História Os Meus, os Seus, os Nossos - Capítulo 12


Escrita por:

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Categorias EXO
Tags Baektao, Exo, Família, Krisho, Taohun
Visualizações 104
Palavras 3.519
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Shoujo (Romântico), Shounen, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hey, mais um capítulo, depois de muito tempo ~~ Como ficou muito longo e vai acontecer algumas coisas no mesmo dia, tive que dividir para não ficar confuso e longo demais.
Aproveitem.

Capítulo 12 - O jantar - parte 1


Fanfic / Fanfiction Os Meus, os Seus, os Nossos - Capítulo 12 - O jantar - parte 1

Era mais ou menos 5 horas da manhã quando Junmyeon chegou em casa, apenas quando ele desceu do carro de Yifan que lembrou que deveria ter avisado aos filhos que chegaria mais tarde. Ele lentamente abriu a porta, entrando em casa sem fazer nenhum barulho, pôs seus sapatos na entrada, ainda com um sorriso totalmente bobo no rosto recordando da noite. De ter ficado bêbado rápido demais, subido no pole dance, sendo que só se lembrou disso, pois Kris contou a noite inteira. De tê-lo beijado e de ter passado uma noite maravilhosa com ele, de ter se sentido amado.

A sala de estar estava praticamente revirada de cabeça para baixo, comida em cima do sofá, roupas e travesseiros jogados no chão, até mesmo a televisão estava ligada passando notícias noturnas, com certeza ficou ligada a noite inteira. Enquanto ele limpava , tirava todos as toalhas, acabou encontrando um pé debaixo, tirando mais os panos viu que era Sehun, dormindo embrulhado no sofá, no outro sofá, Jongin estava dormindo quase caindo no chão.

Suho olhava de forma serena para seus filhos, e sentindo-se preocupado, perguntando-se que horas foram dormir, e porque não estavam na cama, poderiam muito bem pegar uma gripe dormindo desse jeito na sala. Ele pegou Sehun nos braços, mesmo com 11 anos de idade, era pequeno então Suho conseguia carregá-lo sem muito esforço.  Ele sorriu, lembrou-se de quando ele o carregava nos braços ainda bebê chorando por tudo e nunca querendo ficar sozinho.

Ele o levou até o próprio quarto onde a cama era maior, e logo depois buscaria Jongin.

Ao colocá-lo na cama, o garoto gemeu apertando os olhos, começando a derramar lágrimas de seus olhos.

 – Sehunie? O que foi querido?

 – Você não tava em casa... – Ele respondeu choramingando. – Eu te esperei a noite inteira, eu tinha até baixado um filme pra nós assistimos antes de dormir, mas você nem chegou em casa. – O garoto chorava de forma mais intensa, fungando e soluçando.

Normalmente quando seu pai chegava tarde da noite, ele costumava ligar avisando e não passava das 11 horas da noite. Dessa vez , Suho não havia sequer dado notícia que iria demorar, ou passar a noite fora. E isso não era comum de acontecer, era a primeira vez que Suho passava a noite fora desse jeito.

 Ao ver os olhos do filho mais novo encharcados de lágrimas, ele sentiu seu peito fechar, arder de tanta dor, como se tivessem enfiado uma faca em coração. Ele tinha feito seu filho chorar, ficar acordado a noite inteira sentido saudade, só de imaginar, ele já sentia uma grande culpa.

 Junmyeon abraçou Sehun, tentando consolá-lo, o beijou na testa enquanto afagava seus cabelos.

Jongin ouvindo as vozes, entrou no quarto ainda sonolento, segurando um cobertor. Ele engatinhou sobre a cama indo para os braços do pai. Sem dizer nada ele apenas se aconchegou no abraço, dormindo novamente.

 Sehun que ainda choramingava falou novamente.

 – Hyung teve um pesadelo e foi no quarto...mas ...  – Sehun tomou fôlego enquanto chorava. – Ele tava muito assustado, os outros irmãos estavam dormindo, então eu tive que fazer uma água com açúcar pra ele ... mas não era igual ao do pai...

Suho sentia-se culpado, deitou jongin na cama junto do irmão, e o afagou os cabelos, pensando em qualquer coisa para se desculpar. Mas não havia como, ele foi egoísta ao escolher a si mesmo aos filhos, preferiu passar a noite em uma festa e depois ir para cama de outra pessoa, do que colocar seus filhos para dormir como de costume. Seus meninos ainda dependiam dele, principalmente os mais novos, ainda eram apenas crianças. Ele não devia ter feito isso.

Desde que seu primeiro filho nasceu, ele se entregou totalmente para cuidar e amá-los, 80% da sua cabeça funcionava apenas a favor dos filhos. Como Minho sempre afirma que é loucura, e Suho apenas vai estar morrendo por dentro, mas ele não entende, que a melhor coisa é ver seus filhos comendo bem, sorrindo, brincando, estando felizes. Se estão felizes, Suho também está feliz.

Ele os ama demais, ama a ponto de passar por cima de qualquer um que ferir, uma dessas provas foi a luta para conseguir a total guarda dos 5.

E por ter escolhido passar a noite com Kris, a primeira vez que ele passava uma noite fora até, ele acabou machucando seus meninos. Eles o estavam esperando, tristes e preocupados, enquanto Junmyeon apenas se preocupava se gozaria rápido ou não.

Foi traição.

Junmyeon traiu seus filhos.

Ele apenas sentia a faca em seu peito girar mais vezes.

 – Me desculpa, eu não vou fazer isso outra vez, eu prometo. – Junmyeon depositou um selo nos lábios de Sehun e Jongin, os abraçando em seguida. Apenas deitou-se ao lado dos meninos, tentando recuperar um mínimo de tempo.

Kyungsoo acordou com campainha sendo tocada freneticamente. Ainda cambaleava até a porta, sem checar quem era no interfone. Ao abrir a porta, ele se deparou com uma mulher, com um vestido azul marfim apertado até o meio da coxa, e um casaco por cima, ele levantou o olhar reconhecendo que era sua mãe.

 – Mas que demora ein, o que custa para atenderem uma porta? Junmyeon ta dormindo por acaso? – Ela falou já entrando e se dirigindo ao sofá.

 – Oi mãe. Eu vou ver se o pai já acordou.

Ela olhou para a casa bastante bagunçada, tirando algumas toalhas do sofá.

 – Provavelmente não... E Kyungsoo me traga um chá ok e fale para ele se apressar. – Ela sorriu levemente, mas logo mudou o sua expressão focando no celular.

Kyungsoo quietamente foi até o quarto do pai, onde ele estava dormindo com os gêmeos. Ele moveu o braço do adulto tentando acordá-lo. Com o barulho de Kyungsoo o chamando, Sehun acordou, e começou a esticar-se, em seguida, Junmyeon. Ele ficou um tempo parado processando o que estava acontecendo, já que finalmente tinha conseguido dormir em sua cama confortável. Ele dormiu um pouco no apartamento de Minho, mas nada é melhor do que a própria cama.

 – Pai, a mãe já ta aqui.

 – O que? – Ele se levantou. – Ai que droga, hoje ela vai passar o dia com seus irmãos.

Ele se apressou, uns dias atrás, ela havia programado levar os filhos mais novos para um brunch com alguns conhecidos de sua empresa. Era um evento mais formal, então os garotos teriam que estar bem vestidos.

Junmyeon rapidamente pulou da c ama, terminando de acordar os garotos para se arrumarem.

 – Eu vou preparar algo para comer.

 – Sim, faça apenas um chá, não vou demorar para fazer o café, certo. – Junmyeon disse antes que Kyungsoo saísse do quarto.

Da sala, Joonhyun observava os passos do garoto, em preparar a mesa, colocar a água para ferver e separar as xícaras, totalmente cocentrado. Chanyeol apareceu sonâmbulo e apenas se jogou no sofá próximo do dela, sem nem notar a presença da mãe. Ela se aproximou de Kyungsoo no balcão da cozinha.

 – Olha, não faça o chá assim. Você tem que primeiro ferver a água, separadamente colocar as ervas na xícara e então por a água quente e abafar.  É mais elegante e o melhora o aroma.

Sem dizer nada Kyungsoo seguiu o que sua mãe mandou, e pareceu até um pouco mais tenso, tentando não errar nada dessa vez, já que ela o estava olhando.

 – Oh, você aprendeu só de ouvir uma vez, é raro para crianças de sua idade ou até mais velhos.  – ela deu um leve sorriso, usando um tom de crítica como se estivesse falando especialmente de Baekhyun.

Apesar de tudo, foi um elogio.

 – Ah... o pai ainda vai demorar um pouco para fazer o lanche, então... – Kyungsoo apenas resolver iniciar a fazer alguns ovos mexidos.

Suho surgiu na cozinha em seguida dos gêmeos, cumprimentou rapidamente Joonhyun, não olhando para ela necessariamente e iniciou seu trabalho de preparar o café da manha. Começou a fazer 3 ovos mexidos, arroz e sopa de algas. O aroma da comida começou a se espalhar pela casa, até que Baekhyun já se aproximava da cozinha sendo carregado pelo cheiro da comida.

Ao abrir os olhos, viu que não estava só apenas com seus irmãos e seu pai, mas sua mãe também estava lá. Ele revirou os olhos, fechando um bico e marchando até seu pai.

 – O que ela ta fazendo aqui?

 – A sua mãe, vai levar Jongin e Sehun para passar o dia com ela, por isso está aqui.

Terminado de prepara o café, Kyungsoo ajudava a colocar os pratos na mesa, já havia colocado 6 pratos na mesa, e pensou se não seria rude, deixa a sua mãe de fora. Não faria sentido, todos comeram e ela ficar de fora, além de ser muita falta de educação. Ele colocou mais um prato e a chamou.

 – Mãe... Vem tomar café da manha conosco na mesa.

Depois de Kyungsoo ter falado, todos na mesa, principalmente Baekhyun o encarou de  forma reprovadora.

 – Não tudo bem, tenho que ficar de barriga vazia até o brunch... Mas, um outro chá eu aceito. – Ela mudou de ideia apenas para irritar Junmyeon. Ela sentou a mesa, ao lado de Kyungsoo e Sehun.

 – Ah que ótimo! Ovos mexidos e veneno. – Disse Baekhyun, dando uma mordida em seu prato.

 – Não se preocupem em comer rápido, já estamos bem atrasados mesmo. – Joonhyun falou de forma sarcástica.

Os meninos se apressaram em comer, calçaram seus sapatos e estavam prontos para o brunch onde sua mãe os levaria. Os gêmeos vestiam um conjunto formal idênticos, já que eram gêmeos, Junmyeon achava a ideia de vestirem roupas iguais fofas, mesmo se fosse clichê e não fossem tão idênticos assim.

.

Após deixar Suho em casa, Kris chegou em sua casa, lembrando dos momentos que os dois compartilharam desde que se conheceram. Ele pegou o celular e mandou uma mensagem para ele com um sorrisinho no rosto. Assim que enviou a mensagem já imaginando como ele a receberia; saiu do carro quando viu um garoto com uma jaqueta preta entrando pela janela do segundo andar. Luhan.

 – Ah, esse garoto não tem jeito...

Como a porta da frente estava trancada e sua ideia era entrar em casa sem que ninguém, principalmente seu pai soubesse que ele havia saído a noite, ele entrava pela janela de seu quarto. Porém dessa vez estava fechada, e sem opção ele acabou entrando pelo quarto de Tao.

Ele entrou facilmente, até que foi surpreendido com os gritos do irmão caçula.

 – Ai que susto, você ta maluco? – Disse Luhan colocando a mão no peito.

 – E o que é que você ta fazendo na minha janela? – Tao segurava um secador de cabelo preto, pronto para bater no irmão.

 – E o que você ta fazendo vestido desse jeito? Que bizarrice.

Luhan observou com um olhar torto o irmão vestindo um uniforme colegial feminino com uma saia bem curta, típico de personagens de mangás, e com uma rede prendendo os cabelos.

 – É meu cosplay, e não que te interessa, mas ainda estou terminando.

 – Não era exatamente isso que tava falando ... ah – Luhan olhava o irmão com um rosto duvidoso, usando a saia rosa e até um enchimento nos peitos?! Era demais pra ele. – Ai quer saber, esquece, não queria ter visto isso. Esquece que apareci aqui entendeu?!

Luhan rapidamente saiu do quarto, foi para o seu que dividia com Minshuo, trocou sua roupa por um moletom e voltou se arrastando para o sofá enrolado em uma coberta.

Yixing estava no quarto principal dormindo, pois passou a noite inteira acordado assistindo filmes. Ele acabou acordando quando Yifan entrou no quarto falando ao telefone, estava conversando com a tia deles, falando um pouco alto enquanto se deitava na cama já que estava cansado. Nem havia percebido o garoto enrolado nos lençóis tentando dormir, que quase deitava em cima do garoto.

Por causa do barulho, Yixing levantou-se de forma bruta com os olhos vermelhos e caídos de sono, seguiu para seu quarto, porém Tao havia trancado a porta. Ele deu meia volta,e acabou se jogando no sofá, tentando buscar um pingo de sono. No outro sofá, Luhan estava jogando vídeo game e o barulho do jogo começava a irritar o irmão que tentava dormir no sofá.

 Yixing pediu várias vezes para que o irmão diminuísse o volume, mas o outro apenas ignorou.

 – Ah que droga, é impossível dormir nessa casa mesmo, que saco!

 – É só sair, que draminha. – Disse Luhan, distraído.

 – Pra você é fácil dizer, único que pode fazer o que quiser e sair pra qualquer lugar sem dar a menor satisfação.

 – Sim, e daí? Você pode muito bem sair, só não faz porque é medroso, deixa disso...

 – Eu não sou medroso entendeu, eu penso nos atos que faço e penso nas consequências também.

 – Por isso que é assim esquisito, devia namorar, transar com alguma mina, sei la – Luhan deu de ombros.

 – Qual o seu problema ein Luhan? Eu não sou você, não um metido superficial que não liga pra nada...

 – Ai caramba, então sai cara, abre a porra dessa porta e sai daqui, não tem ninguém te impedindo não! – Luhan aumentou a voz se levantando e indo em direção ao outro. – Tem tanta inveja assim de mim é ?

 – Você é um idiota. – Yixing empurrou com força o irmão o quase derrubando no sofá.

 – Você já era seu emo covarde. – Luhan abriu a mão dando um tapa forte na cabeça.

Yixing sem perder tempo, agarrou o colarinho do outro e o jogou no chão, Luhan segurava forte o irmão e o puxou junto, acabando os dois jogados no chão trocando socos e chutes.

Antes que a situação se agravasse, Yifan saiu do quarto ao ouvir a gritaria, imediatamente puxou Yixing de cima de Luhan, pelo braço, o afastando com um tanto de força.

 – O que diabos que ta acontecendo?

Yixing apenas sentiu seu corpo magro voando para trás, tentou se equilibrar ainda caindo para o lado. Ele viu seu pai com um tom de voz alterado, gritando, principalmente com ele. Ele não foi o único a brigar, o Luhan também deveria levar bronca.

Isso é muito injusto, como sempre é assim.

Sem esperar mais, Yixing simplesmente saiu de casa, andando em direção a qualquer lugar.

Seus pés o acabaram levando até a quadra de basquete, próxima do seu colégio, estava vazio, apenas duas crianças caminhando, sendo seguidas por uma mãe. Ele sentou na grama, observando a família e soltando um suspiro, por um momento ele pensou em sua mãe, se ela ficaria ao seu lado, se ele lembra bem, ela sempre conseguia impedir que os irmãos brigassem por bobagem, e aquilo realmente foi uma bobagem. Yixing já se sentia culpado por ter saído sem mais nem menos, só que ao mesmo tempo, ele tinha razão...

O garoto deitou de costas na grama, mas algo apareceu em sua frente, fazendo sombra em seu rosto. Era seu amigo,  Xiaozhu.

 – Hey XingXing, veio jogar? – O amigo abriu um sorriso. – Ta tudo bem? – Xiaozhu sentou-se ao lado do garoto.

 – Ta sim, eu só ... tive uma briga lá em casa, nada demais. – Yixing suspirou, só queria ir pra longe, extravazar sem sentir nenhuma culpa, sabe...

 – Pois pode me chamar, vou para onde você quiser.

Yixing se calou por uns minutos, mergulhando em seus pensamentos aleatórios e aproveitando a companhia de seu único amigo, até que esse o interrompe .

 – Você vai relaxar melhor, com isso aqui. – O amigo abre uma cartela de cigarros, pega um para si, colocando entre os lábios e dá outro para Yixing.

 – Não é nem 9 horas da manha ainda e você já ta fumando? – Yixing lançou um olhar preocupado e reprovador.

 – E daí? Deixa de besteira, só um não mata e vai te relaxar mais. – Ele pega o cigarro nas mãos do outro e o acende com isqueiro, devolve, colocando entre os lábios do moreno. Acendendo o próprio em seguida.

Passaram alguns minutos apenas olhando céu, Yixing fumava o cigarro enquanto ouvia o amigo falar de alguma coisa, no seu íntimo estava quase voltando para casa, quando Xiaozhu o acordou dos pensamentos, colocando de repente suas mãos no queixo de Yixing.

 – Você nem está me escutando... Já sei, vou te ensinar algo legal. Tenta puxar a fumaça.

Xiaozhu tragou uma vez, se aproximou de Yixing e soltou a fumaça, próximo da boca do garoto. O moreno, completamente desengonçado, tentou fazer o que lhe havia dito, mas apenas conseguiu tossir, sem saber ao certo se havia puxado a fumaça ou não.

 – Já sei.

Xiaozhu  tentou novamente, dessa vez, ele segurou o queixo outra de Yixing, aproximando os lábios do garoto aos dele, facilitando que ele puxasse a fumaça. A fumaça saía pelos cantos da boca, mas Xiaozhu pressionava mais ainda seus lábios contra os do Yixing.

 – Pronto agora deu certo.

 – Sim... – Yixing respondeu confuso. Ele viu Xiaozhu sorrir enquanto olhava o moreno bem próximo ainda, tentava pensar em algo para dizer e mudar de assunto, mas sua mente apenas estava em branco. Apenas continuou de cabeça baixa, como se estivesse bastante interessado na formiga que mordia um pedaço de folha.

O amigo riu baixo com as bochechas pouco rosadas. Segurou novamente o queixo de Yixing, o trazendo novamente para mais um beijo, apenas apertando com mais pressão, os lábios contra o outro.

Ao ouvir passos e vozes se aproximando, os dois se separaram logo, Xiaozhu não parecia nem um pouco ter se importado. Ao olhar, viu que era seus colegas de turma, o chamando entre risadas e gestos exagerados. Xiaozhu respondeu com um sorriso sacana nos lábios.

 – Não liga pra eles. – Yixing apenas concordou e continuou de cabeça baixa, envergonhado demais para olhar para o amigo. – Bom, eh... Vamos para o cinema hoje?

Antes que Yixing pudesse responder, um dos amigos de Xiaozhu gritou por ele mais uma vez apressado.

 – Eu tenho que ir, te vejo hoje no cinema ta. – Ele pensou em dar mais um beijo no moreno, mas os amigos insistiam tanto, que ele foi embora, juntando-se a eles com um sorriso largo e apoiando os braços nos ombros do colega.

Yixing não sabia como se sentir, claro que já havia beijado antes, mas foi com uma garota e nunca havia beijado um menino antes e para ele, Xiaozhu era só um amigo mesmo, e agora ... Se já não bastasse a briga com Luhan, agora teria que lidar em saber como se sente em relação ao outro.

Algumas horas depois caminhando e evitando lugares que Xiaozhu poderia estar, ele chegou em casa, um pouco depois da hora do almoço. Se ele fosse um cachorro e tivesse cauda, com certeza estaria encolhida e entre as pernas.

Entrando na sala, percebeu que Luhan não estava lá, apenas Lei e Minshuo lendo um livro, sentiu-se aliviado, se juntando aos irmãos.  Não demorou muito para que Yifan aparecesse na sala, vestido e com um perfume bem forte preenchendo toda a sala, como se estivesse pronto para sair. Yixing encolheu no sofá, torcendo que o pai não o percebesse e não desse uma bronca no garoto, descendo a escada, Luhan também apareceu logo em seguida caminhando para a porta.

 – Vão sair pra onde? – Lei perguntou curioso e um pouco ofendido, se fosse um programa pai e filho ele também queria muito ir.

 – Eu tenho um jantar para ir – Respondeu Kris, logo virando para trás percebendo Luhan arrumado. – E você não vai a lugar algum.

 – O que?! Isso não é justo, eu não fiz nada e olha o Yixing aí, ele que começou e ainda fugiu e fica se fazendo de sonso.

 – Não importa, você está de castigo, não me esqueci de ter visto você pulando a janela hoje de manha, ok? E você também Yixing. Quando eu voltar, vamos conversar sobre o que aconteceu.

Luhan, bateu os pés reclamando de não poder mais sair. Tinha um encontro para ir e por causa disso, de uma briguinha, tinha que ficar de castigo feito uma criança.

 – Você vai em um encontro pai?- Lei perguntou mais uma vez analisando a vestimenta e como o pai o olhou assustado pela abordagem e tentou sorrir disfarçando.

 – É só um jantar social... Eu volto logo.

 – Ai... Claro que é um encontro. – Lei olhou para Minshuo que concordou com a cabeça.

Kris entrou no carro seguindo para o restaurante marcado. Umas horas antes, ele havia recebido uma mensagem de Junmyeon de que queria o ver. Ele estava bastante alegre, até demais já que conseguiu transpassar e os meninos perceberem, bom, para ele, se o relacionamento der certo, e ele quer que se torne algo de verdade, espera apresentar para os filhos o novo namorado.

Pensando bem, Yifan não havia pedido Junmyeon em namoro, e nem o outro. Provavelmente seja isso que vá acontecer. Junmyeon vai pedi-lo em namoro. Um jantar oficial, isso soava bem para seus ouvidos.

Por um rápido momento ele pensou que deveria adiar esse jantar, se não estaria pensando muito em si. Já que tinha deixado de lado cuidar da briga entre Yixing e Luhan e nesse momento em que ele estaria ausente, eles podem estar brigando. Era um risco.

 – Eles nunca brigaram assim... Os dois são quase adultos, podem pensar por si o que é certo e errado já. É isso, eles podem cuidar disso por enquanto. Vão entender...

 

 


Notas Finais


Eeeh, espero que tenham gostado, e até o próximo capítulo.


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