História Os meus, os seus e os nossos filhos - Capítulo 10


Escrita por:

Postado
Categorias Naruto
Personagens Boruto Uzumaki, Himawari Uzumaki, Naruto Uzumaki, Sarada Uchiha, Sasuke Uchiha
Tags Itadei, Narusasu, Papais No Poder, Sasunaru, Sekes, Yaoi
Visualizações 714
Palavras 4.547
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Cheguei, chegando!

Demorei? Pf digam que não demorei tanto assim ;-; na verdade estou até feliz porque esse capítulo saiu rápido, pelo menos pra mim, e grande o que eu mais gosto!

Vocês devem ter percebido que estou em uma crise pra achar nomes para colocar nos capítulos, né? Kkkk geralmente eu só tô pegando a primeira palavra que combina e colocando então me desculpem. Enfim, boa leitura!

Obs: Créditos ao autor da imagem.

Capítulo 10 - Soluções


Fanfic / Fanfiction Os meus, os seus e os nossos filhos - Capítulo 10 - Soluções

 

— Vocês o quê!?

Pela quarta vez naquela tarde Naruto passou a mão pelo próprio rosto em indignação diante da teimosia do filho mais velho que não expressava outra reação se não um rosto zangado e um olhar frio demais para um menino de 8 anos.

Durante cinco dias os dois adultos tentavam criar coragem suficiente para dizer aos filhos o  relacionamento que queriam ter, que passava longe de uma boa amizade. Naruto criou seus filhos sem preconceitos então não estava preocupado com o fato deles sentirem nojo pelo pai sair com outro homem. O que realmente o preocupava era Boruto que por alguma estranha razão não gostava nem um pouco de Sasuke, mesmo que o Uchiha não tenha feito nada para merecer aquele ódio todo.

— Então vocês casaram? — Perguntou confusa a pequena Uchiha, tentando assimilar aquela informação.

As três crianças estavam sentadas lado a lado no sofá espaçoso da sala, de frente aos dois adultos que estavam nervosos pelas possíveis reações dos pequenos. Apenas Hiroto dormia tranquilo no pequeno colchão felpudo da sala.

— Não nós na–

— Eu sabia! Eu sabia que 'tava certa!

Himawari, aparentemente, era a única transbordando de alegria no local.

— Nós não nos casamos, filha. Eu e o Naruto estamos apenas nos conhecendo melhor de um jeito mais romântico, entende? — Explicou o moreno. Sarada pensou um pouco até concordar com a cabeça abrindo um sorriso.

Aquilo o fez suspirar de alívio.

— Eu não acredito nisso! — Esbravejou o menino loiro. — Não gosto dele e não quero ele na minha casa!

— Boruto! Ele tem nome sabia? É Sasuke.

Pai e filho se encaravam raivosos, em uma batalha interna com os olhos azuis faiscando de raiva.

— Ih.. — Soltou Mitsuki em um suspiro cansado enquanto alisava os pelos rebeldes de Kurama, o cachorro da família Uzumaki.

O menino continuava na casa dos Uzumakis por muita insistência de Boruto que queria aproveitar mais o amigo ao seu lado. Orochimaru só concordou pois começou a frequentar mais vezes o restaurante de Jiraiya e os dois estavam se dando muito bem. Bem até demais.

— Irmãozão deixa de ser chato! — Exclamou Himawari, tentando espantar o clima ruim. — Eu já falei que o tio Sasuke é a pessoa certa! Eu sei que é!

— Não, ele não é! — Rebateu o loiro irritadiço. — Eu prefiro morrer ao vê-lo como segundo pai!

— Boruto Uzumaki! Agora você passou de todos os limites!

Naruto estava pronto para avançar em cima do filho mas Sasuke se apressou em segura-lo o impedindo de fazer alguma loucura nesse ataque de raiva. Sarada abaixou a cabeça em silêncio enquanto Himawari olhava para o pai e o irmão assustada sem saber o que fazer. Boruto enrugou o rosto em desgosto.

— Ele NÃO vai roubar o lugar da minha mãe!

Diante da fala raivosa o loiro apressou os passos até Mitsuki no outro sofá puxando com força o braço do amigo, que com o susto soltou o cachorro, e o puxou escada acima até seu quarto. No andar de baixo se ouviu o som estrondoso da porta batendo.

— Oh, droga.. — Naruto enfim despencou no sofá, exausto.

Era difícil lidar com Boruto e sempre foi assim. O menino foi quem mais conviveu com Hinata e perder a mãe tão cedo foi grave demais ao seu psicológico. Tsunade já lhe avisou várias vezes que surtos de raiva poderiam acontecer com ele e que eles precisam controlar isso. Discretamente, Naruto fazia os tratamentos que a médica achava melhor praticar com ele, um bom começo era manter as coisas que Boruto mais gosta por perto. Mitsuki ter voltado a Konoha foi uma grande ajuda também.

— Naruto — O loiro abriu os olhos diante do olhar apreensivo de Sasuke. — Acho que devíamos ter esperado um pouco mais.

— Não, não devíamos. Se nós não falássemos ele poderia perceber sozinho mais cedo ou mais tarde e eu gosto de ser honesto com os meus filhos. — Himawari percebendo que o pai precisava de carinho se apressou em descer do sofá e subir no colo dele, Naruto ajeitou a filha no colo dando um beijinho em sua cabeça. — Eu só não entendo porque desse ódio todo. Você não fez nada que justifique isso!

Sasuke suspirou. Ele também não conseguia entender porque o pequeno Uzumaki não gostava dele, eles nem tiveram tempo de se conhecer direito, toda vez que Sasuke ia até lá Himawari o puxava pra longe e ele quase não conversava com Boruto.

Talvez o pouco diálogo entre eles seja o culpado?

— Papai.. — Sarada também levantou do sofá e se aproximou cabisbaixa, meio envergonhada, com as duas mãos sobre o peito. — Eu queria dizer que vou ficar feliz em ter dois pais.. e mais irmãos.

O Uchiha sorriu abertamente para a filha e Himawari deu um gritinho quando o pai a deixou no colo de Sasuke e se ergueu apenas para pegar Sarada nos braços e a girar no ar.

— Sarada você é um anjo! — Elogiou o loiro enchendo a bochecha da menina de beijinhos que ria toda alegre.

— Ei! Eu também sempre torci por isso! — Resmungou a morena de braços cruzados.

Sasuke abraçou a pequena Uzumaki em meio aos resmungos dela.

— Sim você foi a primeira, Hima. — A moreninha sorriu contente e riu das cócegas que Sasuke dava nela.

No andar de cima Mitsuki observava o amigo andar de um lado para o outro inquieto e aparentemente bem perturbado com tudo aquilo. O loiro tinha o cenho franzido e murmurava sozinho quase esquecendo que o azulado o observava com certa preocupação.

— Boruto, qual o problema? — Perguntou recebendo um olhar confuso do outro. — Por que você não gosta do senhor Uchiha?

— Porque.. Porque.. Ah! — Bufou frustrado. — Eu não quero que ele roube o lugar da minha mãe! Só isso!

— Não, não é isso eu te conheço.

Mitsuki se levantou e puxou o loiro pelo braço o fazendo sentar na cama. Boruto desviou o olhar constrangido, ele não gostava quando Mitsuki olhava para ele daquela forma tão séria.

— Você só está procurando motivos idiotas para odiar o senhor Uchiha — O azulado cruzou os braços em seguida. — Ele não fez nada para merecer isso.

— Fez sim! Ele apareceu! — Rebateu o loiro, se arrependendo logo em seguida pelo olhar duro que recebeu. — Meu pai estava muito bem sozinho comigo e com a minha irmã! Quando esse Sasuke apareceu ele ficou.. Ficou tão.. Não sei!

— Eu sei, meu pai ficou do mesmo jeito com o senhor Jiraiya. — Mitsuki riu da maneira enjoada que o loiro o encarava. — Mas nem por isso eu fiquei tão irritado quanto você está agora.

— Você não entende! — Boruto balançava a cabeça, ele mesmo não estava se entendendo. — Por que ele precisa do Sasuke? Ele já tem a mim e a Hima isso não deveria ser o suficiente?

Mitsuki sorriu.

— Boruto o amor que o seu pai tem por vocês é diferente do amor que ele pode sentir por uma pessoa da idade dele. — O mais pálido tocou os próprios lábios pensativo. — Meu pai não explicou muito bem sobre isso mas eu acho que entendi o suficiente.

— Como o amor que ele sente por mim e pela minha irmã pode ser diferente pelo Sasuke? — Indagou confuso e meio irritado. Boruto não conseguia entender onde o outro queria chegar.

O azulado encarava o teto pensando em como explicar aquilo da mesma forma que entendeu.

— Boruto você gosta muito de alguém? — Mitsuki ergueu uma sobrancelha surpreso diante das bochechas coradas do loiro, seguido de um leve aceno de cabeça. — Gosta tanto dessa pessoa que gostaria de beijar ela?

— P-Porque dessas perguntas estranhas? — O Uzumaki estava quase explodindo de tão constrangido.

— Só me responde! — Insistiu o outro.

— S-Sim.. — Sussurrou baixinho.

— E se essa pessoa, que você tanto gosta, fosse afastada de você? Como ficaria?

Mitsuki levou um susto quando sentiu Boruto agarrar seus pulsos com força carregando um olhar totalmente atordoado na face.

— Você vai embora de novo? — Perguntou aflito.

Enfim entendendo o que acontecia o azulado começou a corar tanto que seu rosto antes tão pálido agora parecia cheio de vida.

— N-Não, não vou. — Ele ouviu o outro soltar um grande suspiro de alívio, soltando seus braços. — Foi só uma explicação.

— Não brinque mais com isso! — Boruto desviou o olhar, aborrecido. — Eu não quero que você vá embora de novo.

Silêncio.

Os dois garotos estavam envergonhados e sem idéias de como recomeçar um diálogo. Mitsuki até mesmo se esqueceu sobre o que tentava explicar, um sorriso bobo pintava sua face. Boruto tinha os olhos pregados no chão do quarto, tentava esconder suas emoções.

— Então... — Começou Mitsuki. — O que eu queria explicar é que os adultos tem um gostar diferente para cada um, entende? O gostar dele pelo senhor Sasuke é igual o gostar que o meu pai tá sentindo pelo senhor Jiraiya.

— É... Um gostar tipo casal? — O azulado concordou. — Você acha então que se eu deixar... O papai para de chorar de noite pela minha mãe?

Mitsuki se aproximou o suficiente para abraçar o loiro que dava sinais que iria chorar. Boruto se deixou ser abraçado enquanto resmungava com os carinhos que recebia na cabeça.

— Eu não sei mas eu confio na sua irmã. — O menino riu dos murmuros desconexos do loiro. — E se ela disse que o senhor Sasuke é a pessoa certa, acho que podemos acreditar nela. Dá uma chance.

— Tá bom... — Boruto ergueu a cabeça apenas para olhar Mitsuki nos olhos. — Eu vou dar uma chance pra ele..

— Jura? Isso é mara–

— Porque você pediu. — Completou o loiro.

Mitsuki sorriu, quem estava bastante corado agora era Boruto que desviou o olhar e tossiu tentando disfarçar a vergonha.

— Então vamos? Acho que você deve desculpas para os dois.

Os dois meninos saíram do quarto e desceram de mãos dadas até a sala onde todos ainda estavam conversando e rindo das brincadeiras. No momento em que os dois chegaram um silêncio reinou na sala, a expressão tanto das crianças quanto dos adultos era de pura surpresa.

Naruto olhava do filho para Mitsuki e em seguida olhava suas mãos juntas. Um sorriso satisfeito pintou seus lábios.

— Naruto, senhor Uchiha, o Boruto tem uma coisa pra falar com vocês. — Mitsuki sorriu e tentou soltar sua mão do loiro mas Boruto não deixou. Os dois se encararam e Mitsuki percebeu que precisava ficar ali dando confiança ao amigo então apenas ficou calado.

— Pai... — Começou o loiro. — Eu queria pedir desculpas. Desculpa por ser tão travesso, desculpa por deixar você tão irritado e desculpa por não obedecer quando você manda eu ir tomar banho.. Eu sei que você me ama apesar de tudo e eu vou melhorar. Eu prometo. — Boruto ergueu a cabeça ficando aliviado em ver o sorriso do pai. Sabia que tinha sido perdoado. — Agora.. Sasuke.

O Uchiha arregalou os olhos em descrença. Era a primeira vez que Boruto falava seu nome, até mesmo Himawari no colo dele ficou boquiaberta.

— Eu também quero pedir desculpas pra você.. — O loirinho apertou firme a mão de Mitsuki pegando coragem de continuar. — Eu sei que não é bom ficar te chamando de velho e outras coisas mas eu não conseguia me acostumar com o papai tão feliz depois que você chegou.. — Sasuke olhou de relance para Naruto que estava meio corado. — Eu queria me desculpar porque talvez a boba da minha irmã tenha razão e você possa ser uma coisa boa pro meu pai.

Mitsuki soltou sua mão do loiro que o olhou tenso mas logo entendeu quando o amigo deu um leve empurrãozinho para Boruto se aproximar de Sasuke.

— O que eu quero dizer é que.. Se você consegue deixar o meu pai tão feliz eu deveria agradecer e não ser malvado com você.. — Os olhinhos azuis do loiro ficaram levemente marejados enquanto um biquinho se formava em seus lábios. — Será que pode me perdoar?

Boruto ficou tenso quando viu Sasuke levantar do sofá e se aproximar dele, mas um suspiro surpreso saiu de seus lábios quando o mesmo o abraçou. Apesar do choque inicial ele retribuiu o abraço.

— Boruto — Falou Sasuke. — Eu nunca vou tomar o lugar da sua mãe. Ela sempre será a sua mãe e nada no mundo mudará isso, mas se você puder me aceitar na vida de vocês eu farei o meu melhor para sermos todos felizes de novo. — Sasuke sorriu diante dos soluços baixos que ouvia. — Eu farei o meu melhor para cuidar de vocês.

— Eh.. eh.. Vai fazer o papai não chorar mais de noite? — Perguntou num sussurro baixo em meio ao choro, fungando o nariz algumas vezes

Sasuke se afastou apenas para olhar nos olhos do menino.

— Prometo me esforçar.

Naruto observou emocionado quando seu filho abriu os braços e se deixou ser carregado pelo Uchiha em meio ao choro e vários pedidos de desculpas que Sasuke apenas a aceitava, o abraçando ainda mais forte. Himawari e Sarada se aproximaram de Naruto o puxando para perto deles. Os dois adultos sorriam enquanto se ajoelhavam no chão e deixavam as três crianças no meio deles, todos abraços.

— Mitsuukii.. Vem cá.. — Chamou o loirinho manhoso, ainda no colo de Sasuke procurando pelo amigo.

Mitsuki ergueu ambas as mãos em defesa com um sorriso no rosto.

— Esse é um momento familiar, não quero atrapalhar. — Declarou o menino.

Naruto riu. — E quem disse que você não é da família? O meu futuro genro precisa participar disso sim! — O mais velho dizia enquanto puxava o menino para perto deles o abraçando animado. Sasuke olhou para Naruto em repreensão enquanto Himawari e Sarada gargalhavam alegremente.

Mitsuki e Boruto se encaravam confusos pensando o que diabos significava a palavra "genro".

•••

Ino estava muito irritada, não, irritada era pouco para definir o que ela sentia naquele dia.

A Yamanaka não tinha sossêgo, desde que Sakura apareceu no seu apartamento dias atrás não parava de lhe mandar mensagens. Todas eram ignoradas, logicamente, mas o que a loira odiava era o fato de estar começando a ficar preocupada.

Afinal na última mensagem Sakura disse que estava com medo de Sasori encontrá-la.

E mesmo com os pensamentos a mil por hora lá estava ela ao lado de Deidara enquanto os dois conversavam com uma médica especialista em gravidez masculina. A mulher foi recomendada por Tsunade que era uma velha amiga da família Yamanaka e também médica pessoal dos Uzumakis.

Deidara já estava de cinco semanas e ainda não tinha contado a Itachi.

Durante toda a consulta a loira ficou em silêncio ouvindo toda a conversa e somente quando entraram no carro para voltarem ao apartamento que ela decidiu falar.

— Quando vai contar pra ele? — Falou direta, mesmo sem olha-lo por estar ocupada com a estrada.

Deidara que comia um sorvete no carona quase cuspiu tudo pra fora.

— Como qu–...

— Como eu sei? Fácil, se o Itachi soubesse seria ele que estaria aqui com você e não eu. — Afirmou convicta, ela tinha certeza disso. — Não seria mais fácil dizer logo a verdade?

— Eu tenho medo.. — O loiro suspirou profundamente. — Tenho tanto medo dele estranhar isso, de me chamar de aberração!

— Deidara! — A loira parou no sinal vermelho para olhar o amigo. — Qual é o seu sobrenome agora?

— Uchiha... — Franziu o cenho. — Deidara Uchiha, por que?

— Porque com esse sobrenome você deveria ser forte e corajoso assim como os Uchihas! Deidara vocês tem 4 anos de casados e eu nunca vi um amor tão lindo como o de vocês. — A loira sorriu. — Itachi te ama, você percebe isso só de olhar pra ele quando fala de você e mesmo que ele nunca tenha tocado no assunto de ter seus próprios filhos é só ver o amor que ele tem por seus sobrinhos e já sabemos o quão bom ele será como pai! — A Yamanaka sorriu dando beijinhos na mão direita do amigo, que piscava de leve os olhos marejados. — Vocês dois serão ótimos pais.

O sinal abriu e a mulher voltou a atenção na estrada. Os dois ficaram um bom tempo em silêncio e quando Ino pensou em chamar sua atenção de novo o loiro se pronunciou.

— Eu vou falar com ele hoje á noite.

E isso bastou para ela ficar feliz.

•••

Estava com dor e cabeça, sentia frio, mas com certeza o pior de tudo era o medo. Sakura nunca pensou que botaria os pés novamente naquela cidade, não depois de fugir para a Grécia daquela forma, e agora ali estava ela novamente no Japão na bela cidadezinha de Konoha onde nasceu.

Precisava de ajuda e sabia disso mas quem ajudaria uma traidora como ela? Ino nunca mais olharia em sua cara, Sasuke não era mais uma opção, tinha muita vergonha de procurar seus pais que sempre ficaram ao lado do seu ex-marido e Itachi e Deidara a matariam caso vissem sua cara de novo.

Estava completamente sozinha.

O maior medo não era a rejeição que sentia por todos aqueles que ainda amava, longe disso. Seu medo maior era de Sasori saber que voltou. Não sabia como o ruivo descobriu que estava na Grécia e foi lá atrás dela e como queria fugir dele voltou para o lugar em que sabia que Sasori não iria esperar, voltou para Konoha. Era óbvio demais, achou que seria fácil apenas voltar para o lugar de onde fugiu.

Ledo engano.

Sua mão foi até sua barriga de maneira inconsistente e Sakura alisou de leve a região avantajada. Não lembrava de quantos meses estava. Seis, sete, talvez oito. Não tem certeza. Aquela não era uma gravidez planejada, muito menos desejada, depois de abandonar seus dois filhos e o marido que tanto ama Sakura não se considerava digna de mais nada.

Nem dessa dádiva que era ser mãe.

Um riso seco saiu de seus lábios. Ino tinha razão afinal, estava se fazendo de vítima.

— Sopa?

A rosada olhou para a porta onde Shion se aproximava trazendo uma bandeja com uma sopa de legumes e um copo com suco de maracujá. Conheceu a mulher no dia que foi ao hospital que Ino lhe entregou o cartão e Shion era uma das enfermeiras que cuidou dela lá. A mulher ficou curiosa pelo olhar infeliz da Haruno e perguntou sua história. Sakura contou tudo. E diferente da reação que esperava a loira apenas fechou os olhos, respirou fundo e perguntou se ela precisava de um lugar pra ficar.

Nem um xingamento, nem repreensão, nem olhar de nojo. Shion apenas ficou... Normal.

— Obrigada. — Agradeceu a mulher que ajeitava a bandeja em seu colo. — E o seu avô?

— Já está dormindo. — Sorriu ela. — Ele está muito feliz com sua gravidez já que esperava que continue morando aqui conosco. Ele sempre diz que uma criança traz luz para o lar.

— Acho que esse não é o caso. — Riu sem humor, olhando a própria barriga. — Eu não queria essa criança, muito menos desejo, mas ela está aqui, não?

Shion suspirou triste diante do olhar desistente que Sakura carregava.

— Vai jogar sua vida na lama assim? — Perguntou.

— Que vida? Eu tinha uma vida maravilhosa com o homem que eu amo e com uma primeira filha que eu desejei ter! — Sakura tirou a bandeja do colo apenas para socar o colchão em que estava. — Mas eu larguei tudo isso pela droga de um sexo fácil com um amigo de infância. Ah, eu comecei a transar com ele porque o meu marido estava ocupado demais na empresa e não tinha tempo pra me tocar.

Shion ficou preocupada diante do desespero da rosada.

— Eu larguei um marido maravilhoso, dois filhos maravilhosos pela droga de um sexo barato! — Brandiu ela soluçando antes mesmo de chorar. — E olhe pra mim agora? Estou grávida, sozinha e arrependida! Que porra de pessoa eu sou? Jogar uma vida no lixo porque não era tocada? Eu mereço a morte!

A loira pulou de susto quando Sakura tentou chegar na janela do apartamento para tentar se jogar. Imediatamente a loira puxou com certa brutalidade o braço dela e fechou a janela se colocando na frente.

Sakura, que tinha caído de joelhos no chão, se levantava meio bamba.

— Escuta aqui! Eu ouvi toda a merda que você fez e nem por isso joguei na sua cara, eu nem reagi Sakura. — A loira bufou cruzando os braços. — Meu avô me ensinou que sempre devemos dar uma chance aos arrependidos e por isso eu dei uma chance pra você. Mas se pensa que morrer é a solução então vá em frente, morra!

Shion se afastou da janela ainda fechada, mas se Sakura quisesse poderia abrir tranquilamente que a loira não iria interferir.

A Haruno deu dois passos até a janela mas antes de pensar em fazer qualquer coisa caiu de joelhos no chão, chorando.

— Não posso fazer isso.. Eu não quero ir.

Nada mais foi dito. Tudo que a loira fez foi se abaixar e puxar a rosada em um abraço apertado. Naquele fim de tarde Sakura chorou tudo que tinha pra chorar nos braços da nova amiga.

•••

— Me diz o nome desse lugar de novo, por favor? Eu preciso gravar isso.

Naruto riu animado.

— Ichiraku Ramen! Por que é tão difícil de você gravar, Sasuke?

— Eu não sei. — Riu sem graça.

Os dois estavam tendo o seu primeiro momento sozinhos naquela noite que chegava. Konan concordou em ficar com as crianças enquanto os dois estavam tendo o seu primeiro encontro, nas palavras dela.

Sasuke deixou que Naruto escolhesse o local pois queria o loiro estivesse confortável em um lugar conhecido dele, dito isso, os dois estavam em uma espécie de barraca que servia ótimos ramens aos quais Naruto era apaixonado. Poucas pessoas conheciam aquele lugar, era pequeno e quase não chamava atenção. Sasuke não sabia ainda mais o loiro só levava alí com ele pessoas que realmente gostava, que realmente sentia afeição.

Hinata foi uma delas assim como Sasuke estava sendo agora.

— Tio! Quero mais uma! — Gritou sorridente diante do olhar amigável do velho senhor e dos olhos arregalados de Sasuke.

Aquele já era o quarto prato que ele pedia.

— Puta merda, pra onde vai tanta comida? — Indagou curioso, e até um pouco assustado.

O sorriso malicioso que recebeu do Uzumaki fez seus pelos se arrepiarem levemente.

— Minhas coxas. — Como se para provar Naruto apertou a própria coxa esquerda. — Minha bunda também.

Sasuke riu.

— Bom saber.

Os dois se encaravam maliciosos antes de voltarem a conversar normalmente, rindo descontraídos. A movimentação era calma e o ar fresco deixava os dois relaxados como se nem estivessem em um encontro, parecia apenas mais uma noite tranquila como sempre tiveram no clube. Por falar nisso era para eles estarem lá naquele momento mas Naruto avisou Gaara que teria um compromisso e não poderia ir, assim como Sasuke avisou Ino.

— Esse lugar é tão bem escondido que se não fosse por você eu jamais saberia dele. — Dizia olhando em volta, satisfeito até mesmo com a decoração simples. — Além da comida ser boa é um ótimo lugar para passar o tempo.

— E não é? Eu amo esse lugar! — O Uzumaki sorriu acenando com a cabeça para o Tio do Ramen, como era apelidado, e o homem já prepara a outro prato para o loiro.

Sasuke tentou ignorar a extrema gula presente.

— Sobre Boruto.. — Começou o moreno. — Fico feliz dele ter pedido desculpas, acho que foi influência daquele amigo dele. Qual é mesmo o nome?

— Mitsuki! — Sorriu o loiro. — Os dois são amigos desde que Boruto aprendeu a andar, nunca vi meu filho tão feliz na presença de outra criança como ele fica com aquele menino. Tenho certeza que ele será meu genro no futuro.

Sasuke deu um empurrão de leve no braço do Uzumaki.

— Eles são crianças, está pensando demais.

— Guarde minhas palavras, aquele garoto será meu genro!

Naruto riu mesmo levando outro empurrão do Uchiha. Quando terminaram os pratos, com o loiro devidamente cheio, eles decidiram continuar conversando no Ichiraku por estarem preguiçosos demais para andar. Naruto principalmente.

— Tem planos pro futuro?

O loiro observou o teto e sorriu levemente pensando no futuro que tinha planejado, ficaria bem sozinho em sua casinha e seus filhos estariam grandes e muito bem casados vivendo suas histórias.

Sim, tinha tudo isso planejado até Sasuke chegar.

Riu com o pensamento.

— Sinceramente? Eu não sei. — Sasuke sorriu, já sabendo o que viria enquanto observava o loiro se aproximar. — Você chegou e bagunçou tudo que eu tinha planejado.

O moreno se aproximou também, os dois sorriam olhando nos olhos um do outro enquanto os narizes roçavam carinhosamente.

— Se arrepende de ter me conhecido? — Perguntou, os olhos vidrados nos lábios rosados do loiro.

Enquanto fechava os olhos Naruto soltava um suspiro ansioso por contato.

— Nem um pouco.

Dito isso, Sasuke quebrou de vez a distância e uniu seus lábios aos do loiro de maneira tão repentina que os dois suspiraram após o contato. O Uchiha mal o esperou abrir os lábios direito para adentrar com a língua na boca dele, arrancando um arfar deleitoso de ambos. Em suas bocas ainda estavam presentes o gosto de ramen de porco e frango que pediram, mas essa mistura pouco importava; como também pouco importava o fato de estarem em um lugar público. Naruto entrelaçou os braços por trás do pescoço de Sasuke, trazendo-o para ainda mais perto de si. Suas línguas quase dançavam uma com a outra de maneira deliciosa e lenta, ficando aos poucos mais selvagem sem que eles percebessem. Uma das mãos livres de Sasuke pousou na cintura alheia dando um leve aperto na região, enquanto dava total atenção aos lábios macios e deliciosos do Uzumaki, que soltaram um gemido nada discreto em meio ao beijo.

— Ponto fraco? — Sasuke disse depois que se separaram por falta de ar, um sorrisinho nada casto pintava seus lábios. — Estou curioso para saber se existem outros.

Naruto riu mesmo que ainda estivesse ofegando levemente.

— E eu estou curioso para ver esse seu lado ativo na cama.

O Uchiha riu rouco enquanto alisava a cintura do outro, sabendo que isso o arrepiava pelo modo que prendia a respiração. Antes mesmo de pensarem em outra rodada o barulho alto de um prato se quebrando chamou a atenção deles. Olharam ao mesmo tempo para o balcão onde uma funcionária encarava fixamente uma figura na entrada, horrorizada.

Naruto foi o primeiro a seguir seu olhar e ficou realmente assustado pelo rosto raivoso do amigo travado na porta.

— Gaara?


Notas Finais


Já tava na hora de outra treta, né? Mentira eu adoro o Gaara e não se preocupem com ele, ok?

Erros? Reviso depois! Mereço comentários? Deixem aí suas críticas construtivas eu lerei com todo carinho <3
Até o próximo capítulo o/


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...