História Os meus, os seus e os nossos filhos - Capítulo 2


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Categorias Naruto
Personagens Boruto Uzumaki, Himawari Uzumaki, Naruto Uzumaki, Sarada Uchiha, Sasuke Uchiha
Tags Itadei, Nasusasu, Papais No Poder, Sasunaru, Yaoi
Visualizações 200
Palavras 3.612
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá! Vocês são incríveis!

Tive tantos comentários positivos no primeiro capítulo que me motivaram a terminar esse mais cedo! Muito obrigado! Espero que continuem me apoiando e comentando e prometo trazer os capítulos mais cedo pra vocês!

*Créditos ao autor da imagem

Capítulo 2 - Toda família tem suas dores


Fanfic / Fanfiction Os meus, os seus e os nossos filhos - Capítulo 2 - Toda família tem suas dores

De banho tomado, dentes escovados, pijama no corpo e seu pequeno diário em mãos Sarada escrevia tudo que aconteceu na escola no dia de hoje. A menina estava sentada no sofá da sala com o caderno em seu colo escrevendo tudo que se lembrava de ter acontecido na sala de aula. Olhava para a corredor de vez em quando para ver se o pai já tinha saído do banheiro com o irmão, já que ele estava dando banho no bebê, e voltava a escrever seriamente.

Escreveu sobre uma garota loira que se aproximou dela perguntando porque ela não tinha uma mãe. Sarada respondeu que tinha mãe só não sabia onde ela estava e a menina começou a rir dizendo que ela foi abandonada e estava sozinha porque sua mãe não estava mais lá. Sarada no entanto ignorou a garota e a deixou falando sozinha o que vez a menina irritar-se consigo e puxar seu cabelo com força e se não fosse Kurenai ela teria continuado com isso. Sarada fez a mulher prometer que não contaria nada ao seu papai pois achava desnecessário se preocupar com pessoas idiotas como aquela menina. Kurenai prometeu não contar nada mas caso acontecesse de novo ela iria contar.

— Não estou sozinha — Murmurou baixinho a menina. — Eu tenho o meu papai e o meu maninho.

Sim, ela não estaria nunca sozinha. Tinha um pai que era muito melhor que uma mãe e um irmãozinho que ainda era pequeno mais quando estivesse maior poderia brincar com ela o tempo todo. Sarada estava feliz, apesar dos coleguinhas de escola falarem que o que ela tinha não era uma família, porque faltava uma mãe, ela discordava totalmente deles. O que ela tinha era uma linda família, a melhor do mundo, a melhor família que poderia querer.

— Desculpe a demora, Sarada. — Sasuke apareceu segurando o pequeno Hiroto nos braços, enrolado na toalha de banho com estampa de ursinhos. — Só preciso secar e trocar seu irmão e já venho ficar com você aqui na sala.

Sarada fechou o caderno e se levantou.

 — Posso ajudar? — Perguntou incerta se deveria pedir aquilo. — A trocar ele?

Sasuke no entanto a olhou feliz pela pergunta.

— É claro, assim você me ajuda e acabamos mais rápido.

Animada a menina seguiu o pai até o quarto do mesmo onde uma outra toalha seca estava estendida em cima da cama e Sasuke colocou o bebê ali. Hiroto balançava os braços e pernas sem parar enquanto ria sozinho olhando o rosto de seu pai que se ocupava em secar os cabelos já grandes do menino. Sarada não sabia bem o que fazer então Sasuke falava os objetos que ela deveria pegar e a menina obedecia. Fralda, talco, pomada para assaduras, um óleo de nome engraçado que tinha um cheirinho gostoso de bebê e um macacão de corpo inteiro com o formato de um tigrezinho – até no pequeno capuz possuía as orelhas – e Sarada riu antecipadamente ao imaginar o irmão usando aquilo.

— Me passe a pomada. — Pediu o Uchiha e a menina prontamente o obedeceu enquanto observava tudo que ele fazia.

Sasuke passava a pomada entre as coxas grossas do bebê, a bundinha e o resto espalhava mais pelas perninhas – Hiroto tinha uma pele sensível a assaduras – depois pegou o talco e jogou com cuidado na bunda e na parte dianteira da criança fazendo Hiroto rir animado e balançar mais as pernas. — Calma filho, preciso terminar aqui. — Riu o Uchiha e Sarada acabou rindo também pela animação do irmão. Enquanto Sasuke colocava a fralda Sarada levantou da cama e foi até o criado-mudo do quarto pegando uma escola de cabelos – daquelas usadas para bebês – e subiu na cama outra vez. Sasuke sorriu ao ver a filha tentar pentear os fios arrepiados do irmão e ele tentando tirar a escova das mãos dela. Sarada fazia bico tentando pentear o menino e ele ria mais alto e continuava querendo tirar a escova das mãos dela. Sasuke ergueu o menino já trocado e mandou a filha desabotoar o macacão e a menina obedeceu prontamente, voltou a deitar o menino na cama e antes de colocar a roupa passou um pouco do óleo por todo o seu corpo, Hiroto estava limpinho e cheiroso. Sarada deu um beijinho na cabeça do irmão enquanto Sasuke terminava de vesti-lo.

— Pronto. — Disse o Uchiha erguendo o pequeno bebê tigre nas mãos. Sarada gargalhou e se ergueu para colocar o capuz na cabeça dele. Hiroto estava adorável.

— Deixa eu tirar uma foto, por favor? — Pediu a menina e Sasuke assentiu enquanto a mesma corria pela casa atrás do celular do pai. Quando voltou ao quarto viu o mesmo fazer cócegas na barriga do irmão que ria alto adorando o carinho, não só ele ria como Sasuke também. Disfarçadamente a menina tirou uma foto sem o pai perceber e sorriu ao vê-la. Seu pai era muito melhor que qualquer outra mãe no mundo para ela. — Diga piu! — Sasuke olhou a filha confuso e só ouviu o click feito do flash. A segunda foto saiu engraçada, Sasuke com cara de paisagem e Hiroto abrindo os braços como se estivesse tentando voar.

— Sarada! — Reclamou o moreno antes de começar a rir junto da menina pela cara de tacho que fazia. Sarada deixou as duas fotos na galeria mas antes tirou uma dela mesma sorrindo animada e enviou as três para o tio Itachi – que era o primeiro contato que viu – e desligou o celular logo depois como se não tivesse feito nada.

— Ok mocinha, hora do dever de casa. — Sarada assentiu e correu para o quarto indo buscar sua mochila e Sasuke foi direito pra sala com Hiroto no colo. Ele se sentou no sofá e viu o caderninho da filha ao seu lado, não era curioso mais sempre se perguntava o que ela tanto escrevia ali então não resistiu em pegá-lo e abrir na primeira página. O que viu o fez arregalar os olhos surpreso. Ali estava um desenho muito bonito de três bonecos em um grande campo verde onde o sol brilhava e algumas borboletas passavam voando, tudo bem colorido e com um pouco de glitter esparramado. Em letras grandes e tortas estava escrito "Minha família" e olhando bem o desenho Sasuke pode reconhecer ele ali, como o boneco maior, Hiroto perto de si sendo o menor de todos parecendo estar em seu colo e Sarada também perto dele como se o abraçasse.

— Você gostou? — Perguntou a menina na entrada da sala com a mochila em mãos. Sasuke só se tocou que estava chorando quando a filha correu para abraça-lo confusa. — D-Desculpa se não gostou papai eu demor–!

— Não! — Gritou aflito assustando um pouco Sarada. Sasuke ajeitou o filho no colo e abraçou tanto a menina quanto o bebê e sorriu verdadeiramente feliz. — Está lindo, lindo! Eu adorei o seu desenho filha.

Sarada sorriu e beijou a bochecha do pai e do irmão que ria o tempo todo. Como a única menina da casa ela sabia que tinha que cuidar daqueles dois e não deixaria que nada de ruim acontecesse com sua família.

— Sem choradeira, ainda preciso fazer o dever de casa. — Riu a menina passando seus dedinhos pelos olhos de Sasuke, limpando as lágrimas. — E o Hiroto tá quase sufocando com esse abraço! — Bronqueou ela ao ver o irmão totalmente escondido no peito de Sasuke.

O Uchiha balançou a cabeça tentando se recuperar da emoções anteriores.

— Tem razão. Vamos logo ao dever de casa. — Ajeitando o filho no colo ele esperou a menina tirar todos os materiais da mochila e explicar que dever era o de hoje. — Porque não faz mais desenhos assim? Podemos fazer um quadro e colocar nas paredes. — Os olhos da pequena Uchiha brilharam com a idéia.

— E colar na geladeira também? — Perguntou ansiosa vendo o pai assentir com a cabeça. — Então eu farei muitos! A nossa casa vai ficar muito bonita!

Sasuke concordou com um sorriso até ouvir o barulho de mensagens vindo de seu celular e se levantou para ir buscá-lo. Sarada automaticamente levantou de fininho e tentou correr para o quarto.

— Sarada Uchiha! Você enviou aquelas fotos pro seu tio? — Indagou o moreno do quarto ouvindo as risadas altas da filha que corria pela casa sem arrependimentos de nada. Itachi enchia sua caixa de mensagens dizendo o quanto aquelas fotos estavam adoráveis, que precisava logo visitá-los e que todas iriam ser reveladas e ficariam na sua estante em porta retratos. Sasuke só pode suspirar e rir consigo mesmo de toda aquela bagunça que era sua família.

Não muito longe da casa dos Uchihas um outro pai estava tentando ter uma boa noite em casa com seus filhos, tentando.

— Boruto... Para! Pelo amor de Kyuubi coloca o cachorro no chão! Para de pular em cima do sofá! Boru.. Boruto larga a boneca da sua irmã! PARA GAROTO!

As lamentações desesperadas eram de Naruto Uzumaki. Um pai solteiro que diferente de Sasuke não tinha tanto controle sobre seus filhos ou sobre sua própria vida. Boruto seu filho mais velho era um verdadeiro pestinha que não parava quieto um só segundo. Sempre recebia reclamações das professoras pelos estragos que ele causava na sala de aula e nunca tinha sossego em casa quando chegava do trabalho depois de buscá-los na escola. Himawari sua filha mais nova era um pouco mais calma que o irmão, porém, chorava com facilidade. Qualquer coisinha fazia a menina abrir o berreiro e o pobre Uzumaki já não sabe mais o que fazer tendo que aguentar os gritos escandalosos do filho e a choradeira sem fim da filha.

— Boruto, por favor! Para de gritar! Himawari minha filha ele já largou a boneca, pare de chorar! — Sem sucesso ele só conseguiu colocar ambas as mãos nas orelhas tentando abafar todos aqueles gritos. — PORRA! — Soltou sem perceber pelo desespero e na mesma hora os dois filhos se calaram olhando para o pai da maneira mais acusadora que uma criança pode usar. Naruto só pode pensar em uma coisa: Fudeu.

— O papai falou um palavrão! Palavrão! Um palavrão muito feiiioo! — Exclamou Himawari com as duas mãos na boca abafando sua voz. O olhar da menina era de acusação e medo como se o pai tivesse acabado de matar alguém.

— Velho! Não pode falar palavrão por que a tia disse que é muito feio! — Falou Boruto acompanhando a irmã no olhar de acusação para o pai. — E se falar palavrão Kyuubi castiga! — Afirmou ele convicto que o Deus Kyuubi o castigará pela palavra ruim que disse. Kurama, o cachorro da família, saia de fininho da sala já prevendo que seu dono estava perto de explodir.

— JÁ CHEGA! — Naruto saiu da sala às pressas deixando as duas crianças confusas na sala. Ele voltou minutos depois com o celular em mãos e apertou na discagem rápida como se sua vida dependesse disso e no momento em que a pessoa atendeu reuniu toda a coragem do mundo para falar. — Gaara! Socorro!

Pronto. Meia hora depois o ruivo já estava na casa dos Uzumakis ninando um Boruto adormecido nos braços – que apesar de ter sete anos ainda dormia assim – e fazendo carinhos em Himawari que já estava em um sono profundo no sofá. Naruto estava no outro sofá jogado no mesmo com um pano molhado em sua testa, exausto. Ele ainda não conseguia entender como alguém tão sério quanto Gaara conseguia essa mágica que era fazer seus filhos dormirem num estalar de dedos.

— Você tem que parar de me ligar toda vez que seus filhos fizerem bagunça. — Reclamou o Sabaku, mesmo que tivesse um sorriso contido em seu rosto, nunca admitiria que adorava ser tão íntimo de Naruto ao ponto dele sempre pedir sua ajuda quando estava em seu limite.

Naruto se levantou de repente tirando o pano da testa e se aproximando de Gaara o abraçando de surpresa pelas costas, ato que fez o ruivo pular de susto. — Não dá! Você é o único anjo que eu conheço que me ajuda. — Reclamou o Uzumaki, abraçando o Sabaku como se abraçasse a salvação de todo o mundo, fazendo Gaara corar tanto quanto seus cabelos ruivos. Naruto era mesmo muito tapado por não ter percebido ainda que Gaara só fazia tudo aquilo porque o amava. Sim, amava seu amigo de infância e contínuou o amando mesmo enquanto ele estava casado com Hinata. — Era tudo mais fácil quando ela estava aqui.. — Murmurou o loiro baixinho desviando o olhar para o retrato em cima da mesa e Gaara seguiu seu olhar sorrindo triste para o rosto sorridente de Hinata. Na foto a mulher carregava Himawari com seus 8 meses de gestação e sorria feliz, ao lado dela o pequeno Boruto era carregado pelo pai, ambos tinham o mesmo sorriso na foto. Naruto estava tão feliz nesse dia pois tinha acabado de ser promovido e descobriu no mesmo dia que o segundo filho era uma menina.

Agora olhar aquela foto só trazia tristeza.

— Ela não ia querer ver você chorando assim, idiota. — Sussurrou Gaara ouvindo os soluços baixos que o amigo tentava esconder. Boruto ainda nos braços de Gaara se remexia um pouco, babando e sorrindo em um sono realmente profundo. Naruto olhou tanto para o filho quanto para a filha e se recompôs. Tinha que ser forte, por eles'.

— Pode colocar o Boruto na cama dele pra mim? Eu pego a Himawari. — Gaara assentiu e caminhou pelo corredor até o quarto do pequeno o ajeitando em sua cama. Deixou o menino lá e foi para o quarto de Himawari onde Naruto andava de um lado para o outro ninando a filha que estava meio acordada, meio dormindo, abraçada com o pai.

— Pode dormir o sono virá e em seus sonhos a mamãe vai estar. — Naruto cantarolava baixinho enquanto Gaara o observava sentindo o peito doer em ver a tristeza nos olhos do Uzumaki. — Papai estará sempre aqui para te proteger e a mamãe estará lá no céu olhando por você... Durma bem minha pequena Himawari. — Finalizou a canção com um suspiro. A moreninha já estava adormecida mas Naruto ainda ficou alguns minutos a ninando até deita-la em sua cama e dar um beijinho de boa noite na filha. Ele passou por Gaara como se tivesse esquecido que o mesmo estava ali e fez o mesmo com Boruto, o cobriu e deu um beijo em sua testa. Quando voltou para a sala o ruivo já estava lá colocando seu casaco.

— Obrigado. — Agradeceu cabisbaixo. Odiava ficar tão sentimental perto de outras pessoas mesmo que estivesse assim na frente de Gaara – que o conhecia melhor do que qualquer um – ainda era constrangedor deixar às emoções tão a mostra. — Desculpe ter te incomodado com isso, Gaara.

— Você nunca me incomoda. — Gaara sorriu de canto e se aproximou apenas para dar dois tapinhas no ombro do loiro. — Mais da próxima vez escolha um horário menos inconveniente, eu estava no banho!

Naruto riu. Gaara sempre conseguia quebrar o clima ruim.

— Pode deixa. Tenha uma boa noite cabeça de fósforo! — Bagunçou os cabelos ruivos do amigo que o empurrou e abria a porta da frente pronto para ir.

— Não deixe de ir no clube amanhã, vai te fazer bem. — Naruto assentiu e Gaara sorriu de canto. — Boa noite, porco espinho amarelo.

No momento em que Gaara saiu pela porta a fechando atrás de si Naruto desfez o sorriso do rosto, caiu sentado no sofá e jogou a cabeça para trás cansado de se segurar e enfim pode chorar. Chorar até que dormisse ali mesmo no sofá.

Na manhã seguinte Sasuke acordou com toda a sua rotina programada em mente. Deixou a água no fogo com a mamadeira do filho próxima, o café da manhã tanto dele quanto de Sarada já estava pronto. Acordou a filha e deu banho na mesma a ajudando a vestir o uniforme escolar. Com a filha já pronta deixou a menina na cozinha tomando seu café e foi pegar Hiroto que acordará naquela manhã chorando por algum motivo. O acalmou, deu banho, trocou a fralda, o vestiu e caminhou com o filho até a cozinha onde Sarada ainda tomava seu café.

As conversas na mesa de café da manhã se resumiam na menina que estava animada em fazer mais desenhos e os colar na geladeira e Sasuke só concordava com tudo que ela dizia enquanto tomava seu café e terminava de amamentar Hiroto. Sarada foi escovar os dentes assim que terminou e Sasuke, dessa vez, garantiu que não tinha esquecido de nada dentro de casa.

Deixou a filha na escola, Hiroto na creche e se dirigiu para a empresa com um humor um pouco instável pelo trânsito ruim que aturou no caminho mas nada que fosse tão ruim. Em sua sala anotava todas as reuniões em que Itachi teria que comparecer, algumas ele teria que o acompanhar, e tentava a todo custo ignorar a figura loira que estava sentada em sua frente de braços cruzados. Ino o olhava desafiadora, como se tivesse todos os segredos do Uchiha na palma da sua mão e iria os divulgar no jornal local se ele não fizesse o que ela queria.

Itachi entrou na sala rindo do clima tenso dos dois.

— Será que vocês não podem logo acabar com isso? — Ele quase se arrependeu de ter falado quando recebeu aqueles olhares mortais direcionados a si. — E-Esquece!

— Me ajude, Itachi! Fala pro Sasuke que se ele ir nesse encontro de clubes vai sair de lá maravilhado! — Exclamou a Yamanaka determinada em sua ideia de levar Sasuke para a reunião. O Uchiha mais novo revirou os olhos irritado. — Aí, tá vendo? Eu tento ajudar e ganho isso em troca!

— Mas eu nem sei o que é uma reunião de clubes.. — Murmurou Itachi constrangido enquanto Deidara passava pela porta e ao ver Ino pulou de surpresa e foi abraçar a amiga.

— Ino! Minha deusa por que não me avisou que estava aqui? —  Perguntou animado dando pulinhos no meio do abraço que Ino correspondia com a mesma animação.

— Desculpe! Eu esqueci de te avisar porque estava muito concentrada em convencer o teimoso do Sasuke. — Explicou a loira rindo dos puxões em sua bochecha que Deidara fazia. Olhando os dois poderia se confundir com irmãos gêmeos mas eles só eram bons amigos mesmo.

Itachi sorriu pelos dois e cutucou Sasuke que fazia caretas para a cena.

— É por isso que esses dois se gostam, ambos são exatamente iguais e eu não tô falando de aparência. — Resmungou o Uchiha mais novo atraindo a atenção de ambos os loiros que o olhavam como se fossem o matar. — Ah, vai começar.

— O quê você quis dizer com isso, hein? — Deidara cruzou os braços. — Quer mesmo que eu arranque isso que você chama de cara?

— E eu te ajudo com isso Dei — Exclamou Ino erguendo os punhos. — Com todo o prazer!

— Ok, chega vocês três. — Itachi pediu tempo tentando acalmar a fúria dos presentes na sala. Era sempre ele o mais sensato da turma. — Sasuke porque não acaba logo com isso e aceita o conselho de Ino? Pense bem, vá apenas uma vez veja como tudo é lá e se não gostar tudo bem. Você já foi uma vez e ela não pode te obrigar a continuar indo se não fizer diferença nem uma na sua vida.

Ino iria reclamar pelo modo que ele tentava convencer o irmão mais ficou quieta percebendo a expressão de Sasuke, ponderando se deveria aceitar ou não. Deidara resmungou que não fazia diferença e que o Uchiha mais novo continuaria a mesma coisa de sempre e Ino o mandava ficar quieto para deixá-lo pensar. Sasuke olhou para o irmão que tinha um sorriso tranquilo no rosto, no fundo sabia que Itachi estava certo então com muito pesar suspirou e concordou com a idéia.

Ino deu um gritinho tão fino que quase deixou os três homens presentes surdos.

— Isso aí! Você não vai se decepcionar, eu juro! — Comentava alegre se abraçando em Sasuke que só sabia revirar os olhos e empurra-la pra longe. — E não se preocupe com seus filhos, lá tem uma espécie de creche onde as crianças ficam para os pais poderem conversar entre si, e eu fico de olho neles por você!

— Certo, certo já entendi. Pode me soltar agora. — Ino riu dando um empurrão amistoso em Sasuke que resmungou mas sorriu para a loira.

— Problema resolvido? Resolvido. Agora se nós der licença precisamos voltar ao trabalho, Ino. — Falou Itachi encerrando a conversa. Ino se despediu deles avisando a Sasuke que passaria em sua casa depois do trabalho para buscá-lo e saiu junto de Deidara que queria continuar conversando com ela antes da moça ir embora. Sasuke balançou a cabeça não acreditando no que tinha feito e Itachi tentava acalma-lo dizendo que tinha feito o certo e que isso o ajudaria muito.

Mas o que incomodava Sasuke era a estranha sensação de que não era ele que precisava de ajuda, era alguém que precisava da sua' ajuda. E Sasuke não tinha certeza se queria ou não ajudar essa pessoa mas alguma coisa lhe dizia que ele precisava sim ir nesse encontro.

E por sorte, Sasuke Uchiha sempre confiava em seus instintos.


Notas Finais


Ino finalmente conseguiu! Viva a Ino!
Gostaram do capítulo de hoje? Vimos um pouco da família Uzumaki, só um pouco, vou me aprofundar mais neles depois.
Como será que Naruto e Sasuke vão reagir ao se conhecerem? Deixem seus comentários e me desculpem se tiver algum erro, eu não revisei farei isso depois.
Até a próxima, pessoal :v


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