História Os Melhores Momentos dos Nossos Sete Anos em Hogwarts - Capítulo 32


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Potter, Scorpius Malfoy
Tags Albus, Harry Potter Yaoi, Scorbus, Scorpius, Yaoi
Visualizações 38
Palavras 1.500
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Romance e Novela, Shonen-Ai
Avisos: Homossexualidade, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Reta final, gente. Espero que tudo dê certo.
Boa leitura!

Capítulo 32 - Perdão - Capítulo Especial Parte Final


O ano letivo havia acabado. Kat estava nervosa por Ruth. A namorada havia marcado de se encontrar com a mãe em Londres quando junho chegasse.

- Você quer mesmo ir sozinha? - ela perguntou. Ruth assentiu. As duas estavam sentadas na sala de estar de casa com a mãe de Kat. Olivia tinha servido chá para as três.

- Eu preciso enfrentar a minha mãe. - ela disse. Olivia pousou a xícara de chá.

- Ruth, não é vergonha querer companhia. A Kathleen não vai falar por você, ela só quer te apoiar.

- Bem... - Ruth ponderou. Kat cruzou os dedos dentro do bolso do moletom. - Tudo bem. Mas você não pode falar por mim, está bem?

Kat assentiu. As duas se levantaram. - Bom... Vamos. Marquei com ela no St. James Park.

As duas se despediram de Olivia, que abraçou Ruth e disse "Boa sorte". Jat ficava muito feliz de ver que a mãe se dava bem com a nora. O tanto que sua mãe havia mudado o pensamento era incrível. As duas se puseram a caminho, de mãos dadas.

***

- Chegamos - Ruth disse, o que era óbvio. Mas Kat sabia que a namorada estava nervosa, e que isso era um recurso para se manter calma.

Kat olhou em volta. Não sabia como Desirée era, mas ainda assim, pensou em achar alguém parecida com a namorada. Não viu ninguém.

- Ela está ali - Ruth apontou para uma moça de vestido rosa parada perto do lago, dando pão para os patos. Desirée não se parecia com a filha. Talvez Ruth tivesse puxado o pai. Kat não sabia. A mãe de sua namorada era alta, esguia e tinha o cabelo cortado rente ao cabelo, de um jeito estiloso. - Ela está tão magra.

As duas se aproximaram de Desirée.

- Mãe? - Ruth chamou. Desirée se virou. Os olhos dela pareciam tristes e cansados, mas se iluminaram ao ver a filha.

- Ruth! - ela guardou apressadamente o pão num saco de papel e pôs dentro da bolsa. Um momento constrangedor aconteceu, em que ela fez como se fosse abraçar a filha, mas mudou de ideia. - Muito obrigada por ter vindo. - ela se virou para Kat, que soltou a mão de Ruth rapidamente. - Você deve ser a... a... n-namorada dela, certo? Prazer.

Kat reparou da dificuldade da moça de dizer "namorada". Mas estendeu a mão para cumprimentá-la.

- Eu me chamo Kathleen Redleaf. - ela se apresentou.

- Desirée Gresham. - ela suspirou e se virou para a filha - Você está linda. - ela disse, antes de ter um breve acesso de tosse.

- Mãe, está tudo bem? - ela perguntou.

- Não. Mas isso não importa. Nós podemos nos sentar... ali? - ela apontou para o outro lado do parque, onde havia um quiosque de sorvete.

- Claro, claro. Vamos.

As três foram até uma das mesas com guarda-sol. Desirée suspirou de alívio ao sentar.

- Mãe, o que está acontecendo?

- Eu queria, antes de tudo, pedir desculpas pelo meu comportamento com você. Não só sobre sua... sexualidade - Kat percebeu que a mãe de Ruth não estava com dificuldade de dizer que elas eram namoradas, e sim que ela estava com dificuldade de falar no geral. Ela falava arrastado, como se doesse. - Eu fui uma mãe terrível. Eu fui uma esposa terrível também. Eu devia ter tratados vocês dois com mais carinho.

Ruth pegou a mão da mãe no tampo da mesa. Kat viu a lágrima caindo no colo dela.

- Mãe... por que está me dizendo isso?

- Eu me arrependi tanto, filha. Quando percebi que você tinha ido embora, ao invés de ir atrás, eu me afundei em bebidas e drogas. Eu... eu me destruí. Eu tive uma overdose, Ruth. Quando eu acordei no hospital, eles disseram que eu dei sorte de sobreviver. Eu encarei como uma segunda chance. Depois da minha recuperação, quis ir atrás de você. Você tinha mudado seu número, e eu não sabia onde te procurar.

- Eu sinto muito por isso - Ruth disse. Kat sabia que ela trocara de número exatamente para fugir da mãe.

- Não posso dizer que você não estava com razão, não é? - Desirée suspirou. - Eu resolvi ir atrás do seu pai. Derek me ajudou bastante. Ele e a Helena.

- Minha madrasta de ajudou? - Ruth perguntou. A surpresa no rosto dela era óbvia.

- Ela ficou com pena. Bem, seu pai tinha seu número. Depois de uma conversa sincera, na qual eu pedi perdão por ter sido uma vaca egoísta, perdoe meu linguajar, ele aceitou as desculpas e me deu o seu endereço. - ela olhou para a Kat quando disse isso. - Obrigada, de coração, por ter deixado a Ruth morar com você. Agradeça sua mãe por mim. Eu tinha ficado com medo de ela estar morando sozinha numa cidade tão grande quanto Londres.

Kat garantiu que faria o que lhe foi pedido. Ruth virou para mãe.

- Você está assim por causa das drogas? - ela perguntou. Desirée assentiu.

- Passei uns meses em coma induzido. Meu fígado estava praticamente morto. Eu havia injetado tanta heroína, que era um milagre meu coração não ter parado de bater. - Ela olhou para a filha nos olhos. - Eu estou morando em Londres, agora. Não é o melhor lugar do mundo, é em East End, mas eu não quero ficar longe de você. - ela segurou firme nas mãos de Ruth - Não vou pedir para vir morar comigo. Só peço para... me visitar, tudo bem?

Ruth soltou as mãos da mãe e deu a volta para abraçá-la.

- Mãe. - ela disse, e Kat não ouviu o que ela disse no ouvido da mãe. Mas sabia que devia ser importante, pois Desirée concordou.

- Muito obrigada, filha. - ela agradeceu. As três se levantaram.

- Bem, eu vou deixar as duas em paz - Kat disse. Ruth e Desirée começaram a falar que não precisava, mas ela cortou. - Não, de verdade. Vocês precisam de um tempo sozinhas.

Kat se afastou e foi até a estação de metrô mais próxima. Fazia um tempo que ela não ia visitá-lo. Talvez fosse q hora.

Depois de uma viagem curta de metrô, ela se viu em frente a um lugar que, durante anos, ela visitara. Comprou um buquê de campânulas de uma barraquinha e entrou no cemitério.

Seu pai havia sido enterrado no jazigo da família. Ela se aproximou.

- Olá, pai. - ela disse para a lápide. Algumas flores mortas estavam lá. Ela recolheu e trocou pelas novas. - Essas não são da nossa floricultura, pai, sinto muito. Mas eu não estava planejando vir aqui.

Ela contou para ele tudo que havia acontecido desde a última visita: Ruth tinha ido morar com ela, ela havia decidido o que ela ia estudar, havia decidido também que manteria a floricultura, ao invés de ser professora em Hogwarts. Ela sabia o quanto aquele negócio era importante para os pais. Ela contou sobre Ruth e Desirée.

- Resumindo, pai, é isso. Eu... eu estou até com vergonha de admitir, mas eu fiquei muito feliz pela reaproximação das duas. Eu quero muito fazer um pedido para Ruth, e gostaria que as nossas mães concordassem.

Kat se despediu do túmulo e voltou para casa de metrô. Mandou uma mensagem para Ruth, avisando que iria pra casa. Ruth pediu para avisar Olivia que ela dormiria na casa da mãe.

Ela chegou em casa e encontrou Olivia terminando de tirar um bolo do forno.

- Ah, oi, Katie. Cadê a Ruth?

- Ela foi conhecer a casa da mãe dela. Inclusive, ela vai dormir lá. - ela disse. Olivia assentiu.

- Que bom que deu tudo certo. A Ruth não vai embora, vai?

- Não, mãe. Calma - ela sorriu. Então se virou para mãe. - Er... com quantos anos o papai te pediu em casamento?

- Hum, eu pedi seu pai em casamento. - ela corrigiu. Kat levantou as sobrancelhas. - Não sabia disso.

- Bem, é. Seu pai era lerdo - ela disse, cheia de carinho na voz. Então se virou para filha - Por que quer saber a nossa idade na época?

- Só curiosidade.

- Seu pai tinha dezoito anos. Eu tinha vinte. Esperei a maioridade dele.

- Ah - ela disse. Estava a dois dias de sua maioridade bruxa, mas não se via casando pela lei bruxa. Ou se via?

- Quer pedir a Ruth em casamento? - Olivia perguntou. Kat não respondeu. - Vou entender seu silêncio como sim. Falta um ano para a sua maioridade. Pense direito antes de fazer qualquer loucura de paixão.

- Eu amo a Ruth, mãe - ela garantiu. Olivia sorriu.

- Eu sei. Eu me sentia assim também. - ela suspirou. - Ainda assim, aproveita esse ano.

Kat não disse que já era maior de idade pela lei bruxa. Apenas agradeceu o conselho e pegou uma fatia de bolo.

Ela resolveu dar tempo ao tempo. Tudo daria certo.



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