História Os irmãos Alfas - Capítulo 4


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Categorias EXO
Personagens Byun Baek-hyun (Baekhyun), Kim Jong-in (Kai), Oh Se-hun (Sehun), Park Chan-yeol (Chanyeol)
Tags Baekhyun, Chanbaek, Exo, Jongin, Kaibaek, Sebaek, Sehun
Visualizações 127
Palavras 2.141
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - Capitulo 4


Ele sonhou com eles. Eles vieram para afastá-lo de um pesadelo. Um bálsamo doce para seus sentidos danificados. Eles substituíram as imagens do diabo e do inferno. Suas mãos o acalmavam sem machucar. Chanyeol, Jongin e Sehun o toque gentil, ainda que exigente, os lábios adorando seu corpo.

Baekhyun  despertou molhado de suor, necessidade e uma boa dose de vergonha. Talvez ele não fosse melhor que um prostituto. Talvez Seungri estivesse certo. Ele estremeceu como se o frio tivesse alcançado a pele úmida. Olhou para a janela e viu que estava escuro.

Quanto tempo dormira? Procurou o relógio ao lado da cama. Quatro e trinta da manhã? Devia ser. As chances eram que os irmãos não estivessem acordados. Era a oportunidade perfeita para sair escondido. Ele os colocaria em risco se ficasse. Seungri o acharia e mataria quem o ajudasse. E a idéia de seus três salvadores serem feridos o machucava de um modo que não sabia explicar.

Deslizou as pernas para fora das cobertas, cuidando para não fazer barulho quando os pés chegaram ao chão. Sapatos. Um par simples de tênis, meias. Não tinha um casaco para vestir por cima do suéter fino, assim ele pegou a camisa de flanela que vestira no dia anterior. Teria que dar. Com extremo cuidado, abriu a porta do quarto e percorreu o corredor. As portas dos outros estavam ligeiramente entreabertas, preocupando-o. Teria que mover-se furtivamente e passar por elas.

Andou na ponta dos pés até o fim do corredor e suspirou de alívio quando chegou á sala de estar. Isso até que ele viu Chanyeol  dormindo no sofá. Ele deve ter dormido ali porque Baekhyun ocupara o quarto.

Um fogo baixo queimava na lareira, e ele quis aproximar-se, reter um pouco daquele calor antes de perder-se no frio.

Respirando profundamente, deu pequenos passos em direção à porta. Se pudesse alcançar... Olhou para Chanyeol. Ele não se mexeu. Estendeu a mão e prendeu a respiração quando girou a maçaneta.

Abriu uma pequena fresta e escapuliu antes que o frio pudesse entrar. Fechou a porta suavemente atrás de si e suspirou. Conseguira.O frio glacial rapidamente umedeceu sua roupa, demonstrando que era inadequada. 

O jipe continuava estacionado e por um momento ele o contemplou, mas não o roubaria dos homens que o haviam salvado. Caminharia até encontrar algum transporte. 

- Está indo a algum lugar, boneca?

Ele virou na direção daquela voz e viu Jongin e Sehun, de pé mais a frente, os braços carregados com lenha.

Tentou abrir a boca para dizer algo, para responder. Mas nada adiantaria. Então fez a única coisa em que podia pensar. Ele correu. Atrás dele, ouviu uma chuva de maldições, acelerou correndo o mais rápido que podia sobre a neve. Não fazia a menor idéia para onde estava indo. Somente sabia que tinha que fugir. 

Não tinha ido muito longe quando sentiu que braços fortes o arrancavam do chão. Encontrou um tórax duro e olhou fixamente para Jongin.

- Não me olhe assim – disse. – Eu não irei machucá-lo. Matarei qualquer um que queira machucá-lo. 

Ele o olhou completamente confuso com o tom possessivo de sua voz.

- Deixe-me ir – implorou. – Não posso ficar.

- E para onde você iria? – questionou Sehun ao lado. – Você não sobreviveria uma hora aqui fora.

Ele sabia que Sehun estava certo, mas não podia ficar. Não entendia a atração que sentia pelos irmãos, não compreendia o que sentia nos braços deles ou quando o olhavam. Por um ele podia entender, mas todos os três? Que tipo de monstruosidade o tinha acometido?

- Dê-me seu casaco – Jongin pediu a Sehun. – Ele está congelando.

Um momento mais tarde, sentiu-se envolvido pelo calor do corpo de Sehun. O casaco tinha o cheiro dele, sua essência, era como se ele o estivesse segurando e não Jongin.

- Eu não posso ficar aqui – sussurrou, muito perto das lágrimas.

Jongin o olhou fixamente por um momento. Então, para sua completa surpresa, baixou os lábios e deu-lhe um beijo longo, intenso. Aproveitou a boca aberta pelo choque e introduziu a língua, fazendo-a dançar com a sua. Ele esqueceu toda a resistência e derreteu como manteiga quente sobre seu peito. Jesus! Maria! José! Ele era tão letal quanto Chanyeol. E Baekhyun não devia reagir deste modo com ele. Não depois do que sentira com Chanyeol. Lágrimas quentes inundaram seus olhos e ele soltou um gemido de angustia. 

- Você o está assustando, Jongin – rosnou Sehun.

- Eu sou um prostituto – ele sussurrou. – Sou como ele disse.

Jongin ficou rígido, os braços como faixas de aço ao redor de seu corpo.

- Quem chamou você de prostituto? – perguntou, com a voz muito baixa, mortal. Baekhyun  lutou com ele até que foi forçado a soltá-lo, mas o manteve perto dele segurando-o firme pela mão.

-Importa? Ele obviamente estava certo – respondeu com a voz torturada. – Tudo que vocês têm que fazer é me olhar e eu me sinto em chamas que tipo de omega eu sou? -Exigiu.

- Nosso omega – respondeu Sehun. – Esse é o tipo de omega que você é.

Sua boca abriu-se em choque, pelo anúncio. Ele olhou em volta, para longe dos homens, a procura de uma rota de fuga.

- Vamos, boneca – disse Jongin suavemente. – Vamos levá-lo para casa. Está congelando. Chanyeol não vai gostar de saber que você estava fugindo.

Ele ficou tensa e Sehun soltou uma maldição.

- Pare de assustá-lo, Jongin.

- Nós nunca o machucaríamos, Baekhyun. Vai descobrir muito depressa que faríamos qualquer coisa para salvá-lo, para impedir que seja machucado– disse Jongin, curvando-se para tomá-lo nos braços. 

Ele deitou em seus braços, enquanto Jongin caminhava a passos largos para a casa. Sua mente lutando para entender a estranha conversa que tivera com os irmãos. Sehun abriu a porta e Jongin entrou ainda com Baekhyun nos braços.  Chanyeol estava a alguns passos com os braços cruzados sobre o peito, a expressão impenetrável. Apesar das garantias de Jongin, ele começou a tremer. Escondeu o rosto no pescoço de Jongin, tentando fugir da visão de Chanyeol. Sua força o apavorava. Seungri não chegava perto desse homem e, ainda assim o havia machucado. Chanyeol poderia fazer muito mais.

Jongin o apertou nos braços.

- Não fique assustado, boneca – sussurrou em seu ouvido. Caminhou para perto do fogo e o soltou. Baekhyun depressa se escondeu atrás de Jongin, como uma barreira entre ele e Chanyeol.

Para sua surpresa, Chanyeol riu.

- Então é assim que vai ser? Vai se esconder atrás de Jongin todas as vezes que aprontar? - Ele esticou a cabeça por trás de Jongin. Chanyeol estava sorridente e Sehun o olhava com silenciosa intensidade. Por um momento viu nos olhos de Sehun algo que reconheceu como tormento.

- E-eu não entendo – começou a lamentar. – Não entendo nada.

Chanyeol o olhou atrás de Jongin, segurando fortemente sua camisa. Ele parecia perdido, abandonado e com muito medo. Ficou contente por ele estar confiando em Jongin, ainda que ele não entendesse o que fazia. Claramente estava atribuindo a Jongin o papel de protetor.

Jongin o advertiu com os olhos para não pressionar. Baekhyun parecia um filhote assuestado. Pronto para fugir a menor provocação.

Ele suspirou e sentou no sofá.

- Venha até aqui, bebê.

Baekhyun tentou segurar a mão de Jongin enquanto mordia os lábios, nervoso. O que o fazia ter tanto medo? Quem o machucou a ponto dele não poder confiar nele e nos irmãos? Jongin colocou o braço sobre seus ombros e o conduziu para frente. Pegou seu queixo e o fez olhar para ele.

- Ninguém machucará você, boneca. Eu juro. Ninguém o machucará novamente. 

Baekhyun relaxou um pouco com sua promessa, então voltou os olhos para Chanyeol. 

- Você está bravo? – perguntou suavemente.

Ele estendeu uma mão e sentiu um prazer enorme quando Baekhyun o aceitou. Ele o puxou 

para seus braços e alisou seu cabelo enquanto o olhava.

-  Eu não estou bravo com você, bebê. Não com você. Nunca com você. Estou bravo com o filho de uma cadela que o machucou que colocou esse medo que vejo em seus olhos.

Ele o puxou mais para seus braços e então lhe deu um beijo, suave, terno, apenas um leve roçar nos lábios. Por um momento Baekhyun relaxou em seus braços, se ajustando perfeitamente, como se lhe pertencesse. Depois ficou tenso, afastou-se dele com os olhos atormentados.

Com um grito abafado passou por ele e correu para o quarto.

Chanyeol tentou segui-lo, surpreendido por sua reação, mas a mão de Jongin em seu braço o parou.

- Você vai ter que explicar para ele – disse. – Agora. 

- Sobre que diabos você está falando?

Jongin suspirou e passou a mão pelos cabelos.

- Ele pensa que é um prostituto. 

- O quê?

- Vamos, Chanyeol. Você sabe que ele está confuso. Se sente atraído por nós três. Algum bastardo disse que ele era um prostituto e agora ele acredita nele.Você precisa lhe explicar.

- Você está certo – disse Chanyeol, com um profundo suspiro. – Eu conversarei com ele.

Chanyeol caminhou pelo corredor até o quarto, seus irmãos o seguindo a uma pequena distância. Suavemente bateu, não querendo assustá-lo.

- Baekhyun, meu mel, sou eu, Chanyeol.

- Vá embora – respondeu sufocado pelos soluços.

Ele abriu a porta hesitando quando o viu amontoado sobre a cama, os olhos vermelhos de chorar. Tinha jogado o casaco de Sehun no chão. Aproximou e sentou na cama. 

Depois o puxou para seus braços. Baekhyun quase não lutou o que o encantou.

- Diga-me, por que você está chorando – perguntou suavemente.

- O que você diria se eu lhe contasse que poucos minutos antes de beijá-lo na sala eu estava lá fora beijando Jongin? – respondeu com lábios trêmulos.

Ele sorriu e cariciou seu cabelo.

- Isso me faz muito feliz, realmente.

Os olhos surpreendidos voaram para seu rosto.

- Feliz? Eu estou agindo como um vagabundo, e isso, o faz feliz?

Ele lhe deu um olhar duro.

- Eu não permitirei que você fale de si mesmo desse jeito. Se disser qualquer coisa parecida novamente, deitarei você nos meus joelhos e baterei no seu bonito traseiro. 

Baekhyun ficou de boca aberta.

- Existem algumas coisas que você precisa saber – disse. – Começando com o fato de que você pertence a nós. A todos nós. 

Chanyeol esperava ver medo pela sua declaração. Ao invés, viu surpresa. Jongin e Sehun, que estavam de pé na porta, aproximaram-se da cama. Jongin sentou atrás de Baekhyun na cama e acariciou seu ombro com a mão, ternamente.

Baekhyun olhou-os, um depois outro e outro... Chanyeol  permitiu que a informação penetrasse em sua mente. Ele molhou os lábios, nervoso. Depois perguntou.

- Isso significa que vocês não vão me deixar ir embora?

Ele riu.

- Se você está perguntando se é um prisioneiro, a resposta é não. E se você está perguntando se nós vamos abrir a porta e permitir que você saia das nossas vidas, a resposta também é não.

Ele se moveu para mais perto e segurou seu queixo. A respiração de Baekhyun ficou acelerado. Do outro lado Sehun pegou sua mão. Os três irmãos o estavam tocando, acalmando.

- Você nos pertence, Baekhyun – sussurrou Chanyeol. – Eu posso sentir seu querer, sua necessidade. É tão forte quanto a nossa necessidade por você. Você está assustado. Mas você nos quer.

- Então vocês querem um escravo de sexo – perguntou com a voz estrangulada. 

Seus olhos estreitaram. Baekhyun estava com medo. Não só dele e seus irmãos, mas dele mesmo, e do homem que tanto o machucou, mental e fisicamente.

- Se você pensa que isso é apenas sexo, está enganado – disse Chanyeol, com a voz muito baixa. – Nós sempre planejamos como seria. Você seria nosso omega. Nosso companheiro.

- O-o que? – ele gritou. – M-mas... Vocês não podem casar todos com o mesmo companheiro!

- Não? – Jongin perguntou a ela.

- Não é legal.

- Você está pensando com a mente – Chanyeol repreendeu. – Não existe nenhuma lei que diga que você não pode viver com três alfas. Em nossos corações você está destinado aos três. Omega de todos nós. Amado por todos nós. 

Baekhyun negou com a cabeça, confuso.

- É uma tradição na nossa família – disse Sehun, baixinho. – Se você está se perguntando se é genético, não, não é. Nós podemos escolher e estamos escolhendo você. 

Nossos pais escolheram nossa mãe e nossos avôs escolheram nossa avó. Mas não estamos destinados por uma compulsão invisível. É algo que decidimos quando estamos velhos o suficiente para fazê-lo. Nós sempre soubemos que existia um omega para nós três. E então nós o esperamos. 

Chanyeol assistiu a reação de Baekhyun, a explicação sincera de Sehun. Um brilho de lágrimas transbordava de seus olhos e suas mãos tremiam.

- Eu não posso – sussurrou.

- Mas você nos quer – persistiu Jongin.

Ele concordou com a cabeça, um pouco envergonhado.

- Então por que você não pode? – pressionou Chanyeol , querendo conhecer seus demônios.

- Porque eu já sou casado – desabafou.


Notas Finais


Eitaa... Nosso Baekhyun já é comprometido. ..
Eu fiquei em duvida em quem seria o vilão da minha adaptação e como no momento o Seungri é o idol que eu menos gosto foi ele mesmo 😁


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