História Os instrumentos mortais - Sons dos Anjos - Capítulo 28


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Categorias As Crônicas de Bane, As Peças Infernais, Os Artifícios Das Trevas (The Dark Artifices), Os Instrumentos Mortais
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Aline Penhallow, Catarina Loss, Church, Clary Fairchild, Clary Fairchild (Clary Fray), Cristina Rosales, Drusilla Blackthorn, Emma Carstairs, Emma Carstaris, Irmão Enoch, Jace Herondale, James "Jem" Carstairs, Jem Carstairs, Jem Carstairs, Jessamine Lovelace, Jocelyn Fairchild, Julian Blackthorn, Julian Blackthorn, Kieran, Magnus Bane, Magnus Bane, Magnus Bane, Mark Blackthorn, Maryse Lightwood, Max Lightwood-Bane, Max Michael Lightwood-Bane, Octavian Blackthorn, Personagens Originais, Rafael Lightwood-Bane, Rainha Seelie, Robert Lightwood, Robert Lightwood, Simon Lewis, Tessa Gray, Tessa Gray, Tessa Gray, Tiberius Blackthorn
Tags Ação, Alec, Aventura, Caçadores De Sombras!, Cassandra Clare, Cassie, Clace, Clary, Herondale, Instrumentos Mortais, Izzy, Jace, Lightwoods, Lovelace, Luta, Magnus, Malec, Morte, Sangue, Shadowhunters, Simon, Sizzy
Visualizações 74
Palavras 2.854
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 28 - Matilha


Fanfic / Fanfiction Os instrumentos mortais - Sons dos Anjos - Capítulo 28 - Matilha

Depois de chegar da biblioteca Dorian colocou Mary na cama, ela estava desacordada mas os cabelos e pele estavam começando a ganhar vida. Uns minutos depois Beatrice apareceu no quarto, com uma calça jeans preta, botas, o cinto de armas, um cropped preto e jaqueta verde. Seu cabelo estava solto como um véu em torno do rosto, e seus olhos voaram para a menina na cama.

-Dorian, eu volto em menos de duas horas. - disse ela, colocando um galho de planta na orelha da Herondale. - Minhas malas estão prontas, quando eu chegar nós já podemos ir.

Dorian assentiu com a cabeça, a menina anotou algo em um papel e entregou para ele, que olhou curioso.

-Meu número, caso aconteça algo. - disse e saiu pela porta.

O Warheit esperou dez minutos, o tempo que a menina deveria levar para sair do instituto e chamou Ethan.

-Eu vou procurar uma coisa na biblioteca e ver se não esquecemos nada aqui. - disse ele. - Cuide de Marysa até eu voltar e qualquer coisa me ligue, tudo bem?

Ethan escondeu um sorriso malicioso e concordou com a cabeça, ele sabia exatamente o que o parabatai ia fazer. Dorian correu até o quarto de Beatrice, abriu a porta com uma runa e puxou uns fios de cabelo da sua escova colorida, colocando-os na mão direita, desenhou a runa de rastreamento e a viu seguindo para um parque. Ibirapuera dizia a placa.

Chamou um táxi e em minutos estava no parque, pagou o motorista e desceu. Ao entrar no parque rastreou a DiAngelo de novo, viu que ela estava em uma espécie de solar perto de um lago. Ao encontrar o começo do lago foi seguindo até encontrar o solar, se escondeu em um arbusto e esperou. Ao lado da DiAngelo surgiu um lobo enorme de pelos pretos com uma jeans na boca, ela não pareceu se importar e segurou um envelope pardo nas mãos, que Dorian só tinha notado a pouco tempo. O lobo se transformou em um homem negro, alto e de cabelos cacheados que formavam uma coroa em volta da sua cabeça. Vestiu a calça que segurava na boca e a abraçou, Dorian reparou que ela estava imóvel.

-Bom dia, Bea. - disse ele, se afastando. - O que aconteceu?

-Eu preciso viajar, recebi uma missão da Clave. - disse ela, distante. - Eu não pretendo voltar.

-O que você quer dizer com isso Kuroki?- perguntou o homem cruzando os braços sob o peito.

-Eu falei para você nunca mais me chamar desse jeito, Rafael. - disse ela. Dorian imaginou se esse seria seu nome mundano. - Não quero deixar nenhuma ponta solta, temos assuntos a resolver. Quero terminar com você.

-Eu protegi sua família e agora você quer terminar comigo? - disse o homem irritado.


- Quem te ouve dizendo isso pensa que eu te obriguei a fazer algo. - rebateu Beatrice, o tom de voz calmo dera lugar a frieza. - Você protegeu a minha família porque eu te ajudei a aceitar quem você é! Você só está vivo agora graças a minha ajuda, eu não devo nada a você!


-Mas eu pensei que você me amasse.


-Você não tem moral para falar de amor Azrael.- disse ela jogando o pacote pardo em cima dele, fotos voaram ao vento, Dorian não precisava ver o conteúdo para saber que eram provas. - Você escondeu de mim que tinha uma família, você me usou para trair sua esposa... DEPOIS DE TUDO O QUE EU TE DISSE, VOCÊ TEVE CORAGEM DE MENTIR PRA MIM AZRAEL!


-Você me abandonaria se soubesse que eu era casado, você estava apaixo...- antes dele conseguir terminar, DiAngelo deu um tapa em seu rosto, deixando a mão marcada na pele morena.


-Eu não abandono pessoas, eu fui treinada para ajudar independente dos meus sentimentos, eu sou um soldado. - disse ela, se afastando. - Se tem algo de que eu me arrependo, é de ter perdido meu tempo com você. Existe uma pessoa que realmente precisa de mim, é essa pessoa não é você. Não me ligue mais. Não me procure mais. Não quero mais ver a sua cara.


-Eu sou o líder da matilha de São Paulo, você vai precisar falar comigo DiAngelo. - respondeu ele, com sarcasmo. - Não tem como fugir disso.


- Para a minha sorte e a sua, o responsável pelo Instituto é o Pedro.

Dito isso, Beatrice saiu de perto do lobisomem e caminhou lentamente até a porta do parque. Dorian a seguiu imediatamente, com todo o silêncio que podia, apesar de que se um caminhão atropelasse Beatrice ela não ouviria, já que estava perdida em pensamentos. Tão distraída que não viu os três lobos que vinham no encalço dela.


-Droga. - praguejou Dorian, tirou duas facas de arremesso dos bolsos e mirou nos lobos da frente, tomando cuidado para não acertar nada vital, o Warheit acertou os animais nas patas, impossibilitando o ataque à DiAngelo.


-WAHRHEIT? - exclamou ela, tirou duas lâminas da bolsa e as batizou. - Gabriel! Miguel!


Esquivou do lobo que Dorian não conseguiu prender e o acertou nas costas, fazendo o mesmo cair grunhindo no chão. Dorian se aproximou dela, vasculhando a área a procura de outros lobos.


-O que você estava fazendo aqui? Mary precisa de você, eu te pedi que ficasse de olho nela. - disse Beatrice, irritada.


-Ethan era capaz de cuidar dela sozinho, eu...- Dorian não sabia o que dizer sem que parecesse que se importava o mínimo que fosse com a brasileira. - Eu precisava ver o que era tão importante para te tirar da sua missão de salvar Mary. Percebi que não era nada demais no final das contas.
 
Antes de Beatrice começar a xingá-lo, um lobo surgiu por detrás de Dorian, ela empurrou o caçador para o chão e foi derrubada pelo lobo, que a arranhou no ombro. Beatrice começou a gritar de dor enquanto o lobo , que ainda estava em cima dela, se transformou em homem.


-Veremos se você vai conseguir fugir de mim agora, Bea. disse ele, beijando o corte que fizera. - Você vai ser para sempre minha.


Se levantou num pulo e transformado novamente em lobo, correu parque afora junto com o resto dos lobos. Dorian por sua vez ficou completamente irado, pegou sua última faca no cinto e arremessou, a mesma acertou em cheio o lobo em sua lateral fazendo o bicho cair e rolar pela grama. O Wahrheit pensou em correr atrás para finalizar seu serviço como sempre, mas os gemidos de dor da DiAngelo o fez ficar, quando olhou para onde o lobo devia estar novamente, ele já havia sumido.


-SUA IDIOTA!- gritou Dorian, correndo para socorrê-la. DiAngelo tinha lágrimas nos olhos, ele não sabia dizer se de dor, raiva ou medo. Pegou sua estela do bolso e desenhou iratzes na pele bronzeada da menina, que aos poucos foi parando de tremer. Mas as iratzes não iriam curar a licantropia, pensou Dorian preocupado.


-Foi assim que eu o encontrei, nesse mesmo parque anos atrás. - sussurrou ela, o rosto era puro ódio. - Eu o salvei, dei um lar para ele...E agora sou paga com traição.


-Eu não sabia disso...Sinto muito. - disse o loiro.-Nós precisamos voltar pro Instituto, podemos te tratar melhor lá.


-Se eu for ao instituto já estarei infectada. - disse Beatrice, se levantando. - Preciso descer até o lago.


Juntos, os dois foram até o bosque, ela se sentou na beira do lago, cortou a palma da mão com a lâmina de Serafim e deixou o sangue escorrer, caindo na água e fazendo a mesma se mover. Dorian já ia perguntar o que ela estava fazendo, quando uma fada apareceu.
Ela tinha a pele esverdeada e os olhos brancos, como os de Mary quando ouvia os anjos, seus cabelos eram vermelhos sangue e sua expressão tranquila deu lugar à de pânico quando olhou para DiAngelo.

-Ninfa…

-Beatrice! - exclamou a fada, que segurou a caçadora quando a mesma tombou para a frente. - O que aconteceu? Você aí, o que houve com a minha filha dos anjos?

- Azrael a atacou, ela precisa de ajuda.


-Isso eu já posso perceber, caçador.

A fada olhou preocupada para a menina, ergueu a mão sobre o corte no ombro da DiAngelo e aos poucos Dorian viu um líquido preto viscoso saindo de dentro dela. Podia sentir a parcela demoníaca naquilo. Quando terminou, Ninfa jogou o líquido preto na parte asfaltada que existia antes da grama que dava ao lago, e na mesma parte o asfalto foi derretido.

-A doença não vai transformá-la, eu tirei todo o veneno da ferida. - disse a fada, entregando Beatrice para Dorian que a pegou com facilidade nos braços. - Pode desenhar mais de seus símbolos nela agora, mas leve-a para casa imediatamente.

Dorian fez o que a fada pediu, marcou DiAngelo com outras runas e a ergueu nos braços, já acostumado em carregar a Herondale, foi até o portão 10 e procurou um táxi, com cuidado entrou com Beatrice no banco de trás, encostando-a no seu peito, deu o endereço do Instituto ao taxista que olhava curioso, e partiram para casa. Ele pagou o taxista e o confundiu com uma marca, tirou Beatrice do carro nos braços e a levou porta a dentro.


-Pelos fundos. - sussurrou ela, sonolenta. - Pedro não pode me ver assim, por favor Dorian.
Ele quase viu Mary em seus braços, tentando esconder seus machucados de batalha do pai preocupado. Deu a volta e entrou pelos fundos, sem fazer barulho foi até o quarto da DiAngelo, abriu a porta, entrou e trancou a mesma.

   Deitou a garota na cama, tirou a camiseta manchada de sangue e a jogou no lixo, tirou seus sapatos sujos de lama e colocou no banheiro, deixando-a só com a calça jeans preta e o sutiã de renda da mesma cor. Dorian tentou desviar o olhar, pegou a caixa de primeiros socorros e limpou o sangue seco do ombro e pescoço de Beatrice, que tremeu.

-Obrigada. - disse ela, ficando vermelha. - Por me salvar.

-De nada. - respondeu ele, jogando o algodão molhado no lixo. Pegou o termômetro e colocou de baixo do braço dela.- Me...Desculpe por te seguir, talvez tenha sido invasivo demais da minha parte.

-Talvez? - riu ela. Dorian tirou o termômetro, a temperatura estava normal. - Se você não fosse tão curioso e mandão eu estaria infectada agora. Eu sei que você acha que não estou me esforçando o suficiente para ajudar Marysa...Mas eu adiantei minhas pesquisas antes de vocês chegarem Dorian, só temos uma chance, mas vamos salvar sua Mary.

-Minha Mary? - perguntou ele, curioso. Que Dorian nutria grande amor por Mary era de se notar, mas a chamar de sua era exagero. A não ser que…

-Vocês dois ficam bem juntos, a cumplicidade de vocês é linda. - disse DiAngelo, sentando na cama. Dorian começou a rir, fazendo-a se assustar. - Pelo anjo, você sabe rir?

-Só quando as pessoas são patéticas. - disse ele, e antes de Beatrice se ofender, continuou. - Mary é minha sim, minha protegida. Me sinto eternamente obrigado a protegê-la, ela e Ethan são como irmãos para mim. E quão errado isso seria? Sou quase dez anos mais velho que a Dale, se fôssemos mundanos, eu seria preso, certo?

Ao ouvir isso Beatrice deu um sorrisinho quase imperceptível, menos para Warheit.

-Sim, seria. Eu preciso tomar um banho. - disse ela, levantando-se devagar. - Mas não precisa ir embora, se não quiser.

-Vou esperar você sair do banho, só por garantia. - respondeu ele, se jogando na cama. - Se você cai no banheiro, bate a cabeça no chão e morre, quem vai ajudar Mary?

Beatrice mostrou o dedo do meio para ele e entrou no banheiro, levando consigo uma toalha verde. Mal tinham se passado dez minutos, a garota deu um grito, fazendo Dorian entrar correndo no banheiro, que parecia uma sauna de tanta fumaça. De costas para ele, estava Beatrice, nua, os cabelos pretos como uma manta nas costas, a bunda com marcas de sol e a água escorrendo.

-Você é idiota? Porque gritou desse jeito? - disse ele, ainda olhando para ela.

Ela apontou para as costas, no ombro direito uma lagartixa minúscula estava grudada. Dorian riu e se aproximou, tirou a faca de arremesso do bolso e  arrancou o animal com a ponta dela, o pegou na mão, entrou no box com Beatrice e jogou a lagartixa pela janela do banheiro.

-Satisfeita? -  perguntou ele, virando para encará-la. Os cabelos longos cobriam os peitos, fazendo-a parecer uma das indias das pinturas na sala de Pedro. - Agora estou todo molhado, parabéns DiAngelo.

Beatrice pegou o chuveirinho e o abriu em Warheit, que se molhou de verdade. Ela riu da cara de surpreso que ele fez, desligou o chuveiro, se enrolou na toalha e foi para o quarto. Antes de abrir o guarda roupa, foi puxada para trás e sentiu o corpo de Dorian junto ao seu. Nas portas espelhadas, ele estava sem camisa, a calça sumirá e o cabelo completamente encharcado, dando um ar de bad boy ao loiro.

-DiAngelo...Você não deveria ter feito isso. - sussurrou ele em seu ouvido.

-Não? - perguntou Beatrice, se virando para encará-lo. - Porque não?

-Por isso. - respondeu ele, a ergueu nos braços e jogou na cama. Ele montou em cima dela, como fazia em Mary, mas dessa vez prendeu os braços de Beatrice acima de sua cabeça, surpreendendo-a. - Você fica tão bonitinha assim, quieta.

E então ele a beijou com ferocidade, antes que ela pudesse dar qualquer resposta.


***


Mary abriu os olhos lentamente, Ethan estava brincando com sua faca quando percebeu o suspiro forte da irmã. Ela estava em um tom meio esverdeado, parecia que iria vomitar. O rapaz correu e pegou o lixo que estava no canto do quarto e entregou rapidamente para a irmã que colocou tudo para fora. Ethan segurou seus cabelos e acariciou suas costas com a outra mão. Ao terminar, Ethan pegou o balde da mão dela e colocou no canto do quarto novamente. Mary se afundou na cama, seus olhos pareciam pequenos e pesados.

O Herondale encostou as costas da mão na testa da irmã, ela estava ardendo em febre, Mary esticou a mão para retirar o galho que estava em sua orelha, mas Ethan não permitiu.

-Beatrice pediu que deixasse aí.

Mary não respondeu, só puxou as cobertas para junto ao corpo até seu pescoço para tentar se aquecer, seu corpo começou a tremer.

-Mary, fale comigo.

-S-só e-estou com frio…

-É a febre, quer que eu faça uma iratze?

Mary balançou a cabeça positivamente. Mas ao pegar a estela na mão, Ethan parou. Mary o olhou confusa.

-Depois de toda crise você fica com febre… -Disse mais para si do que para a menina. - A febre é por causa do excesso de sangue celestial em você. É seu corpo tentando expulsar esse lado angelical… É como quando o papai estava com fogo celestial, ele não sabia controlar, acabava ferindo os outros. Com você é o contrário, a febre é seu corpo recusando tudo isso…

-N-não vai fazer a iratze?

-Vou, sempre fizemos e nunca interferiu em nada, mas irei dizer isso à Beatrice.

Ethan retirou o cobertor da menina e fez a marca em seu pescoço. Mary suspirou agradecida, O Herondale a cobriu novamente, em seguida a porta foi aberta. Dorian e Beatrice passaram por ela, ambos de cabelos molhados e somente Beatrice de roupa seca. Já que as de seu parabatai estavam úmidas.

-Explico depois -Disse Dorian reconhecendo o olhar de Ethan.- ei Dale, acordada?

A menina deu um leve sorriso.

-Ainda.

Os três se olharam. Ethan disse antes de todos.

-É a febre, ela não sabe o que está falando. Vou pegar as coisas e ligar para Magnus.

Beatrice e Dorian balançaram a cabeça positivamente.

O Wahrheit pegou uma cadeira e colocou ao lado da cama, se sentou na mesma e esticou a mão para Mary que colocou somente os dedos para fora tocando a palma calejada da mão do rapaz.

-E-eu li em um dos livros em Londres, que dizem que o Inferno é gelado, talvez seja, nunca senti tanto frio na minha vida.

-Você não vai para o inferno, Dale. Você é doce demais para que isso aconteça, boa demais.

Mary revirou os olhos irritada, não queria escutar a pena na voz de ninguém, não estava com paciência para isso.


***


-Astaroth!

Disse um rapaz entrando na caverna com seu uniforme de caçador e sua foice nas mãos. Astaroth pareceu não ter gostado nadinha do tom de voz do rapaz, pois quando se virou, seus olhos estavam em vermelho sangue.

-Nephilim, onde está a garota?

-No Brasil, mas voltará hoje mesmo. E como não quero mais esse fardo nas minhas mãos, trarei ela hoje. Só há um problema, pelo que escutei ela está fraca, será difícil retirá-la do instituto sem ter um monte de pombo em cima. -Anunciou Lucas.

-Muito bem, de a poção à ela. E quando estiver pronto. Toque esse sino, o resto deixe comigo.

Astaroth jogou um pequeno sino ao rapaz que cabe em seu bolso.

Lucas sorriu.

-Como queira.

-A diversão vai começar. -Disse o demônio com um sorriso de orelha à orelha.



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