História Os instrumentos mortais - Sons dos Anjos - Capítulo 33


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Categorias As Crônicas de Bane, As Peças Infernais, Os Artifícios Das Trevas (The Dark Artifices), Os Instrumentos Mortais
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Aline Penhallow, Catarina Loss, Church, Clary Fairchild, Clary Fairchild (Clary Fray), Cristina Rosales, Drusilla Blackthorn, Emma Carstairs, Emma Carstaris, Irmão Enoch, Jace Herondale, James "Jem" Carstairs, Jem Carstairs, Jem Carstairs, Jessamine Lovelace, Jocelyn Fairchild, Julian Blackthorn, Julian Blackthorn, Kieran, Magnus Bane, Magnus Bane, Magnus Bane, Mark Blackthorn, Maryse Lightwood, Max Lightwood-Bane, Max Michael Lightwood-Bane, Octavian Blackthorn, Personagens Originais, Rafael Lightwood-Bane, Rainha Seelie, Robert Lightwood, Robert Lightwood, Simon Lewis, Tessa Gray, Tessa Gray, Tessa Gray, Tiberius Blackthorn
Tags Ação, Alec, Aventura, Caçadores De Sombras!, Cassandra Clare, Cassie, Clace, Clary, Herondale, Instrumentos Mortais, Izzy, Jace, Lightwoods, Lovelace, Luta, Magnus, Malec, Morte, Sangue, Shadowhunters, Simon, Sizzy
Visualizações 39
Palavras 1.799
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 33 - Conversa


Fanfic / Fanfiction Os instrumentos mortais - Sons dos Anjos - Capítulo 33 - Conversa

Jordan caminhou pelos corredores gelados sem abrir a boca. A última vez que viu Mary, ela estava sendo controlada por Astaroth. Depois disso não se lembra de muita coisa, apenas da dor cortante em seus ossos.

Chegando em seu quarto, Jordan reparou que Mary estava com o peito subindo e descendo lentamente, onde estão suas runas? No lugar apenas há carne exposta e muito sangue. O Lightwood engoliu a seco, se esqueceu que a remoção das marcas é feita por uma lâmina. Não retiram suas runas com métodos indolores. Eles arrancam sua pele. Jordan suspirou um pouco aliviado ao perceber que a Herondale não estava lá com muitas runas pelo corpo. Mas mesmo assim, isso lhe causou náusea.

“Pode se sentar ao lado dela, Marysa irá lhe escutar.”

O rapaz fez o que lhe foi dito, se sentou ao lado de Mary e esticou seu braço para acariciar seus cabelos. Olhou de novo para o irmão, notou que todos os outros membros da irmandade os deixaram a sós. Só estava um que lhe acompanhou até ali.

-Mary…

A menina suspirou, e seus olhos se movimentaram por baixo das pálpebras. Isso é um bom sinal, sinal que ela o ouvia.

-Mary, sou eu, Jordan. Eu sei que está cansada. Eu mais do que ninguém sei que você está, que tudo o que mais quer agora é paz, sente medo de voltar, não é? Sente medo que todas aquelas dores irão voltar, que você não vai aguentar… Mas escute só, acabou. Não tem mais Mary doente. Não tem mais anjos na sua cabeça. Não tem mais Astaroth ou líquidos que fazem você dormir para não sofrer acordada. Agora tem toda sua família aqui fora esperando por você… E tem eu…

Jordan não sabia se estava escolhendo as palavras certas, ela deixou bem claro que não estava nem aí para ele. Que não sente o mesmo…

-Tem eu, Mary. Estou aqui fora te esperando, como sempre esperei. Eu não sei se vou ser capaz de aguentar viver sem você aqui. Sem você correndo pelos corredores do instituto, batendo na minha porta de madrugada porque não consegue dormir, competindo com seu irmão para ver quem come mais panquecas, se arriscando nas barras ou dando uma de teimosa para cima do seu pai, um cara que consegue ser mais teimoso que você. -Jordan sorriu.- Não quero viver em um mundo onde você não esteja, será torturante olhar para alguém de cabelos ruivos e saber que não é você. Droga, Marysa Herondale. Eu te amo. Eu te amo tanto que palavras não seriam capazes de descrever o que sinto. Eu daria minha alma e sangue por você, dei uma parte já… e sinto que tudo isso não foi o suficiente, se quiser voltar, estarei de braços abertos te esperando assim como o resto de sua família. Mas se quiser ficar aí, tudo bem também. Você decide isso, é a sua escolha, quer paz? Tire sua paz. Fique, sorria, aproveite, mas prometa que esperará por mim… P-porque…

Lágrimas começaram a brotar dos olhos do Lightwood. Ele quer tanto que ela fique, é uma decisão tão egoísta depois de tudo que a menina passou… Mas Jordan quer fazer a diferença, quer mostrar para Mary que o mundo não é só dor e sofrimento e que ele pode trazer a luz agora.

-Porque você não consegue pensar uma vida na qual eu não esteja ao seu lado, eu entendo Jordan. Ninguém vai se livrar de mim tão fácil como pensam.

Jordan arregalou os olhos e olhou para Mary que estava com os olhos abertos, aqueles grandes olhos cor de esmeralda encarando o rapaz. Jordan a abraçou, ambos soltaram um suspiro de dor mas nada que tenha atrapalhado o momento de afeto, nenhuma dor física atrapalharia o momento.

Jordan virou a cabeça um pouquinho, mas foi o suficiente para que a Herondale o beijasse, isso o deixou surpreso, não esperava que ela o beijasse. Pensou que…

Que se dane, se entregou aos braços da menina, seus lábios quentes um no outro, sua mão subiu para a nuca de Mary, sentir aqueles fios ruivos entre seus dedos era de longe uma das melhores sensações que sentiu. Em primeiro lugar fica os lábios dela, aqueles lábios delicados, quentes, precisos…

-Eu te amo, Mary. Eu te amo tanto…

-Eu também te amo, Jordan. Eu fui uma completa estúpida, mas não irei cometer erros assim novamente. Isso é uma promessa.

***

-um mês depois-

Todos estavam bem, Mary em sono profundo em seu mais novo quarto em Idris. Jace conversou com Clary e ambos concordaram e morar em Idris por um tempo, até Mary completar seus dezoito anos mais ou menos. Queriam que ela se concentrasse em seus treinos e nos estudos. Sem demônios por perto, sem membros do submundo, só pessoas como eles. Apenas por um tempo, Mary foi exposta demais por quase toda sua vida, alguns anos de sossego não seria tão ruim.

O quarto da menina é claro, uma cama de casal enorme, quadros espalhados por todo o cômodo assim como suas tintas, lápis, cadernos…

Seu novo quarto é o triplo de tamanho do seu antigo em NY. As janelas são enormes e estavam fechadas para que a claridade não atrapalhasse seu sono. Alguém abriu a porta lentamente com medo de acordar a menina. Era Jordan com um incrível café da manhã. Suco de laranja, misto quente, torta de morango -o preferido da menina- e algumas panquecas com bastante calda. Ele colocou a bandeja no criado mudo e se aconchegou ao lado dela. O Lightwood abraçou a cintura da menina e a puxou para mais perto, seus lábios foram a acordando aos poucos, ele primeiro beijou seu ombro, e foi subindo pelo seu pescoço, queixo, bochecha…

Mary soltou uma risadinha entregando que já estava desperta.

-Ah, que pena… Estava esperando o melhor para o final, mas já que a bela adormecida acordou…

-Não, não, não! Ela está dormindo, olha só. -A menina fechou os olhos novamente e fingiu um sono tranquilo. Jordan sorriu e a apertou mais forte. Seus lábios encontraram os da menina que o beijou satisfeita, a língua de Jordan abriu espaço e deu início a um beijo quente. Sua mão desceu para a cintura de Mary na qual ele apertou e puxou para ainda mais perto, queria se fundir a ela mesmo isso sendo impossível.

-Feliz aniversário…

Mary suspirou fundo, dezessete anos…

-Não dá pra comemorar meu aniversário sendo que está nevando lá fora.

-Ah dá sim senhora!

Jordan a puxou para cima de si, Mary ficou sentada em cima de sua cintura o rapaz a segurou pelos quadris.

-Nós dois, apenas nós dois vamos sair e comemorar, a noite sua família irá fazer uma festa. Todos estarão presentes.

-E para onde vamos?

-Isso é surpresa.

-JORDAN!

-SURPRESA, DALE!

-Não é justo! -Mary bateu no peito dele fazendo o rapaz rir e segurar os pulsos da menina a virando para que ficasse por baixo dele.

-Vai tomar seu café que eu preparei com todo o amor, tomar um banho bem quente, se agasalhar enquanto eu te espero lá em baixo. E você sabe muito bem que eu detesto demoras, Dale.

-Sim senhor… -Disse ironicamente.

A porta se abriu mais uma vez, Jordan não se mexeu, depois que assumiu seu relacionamento com Mary, tudo ficou mais fácil. Apesar de Jace ter surtado no começo e quase ter cortado os cabelos de Jordan apenas por pirraça.

-VOCÊ ESTÁ MEXENDO COM O PERIGO, LIGHTWOOD! -Gritou Jace fazendo Mary rir.

-Bom dia, pai.

-Pelo visto não sou o primeiro a te dar os parabéns. Jace pegou Jordan pelo colarinho e arrancou ele de cima da filha dando uma bela olhada ameaçadora para o rapaz que mal se ofendeu, já estava acostumado com esse lado de super pai de Jace.

-Minha menininha está ficando mais velha…

Mary o abraçou, Jace acariciou os cabelos da menina e sentiu o cheiro de camomila que saia deles. Jordan é pirracento, mas sensato. Saiu de fininho e deixou os dois a sós.

-Se está emotivo assim comigo fazendo dezessete anos, imagina quando eu entrar para a Clave.

-Nem me lembre disso. -Mary sorriu.- Eu e seu tio Alec temos um presente para você. Alec! Pode entrar!

Alec colocou apenas sua cabeça negra para dentro, Mary olhou para ele confusa, Alec deu um grande sorriso e entrou. Em sua mão estava um arco com a madeira clara e detalhes em preto.

-UMA ARCO DE OSAGE? ESTÃO BRINCANDO?

Mary pulou da cama e correu até o tio arrancando o arco de sua mão, mal reparou que na outra havia uma bolsa de flechas. Acariciou a madeira e puxou a corda. Sentiu a firmeza que segurava a arma em suas mãos, uma arma não muito leve nem muito pesada, está perfeita.

-Alec disse que se daria bem com um arco de Osage…

-Eu… Uau! Muito obrigada! Nem sei o que dizer, é tão lindo. Eu amei! Obrigada tio Alec. -Ela abraçou o tio que retribuiu o afeto e depois abraçou Jace bem forte.- Obrigada pai, não imagino um presente melhor que esse.

-Eu disse que ela ia gostar. Foi eu quem escolheu, seu pai queria te dar uma espada.

-Como pode ter tanta certeza que ela não iria gostar da espada? Era linda.

-Jace, Ethan luta com espadas, sua filha é uma arqueira. Compre para você aquela espada ou dê para seu filho.

Jace bufou alto, Mary riu. O Herondale olhou no criado mudo notando o café da manhã, ameaçou pegar uma panqueca com o garfo, mas Mary gritou.

-EI, EI, EI! ISSO É MEU!

-Vai negar um pedaço de panqueca pro papai?

-Vou. Jordan fez para mim, agora os dois para fora, preciso me arrumar para meu encontro. Muito obrigada pelo presente, eu amei… Mas agora, os dois. FORA!

Alec ergueu as mãos como defesa, e saiu rindo, Jace foi logo atrás, mas não antes sem bagunçar os cabelos da menina que bufou irritada.

Depois que a porta se fechou Mary começou dar gritinhos de entusiasmo, um arco de Osage, sempre quis um arco de Osage. Passou a mão pela arma mais uma vez, a madeira parecia ter sido feita para ela. Estava com a mão pinicando para testá-la. Olhou para um lado, para o outro… correu até a bolsa de flechas e encaixou uma no arco. Puxou a corda de um modo experiente, e a soltou na madeira de sua janela. Pegou outra flecha e fez o mesmo, só não reparou que a madeira estava começando a rachar, pegou mais uma… No quarto disparo a madeira rachou ao meio e soltou a base que segurava a janela que caiu e estilhaçou em vários pedaços.

-MARYSA ADELE HERONDALE!!!!!! -Gritou a mãe no andar de baixo, rindo Mary pegou seu café no criado mudo e correu para o banheiro, iria se trancar lá para que ninguém viesse gritar com ela.



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