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História Os Malditos Cigarros - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Sacada Abaixo


Não, não nos beijamos naquela mesma noite. A verdade é que o Uchiha, me deixou pelo menos uns seis meses na geladeira antes de aceitar meu convite para sair. 

E não importava o quanto sexy eu estava sempre acabava do mesmo jeito. Ele me encarando esnobe e um tanto indiferente.


Fui paciente, num dia ele me ignorava no outro, okay... Não foi bem assim, conversávamos sobre tudo.


Os assuntos que começaram sobre vídeo games foi parar sobre o pai adoentado, preste a fazer uma cirurgia. 

Ele não entrou em detalhes sobre isso. 


Na verdade eu sentia em meio a nossas conversas um tipo de barreira posta, os nossos diálogos eram superficiais, me levando a crer que não passaríamos disso. Colegas não tão íntimos, que conversavam diariamente no WhatsApp, nada além disso.


Não que minha relação tenha mudado mais que isso com Sasuke, depois que um dia ele sussurrou um sonoro foda-se e me beijou. Custa muito tirar alguma coisa dele, mas tenho uma paciência infinita e uma paixão grande.


E meio que depois do nosso primeiro beijo, tudo se tornou muito apressado, eu estava cheio de tesão e pelo que  entendi ele também. Merda o sexo é ótimo!


Também nessas voltas que a vida dá, bom… Eu pedi ele para ser a manteiga do meu pão.


Mas, sabe como é, né?


O início de um relacionamento é rodeado de floreios, paixão arrebatadora e no nosso caso sexo ardente quase todos os dias. 

Você fica cego e não percebe os defeitos e mistura essa cegueira e falta de intimidade suficiente para falar o que sente, geram brigas e mais brigas.


Como disse antes o Sasuke não é uma das pessoas mais fácil de lidar ou de se abrir. E, quando ele resolvia abrir sua boca, era a pior coisa do mundo, para mim claro.


Um dia aconteceu ele disse o motivo que vivia chateado, e com toda a certeza do mundo não estava preparado para o que viria.


Ele odiava cigarros, não era um simples não gostar do cheiro, ele odeia cigarro e em nenhum momento pensou em me contar. Foi também por causa da nicotina, que não nós pegamos logo de começo porque ele viu eu saindo para fumar na Gazzetta, junto a Ino, e já era. 


Percebi que fumar o deixava triste e puto ao mesmo tempo, então tomei uma decisão para evitar brigar com ele, não fumaria quando estivéssemos juntos. 


Funcionou, por um tempo, mas funcionou. Nos finais de semana eu trocava o cigarro por adesivos de nicotina, ou chicletes. 


Mas tem uma coisa que uma pessoa que nunca fumou, nem sequer sonha: um fumante, não apenas tem o vício pela fumaça tóxica com mais de 4 mil substâncias tóxicas. Um fumante tem o hábito de levar o cigarro à boca, acompanhada da tragada, da sensação quente do alcatrão circulando todo o sistema respiratório e alcançando os pulmões. E depois soprar a fumaça para fora, ela ainda sai quente é o mesmo que comparar com um abraço.


E não esquecer do primeiro cigarro do dia ou do último da noite. São como pequenos rituais sagrados e que mesmo um adesivo ou um chiclete não apagam da memória de uma hora para a outra.


Nossa Naruto, não seria mais fácil você parar de fumar?


Caralho, você é bruxão mesmo, hein! 


Seria, mas eu sofro com estresse crônico e ansiedade, e tudo estava uma bagunça maior no meu interior por conta da minha tese, quando eu questionei, a minha psiquiatra respondeu:


— Por enquanto não! 


Se ela falou isso, quem sou eu para falar o contrário?


E, o Sasuke achava tudo relacionado ao cigarro uma frescura do caralho. Então um dia ele simplesmente, voltou a agir com raiva ignorando todos os meus esforços.


Conhecendo o Sasuke, descobri um  cacoete de pessoas não fumantes e que ele fazia, isso me deixava muito puto, acompanhado do estalar da língua no céu da boca e da cara arrogante de quem sabe tudo, ao afirmar:


— você sabe que horas ou outra vai morrer com câncer, né Naruto? — Ele ainda fez questão de pronunciar meu nome de forma arrastada.


Eu respondi:


— Você não sabe, Sasuke? — Imitei a mesma expressão de bosta que ele carregava no rosto. —  Os avisos informados pelo ministério da Saúde sobre os malefícios do cigarro, são tudo coisas dos iluminatis! Eles fazem isso para cobrar mais impostos sob suas vendas!



E foi desta forma que meu maço de Marlboro Light, foi jogado do décimo andar do prédio.


Desci para buscar o maço indignado. 


Eu não fumava perto dele, ficava todo chateado os finais de semanas inteiros. Ele nem tentava ser educado, ou amável numa situação difícil como aquela para mim.


Nesse dia minha paciência com ele chegou ao fim. Não ia deixar de fumar, mesmo tendo a ciência que isso me fazia mal, por causa dele.


Sabe quando eu disse sobre a paixão nos cegar e tudo mais?


Eu estava me referindo a este momento da história, antes de me encontrar devaneando a loucura.


Vocês já escutaram aquela música do Matanza, pé na porta e soco na cara?


Aquela é a nossa música, eu não tô falando de socos literais, nem relacionamento abusivo. 


Tudo que Sasuke fez foi pensando em mim, e eu fui um egoísta do caralho, um egoísta doente por causa da nicotina, fui! E ele foi meio infeliz em algumas de suas ações? Foi! 


Mas o que começou com meu maço de cigarros, custando mais de 10 conto, voando da sacada do apartamento ao pátio, resultou numa guerra, e essa guerra fora declarada neste dia em questão.


— Por que você fez isso? — A aversão era clara quando acendi o cigarro depois de correr dez lances de escada e atravessar o prédio de madrugada e voltar de elevador.


—  Por que? Você é tão infantil, Naruto! — Ele me olhou de soslaio desacreditado que eu acabara de acender um cigarro. — Vai fumar mesmo?


— Eu sou infantil, Sasuke? — traguei descontrolado encarando ele com fúria. — Ou você não respeita os outros, eu não fumo perto de você desde que soube que você não gostava, porra!


— Eu só falo isso para o seu bem!


— Meu bem? Todo arrogante, nariz empinado, sabendo que não fumo desde sexta!


— Nada mais do que o esperado!


O nariz empinado, o olhar frio e os lábios encrespado, como se ele tivesse nojo de mim. Eu perdi a cabeça enquanto quase engasgava ao gritar e fumar tudo ao mesmo tempo:


— Vai para a puta que te pariu!


Ele me lançou um rabo de olho, arqueando as sobrancelhas, sua face estava quase vermelha enquanto inflava as bochechas sem respirar. Eu podia notar todas as feições bonitas de seu rosto, exalando o ódio.


— Vai você, para a puta que te pariu!


Eu vi ainda ele respirar fundo e voltar para a expressão trivial austera. Virar as costas e sair. Deixando para trás todas as suas coisas. 


Gente, eu chorei!


Eu bati a porta assim que ele saiu, escorreguei nela igual cena de filme, e chorei! 


Chorei prometendo que não voltaria mais para ele, chorei entre soluços, chorei como se não houvesse amanhã, jurando que por mais gostoso aquele homem fosse, eu não voltaria para ele.


E falhei, miseravelmente depois!






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