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História Os Marotos e a era da Serpente - Capítulo 101


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Capítulo 101 - Enfermidade


Fanfic / Fanfiction Os Marotos e a era da Serpente - Capítulo 101 - Enfermidade

( POV Autora )

Quando o dia amanheceu na mansão Black, Walburga estava inquieta e andava pela casa como se estivesse preocupada com algo. Era-se possível ouvir o som dos saltos grossos da mulher que batiam no chão da casa quando a mulher andava para um lado e para o outro com o corpo tomado por um frio de ansiedade.

Ontem a noite a ordem lhe deu o dever de contar a Marceline Scott - ou Wolf - sobre seu verdadeiro pai que não teve a coragem de assumir tal responsabilidade e só ficaria com a obrigação de lhe contar sobre seu primo e sobre as questões políticas que envolviam ambos. Após o almoço Walburga iria até a mansão Slytherin falar com a ex nora sobre a verdadeira história da garota.

Walburga teve sorte dos filhos ainda estarem dormindo, sua ansiedade era evidente, seu marido sentado na poltrona do escritório enquanto lia o jornal, ouvia o som da mulher bufar, andar de um lado para o outro em sua frente e resmungar algo sobre a irritante calmaria do marido que notava o incômodo da mulher ao ver seu silêncio quanto ao assunto Marceline Scott.

- Como pode ficar tão calmo? - perguntou a mulher com a mao na cintura andando de um lado para o outro no escritório.

- Alguém aqui tem de estar, ou serão dois buracos a surgirem no assoalho deste escritório! - provoca Órion

- Não faça piadas com meu nervosismo, não consigo parar sentada, me agoniza. E estas as horas que não passam nunca?

- São apenas dez horas Walburga, logo você poderá ir até Marceline e acabar com esta história, aguentamos 17 anos mulher, o que são mais três horinhas? - O homem questiona sem retirar os olhos das páginas do jornal.

- Pelo céus Órion se esta achando exagero da minha parte então me acalme, faça o tempo passar mais rápido para mim! - ela senta em uma poltrona a frente do marido, mas segue o som de salto batendo no assoalho, Walburga batia seu pé insistente, seu marido sorri para si mesmo, amava o jeito da esposa em cada detalhe.

- Leu os jornais hoje? Aparentemente ainda estão falando sobre o lobo fantasma este é o novo título das manchetes de primeira página!

- Você falou com Devon ontem sobre isso, o que ele acha? 

- Ele tem duas teorias, a primeira é que este lobo é um lobo jovem recém transformado que talvez esteja perdido e sem amparo sobre o que é. E a segunda teoria é quase a mesma, mas tem haver com Greyback, Devon acha que é um lobo jovem que Greyback deve ter criado e agora se transformou, provavelmente Greyback deixou sem amparo para causar impacto e terror na sociedade. 

- Mas Greyback quando transforma alguém, principalmente os jovens, sempre fica na volta para ver se esse tal novo transformando tem poder suficiente para estar na alcateia dele, lembra do menino Lupin?

- Devon também lembrou deste caso, mas também lembrou que depois da primeira transformação do filho dos Lupin Greyback rondava a casa e o menino com insistência!

- Acha que Greyback deixou aquele lobo sem amparo para ver se ele superava a força de Lupin?

- Não é novidade que Greyback reconhece a força que o filho dos Lupin tem ao se transformar e até sem estar em sua forma lobo!

- Lembro-me muito bem de ver aquele garotinho se transformar naquela fera, vi centenas de vezes transformações de lobisomens por estarmos aliados a eles, mas... Nunca vi um lobo tão selvagem quanto o de Remus, ele era só um garotinho na época e conseguiu ser um lobo insano, tenho medo de ter piorado agora que ele está mais velho. Greyback ficou obcecado com ele depois de ver o que ele é capaz, Hope chorava dias e noites com medo que Greyback tirar o menino dela!

- Talvez agora Greyback tire essa idéia da mente, este tal lobo fantasma é mil vezes mais forte do que Lupin, isto é evidente, se ele não tiver nada haver com Greyback terá em breve, Greyback jamais perderá a oportunidade de ter um aliado forte como este lobo!

- Devon tem que encontrar este lobo antes dele então, se for verdade que esta criatura não tem uma alcatéia, a melhor opção seria achar e introduzir tal lobo em carvalho branco, caso contrário ele irá para a alcateia de Greyback com certeza!

- De fato, mas precisamos achar tal lobo antes para entender a história e tomar um decisão. Devon disse que está realmente impressionado com esse lobo, pelo que ele sabe este lobo é jovem e recém transformado e por isso seu ataque foi tão brutal, primeiras transformações sempre são, mas... Ele nunca viu um lobo torturar a vítima, nem mesmo um lobo recém transformado como este, ele está querendo saber como será na próxima lua cheia. Devon acha que se este lobo atacar desta mesma forma, com tortura, se alimentando da vítima enquanto está viva, talvez esse lobo seja um bloedwolf!

-  bloedwolf? - espantou-se Wal

- Ele acha que é bem provável, esse tipo de lobo já foi reconhecido desta forma por justamente atacar desta forma, com fome, raiva, força amplificada. Albus e ele estão temendo que quem seja o lobo em sua forma humana, talvez nesta forma também seja descontrolado e perigoso o suficiente para chamar a atenção de Voldemort!

- Precisamos achar esse lobo Órion! 

Walburga podia estar menos ansiosa, mas ainda assim saiu antes do combinado para a mansão Slytherin. Aparatou na floresta mais próxima a da mansão, tão escura e densa, a floresta abrigava diversas criaturas que por sorte não atravessaram o caminho de Walburga que com sua varinha em mãos permanecia calma ao andar elegante pela floresta até chegar aos portões negros da mansão onde Marceline morava. 

Ao passar pelos portes de ferro escuros, Walburga atravessou o jardim florido da casa, chegou na entrada da casa e bateu na porta. Ao ouvir um rangido de viu a porta abrir, o olhar medroso de um elfo pairou sob o olhar mais alto e superior de Walburga.

- Desejo falar com Marceline Scott, é urgente. Diga a ela que Walburga Black está aqui! - havia autoridade em seu modo de falar.

O elfo permitiu a entrada de Walburga que ficou ao pé das escadarias aguardando a volta do elfo do quarto de Marceline. Observando a casa, Wal notou a falta de alegria no recinto. Marceline uma moça tão alegre morava em uma casa tão escura e triste, o silêncio da mansão era ensurdecedor, as pesadas cortinas cobriam todas as enormes janelas da casa, Walburga recordou de que da última vez que esteve em tal casa tais janelas transmitiam muito bem a luz solar na casa, mas agora a casa se encontrava fechada como se o que estivesse dentro temesse o que estava lá fora.

- A senhorita Scott não pode vê-la no momento, senhora Black. Ela não se sente disposição e pede gentilmente que se retire! - o elfo surge curvando seu corpo pequeno em sinal de respeito a Sr Black.

- O que ela tem? - preocupou-se Wal

- Vossa magestade não está se sentindo bem, anda doente estes últimos dias.

- Chamaram um médico?

- A senhorita Slytherin não permitiu que chamassemos!

- Ora mais isto é um absurdo! - a mulher esbraveja fazendo o elfo estremecer. Indignada Wal sobe as escadas e contra os impedimentos do elfo o ignora e adentra o quarto de Marceline.

O quaro enorme estava escuro por causa das cortinas que cobriam as janelas fechadas, não possibilitando que o vento adentrasse e tirasse o cheiro a podridão que havia no lugar. Havia uma vasta bagunça de roupas espalhadas pelo quarto, a cama de Marceline estava bagunçada e suas roupas de cama aparentavam não ter sido trocadas a dias, havia uma bandeja com comida já fria e tomada por moscas varejeiras como de algo estivesse morto. Em um canto escuro, atirada do chão estava Marceline.

O espanto de Walburga foi enorme, sua tão querida menininha estava com as roupas imundas, os cabelos estavam sujos e em suas pontas uma gosma amarelada entre os fios, Marceline agarrada em um balde velho vomitava sangue que respingava pela pele pálida e doente de Marceline que virou seu olhar para a entrada de seu quarto onde Wal estava a observar o olhar cinza sob as olheiras negras de Marceline.

- O que ouve com você? - falou paralisada na porta sem mais se importar com o cheiro a podre do lugar.

- Mandei você ir embora! - a voz era arrastada e encatarrada.

- Você precisa de um médico! - Wal corre até Marceline que cheirava a doença. - O que você tem? Chamem um médico! - ela grita para o elfo na porta

- Não! - grita Marceline, mas o elfo já preocupado optou por ignora-la.

- Você está horrível, deve estar muito doente, por que nao foi ao médico? - Wal observa o balde cheio de pedaços vermelhos.

- Não quero ver médico nenhum, quero ficar sozinha no meu quarto!

- Não aja como uma adolescente dramática. É isto que chama de quarto? - elas olham em volta - Está parecendo o quarto de um sanatório! Venha vou tirar você daqui.

Walburga pega nos ombros de Marceline e a leva para o quarto mais próximo, Marceline tinha um olhar perdido, estava fraca e parecia estar encostada na morte. Por estar tão debilidade não recusou a ajuda da mais velha que mesmo enojada tirou as roupas de Marceline e a fez entrar na banheira morna já cheia. Enquanto Marceline quase desmaiava durante o banho, Wal de encarregou de lavar Marceline dos pés a cabeça, tirando o cheiro de podridão que a morena carregava em si.

Após o banho Wal a vestiu com um roupão negro que estava no guarda-roupa de Marceline, arredou as cobertas e fez com que Marceline deitasse e logo ordenou aos empregados que limpassem o quarto onde antes Marceline estava.

- Não! - resmungou Marceline quando Wal abriu as cortinas do quarto que fez com que o sol iluminasse o rosto frio e pálido da garota. - Fere meus olhos!

- Assim é melhor, vai matar os germes e vai dar mais vida a este lugar e a você! - depois abre as janelas deixando que a brisa de verão entrasse.

- Feche isso. O cheiro dos jardins me fazem espirrar, o som do externo me da dor de cabeça...

- Som? Estamos no meio da mata, os únicos sons que tem aqui são cavalos, criaturas que não estão aqui perto, aqui chega a ser ensurdecedor o silêncio. E quanto ao cheiro é muito pouco para te incomodar e sim te satisfazer com tão bons que são.

- Feche logo isso Wal!

- Não! 

- Senhora Black? - um homem de jaleco branco estava na porta.

- Ah Dr Mories, que bom ver o sr! - a mulher sorri - Tenho uma paciente para o Sr!

- Como vai senhorita Scott? Posso lhe chamar assim ou devo lhe chamar de majestade Slytherin?

- Chame como quiser! - ela Fala entediada.

- O que está sentindo senhorita?

- Nada, é apenas exagero de Sra Black, eu estou bem!

- Ela estava vomitando sangue, Dr! Os empregados disseram que ela não come nada direito a duas semanas, não sabem como pode vomitar tanto se pouco come!

- Permita-me ver o vômito?

- O balde foi trocado e o anterior está no outro quarto, irei buscar enquanto o Sr a examina! - O médico faz Marceline se sentar ma cama e ouve seu coração eu sua respiração, examina os olhos, ouvidos e boca da garota. - E então? - fala Walburga ao voltar com o balde que exalava um cheiro forte por onde passava.

- Deixe-me dar uma olhada nisto! - o médico pega o balde e analisa seriamente o seu conteúdo e acostumado com cheiros semelhantes o atual cheiro que sentia não o incomodava.

- Creio que a senhorita esteja com a virose do vampiro irlandês, analisando o conteúdo despejado neste balde foi causado pelos pedaços de carne mal passados que vossa majestade ingeriu, deveria cuidar melhor do que come, tem muita carne crua aqui o que causou seus vômitos com sangue e te deixou com a respiração mais acelerada e o coração também, seus ouvidos mais sensíveis assim como ofato e visão o que explica a pupila dilatada, além de um inchaço notável em sua gengiva avermelhada!

- E tem tratamento?

- Tomar esta poção... - ele entrega de sua grande e preta maleta um frasco com líquido escuro para Wal - Tome duas gotas agora e vai limpar seu estômago por completo, vai passar o dia de hoje vomitando em dobro, mas vai melhorar, talvez em uma semana ou duas os efeitos colaterais da virose acabe e seu corpo volte ao normal!

- Obrigado Doutor!

Após a saída do médico Walburga deu a poção a Marceline que bebeu somente o necessário. Em apenas dois minutos Marceline já estava vomitando sangue novamente, conseguiu transbordar o balde necessitando de um segundo. Analisando o caso da morena, Walburga decide dormir na mansão para cuidar da garota e quando melhorasse pudesse contar o que devia a garota.

Quando o relógio soou 00:00, Marceline pode dormir, seus vômitos sessaram e em fim todo o sangue dos baldes foram despejados e não foi necessário a volta deles para mais uma seção de vômitos dolorosos.

- Marceline - chamou baixinho Wal adentrando no quarto já escuto de Marceline que dormia pesado por conta da dor no corpo. - Marce acorde!

- Ela me deixe dormie, estou exausta e meu corpo dói!

- Entendo querida, mas é necessário comer!

- Não! - ela abre os olhos e vê uma bandeja com uma canja em um prato.

- Apenas algumas colheradas, vai te fazer bem, te dará forças!

Marceline hesitou, mas aceitou. Walburga teve a bondade de dar a canja na boca da garota muito fraca para qualquer coisa, Walburga já estava acostumada com isso, tantas foram as vezes em que seus preciosos filhos ficaram doentes e se aconchegavam nos braços da mãe para que ela pudesse cuidar deles, até mesmo seu marido fazia algo semelhante ao ficar doente. Walburga não notou, mas os olhos de Marceline se tornaram verdes, olhava para a mulher que a cuidava e via uma mãe na qual jamais teve, inventou Sirius e Regulus, pois tinham uma mãe na qual Marceline jamais teve, jamais sentiu-se protegida ou amada maternamente como agora, Wal a cuidava e a olhava como uma mãe a filha.

Marceline era a filha que Wal jamais teve, mas sempre desejou, e Walburga era a mãe que Marceline sempre desejou te-la para lhe amar mais do que qualquer um.

- Boa noite querida, descanse! - desejou Wal após Marceline terminar a canja.

- Boa noite! - ela tenta sorrir ao ficar feliz quando sentiu os lábios acolhedores de Ela beijar sua testa fria.

Walburga sai do quarto e vai para o seu onde muito cansada adormece rezando que Marceline melhorasse para que pudesse ouvir a verdade sobre ela.

A noite se passava calma e serena, Waburga dormia feito pedra e sonhava com seu marido e seus filhos em algum lugar da Escócia. Os empregados dormiam igualmente cansados e a noite aparentava ser normal. Mas quando o relógio soou 4 da manhã, algo despertou Marceline.

A garota acorda com sons agudos, outros graves que lhe davam marteladas na cabeça, o som de respiração, batimentos cardíacos, sons da floresta e até das flores se batendo umas nas outras ao bater do vento que também era muito bem ouvido. Sentia o cheiro daa plantas, da pouca poeira do quarto e do perfume de Wal. Quando abriu os olhos não fora necessário ascender a luz para que pudesse enxergar, sua visão era perfeita e podia enxergar cada centímetro do quarto sem alguma dificuldade.

Mas a coisa que mais incomodava a morena era a dor nas gengivas, Marceline possuía uma vontade enorme de pressionar os dentes um no outro para satisfazer a enorme vontade de morder. Uma fome invadido o estômago da garota que a fez sair da cama a procura de algo para comer, passou pela casa escura sozinha até chegar na cozinha onde o cheiro a carne invadiu as narinas da garota que em menos de alguns minutos havia encontrado o portador do cheiro.

O pedaço de carne crua que havia sido guardado pelos elfos era digerido por Marceline, ela rasgava com os dentes a carne saboreando o gosto de sangue que ainda tinha no enorme pedaço, ela sentia prazer, as gengivas não doíam mais assim como sua cabeça, mas a fome parecia eterna.



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