fácil, fácil. Eu iria adorar arrancar aqueles cabelos loiros.

Isso foi demais para Dorian que arremessou sua adaga em direção ao homem, a arma passou rasgando seu braço esquerdo. O menino puxou uma outra menor em seu bolso e se preparou para jogar quando algo acertou sua nuca o fazendo cair sem jeito no chão.

-Me mate de uma vez! -A visão de Dorian estava começando a ficar turva.

-Não, não, não… Você vai ficar vivo assim como Ethan vai, quero que cresçam sentindo a culpa de não terem conseguido salvar um bebê. E vou deixá-los vivos para que possam nos agradecer no futuro e nos chamarem de heróis.

Dorian fez uma cara repulsiva para o homem, ele jamais o chamaria de herói, naquele momento, Dorian prometeu para si mesmo que treinaria eternamente e caçaria esse homem no inferno se possível para vingar a morte da Herondale.

O garoto ainda estava quociente quando um homem passou com Mary no colo, ela olhou para o Wahrheit e deu um tchauzinho com a mão livre já que a outra segurava um brinquedo no qual ela estava mordendo. Segundos depois da menina passar da porta, Dorian desmaiou.


***


Clary entrou no instituto e achou tudo muito calmo, tudo muito silencioso. Lançou um olhar para os companheiros, Isabelle, Simon, Alec e Jace que estavam com a mesma sensação. Todos começaram a correr gritando o nome dos respectivos filhos. Clary foi direto para o quarto da filha com Jace ao seu lado.

A mulher não teria saído do instituto se a missão não fosse tão urgente, deixou Raphael e mais dois caçadores cuidando das crianças, mas pelo visto não foi o suficiente.

Quando entrou no quarto de Mary, Dorian estava no chão adormecido, a adaga a trinta centímetros de sua mão. A porta do banheiro estava aberta, Clary correu até a mesma e encontrou o filho adormecido no chão, havia lágrimas úmidas em suas bochechas.

-JACE!!!!

Jace correu até o banheiro e viu a mesma imagem, ele pegou o menino no colo e acariciou sua bochecha, Clary estava paralisada, onde estava a filha? Ela devia estar com Dorian ou Ethan.

-Onde… MARY! FILHA!!! -Começou gritar o Herondale.

Simon e Alec entraram no cômodo e olharam para cena.

-Vocês viram Mary em algum lugar??? -Clary estava começando suar frio.

-Não… -respondeu Alec dando uma olhada para Simon que também balançou a cabeça negativamente.

Os joelhos dela cederam e seus olhos encheram de lágrimas, Clary não sabia o que fazer. Sua filha havia sido levada e seu filho iria viver com a culpa nas costas se a garota fosse morta. Algo estalou no fundo da mente de Clary a fazendo ter forças para levantar e correr pelo quarto atrás do pente de cabelo da filha.

-RASTREAMENTO, EU POSSO RASTREÁ-LA!

Encontrou rapidamente, Clary retirou um fino fio de cabelo e colocou na palma, nas costas da mão aplicou uma marca simples e fechou os olhos. Clary podia ver a filha sentada em um tapete com diversos brinquedos a sua volta, o local é escuro apesar de parecer uma casa de madeira… Clary sabia onde isso ficava.

-Ela está em uma das casinhas de acampamento de férias que foi abandonado a muitos anos atrás! Eu sei onde ela está!!!!

Jace se levantou rapidamente e se pôs do lado da mulher.

-Alec, fique aqui com Isabelle e chame Magnus, proteja esse lugar! Clary, Simon e eu iremos atrás dela. Por favor, irmão.

-Tudo bem, tomem cuidado.

E com isso os três saíram disparados para tentar salvar Marysa Herondale.


***


A grama estava alta demais notou Clary. Simon está com uma flecha encaixada em seu arco, Jace com uma espada longa e Clary com uma espada curta, sem tirar as diversas facas e lâminas serafim que os caçadores carregavam consigo.

Os três estavam escondidos atrás de algumas árvores, havia fumaça saindo da casinha de madeira.

-Por que ainda não atacamos? -Perguntou Simon com o tom de voz baixa.

Dois homens passaram carregando barris cheio de um líquido grosso.

-Aquilo é…? -Começou Clary.

-Sangue. -Concluiu Jace.

Os homens entraram na casa, havia pelo menos dez pessoas ali dentro, o grupo não é grande, Jace, Clary e Simon dariam conta.

-Por que dois barris? -Perguntou Clary.

-Um deve ser de sangue feminino e o outro sangue masculino… -Respondeu Simon.

De repente começaram a escutar algo como gritos de protestos, Clary reconheceu no mesmo segundo. Mary sempre dava esses gritos quando não gostava de ser pega no colo ou quando a obrigavam a comer verduras. A menina está irritada.

Clary saiu correndo em direção a casa, pode escutar os gritos de protesto de Jace ou Simon, não soube dizer ao certo. A mulher chutou a porta que arrebentou, se ela fosse fazer isso a anos atrás, quebraria a perna e não a porta.

A primeira imagem que Clary teve foi de cinco caçadores a encarando e os outros quatro partindo para cima dela. Quando a mulher estava prestes a se proteger uma flecha passou zumbindo por seu ouvido e logo em seguida outra, elas acertaram em cheio o peito de dois caçadores que caíram no chão feito sacos de batata.

Girando a espada na mão ela foi para cima dos outros dois. Deu uma leve pirueta, a lâmina de sua espada cortou a garganta de um dos inimigos. Algo acertou sua panturrilha direita e Clary perdeu o equilíbrio caindo de joelhos. Uma mão segurou seu cabelo e algo foi posto contra seu pescoço.

Sua cabeça foi virada para que ela visse Jace lutando contra dois caçadores. Simon acertou mais um no peito com sua flecha, mas acabou desistindo de seu arco e foi para luta corporal.

-PAREM! -Disse uma voz saindo das sombras.

O coração de Clary começou a acelerar, era um homem alto, muito alto, seu cabelo preto começando a desbotar por conta dos fios brancos que estavam começando a nascer. Usava o uniforme dos caçadores, mas não foi isso que fez o peito de Clary acelerar, e sim o fato de ele estar segurando sua filha.

Ao ver a mãe, Mary esticou os bracinhos e se jogou para frente pedindo colo. O homem colocou a mão na frente da menina e a segurou firmemente. A garotinha virou a cabeça e viu o pai ofegante segurando uma grande espada e o tio com duas espadas nas mãos.

-Mary, ei… Tá tudo bem amor, tá tudo bem. -Disse Clary.

-Está tudo bem mesmo. Eu não queria que tivessem que ver a morte da filha de vocês, não sou um monstro… Mas como vieram até mim…

O rapaz andou com Mary e a colocou sentada em uma mesa, ao lado dela uma espada grande, porém sua lâmina estava quebrada no meio, Jace e Clary se olharam alarmados. Essa espada é um dos instrumentos mortais. O que eles pensam que estão fazendo?

-Ah… seremos chamados de heróis quando a espada tiver sido reconstruída. Todos caçadores irão entender que sacrifícios precisaram ser feitos. -Disse o homem.

Os barris foram abertos e o cheiro de sangue pelo local se tornou presente, Mary observava calada, algo estava começando a assusta-la. Clary se remexeu, mas isso só fez a lâmina rasgar sua pele na superfície.

O homem começou a dizer algo em outra língua. Que ninguém entendeu. Os barris começaram a tremer, a espada a brilhar e Mary revirar os olhos caindo sem consciência. Clary soltou um grito cortante. O homem pegou a espada nas mãos ainda dizendo as palavras esquisitas e mergulhou a mesma nos barris, a espada brilhou ainda mais forte. Clary sentiu uma energia forte, porém negativa, aquilo não é magia pura, é magia negra.

De repente a faca que estava na garganta de Clary sumiu, os homens foram arremessados para parede, inclusive o que dizia o ritual.

Na porta estava Magnus Bane com sua magia azul. Jace aproveitou a vantagem e apunhalou seus oponentes, Simon fez o mesmo, já Clary correu até a filha.

Mary está desacordada, seu corpinho mole e sem resposta. Clary pegou a menina no colo e começou a acariciar sua bochecha.

-MAGNUS!!!!!!!!

Magnus correu até as duas, ele não ousou puxar Mary dos braços da mãe, Clary o mataria. O feiticeiro tocou a testa da menina com algumas faiscas azuis nos dedos, Mary abriu os olhos e o que eles viram ali os surpreenderam. Os olhos da menina estavam brancos, completamente brancos, não havia íris. Clary entrou em desespero e mexeu no rosto da menina tentando fazer algo que desfizesse aquele feitiço.

-O que é isso? -Perguntou Clary.

-Eu…

Magnus em resposta tocou novamente a testa de Mary, faísca azul se espalhou pelo corpo dela, quando a criança piscou, seus olhos voltaram ao verde e a menina abriu um choro de agonia. Clary a abraçou e acariciou seus cabelos.

Jace já estava ao seu lado, o homem abraçou as duas, Magnus se afastou para dar privacidade ao casal.

-Vai ficar tudo bem, vai ficar tudo bem…

Repetia Clary sem parar enquanto tentava fazer Mary se acalmar.

-Vamos, temos que levar ela até os irmãos, eles vão saber o que fazer. -Disse Jace firmemente.

O casal se retirou sem olhar para trás, a prioridade era a criança, eles mal perguntaram o que Magnus estava fazendo ali.

-Acha que ela vai ficar bem? -Simon estava caçando suas flechas pelo local.

-Sim vai, mas… A algo diferente… Tem alguma coisa nela…

-Como assim?

-Não sei… -Magnus balançou a cabeça- deve ser loucura minha, melhor irmos, antes que Isabelle e Alexander surtem.

Simon balançou a cabeça positivamente. Ele pegou uma folha e uma caneta, escreveu algo rapidamente e fez uma marca no papel que pegou fogo.

-Avisei a Clave. Eles virão em breve. É melhor irmos.

E com isso ambos saíram da casinha deixando os inimigos desacordados.



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