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História Os marotos lendo a saga Harry Potter - Capítulo 6


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Notas do Autor


Tô de volta pessoal!!

Agradeço a todos que comentaram no capítulo anterior, vcs são maravilhosos ❤️👌🏻

Desconsiderem qualquer erro 💫😅

Boa leitura 💚

Capítulo 6 - O guardião das chaves


Fanfic / Fanfiction Os marotos lendo a saga Harry Potter - Capítulo 6 - O guardião das chaves

Pela manhã, Sol foi uma das primeiras a acordar, só não foi a primeira, pois quando chegou na cozinha, ela pode ver de lá Lilly e James conversando, e Snape sentado a mesa, muito quieto pro gosto dela.

- Bom dia, Snape! - Ela disse enquanto pegava alguma coisa no armário.

O garoto se assustou com a presença repentina dela, mas logo voltou a sua postura normal.

- Bom dia, Solaria... - Ele respondeu sem ânimo.

- Sol, por favor! - Ela pediu e se sentou de frente a ele, Snape deu de ombros, e desviou seu olhar pra mesa - Tá tudo bem?.

- Tá... - Ela arqueou uma sobrancelha.

- É por causa da Lilly e do James, não é?.

- O que ela viu nele? Ela sempre reclamou que ele era um arrogante! - Falou Snape, ainda sem encar Sol.

- Ele mudou, e mudou para tentar conquista-la...

- Eu a conheço desde os nove anos, eu acho... E nada nunca... - Mas Sol o interrompeu.

- Ela não te olhava, como você olha pra ela! Você a olha, como se desejasse ter um futuro com ela, mas ela te olhava, como se você fosse um irmão, que ela nunca teve...

- Eu me arrependo muito, de ter a xingado de...

- Eu sei! - Sol disse, antes dele precisar terminar a frase - Mas não é sua culpa, você estava em um momento de raiva...

- Ela não gosta mais de mim...

- No futuro, ela e o James se casam, e tem o Harry, não acha que deveria se dar uma outra chance...? - Ela notou que ele franziu a sobrancelha sem entender.

- Como assim?.

- Deixar seu coração procurar outra pessoa, para amar?.

- Isso é impossível...

- Nada é impossível, Severus! - Sol falou séria - Porque não se dá outra chance de amar, e de ser correspondido?.

- Como eu vou saber, se alguém gosta de mim? - Ele perguntou, como se aquilo fosse impossível.

- Se uma pessoa gosta de você, ela vai demonstrar isso, seja com palavras ou atitudes, ela vai olhar no fundo de seus olhos, e se perder neles enquanto vocês conversam, ela vai ajir de um jeito diferente, só com você porque ela gosta de ti, é assim que você vai saber se alguém gosta de você! - Ele pareceu pensar nas palavras dela, e quando a encarou para falar alguma coisa, Laura e Wic apareceram ali.

- Bom dia Solzinha! Bom dia Snape! - Elas falaram juntas.

- Não me chamem no diminutivo, sabem que eu não gosto... - Disse Sol.

- A é, esqueci... - Falou Wic.

- Caramba! - Exclamou Laura - Não imaginei que a Lilly e o James fossem ficar tão cedo assim! - Os outros três se viraram e viram o futuro casal Potter, aos beijos!. Sol olhou de esguelha para Snape, e o viu desviar o olhar dos dois.

- Vão para um quarto! - Gritou Laura para eles, os fazendo ficar encabulados.

- Laura! - Sol a repreendeu.

- Não sou obrigada! - Disse a garota.

- Deixa eles em paz! - Ela disse, então os outros começaram a chegar.

Todos tomaram café, então foram para a sala ler, esperaram Dumbledore e Minerva chegarem, e começaram a leitura.

- Quem quer ler? - Perguntou Sol.

- Eu! - Pediu Sírius, e o livro foi levitando até ele.

- O guardião das chaves - Ele leu.

BUM!

- Mas a história nem começou e tu já tá gritando? - Perguntou Sol.

- É! - Ele disse rindo.

- É mal da Laura mesmo... - A mencionada riu.

Bateram outra vez. Duda acordou assustado.

— Onde está o canhão? — perguntou abobado.

Ouviam coisa cair atrás deles e tio Válter entrou derrapando pela sala. Trazia um rifle nas mãos, agora sabiam o que era aquele pacote fino e comprido que ele carregava.

- Ele tá carregando uma arma, com duas crianças junto! - Exclamou Lilly indignada.

— Quem está ai? — gritou. — Olha que estou armado! — Silêncio. E em seguida...

TRAM!

- Para de gritar! - Sol tacou uma almofada no garoto, que rebateu lhe devolvendo a almofadada.

À porta levou uma pancada tão violenta que se soltou das dobradiças e, com um baque ensurdecedor, desabou no chão.

Um homem gigantesco estava parado ao portal. Tinha o rosto completamente oculto por uma juba muito peluda e uma barba selvagem e desgrenhada, mas dava para se ver seus olhos, luzindo como besouros negros debaixo de todo aquele cabelo.

- É o Hagrid! - Disse James.

- Graças a Deus! - Falou Lilly aliviada.

O gigante espremeu-se para entrar no casebre, curvando-se de modo que a cabeça apenas roçou o teto. Abaixou-se, apanhou a porta e tornou a encaixá-la sem esforço no portal. O ruído da tempestade lá fora diminuiu um pouco. Ele se virou para encarar todos.

— Não poderia preparar uma xícara de chá para nós, poderia? Não foi uma viagem fácil...

- O Hagrid é simplesmente incrível! - Disse Tonks.

E dirigiu-se ao sofá onde Duda estava paralisado de medo.

— Chegue para lá, gordão — disse o estranho.

Duda soltou um guincho e correu a se esconder atrás da mãe, que parara encolhida, aterrorizada, atrás de tio Válter.

— Ah, e aqui está o Harry! — disse o gigante.

Harry ergueu os olhos para a cara feroz e selvagem em sombras e viu que os olhos de besouro se enrugavam em um sorriso.

— A última vez que o vi, você era um bebê — disse o gigante. — Você parece muito com o seu pai, mas tem os olhos da sua mãe.

O futuro casal Potter sorriu um para o outro.

Tio Válter fez um som estranho e rascante.

— Exijo que saia imediatamente! — disse — O senhor invadiu minha casa!

— Ah, cala a boca, Dursley seu cara de passa — disse o gigante, e esticou o braço para trás do sofá, arrancando a arma das mãos de tio Válter, vergou-a no meio como se fosse de borracha e atirou-a a um canto da sala.

Tio Válter fez outro som esquisito, como um camundongo sendo pisado.

— Em todo caso, Harry — disse o gigante, dando as costas para os Dursley —, feliz aniversário para você. Tenho uma coisa para você aqui, talvez tenha sentado nela sem querer, mas o gosto continua bom.

De um bolso interno do casaco preto ele tirou uma caixa meio amassada. Harry abriu, com os dedos trêmulos. Dentro havia um grande e pegajoso bolo de chocolate com a frase Feliz Aniversário escrita em glacê verde.

Harry olhou para o gigante. Quis dizer obrigado, mas as palavras se perderam a caminho da boca, e em lugar disso o que disse foi:

— Quem é você?

- Onde estão os modos!? - Alice perguntou brincando.

O gigante deu uma risada abafada.

— É verdade, não me apresentei. Rúbeo Hagrid, Guardião das Chaves e das Terras de Hogwarts.

Estendeu uma mão enorme e sacudiu o braço inteiro de Harry.

— E que tal o chá, hein? — perguntou esfregando as mãos. — Eu não diria não a uma pessoa mais forte, se é que você me entende.

Seus olhos bateram na lareira vazia em que ficara o pacote carbonizado de cereal e ele soltou uma risadinha desdenhosa. Curvou-se para a lareira, não virão o que ele estava fazendo, mas quando se afastou um segundo depois, havia dentro dela um clarão ribombante. O fogo estrondoso encheu todo o casebre úmido com sua luz tremeluzente e Harry sentiu o calor envolvê-lo como se tivesse mergulhado em um banho quente.

- Só faltou o chocolate quente! - Disse Wic.

- Só pensa em comida também em! - Sol falou rindo da amiga.

- Claro, se não eu vou pensar no que!?.

O gigante se recostou no sofá, que afundou um pouco sob o seu peso, e começou a tirar coisas de todo gênero dos bolsos do casaco: uma chaleira de cobre, uma embalagem amassada de salsichas, um espeto, um bule de chá, várias xícaras lascadas e uma garrafa de um líquido âmbar de que ele tomou um gole antes de começar a preparar o chá. Logo o casebre se encheu com o ruído e o cheiro de salsichas fritas. Ninguém disse nada enquanto o gigante trabalhava, mas assim que ele empurrou as primeiras salsichas gordas e suculentas, ligeiramente queimadas, do espeto, Duda se mexeu. Tio Válter disse com rispidez:

— Não toque em nada que ele lhe der, Duda.

- Como se ele fosse oferecer alguma coisa, pra essa baleia! - Falou Tonks revirando os olhos.

O gigante deu uma risadinha ameaçadora.

— Esse pudim de banha do seu filho não precisa engordar mais Dursley, não se preocupe.

E passou as salsichas para Harry, que estava tão faminto e nunca provara nada tão maravilhoso, mas ainda assim não conseguia tirar os olhos do gigante. Finalmente, como ninguém parecia disposto a explicar nada, ele disse:

— Me desculpe, mas continuo sem saber realmente quem você é.

- Eita, que a coisa vai ficar feia daqui a pouco! - Sol disse se lembrando do que acontece nesse capítulo.

- Bem feia, mas vai ser divertido! - Acrescentou Laura.

O gigante tomou um grande gole de chá e limpou a boca com as costas da mão.

— Chame-me de Rúbeo, é como todos me chamam. E como lhe disse, sou o guardião das chaves de Hogwarts, você sabe tudo sobre Hogwarts, é claro.

— Ah, não — disse Harry. Hagrid pareceu chocado.

— Sinto muito — apressou-se Harry a dizer.

— Sente muito? — vociferou Hagrid, virando-se para encarar os Dursley, que tinham recuado para as sombras. — Eles é que deviam sentir muito! Eu sabia que você não estava recebendo as cartas, mas nunca pensei que nem ao menos sabia da existência de Hogwarts, para apelar! Você nunca se perguntou onde foi que seus pais aprenderam tudo?

— Tudo o quê? — perguntou Harry

— TUDO O QUÊ? — berrou Hagrid — Ora espere aí um segundo!

- Se ferraram! - Cantarolou Wic.

Ele se levantara de um salto. Na raiva parecia encher o casebre todo. Os Dursley se encolhiam contra a parede.

— Vocês vão querer me dizer — rosnou para os Dursley — que este menino, este menino! Não sabe nada, de NADA?

Harry achou que a coisa estava indo longe demais. Afinal tinha freqüentado a escola e suas notas não eram ruins.

— Eu sei alguma coisa — falou — Sei, sabe, matemática e outras coisas.

Mas Hagrid dispensou-o com um abano de mão e disse:

— Do nosso mundo, quero dizer. Seu mundo. Meu mundo. O mundo dos seus pais.

— Que mundo?

Hagrid parecia preste a explodir

— DURSLEY! — urrou ele.

- Eu não sei se eu rio, ou se eu leio! - Falou Sírius rindo.

- Continua lendo, que fica melhor! - Contou Sol sorrindo.

Tio Válter, que ficara muito pálido, murmurou alguma coisa ininteligível Hagrid olhou alucinado para Harry.

— Mas você deve saber quem foram sua mãe e seu pai — disse — Quero dizer, eles são famosos. Você é famoso.

— Quê? Meu pai e minha mãe eram famosos?

— Você não sabe... Você não sabe... — Hagrid correu os dedos pelos cabelos, fixando em Harry um olhar perplexo. — Você não sabe quem é? — perguntou finalmente.

Tio Válter de repente encontrou a voz.

— Pare! – ordenou — Pare agora mesmo! Eu o proíbo de contar qualquer coisa ao menino!

- Esse sangue-ruim acha que é quem, pra proibir alguma coisa!? - Exclamou Bellatrix.

- Sem usar esse tipo de palavreado aqui, Bellatrix! - Pediu Sol - Se for se referir a ele, ou mais alguém que não for bruxo, use trouxa!.

- Tá! - Ela revirou os olhos.

Um homem mais corajoso do que Dursley teria se intimidado com o olhar furioso que Hagrid lhe deu, quando Hagrid falou, cada sílaba tremia de raiva.

— VOCÊ NUNCA CONTOU? NUNCA CONTOU O QUE DUMBLEDORE DEIXOU ESCRITO NAQUELA CARTA PARA ELE? EU ESTAVA LÁ! EU VI DUMBLEDORE DEIXAR A CARTA, DURSLEY! E VOCÊ ESCONDEU DELE TODOS ESSES ANOS?

— Escondeu o que de mim? — perguntou Harry ansioso.

— PARE! EU O PROÍBO! — gritou tio Válter em pânico.

Tia Petúnia deixou escapar um grito sufocado de horror.

— Ah, vão tomar banho, vocês dois — disse Hagrid. — Harry, você e um bruxo.

- TARAM!!!.

O casebre mergulhou em silêncio. Ouviam-se apenas o mar e o assobio do vento.

— Eu sou o quê? — ofegou Harry.

— Um bruxo, é claro — repetiu Hagrid, recostando-se no sofá, que gemeu e afundou ainda mais —, e um bruxo de primeira, eu diria, depois que receber um pequeno treino. Com uma mãe e um pai como os seus, o que mais você poderia ser? E acho que já está na hora de ler a sua carta.

- Finalmente! - Exclamou Remus.

Harry estendeu a mão finalmente para receber o envelope meio amarelo, endereçado em tinta verde para:

Sr. H. Potter,

O Assoalho,

Casebre sobre Rochedo,

O Mar.

Ele puxou a carta e leu,

ESCOLA DE MAGIA E BRUXARIA HOGWARTS

Diretor: Alvo Dumbledore

(Ordem de Merlin, Primeira Classe, Grande Feiticeiro, Bruxo Chefe, Cacique Supremo, Confederação Internacional de Bruxos).

Prezado Sr. Potter,

Temos o prazer de informar que V.Sa. tem uma vaga na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Estamos anexando uma lista dos livros e equipamentos necessários. O ano letivo começa em 1º de setembro. Aguardamos sua coruja até 31 de julho, no mais tardar.

Atenciosamente,

Minerva McConagall.

Diretora Substituta.

As perguntas explodiam na cabeça de Harry como fogos de artifício, e ele não conseguia decidir o que perguntar primeiro. Passados alguns minutos, gaguejou.

— O que querem dizer com "estão aguardando a minha coruja"?

— Gárgulas galopantes! Isto me lembra uma coisa — disse Hagrid, batendo a mão na testa com força suficiente para derrubar um cavalo, e de outro bolso interno do casaco tirou uma coruja, uma coruja de verdade, viva, meio arrepiada, uma longa pena e um rolo de pergaminho. Com a língua entre os dentes, ele rabiscou um bilhete que Harry pôde ler de cabeça para baixo:

"Prezado Sr. Dumbledore

Entreguei a carta a Harry. Vou levá-lo amanhã para comprar o material. O tempo está horrível. Espero que o senhor esteja bem.

Hagrid.”

Caramba, eu não consigo nem ler direito com as palavras normais, imagina de ponta cabeça! - Falou Régulos.

Hagrid enrolou o pergaminho, entregou-o à coruja, que o prendeu no bico, depois ele foi até a porta e lançou a ave na tempestade. Quando voltou, sentou-se como se aquilo fosse tão normal quanto pegar o telefone.

Harry percebeu que sua boca se abrira e fechou-a rapidamente.

— Onde é que eu estava? — disse Hagrid, mas naquele momento, tio Válter, ainda cor de cera, mas parecendo muito furioso, adiantou-se até a luz da lareira.

— Ele não vai — falou.

Hagrid resmungou.

— Eu gostaria de ver um grande trouxa como você impedi-lo. — respondeu.

— Um o quê? — perguntou Harry interessado.

— Um trouxa — disse Hagrid — é como chamamos gente que não é mágica como nós. E você teve o azar de ser criado na família dos maiores trouxas que já vi na vida.

- Teve esse azar mesmo! - Disse Frank.

— Juramos quando o aceitamos que poríamos um fim nessa bobagem — disse tio Válter —, juramos que erradicaríamos isso nele. Bruxo, francamente!

— Você sabia? — perguntou Harry. — Você sabia que sou um... Bruxo?

— Sabia! — guinchou tia Petúnia de repente. — Sabia! Claro que sabíamos! Como poderia não ser, a maldita da minha irmã sendo o que era? 

Lilly baixou a cabeça triste, e James a abraçou de lado a confortando. Snape desviou novamente o olhar deles, pra ele aquilo estava sendo uma tortura.

Ah, ela recebeu uma carta igual a essa e desapareceu, foi para aquela... Aquela escola, e voltava para casa nas férias com os bolsos cheios de ovas de sapo, transformando xícaras em ratos. Eu era a única que a via como ela era. Um aborto da natureza! Mas para minha mãe e meu pai, ah não era Lílian isso e Lílian aquilo, tinham orgulho de ter uma bruxa na família!

Ela parou para suspirar profundamente e aí continuou seu discurso. Parecia que estava querendo dizer aquilo havia anos.

— Então ela conheceu Potter na escola e eles saíram de casa, casaram e tiveram você, e é claro que eu sabia que você ia ser igual, esquisito, anormal e então ela vai e me faz o favor de se explodir e nos deixar entalados com você!

- Explodir... - Lilly murmurou chateada.

Harry ficara muito branco. Assim que encontrou a voz, disse:

— Se explodir? Você me disse que eles morreram num acidente de carro!

— ACIDENTE DE CARRO! — rugiu Hagrid erguendo-se com tanta raiva que os Dursley voltaram correndo para o canto da sala — Como é que um acidente de carro poderia matar Lílian e Tiago Potter! Isto é um absurdo! Um escândalo! E Harry Potter não conhecer a própria história, quando qualquer garoto no nosso mundo conhece o nome dele!

— Mas por quê? O que aconteceu? — perguntou Harry ansioso.

A raiva desapareceu do rosto de Hagrid. Ele pareceu repentinamente aflito.

— Eu nunca esperei isso — disse numa voz contida e preocupada. — Eu não fazia idéia do quanto você desconhecia, quando Dumbledore me disse que eu poderia ter problemas para encontrá-lo. Ah, Harry, não sei se sou a pessoa certa para lhe contar, mas alguém tem de contar, você não pode viajar para Hogwarts sem saber.

Ele lançou um olhar feio aos Dursley.

— Bom, é melhor você saber o que eu puder lhe contar, mas não posso lhe contar tudo, é um grande mistério, algumas partes.

Ele se sentou, fitou o fogo durante alguns segundos e então falou:

— Começa, eu acho, com.. Com uma pessoa chamada, mas é incrível você não saber o nome dele, todo o mundo no nosso mundo sabe...

— Quem?

— Bom... Não gosto de dizer o nome dele se puder evitar. Ninguém gosta.

— Por que não?

- Porque as pessoas tem medo de dizer o nome dele! - Falou Sol.

— Gárgulas vorazes, Harry, as pessoas ainda estão apavoradas. Droga, como é difícil. Olha, havia um bruxo que virou... Mau. Tão mau quanto alguém pode virar. Pior. Pior do que o pior. O nome dele era...

Hagrid engoliu em seco, mas não conseguiu dizer nada.

— E se você escreve? — sugeriu Harry.

- Voldemort! - Exclamou Sol, e ala viu alguns estremecerem - É sério que vocês tem medo dele?.

- Quem não teria? - Perguntou Narcisa.

- Sabe Narcisa, no futuro você consegue enganar o maior bruxo das trevas, acredita? - Narcisa arregalou os olhos e Sol sorri.

- Para de dar Spoiler do último livro, Sol! - Disse Wic.

- Perei!...

— Não, não sei soletrar o nome dele. Está bem, Voldemort. — Hagrid estremeceu. — Não me faça repetir. Em todo o caso, esse... Esse bruxo faz uns vinte anos agora, começou a procurar seguidores. E conseguiu alguns por medo, outros porque queriam ter um pouco do poder dele, sim, porque ele estava ficando poderoso. Dias funestos Harry, ninguém sabia em quem confiar, ninguém se atrevia, a ficar amigo de bruxas ou bruxos desconhecido. Coisas horríveis aconteciam. Ele estava tomando o poder. E claro que algumas pessoas se opuseram a ele, e ele as matou. Terrível. Um dos únicos lugares seguros que restaram foi Hogwarts. Acho que Dumbledore era o único de quem Você-Sabe-Quem tinha medo. Não ousou se apoderar da escola, não no começo, pelo menos.

- Tem medo até nesses livros!.

Ora sua mãe e seu pai eram os melhores bruxos que eu já conheci. Primeiros alunos em Hogwarts no seu tempo! Suponho que o mistério era por que Você-Sabe-Quem nunca tentou convencer os dois a se aliar a ele antes... Provavelmente sabia que eram muito chegados a Dumbledore para querer alguma coisa com o lado das Trevas. 

- Mesmo que não fossemos, não iríamos nos juntar a ele! - Disse James.

Talvez ele achasse que podia convencê-los... Talvez quisesse tirar os dois do caminho. Só o que sabemos é que ele apareceu na vila em que vocês estavam morando, num dia das bruxas, faz dez anos. Na época você só tinha um ano de idade. Ele foi à sua casa e... E...

Hagrid puxou depressa um lenço muito sujo e manchado e assoou o nariz, fazendo o barulho de uma buzina de nevoeiro.

— Desculpe — disse. — Mas é muito triste, conheci sua mãe e seu pai e não podia existir gente melhor,

Os dois sorriram, tinham muito carinho por Hagrid, e o agradeciam por ele explicar tudo ao seu filho.

 em todo o caso... Você-Sabe-Quem matou os dois. E então, e esse é o verdadeiro mistério da coisa, ele tentou matar você. Queria fazer o serviço completo, acho, ou então tinha começado a gostar de matar. Mas não conseguiu. Você nunca se perguntou como arranjou essa marca na testa? Isso não foi um corte normal. Isso é o que se ganha quando um feitiço poderoso e maligno atinge a gente, destruiu os seus pais e até a sua casa, mas não fez efeito em você, e é por isso que você é famoso, Harry. Ninguém nunca sobreviveu depois que ele decidia matá-lo, ninguém a não ser você, e ele já havia matado alguns dos melhores bruxos da época, os McKinnon, 

- Que!? - Sírius exclamou surpreso - Me diz que é mentira, Sol!? - A garota negou com a cabeça, e Sirius deixou uma lágrima solitária escorrer de seus olhos, ele estava começando a ter um bom relacionamento com Marlene, não queria que ela morresse.

os Bone, os Priuet, e você era apenas um bebê, e sobreviveu.

Algo muito doloroso passou pela cabeça de Harry. Quando a história de Hagrid ia terminando ele viu de novo um lampejo ofuscante de luz verde, com mais clareza do que se lembrava antes e se lembrou de mais uma coisa, pela primeira vez na vida, uma risada alta, fria e cruel.

Hagrid o observava com tristeza.

— Eu mesmo o retirei da casa destruída, por ordem de Dumbledore. Trouxe você para essa gente...

— Um monte de baboseiras antigas — disse tio Válter.

- Teu nariz! - Reclamou Sol.

- Tá estressada hoje em pequena! - Falou James rindo dela.

- Pequena é a senhora sua mãe! - Ela disse cruzando os braços e revirando os olhos, James riu da ação dela.

Harry se assustou, quase esquecera que os Dursley estavam ali. Tio Válter, sem dúvida, tinha recuperado a coragem. Olhava ameaçador para Hagrid e tinha os punhos fechados.

— Agora, ouça aqui, moleque — vociferou —, aceito que você seja meio estranho, provavelmente nada que uma boa surra não pudesse ter curado, e quanto aos seus pais, bem, eles eram excêntricos, não há como negar e o mundo está melhor sem eles, receberam o que mereciam por se meter com essa gente dada a bruxarias, foi o que previ, sempre soube que iam acabar mal.

- Esse cara tá merecendo uma surra bem no meio da fuça! - Falou Remus com um ódio imenso de Válter.

Mas naquele instante, Hagrid ergueu-se de um salto do sofá e puxou um guarda-chuva cor-de-rosa e arrebentado de dentro do casaco. Apontou-o como uma espada para tio Válter, e disse:

— Estou lhe avisando, Dursley, estou lhe avisando, nem mais uma palavra...

Ameaçado de ser furado pela ponta de um guarda-chuva por um gigante barbudo, a coragem de tio Válter fraquejou outra vez, ele se achatou contra a parede e ficou em silêncio.

— Assim está melhor — disse Hagrid, arquejando e tornando a se sentar no sofá, que desta vez afundou de vez até o chão.

Harry, nesse meio tempo, continuava a ter perguntas e a fazer centenas dela.

— Mas o que aconteceu ao Vol... Desculpe... Quero dizer, Você-Sabe-Quem?

— Boa pergunta, Harry. Desapareceu. Sumiu. Na mesma noite em que tentou matar você. O que faz você ainda mais famoso. É o maior mistério, entende... Ele estava ficando cada dia mais poderoso, porque foi embora? Tem quem diga que ele morreu. 

- Impossível! - Falou Molly.

- Realmente, é impossível... - Concordou Laura.

Besteira, na minha opinião. Não sei se ainda tinha humanidade suficiente para morrer. Tem quem diga que ainda está lá fora esperando, ou coisa parecida, mas não acredito. Gente que estava do lado dele voltou para o nosso. Uns pareciam que estavam saindo de uma espécie de transe. Acho que não teriam feito isso se ele fosse voltar. A maioria de nós acha que ele ainda anda por ai, mas perdeu os poderes. Está fraco demais para continuar. Porque alguma coisa em você acabou com ele, Harry. Aconteceu alguma coisa, naquela noite, com que ele não estava contando, eu não sei o que foi, ninguém sabe, mas alguma coisa em você o aleijou, para valer.

- Vamos saber o que é? - Perguntou Tonks.

- Sim, mas só no último livro...

- Mas ainda vai demorar! - Disse James, e Sol deu de ombros.

Hagrid fitou Harry com calor e respeito iluminando seus olhos, mas Harry, ao invés de se sentir contente e orgulhoso, teve a certeza de que tinha havido um terrível engano. Bruxo? Ele?

Como era possível? Passara a vida dominado por Duda e infernizado pela tia Petúnia e pelo tio Válter, se era realmente um bruxo, por que eles não tinham se transformado em sapos toda vez que tentaram prendê-lo no armário? 

- Não é assim que funciona né, mas tá tudo bem!.

Se uma vez derrotara o maior feiticeiro do mundo, como é que Duda sempre pudera chutá-lo para cá e para lá como se fosse uma bola de futebol?

— Rúbeo — disse calmo — acho que você deve ter cometido um engano. Acho que não posso ser um bruxo.

Para sua surpresa, Hagrid deu uma risadinha abafada.

— Não é bruxo, hein? Nunca fez nada acontecer quando estava apavorado ou zangado?

Harry olhou para o fogo. Pensando bem... Cada coisa estranha que deixara os seus tios furiosos tinha acontecido quando ele, Harry estava perturbado ou com raiva... Perseguido pela turma de Duda, pusera-se de repente fora do seu alcance, receoso de ir para a escola com aquele corte ridículo, conseguira fazer os cabelos crescerem de novo, e da última vez que Duda batera nele, não fora à forra sem perceber que estava fazendo isto? Não mandara uma cobra atacá-lo?

- Viu! - Exclamou Alice.

Harry olhou para Hagrid, sorrindo, e viu que ele ria abertamente para ele.

— Viu? — disse Hagrid — Harry Potter não é bruxo? Espere, você vai ser famoso em Hogwarts.

Mas tio Válter não ia ceder sem brigar.

— Eu não já disse que ele não vai? — sibilou. — Ele vai para a escola secundária local e vai me agradecer por isso. Li aquelas cartas e dizem que ele precisa de um monte de lixo, livros de feitiços, varinhas mágicas e...

— Se ele quiser ir, um trouxão como você não vai poder impedir. — resmungou Hagrid raivoso. — Impedir o filho de Lílian e Tiago Potter de ir para Hogwarts! Você enlouqueceu. Ele está inscrito desde que nasceu. Vai freqüentar a melhor escola de bruxos e bruxedos do mundo. Sete anos lá e ele nem vai se reconhecer. Vai estudar com garotos iguais a ele, para variar, e vai estudar com o maior mestre que Hogwarts já teve, Alvo Dumbledore.....

— NÃO VOU PAGAR A NENHUM VELHO BIRUTA E PATETA PARA ENSINÁ-LO A FAZER MÁGICAS! — gritou tio Válter.

- Ele não deveria ter dito isso na frente do Hagrid! - Falou Remus rindo.

- Concordo! - Disse Sol.

Mas ele finalmente fora longe demais. Hagrid agarrou o guarda-chuva e girou por cima da cabeça.

— NUNCA — trovejou — INSULTE... ALVO DUMBLEDORE NA... MINHA FRENTE!

E girou o guarda-chuva no ar baixando-o até apontar para Duda, houve um lampejo de luz violeta, o estalo de uma bombinha, um grito agudo e, no segundo seguinte, Duda estava dançando no mesmo lugar com as mãos apertando a barriga banhuda, guinchando de dor. Quando Duda virou de costas, Harry viu um rabo de porco enroscado saindo de um buraco nas calças dele.

Todos os presentes da sala riram, até mesmo Dumbledore e Minerva estavam com sorrisos no rosto.

Tio Válter urrou. Puxando tia Petúnia e Duda para o quarto, lançou um último olhar aterrorizado a Hagrid e bateu a porta ao entrar.

Hagrid olhou para o guarda-chuva e coçou a barba.

— Não devia ter perdido as estribeiras — disse arrependido —, mas em todo o caso saiu errado. Queria transformá-lo em porco, mas acho que ele já parecia tanto com um que não pude fazer muita coisa.

E olhou de esguelha para Harry, por baixo das sobrancelhas peludas.

— Fico agradecido se não contar isso para ninguém em Hogwarts — falou. – Não... Hum... Tenho permissão para fazer mágicas, rigorosamente falando. Permitiram que eu fizesse alguma coisa para seguir você e entregar as cartas e coisas assim, uma das razões por que eu queria tanto este trabalho.

— Porque você não pode fazer mágica? — perguntou Harry.

- Ele nunca contou! - Falou James - Não adianta, ele não fala...

- Mas no segundo livro vocês vão descobrir! - Disse Sol - Fala o do porque ele não pode fazer mágia...

- Para de contar! - Laura e Wic exclamaram cada uma de um lado da garota.

- Nunca mais sento entre vocês! - Falou Sol colocando as mãos nos ouvidos.

— Ah, bom... Eu estive em Hogwarts, mas.. Hum... Fui expulso, para falar a verdade. No terceiro ano. Eles partiram a minha varinha ao meio e tudo o mais. Mas Dumbledore me deixou ficar como guarda-caça. Grande sujeito o Dumbledore.

— Por que você foi expulso?

- Ele tambem não fala sobre isso! - Disse Sírius.

— Já está ficando tarde e temos muito que fazer amanhã — disse Hagrid em voz alta. — Temos que ir à cidade, comprar os seus livros e etc.

Ele tirou o grosso casaco preto e atirou-o a Harry.

— Pode ficar com ele. Não se assuste se ele se mexer um pouco acho que ainda tenho uns ratos do campo em um dos bolsos.

- Acabou! - Disse Sírius.

- Eu leio agora! - Falou Sol e o livro foi até ela.

- O beco diagonal - Leu ela.




Notas Finais


Foi isso gente, espero que tenham gostado, deixem seus comentários aqui depois ❤️👌🏻

Bjs e até o próximo capítulo 😚✌🏻


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