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História Os mesmos olhos - Capítulo 3


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Notas do Autor


Pessoal, muito obrigada pelos comentários e pelas motivações. Sinto muito pela demora, mas as coisas estão uma loucura... Prometo tentar ser mais rápida, talvez eu retorne no fim de semana 😉
Espero que gostem desse capítulo!

Capítulo 3 - Os dilemas


Minorca - Casa dos Marquinas.

 

Sérgio rodava a sala ajustando seus óculos em movimentos constates ao mesmo tempo que murmurava palavras desconexas. Estava tão perdido em seu mundo que leva um susto quando Paola entra toda molhada no cômodo acompanhada de Andrés que tinha uma toalha no pescoço.

— Paola! Não é justo você ter me vencido de novo!  Você andou treinando?

A menina franzi a boca em um pequeno biquinho e levanta as sobrancelhas para o tio.

— Claro que sim, tio! Esqueceu que tenho natação três vezes por semana?

Andrés leva a mão a testa, em um gesto extremamente exagerado de esquecimento fazendo a pequena Paola rir.

— Havia me esquecido... Bem, as aulas estão funcionando, está cada vez mais rápida. Acho que nunca vou conseguir te vencer..

— Me perdoe, tio Andrés. Prometo que da próxima vez pego mais leve com você.

— Ahh muito obrigada Paolinha.

Ele levanta a menina nos braços e a joga pra cima a fazendo gritar de surpresa.

— Ahhhh! Eu vou cair! 

— Será? 

Andrés continua jogando a menina e Sérgio sorri de canto, observando aquela interação.

— Papai! Me ajude! 

Sérgio encara Andrés que murmurava a mesma frase da garota afinando sua voz com o intuito de provocá-la e ri baixinho com a cena.

— Andrés... Solta minha filha!

— Não! Me objetivo é matá-la! 

A menina volta a gritar desesperada e Sérgio bufa com a infantilidade do irmão, fingindo uma irritação.

— Papai, eu não quero morrer! 

— Andrés...

O tio para de jogar a garota para o ar, mas a arremessa com cuidado no sofá a atacando com uma chuva de cócegas, fazendo com que ela perca o ar de tanto rir.

— Para tio!.... Para!! 

— Não! Vou te matar de cócegas! 

— Papai! Me ajuda! 

Sérgio se aproxima e agarra o irmão pela cintura. Com um pouco de dificuldade ele consegue tirar os pés de Andrés do chão e o joga no tapete do cômodo, se virando para pegar a filha no sofá, mas antes que ele consiga Andrés o puxa pelo pé e faz com que ele cai no chão junto com ele.

— Andrés! 

— Achou que eu ia deixar barato hermanito? 

Sérgio ajeita o óculos no rosto e pula em cima de Andrés tentando lhe acertar o rosto enquanto o outro desviava com habilidade. Paola ria do sofá enquanto observava seu pai e seu tio brigando feito os coleguinhas de sua sala. Por um momento Andrés consegue se virar por cima de Sérgio fazendo Paola gritar em desaprovação e pular nas costas do tio.

— Auch! ... Dois contra um é sacanagem! 

Eles continuam naquela “batalha”, com Paola puxando os cabelos de Andrés, ao mesmo tempo que Sérgio segurava a testa do irmão com as mãos e Andrés revidava apertando sua bochecha contra contra o tapete.

Moscou entra na sala sorrindo com a cena, mas a acompanhante ao seu lado esboça uma cara de desprezo.

— Senhor Sérgio....

Andrés parece ser o único que percebe sua presença e grita pedindo ajuda.

— Moscou me ajude! Sua mãozinha gorda me servirá muito para dar na cara desse babaca.

— Não me xingue perto da minha filha! Você sabe quem é o que, Andrés! 

Andrés gargalha e Moscou o acompanha até que ele percebe o olhar de impaciência no rosto da mulher ao seu lado que resolve se manifestar.

— Acho que entrei na casa errada. Achei que o acampamento infantil fosse mais à frente.

Sérgio arregala os olhos ao ouvir a voz de suas preocupações de antes, presente no mesmo ambiente que ele. 

— Carla!

Rapidamente ele empurra Andrés para o lado, fazendo com que o homem caia e leve Paola junto com ele, e se levanta encarando a loira a sua frente.

— Aí! 

— Aí! Papai!

Sérgio desvia o olhar para sua filha que estava no chão e rapidamente se desculpa a ajudando a levantar.

— E eu? 

Sérgio apenas revira os olhos para Andrés e sai andando em direção a mulher.

— Carla.. Você chegou cedo.

Ele se aproxima e beija suavemente a bochecha da mulher que o encara confusa e puxa seu rosto para um selinho, deixando Sérgio parecendo um pimentão.

— Sim, resolvi vir antes para resolvermos alguns detalhes da nossa festa.

Antes que Sérgio possa falar qualquer coisa uma voz fina passa a sua frente.

— Que festa? Do meu aniversário? 

A mulher loira encara a pequena menina de maio a sua frente e estende a mão em sua direção.

— Você deve ser a Paola! Ouvi muito falar sobre você.

A menina sorri meiga e aperta a mão da mulher.

— Muito prazer, senhora.

— É senhorita! 

A menina morde o lábio inferior e logo trata de se desculpar.

— Perdão, foi só um modo de dizer. É que eu não a conheço.

A mulher lhe encara espantada e olha para Sérgio com desgosto. Respira fundo e se volta para a menina.

— Bem, não seja por isso. Meu nome é Carla, sou a 

Sérgio a interrompe e encara sua filha com um sorriso torto.

— A amiga do papai. 

A menina acena meio confusa com a cabeça e observa o olhar de ódio da sua mais nova conhecida. A Carla.

— Eu me esqueci de te informar que convidei mais alguém para passar uns dias com a gente, meu amor. Me desculpe, filha.

— Tudo bem, papai. Seja bem vinda, Carla. De que festa você estava falando? 

A mulher encara Sérgio e responde rapidamente.

— Sobre a nossa festa de noivado.

— Noivado? 

A menina encara o pai em confusão. Ao fundo Moscou morde o lábio aflito e Andrés solta uma risada surpresa com mesclas de ironia. Sérgio ajeita o óculos e suspira aflito, busca auxílio de seu fiel escudeiro, mas o próprio Moscou levanta os ombros em desistência, indicando que nessa batalha ele está só.

— Bem.. Sim. Paola, Carla e eu vamos nos casar.

— Quando? 

— Bem a data ainda está meio incerta...

— Na verdade...

A loira o interrompe e o abraça pela cintura enquanto continua a olhar para a menininha a sua frente.

— Consegui uma boa data na Igreja. Vamos nos casar daqui três semanas.

Sérgio a encara chocado.

— Achei que só nos casaríamos no papel?

— Nha! Eu mereço um festão e você pode me dar. Além disso, não teremos problemas com a Igreja, você é viúvo.

Sérgio respira fundo com aquela palavra e olha para sua filha que tinha os olhinhos lacrimejando. Sua testa estava enrugada em confusão e ela mordia os lábios, sua mania quando estava nervosa.

— Papai, o que está acontecendo? 

— Meu amor, o papai acabou conhecendo a Carla a algum tempo e eu sei que é uma surpresa e tanto para você, mas você não acha que seria muito divertido crescer com uma amiga? 

— Eu já cresci e eu nem a conheço para ser minha amiga.

Sérgio se ajoelha em sua frente e segura levemente em seus dois bracinhos.

— Paola, não fale assim.

— Papai, o que você quer que eu fale? Achei que estávamos aqui para passar uns dias em família!

A loira da a volta e para atrás da menina, acaricia seus cabelos com as unhas compridas, o que faz com que Paola se esquive daquele carinho esquisito.

— Garotinha, não se preocupe com isso, nós estamos em família, claro com exceção do mordomo parado ali na porta, somos todos família. Pense bem, logo logo eu serei sua nova mãe.

— O Moscou é mais família que você e eu não quero outra mãe! 

Sérgio tenta abraçar a pequena, mas ela desvia de suas mãos e se aproxima da porta, perto do mordomo. A loira suspira com a manha da menina e Sérgio tenta explicar a situação para sua filha.

— Meu amor, não precisa ser grosseira. Carla não será sua nova mãe, eu entendo que ninguém pode substituir uma mãe, mas pense nela como uma amiga para seus assuntos femininos.

A garota balança a cabeça repetidamente e aponta o indicador para o pai.

— Não quero.

— Paola...

— Pai, a gente veio pra cá para sua festa de noivado e não para a festa do meu aniversário? 

— Não, viemos aqui para os dois, meu amor.

— Eu to ficando sem ar! 

Sergio deixa os ombros cair e suspira. Ele imaginou que ela daria esse show, ela sempre fez isso quando não estava contente com alguma situação.

— Paola, não comece.

— É sério, não consigo respirar. Moscou! 

Ela grita e se agarra no braço do mordomo que estava ao seu lado.

— Moscou... Tá tudo girando.

O mordomo segura a risada e encara Sérgio que revira os olhos enquanto Carla se senta no sofá com caras de poucos amigos.

— Eu to vendo uma luz estranha.. Tio Andrés, eu te amo.

Andrés finge um choro e funga com o nariz antes de responder.

— Você é a minha melhor sobrinha, te amo Paolinha.

— Moscou, você é meu melhor amigo... Papai, eu esperava mais de você.

Após essa fala a menina se joga no chão, fecha os olhos e permanece imóvel. Carla olha aquela cena abismada.

— Aparentemente isso sempre acontece, não é? 

Andrés sorri e se aproxima da menina jogada no chão.

— Sim, mas dessa vez ela se superou. Fiquei emocionado com a despedida.

Paola abre só um olho e sussurra um “obrigada” que só seu tio escuta.

— Acho que cheguei no momento certo. Quando nós casarmos querido, isso vai acabar rapidinho.

Sérgio sorri torto e se aproxima do corpo jogado ao chão.

— Paola se levante. Quem decide quando vou me casar sou eu mesmo. Você está exagerando e sabe disso. E se continuar aí, não vai ter sua festa.

As ameaças do pai não fazem efeito na menina e ela permanece deitada de olhos fechados. Moscou faz um sinal para que todos se sentem no sofá e permaneçam em silêncio, em poucos segundos a menina se senta e encara todos chocada.

— Vale! Se eu tivesse mesmo morrendo a essa hora já estaria sendo meu enterro. Aparentemente ninguém aqui se importa comigo, então eu vou embora.

A menina sobe as escadas correndo e antes que os adultos possam compreender o que se passa a menina cruza a sala com uma mochila nas costas e grita um adeus antes de bater à porta.

Andrés e Moscou correm até a janela e se surpreendem ao ver a menina seguir o caminho pela floresta. 

— Ela volta em 10 minutos..

— Eu aposto 30 senhor Andrés, ela está bem abalada dessa vez.

— Vale! 50 euros? 

— E uma garrafa de uísque! 

— Está confiante, Moscou... Gosto disso.

Sérgio se levanta nervoso e aponta o indicador para os dois homens.

— Vocês realmente apostam nesse showzinho dela? Vocês deveriam se envergonhar e tentar ajudá-la.

— Seu Sérgio, nós três sabemos que é sempre o mesmo, logo ela volta e se desculpa.

— Vocês acham que eu não devo ir atrás dela? 

Andrés o abraça pelo ombro e balança a cabeça.

— A deixe pensar, mesmo com a pouca idade, ela sabe o que faz.

— Vale!

Sérgio ajeita seu óculos e permanece em silêncio observando a sua pequena garotinha andando para longe. Do nada ele escuta Andrés gargalhar ao seu lado e o encara confuso.

— O que foi!

Andrés continua rindo e aponta entre ele e Carla.

— Achei que o negócio de casamentos surpresas eram minha especialidade. Devemos admitir que sou melhor que você nisso.

— Deixa de hostias, Andrés! 

 

         ———————————

Minorca  Acampamento 

 

— Paula, você tá roubando de novo! 

Se queixa José ao ver Paula esconder uma carta no bolso do seu macacão.

— Não estou roubando, você que não sabe jogar, pirralho! 

— Eu não sou pirralho, sua melequenta! 

— Você me chamou do que? 

O menino a encara meio temeroso, mas ao ver que o resto das crianças aguardavam que ele enfrentasse Paula. Ele respirou fundo e apoiou as mãos em cima da mesinha redonda de madeira.

— Me-le-quen-ta! ... te chamei de melequenta.

Paula franze os olhos com ódio e sobe em cima do banquinho pronta para pular no menino. José fica meio sem reação, mas ao escutar que os outros meninos o motivavam, se levanta do mesmo modo que Paula.

— Eu vou acabar com você, pirralho quatro olhos! 

O menino revira os olhos e como num ato de coragem sussurra um “melequenta”. Paula flexiona suas perninhas... Jose copia o gesto... Paula pula com força ... José fecha seus olhos ... Paula, já no ar, é agarrada por Raquel que cambaleia para trás com o peso da menina. 

— Me larga! ... Me larga!

A menina se debatia nos braços de Raquel enquanto o menino respirava aliviado por estar sendo segurado por um monitor.

— Sossega, Paula! 

Raquel caminha para perto do lago com a menina enquanto a mesma bufava de raiva.

— Eu vou acabar com esse pirralho! 

— Olha o jeito que fala pirralha! 

— Você fala assim!

Raquel a coloca no chão e a segura pelos ombros.

— Eu falo com carinho, não com raiva. Tem diferença, lembra? 

Paula revira os olhos e tenta se livrar do aperto de Raquel.

— Paula! Para cielito! 

Ao ouvir o apelido carioso, Paula instantaneamente para de tentar se soltar e se abraça na cintura de Raquel. A mulher sorri com o gesto e acaricia seus cabelos com cuidado.

— Ele me chamou de melequenta...

A menina sussurra e Raquel segura sua risada.

— Eu ouvi.

— Não é verdade... Não gosto que falem coisas de mim que não são verdades.

— Ninguém gosta, cielito... Do mesmo jeito que ninguém gosta de ser roubado no jogo.

A menina se aperta mais contra o corpo de Raquel e acena com a cabeça.

— Eu sinto muito.

— Eu sei que sente, mas o José ainda não.

Paula ergue o rosto e encara Raquel.

— Eu tenho que pedir desculpa? 

— Hmm... Eu acho uma ótima ideia.

— Não é minha coisa favorita de se fazer.

— Nem a minha, mas as vezes a gente erra, e não podemos ser orgulhosos quando se trata de machucar o sentimento dos outros... Ao não ser que ele mereça muito... Mas José não fez nada que o condenasse ao seu mal humor eterno.

Paula gargalha e acena com a cabeça. Deposita um beijo na barriga de Raquel e sai correndo pelo gramado em direção as outras crianças. 

— Raquel! ... 

Virando seu corpo Raquel observa Mônica na casinha de madeira, vulgo escritório.

— Telefone! 

— Estou indo, Môn...

Raquel corre até o escritório e ao entrar Mônica cochicha com a mão cobrindo o áudio.

— O juiz... 

Raquel respira apreensiva e toma o telefone das mãos de Mônica.

— Pietro..

— Raquel, como está? 

— Bem! Estamos aproveitando o acampamento.

— Já? Mal chegaram...

— Com essas crianças nada é devagar.

Pietro solta uma risada abafada e Raquel ri por educação.

— Bem, fico feliz por estarem curtindo, mas recebi uma proposta para adoção. Um casal muito bacana, super receptivos, já adotaram algumas crianças... Acho que você se lembra deles, os Fernandes.

Raquel se joga na cadeira e fecha os olhos batendo na testa, detestava aquelas pessoas.

— Sim, me lembro bem deles. 

— Querem conhecer algumas crianças. Estão em busca de uma menina de 9 - 10 anos e que seja extremamente ativa, pensei em Paula, o que acha? 

— PAULA? 

— Joder, Raquel.. Não grite!... Sim, Paula. Você vive dizendo da energia que ela tem, além de que sempre está metida em confusão, não seria uma má ideia nos livrarmos dela.

Raquel se levanta com raiva e Mônica a encara assustada.

— Nos livrar dela? Você não pode falar de uma criança assim.

— Foi só um modo de dizer

— Modo de dizer? Pietro! Não é um  objeto velho para se livrar dela! Não é esses quilos a mais que você tem para se livrar dela!  É uma CRIANÇA! ... E uma criança incrível! Você não pode achar que tem os pais perfeitos pra ela porque quer ter menos trabalho.

— Raquel! Me poupe dos seus ataques. Eu quem mando nesses processos e eu estou lhe informando, veja bem! Lhe informando! Não pedindo sua opinião de surfada. Estou lhe informando que daqui alguns dias os Fernandes irão até aí para conhecer as crianças, em especial Paula. Passar bem!

— Pietro! ... Pietro? 

Raquel tira o telefone do ouvido e grita alto.

— Filho da puta! 

— O que foi Raquel? 

— Os Fernandes querem adotar mais uma criança.

Mônica lhe encara confusa e ergue os ombros sem nenhuma surpresa.

— Eles vivem adotando crianças, qual o problema nisso.

Raquel respira fundo e tenta controlar, inutilmente, suas lágrimas. 

— Pietro sugeriu que adotassem Paula.

Mônica rapidamente compreende e corre abraçar a amiga que se aconchega em seus braços.

— Eu vou ser adotada? 

As duas mulheres se desgrudam e observam uma Paula pendurada na janela pelo lado de fora. Rapidamente a menina desce e entra pela porta parando em frente a Raquel com um sorriso enorme.

— Raquel, me responde. Você vai me adorar? 

Raquel engole em seco e balança negativamente a cabeça fazendo com que a menina desmanchasse seu sorriso.

— Mas você disse “adotassem Paula”, eu serei adotado, não é? 

— Existe essa possibilidade, cielito.

— E não vai ser por você?

Raquel enxuga uma lágrima e sorri tristemente. 

— Eu sinto muito, Paula. Mas um casal quer vir te conhecer.

— Eu não quero! 

A menina grita decidida e Raquel se ajoelha em sua frente.

— Meu amor, você sabe que as coisas não são decididas assim.

— Eu não ligo! Não vou ser adotada por ninguém que não seja você! 

— Paula...

— Raquel... Eu não quero! 

Raquel vê a menina com os olhos molhados e antes que consiga falar algo sua pirralha sai correndo pela porta rumo ao bosque . Raquel não se aguente e se permite chorar nos braços da amiga.

— Eu sinto muito, Quel...

 

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Minorca - Bosque 

 

Paula corria desesperadamente enquanto algumas lágrimas teimavam em cair pelo seu rosto. Ela não queria outra família, ela já tinha a dela. Não era oficial, nem grande, era composta só por duas pessoas, mas ela não queria mais nada. 

— Não é justo! Nem um pouco justo...

A menina continuava a correr até que algo, ou melhor, alguém tromba em seu pequeno corpo a fazendo ir para o chão, ao mesmo tempo que o corpo da frente também caia. Se senta rapidamente e ao olhar para o seu obstáculo se assusta por sua aparência.

— Joder! 

— Céus! 

Ambas se encaravam e não conseguiam entender como seus olhos eram tão parecidos.


Notas Finais


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