História Os Melhores Momentos dos Nossos Sete Anos em Hogwarts - Capítulo 5


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Potter, Scorpius Malfoy
Tags Albus, Harry Potter Yaoi, Scorbus, Scorpius, Yaoi
Visualizações 58
Palavras 1.035
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Romance e Novela, Shonen-Ai
Avisos: Homossexualidade, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Obrigada pelos favoritos! Se vcs virem qualquer erro de gramática, me avisem, eu não fico ofendida.

Boa leitura!

Capítulo 5 - Decisões - Quinto Ano


Acho que está na hora de falar sobre isso com alguém, pensou Alvo, enquanto afundava a pena num tinteiro e escrevia uma carta para Teddy. Como ele era o único que sabia sobre seus gostos, ele queria contar para ele sobre o beijo. Passara o Quarto Ano trocando correspondência com o metamorfomago, que continuava dando-lhe os melhores conselhos.

Ele sabia que devia conversar sobre o beijo que trocara com Scorpius com... bem, Scorpius. Mas estava constrangido demais. Depois de saírem de trás do chalé do hipogrifo, descobriram que, devido às condições climáticas, o resto do passeio havia sido cancelado. Caminharam junto da manada estudantil sem conseguirem se falar direito. Alvo sentia a necessidade de perguntar sobre o que aquilo tinha significado, se eles estavam saindo, ficando, ou qualquer coisa do tipo, mas não conseguia.

Ao chegarem em Hogwarts, Scorpius começou a reclamar de dores, e o professor Longbottom, que estava por perto, dissera-lhe para ir até a enfermaria. Alvo aproveitou para voltar ao Salão Comunal da Sonserina, onde estava escrevendo a carta animada. 

Teddy,

Hoje eu finalmente tomei uma atitude. Mais ou menos. Eu vinha planejando fazer isso em Hogsmeade faz meses, então estava nervoso demais. Ele reparou, e na verdade, ele vem reparando desde o ano passado.

Eu sei que você me disse para fazer isso antes, mas eu não tinha coragem. E mesmo hoje, depois de meses de preparação, eu acabei me enrolando e quase desisti. Mas o Scorpius resolveu tomar ele mesmo a iniciativa para descobrir por que razão eu estava agindo tão estranhamente.

Bem, no fim, eu acabei me declarando. EU ME DECLAREI, Teddy! Eu consegui! E ainda tomei a iniciativa do primeiro beijo. Foi só um selinho, mas ainda assim, eu consegui! E depois, ele me beijou por conta própria!

Obrigado de verdade por todos os seus conselhos, Teddy, eu não teria conseguido sem você! Prometo que vou ouvir seu último conselho e conversar com os meus pais sobre isso.

Agora, eu preciso de um outro conselho: o que eu faço agora? Eu peço ele em namoro? Eu deixo acontecer naturalmente? Eu não sei, é a primeira vez que isso acontece comigo! 

Mande um oi para a Vic e os meus pais por mim,

Alvo Severo Potter

Terminou de escrever e resolveu ir até o corujal. Saiu apressado do Salão, e seguiu evitando qualquer pessoa. Depois de cinco anos, até mesmo os valentões mais engajados haviam desistido de atormentá-lo cara a cara, embora soubesse, graças ao seu irmão, que os boatos sobre ele aumentaram. Sentiu o rosto esquentar pensando que o que fizera em Hogsmeade confirmava alguns boatos.

Chegou ao corujal ofegante pela subida e sentiu o vento incomum quase lançá-lo longe. Chegou perto de uma bela coruja marrom, que pertencia a Hogwarts. Por mais que elas não tivessem nome, Alvo apelidara aquela carinhosamente de Francis. Chegou perto de sua velha amiga, que piou alegremente e estendeu a perna, esperando a carta.

- Olá, Francis - Alvo sussurrou, para não acordar as outras corujas - Tem certeza de que quer voar com essa ventania? É perigoso. 

A coruja piou novamente, e Alvo amarrou a carta, endereçada a Teddy Lupin, além de fazer um carinho na cabeça da coruja e de dar-lhe um petisco. A ave saiu pela janela do corujal em direção ao céu. Ele passou um instante observando. 

- O que você está fazendo aqui? - ele ouviu uma voz familiar perguntar. O estômago dele deu um pulo. Ele não se virou ao responder, para que seu rosto vermelho não fosse visto.

- Normalmente eu venho aqui quando quero mandar uma carta. Estranho, não? - ele disse. Scorpius riu.

- Perguntei no Salão Comunal aonde você tinha ido. - ele disse. Parecia melhor da febre. Alvo percebeu que ele não o olhava nos olhos. - Eu... eu acho que a gente devia conversar.

Eu também acho, pensou Alvo, mas ele não disse em voz alta. Olhou com aparente interesse para uma coruja cinza comum que comia ao seu lado.

- Alvo, eu quero mesmo falar sobre isso, se não for te incomodar. - Scorpius foi mais incisivo dessa vez, fazendo com que o amigo tirasse os olhos da coruja e finalmente o encarasse.

- Não me incomoda. - Alvo disse, e andou até o outro garoto. - Eu também queria falar sobre isso; sobre nós

Os dois ficaram em silêncio. Em teoria, era só conversarem, certo. Então por que eu não consigo falar?, pensou, nervoso. Ele abriu a boca, mas Scorpius falou primeiro.

- Eu gostei do que fizemos. - ele disse baixinho. Estava vermelho como um tomate - Eu não sei como explicar. Mas eu gostei.

- Eu também - Alvo garantiu, também em tom baixo. Mas era só meia verdade. Ele não gostara. Ele amara.

- O que... que fazemos agora? - foi a pergunta de Scorpius. Alvo também queria saber. O que eles deveriam fazer? Ele tinha perguntado na carta que Francis carregava nesse exato momento para Teddy o que fazer, mas não imaginava que teria que decidir tão cedo. Tentou pensar em alguma coisa, mas não conseguiu.

- Não sei - admitiu triste, olhando para baixo. Scorp se aproximou um pouco mais dele. Ele sentiu um calor que não combinava com a ventania do corujal.

- Eu também não. - Scorpius disse, bem próximo a ele. Alvo sentiu uma vontade enlouquecedora de abraçá-lo, mas não o fez. Ele sentiu a mão tímida de Scorpius segurando a dele. Ele levantou os olhos para ver o rosto do amigo. Ele sorria minimamente. - Acho que temos que descobrir.

Scorpius tomou a iniciativa do beijo. Alvo sentiu o rosto esquentar ainda mais enquanto segurava a mão de Scorpius. Levantou a outra mão para o queixo dele. Depois de alguns segundos, eles se separaram, mas ainda estavam próximos.

Alvo sentiu uma certa apreensão de estar ali, num lugar "público". Ainda não contara para os pais sobre si mesmo. Sem contar que, se algum professor visse, eles provavelmente ganhariam uma detenção; era tecnicamente proibido se beijar dentro das dependências do castelo.

- Está quase na hora do jantar - Scorpius sussurrou, os narizes se encostando. Alvo sorriu, aliviado e os dois seguiram (lado a lado, mas sem dar as mãos) para o Salão Principal.



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