História Os Lados de Kylo Ren - Capítulo 5


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Categorias Star Wars
Personagens Kylo Ren, Leia Organa, Luke Skywalker, Personagens Originais, Poe Dameron, Rey
Tags Amor, Assassino, Darkside, Kylo Ren, Leia, Lightside, Star Wars
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Palavras 1.550
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Capítulo 4


Fanfic / Fanfiction Os Lados de Kylo Ren - Capítulo 5 - Capítulo 4

– Obrigado por me trazer aqui. – Murmurei para Kylo no instante que apoiei ambas as mãos no vidro que nos separava daquele grande e radiante campo cercado por florestas.

Sorri pela paisagem linda que os sóis iluminavam a frente. Era tão bonito.

– Você disse que nunca havia visto outra coisa que não os corredores e o deserto onde foi encontrada. – Kylo respondeu baixo.

Eu simplesmente adorei o fato de Kylo ter me trazido até aqui quando eu disse que não via nada além daquilo. Então, ainda dentro da base, ele me trouxe a única parte dela que possuía vidros e era uma salinha esquecida.

– Nós devíamos ir até lá, algum dia. – Falei, finalmente virando para olhar Kylo Ren, que continuava parado ao lado da porta por onde entramos. A luz que refletia da janela, alcançava seu rosto e faziam seus olhos ganharem uma textura líquida. Seus olhos transmitiam uma coisa que eu não sabia definir. Mas era bom. E eu gostava pois não me dava medo de estar na sua presença.

– Podemos ir agora. – Ele deu ombros. Sorri ainda mais amplamente e não pude conter a empolgação.

A salinha tinha uma portinhola que dava para a área externa, e assim que coloquei a cabeça para fora inspirei o ar puro.

Era um ar fresco, não era tão frio quanto dentro da base, mas havia uma leve brisa que nos envolveu.

Não me afastei mais que três passos da saída enquanto Kylo permaneceu na porta. Fechei os olhos e deixei o calor dos sóis aquecer a minha pele.

Era muito bom estar fora.

Senti uma tontura e cambaleei para trás, e Kylo segurou os meus braços. Flashes se passaram na minha mente, como memórias avulsas.

Eu era criança. Tinha umas crianças que brincavam comigo. Elas riam alto e eu me divertia, então as risadas silenciaram e gritos desesperadores cortaram o ar. Uma sensação de pânico me tomou rapidamente. E a realidade se misturou com a lembrança, eu queria mas não conseguia discernir uma da outra.

Alguém queria me matar. Alguém matou as crianças.

– Kylo, me ajuda! – Eu supliquei me apoiando em seus ombros. Ele tinha uma expressão que beirava o susto e confusão. – Querem me matar!

– Fica calma, você está em pânico. – Ele disse com a voz calma. Mas o meu coração pulsava na garganta e a sensação de urgência não queria ir embora.

Então eu o abracei. Kylo não retribuiu o abraço e ficou tenso no mesmo instante. Mas eu o abracei pelo pescoço e percebi que ele tinha um cheiro muito bom próximo ao pescoço. Meu coração começou a se acalmar e eu percebi que a lembrança era nada mais que uma lembrança. E eu pude diferenciar uma da outra.

Quando percebeu que eu já estava bem, Kylo me afastou de si com as mãos nos meus ombros.

– Me desculpe. – Eu pedi, sentindo minhas bochechas arderem. Não consegui encarar os olhos dele e ainda trêmula voltei para dentro.

Kylo caminhou em silêncio ao meu lado, enquanto aquele clima desagradável estava entre nós. Ele entrou no meu quarto.

– Está se sentindo bem? – Perguntou com a voz baixa. O encarei surpresa pela pergunta.

– Você se importa mesmo? – Eu Indaguei. Sua expressão adquiriu um certa ironia mas ele não parecia irritado.

– Se não quisesse saber não perguntaria. – Ele disse e eu sorri.

– Eu estou bem. – Afirmei.
– Nos vemos amanhã, então. – Ele disse e se virou, mas antes de sair eu o chamei.

– Kylo. – Ele se virou novamente para me encarar. – Hoje foi o melhor dia da minha vida.

Não sei se foi impressão minha mas vi uma sombra de sorriso no seu rosto. Era discreta e quase imperceptível, mas estava lá.

– Só por que você passou alguns minutos lá fora? – Perguntou.

– Por que eu passei alguns minutos lá fora com você.



Na mesma noite, sonhei com Kylo novamente, o que já era muito comum.

Dessa vez ele estava parado ao lado da minha cama e me observava com seus olhos brilhantes. A luz do abajur iluminava apenas metade do seu rosto, enquanto o outro lado ficava escuro.

– Você é real? – Indaguei, sonolenta. Mas Kylo Ren não respondeu. É claro que era um sonho. – Eu preciso de algo para me lembrar disso quando acordar.

Kylo tomou a minha mão com a sua que estava sem luva e eu senti seu calor irradiar para a minha. Ele observou a minha mão minuciosamente e então traçou meus dedos com as pontas dos seus. Senti um arrepio bom e quis que aquele sonho fosse real.


Acordei ao ouvir barulhos estrondosos.

Abri os olhos e dei um salto. A luz estava acesa e pelo menos meia dúzia de stormtroopers estavam no meu quarto, logo atrás do General Hux. Sua expressão de ódio era sombria e assustadora.

– Levante! – Gritou para mim, que ainda estava sentada na cama.

– O que está acontecendo? – Perguntei, sem mover um músculo devido o susto que me acordou.

Hux bufou e andou até mim. Sua mão enluvada agarrou meu antebraço fortemente e me puxou para longe. Gemi de dor pelo seu aperto.

– Me solte! O que está fazendo? – Eu falei enquanto ele me arrastava para fora, seguido pelos stormtroopers.

Quando chegamos ao corredor, Hux pareceu se cansar da minha falação e me empurrou com toda a sua força na parede. Bati contra uma superfície irregular e senti uma dor aguda acima da sobrancelha e algo quente e úmido naquela região.

– Por que está fazendo isso? – Perguntei, tentei levantar do chão mas um stormtrooper chutou a minha barriga e eu gritei ao ouvir um som muito parecido com o de ossos quebrando. A dor atingiu minha costela muito mais do que no rosto e eu não pude evitar gritar de dor.

– Você é um problema para nós. – Hux falou segurando meu rosto enquanto eu tentava me contorcer de dor. Hux atingiu um soco que acertou minha bochecha em cheio e pareceu chacoalhar minha mandíbula, logo o gosto metálico de sangue se fez presente na minha boca.

– Por favor, eu não fiz nada! – Gemi enquanto me encolhia no chão, tremendo de medo e dor.

– Kylo Ren está desenvolvendo sentimentos por você! E isso pode fazê-lo questionar o Lado Sombrio da Força. – General Hux falou enquanto andava ameaçadoramente na minha direção, e eu me rastejava para trás com pânico.

– Vamos dar um jeito em você, Maya. – General Hux falou.
Então eu fiz a primeira coisa que passou pela minha mente. Juntei todas as forças que tinha para chamar quem intercederia por mim.

– Kylo! – Eu gritei. Hux riu na minha cara e seu olhar cruel dizia mais do que palavras. Kylo Ren não viria me salvar.

Hux deu mais um chute no meu rosto e eu não consigo resistir, apenas caí no chão enquanto tudo ficava escuro.



Quando abri os olhos, eu estava em uma nave cercada de stormtroopers. Observei quando um deles me soltou das algemas e me puxou pelo braço.

Estávamos em algum outro planeta que eu não reconheci. A porta da nave se abriu e o vento cheio de areia, daquele deserto fez arder ainda mais meus machucados.

O stormtrooper aguardou a nave ficar a quase dois metros do chão e disse com sua voz robótica:

– Com sorte você morre de sede e fome logo. – Dito isso ele me empurrou e eu caí daquela altura no chão de terra, gritando de dor.

Eu andei durante muito tempo. Tempo demais para ser capaz de contabilizar. Era muito quente e a minha garganta já estava seca. Fora a dor lancinante na minha costela e o sangue seco no meu rosto.

Racionalmente, eu sabia que Kylo não viria me salvar e eu queria acreditar que ele não sabia disso, que isso não tenha sido feito a mando dele. Mas emocionalmente, eu queria crer que ele daria a minha falta e me procuraria. Por que era o único motivo que me dava forças para continuar.

No entanto, bem lá no fundo, eu tinha uma certeza: eu estava prestes a morrer.

Eu estava pronta para desistir, quando ouvi o barulho de uma nave, senti um alívio por saber que Kylo veio mesmo me buscar.

Procurei de onde vinha a nave e gesticulei com os braços quando a vi. Mas então notei que ela não era uma nave comum, estava mais para um caça. Observei a espaçonave descer e aterrissar a poucos metros, levantando uma nuvem de poeira do chão.

Cobri os olhos, e observei uma figura surgir entre a nuvem de poeira. Trajando uma roupa alaranjada e capacete, o homem se aproximou com uma feição preocupada demais para quem não me conhecia.

– Você está perdida? – Ele perguntou. O encarei desconfiada. Ele tirou o capacete como se isso fosse capaz de transmitir confiança. Ele tinha uma pele bronzeada, cabelos negros em quase cachos bagunçados e seus olhos eram de um castanho esverdeado muito bonito. Seus olhos não eram frios como os do General Hux. Eram quentes como uma brisa. Então eu soube que ele era confiável.

– Você tem água? – Pedi. Ele pareceu surpreso mas remexeu uma bolsa e tirou de lá um recipiente e me deu. Estava com tanta sede que bebi tudo muito rápido e quase sufoquei. Quando o conteúdo acabou, eu devolvi. Ainda tinha sede mas já dava para viver.

– Quem é você? – Perguntei, ofegante devido o engasgamento com água. Ele piscou antes de responder.

– Poe Dameron.


Notas Finais


OLHAAAAA QUEM APARECEU!


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