História Os Lados de Kylo Ren - Capítulo 4


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Categorias Star Wars
Personagens Kylo Ren, Leia Organa, Luke Skywalker, Personagens Originais, Poe Dameron, Rey
Tags Amor, Assassino, Darkside, Kylo Ren, Leia, Lightside, Star Wars
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Palavras 1.517
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Capítulo 3


Fanfic / Fanfiction Os Lados de Kylo Ren - Capítulo 4 - Capítulo 3

No dia seguinte ao sonho, Kylo Ren apareceu bem cedo. Assim que saí do quarto, ele estava no corredor de braços cruzados. As roupas pretas e luvas de couro de sempre.

- Oi. - Falei, tentando estabelecer algum diálogo amigável. Kylo apenas acenou quase imperceptivelmente com a cabeça.

- Vamos fazer sua contagem midicloriana. - Kylo falou enquanto andávamos pelo conhecido caminho até a sala de testes.

- Mas nós já fizemos isso. - Eu disse.

- Agora vamos fazer um acompanhamento diário para verificar qualquer alteração midicloriana. - Ele disse e abriu a porta da sala de testes.

Fizemos o teste midicloriano, e o meu estava dois pontos a mais do que da última vez, há mais de um mês. Aquela era uma alteração insignificante, pelo menos a curto prazo.

- Você acha que há algo errado comigo? - Perguntei sem me dar conta que as palavras haviam saído. Kylo Ren, que estava de costas mexendo em um computador, se virou bruscamente fazendo seus cabelos saírem do lugar.

- Eu não sei se compreendo a pergunta. - Ele falou, os ombros estranhamente relaxados para um cara que parecia sempre estar tenso/irritado.

- Eu não sei se isso é normal, sabe? Eu não tenho memórias, e você não consegue acessar a minha mente... É tudo tão estranho. - Eu disse, me aproximando dele. Eu estava cansada de pensar sozinha sobre tudo aquilo, sobre mim e a minha vida. Eu precisava de uma segunda opinião. Kylo Ren me encarou de um jeito que não saberia descrever, mas era diferente de todas as outras vezes. Era bom. Seus olhos tinham um brilho claro diferente de antes.

- Eu não sei. - Ele disse pausadamente. - Pode ser que não seja nada. Pode ser só um erro biológico.

Assenti em silêncio. Parecia que as coisas tinham mudado, por que antes era eu quem dizia que isso só era uma triste coincidência e ele realmente acreditava que tinha algo errado comigo. E agora os papéis haviam se invertido. Mordi o lábio inferior para conter um sorriso com o pensamento. Quando ergui o olhar, Kylo estava me encarando com um olhar curioso então eu parei de sorrir. Ele virou de costas e voltou a mexer no computador.

- E se... - Eu comecei, ajeitando a postura. - E se eu for como você?

Kylo Ren ficou instantaneamente rígido. Sua costa ficou tensa e ele se ergueu assustadoramente. Virou-se para mim de um jeito pavoroso que me deu calafrios. Seus olhos haviam perdido aquele tom verde brilhante e agora estavam escuros e inescrutáveis. Eu não tinha certeza se havia dito algo errado, mas aquela reação não foi nada normal.

- Saia daqui agora. - Ele disse lentamente e eu estremeci. Arregalei os olhos. Me aproximei dele tentando compreender porque aquele clima agradável tinha se transformado naquela névoa densa, sufocante.

- Kylo, eu... - Eu disse tentando tocá-lo para estabelecer alguma conexão.

- Saia! - Ele gritou tão alto que eu tive medo e dei dois passos para trás.

Encarei seus olhos tentando enxergar alguma humanidade, algum resquício do cara com quem eu estava conversando minutos antes. Mas eu não vi nada além de frieza e algo sombrio demais.

Andei para trás ainda mantendo o contato visual, e corri quando estava perto da porta.

Na manhã seguinte Kylo apareceu de novo, na porta. Do mesmo jeito que ontem, com o mesmo olhar impassível. Fizemos os testes novamente, e dessa vez eu não perguntei nada. Ainda estava assustada pela reação de ontem.
Fizemos tudo em silêncio.

E isso continuou diariamente pelas semanas seguintes.

Até que eu não aguentava mais aquele silêncio. Por que eu vivia pensando nele. E era estranho. Antes eu gastava a meu longo período ocioso apenas me desgastando para pensar no que eu era antes, me forçando a lembrar de algo. Mas agora, o meu tempo livre é dividido entre isso e longas divagações acerca do mistério que era Kylo Ren.

Ele era a primeira pessoa com quem eu tinha algum contato e convivência, já que eu não lembrava de nada de antes. Era a primeira pessoa que eu convivia diariamente e para mim, era totalmente estranho.

Ele era muito fechado, de uma forma que eu tinha dificuldade em ler. Parecia que escondia algo, que não queria mostrar quem era. E ele tinha variações absurdas de humor. Desde aquele surto eu tinha certo pavor em relação a ele. Eu nunca entendi o que realmente aconteceu naquele dia, por que ele havia surtado.

E Kylo Ren era a única pessoa com quem eu mantinha contato. Diariamente ele vinha e eu ia com ele a sala de testes.

E, sinceramente, eu não aguentava mais aquele silêncio.

- Você pode, por favor, me dizer o que eu fiz de errado naquele dia? - Perguntei e percebi que Kylo se surpreendeu ao tirar os olhos do pequeno aparelho de medição que segurava contra o meu pulso.

- Você realmente não sabe? - Perguntou com certa ironia, enquanto seus olhos voltavam para o aparelho.

- Não, Kylo. Eu não sei muita coisa. Inclusive as razões dos seus surtos.

- É melhor que não saiba. - Ele ergueu o olhar e me encarou. Ele tinha uma expressão fatal. - É mais seguro. - Sussurrou.

Senti algo no estômago, era uma sensação de alerta, temerosa. Mas ao mesmo tempo era excitante, me fazia querer mergulhar mais afundo na existência daquele ser que era uma verdadeira incógnita para mim.

Eu continuei sonhando com Kylo. Geralmente o mesmo sonho. Ele ficava parado ao lado da minha cama, me olhando com curiosidade, e incompreensão. Mas não me causava medo. Não como na realidade, onde eu realmente o temia. No sonho, ele só estava lá e não parecia uma ameaça.

Então eu acordava e ele já não estava lá.

Assim que saí do quarto, Kylo me aguardava no corredor.

- Olá. - Falei sorridente e disposta a ter qualquer conversa com Kylo. Só para eu não surtar com silêncio sepulcral. Kylo me encarou sem entender.

Não pude evitar perceber que dessa vez ele estava sem luvas. Por alguma razão, contrariando todos os dias dos últimos tempos, ele não usava luvas.

Não pude evitar observar cada detalhe. Kylo tinha dedos longos e unhas curtas, suas mãos eram lisas e mais brancas que o seu rosto. Não era uma mão feia, mas era elegante e forte se adequando ao seu dono.

Kylo percebeu que estava sendo analisado e colocou ambas as mãos nas costas, desconfortável.
Seguimos para a sala de testes, como sempre, e Kylo e eu sentamos frente a frente.

Kylo segurou o meu pulso e eu me sobressaltei. Não pelo ato em si, ele sempre fazia aquilo, todos os dias. Mas usando luvas.

E naquele instante, eu senti o seu toque em mim. O contato da sua pele com a minha que me assustou. Me causou algo no estômago, uma sensação esquisita. Sua pele era quente e seu toque, firme. Senti pequenos pontos de aspereza, como calos.

Ele com certeza percebeu a minha reação ao nosso contato e me encarou fixamente por alguns segundos, então seguiu com a contagem midicloriana.

- Do que são esses calos? - Perguntei, repentinamente. Kylo ponderou por alguns segundos se daria continuidade àquela possível conversa, ou me ignorava como sempre fazia.

- São do meu sabre.

O encarei com surpresa. Não pude deixar de sorrir.

- Então você é tipo, um Jedi? - Perguntei.

Kylo ergueu a cabeça e um olhar furioso estampava seu rosto. E eu soube que havia feito algo errado. Ele tinha aquela expressão sombria, psicopata.

De repente sua mão apertou meu pulso. E não foi uma pressão leve, foi força bruta envolta do meu braço. E doeu. Mordi o lábio sentindo aquela dor.

- Kylo... - Resmunguei, por causa da dor.

- Jamais repita isso, Maya. - Ele puxou meu braço, ainda sob aperto, me incitando a ficar de pé. - Jedis são a podridão da galáxia. E devem ser eliminados.

- Por que? - Não sei de onde eu tirei coragem para perguntar. Eu precisava entender o motivo de toda aquela raiva de Jedi.

- Por que eles tentaram tomar o poder na galáxia. E nós mantivemos tudo em ordem. - Ele disse, o aperto se intensificando a cada palavra. Ele estava com o rosto perto e seus olhos transbordavam fúria. Assenti silenciosamente mesmo que eu quisesse perguntar quem era "nós". - Entendeu?

- Sim. - A minha voz falhou. Eu simplesmente não podia evitar temê-lo. Pois eu não o conhecia o suficiente para saber até que ponto suas ameaças eram apenas ameaças.

Ele finalmente me soltou e virou de costas, passando a mão no próprio cabelo. Esfreguei o meu pulso onde ele havia apertado, sentindo um alívio mínimo.

- Eu não vou mais tocar nesse assunto. - Anunciei como uma promessa. Kylo me olhou por alguns segundos por cima do ombro, mas eu não consegui ler a expressão no seu rosto. - Só não pare de falar comigo.

E Kylo me olhou surpreso com aquelas palavras. Mas nem eu compreendia o significado das palavras que saíram espontaneamente da minha boca.



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