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História Os Mistérios da Srta. Foster - Capítulo 1


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Notas do Autor


Deixo com vocês, minha primeira História.

Espero que gostem!

Capítulo 1 - Alucinações


Fanfic / Fanfiction Os Mistérios da Srta. Foster - Capítulo 1 - Alucinações

Cap 1- alucinações

   Acordei no vazio, estava diante do absoluto negro, não havia nada ao meu redor, quando uma grande neblina atingiu meu campo de visão. Dela podia escutar uma voz que chamava por meu nome porem ia sumindo aos poucos.
Me apressei para alcança-la. Quando atravessei a densa névoa me deparei com um par de olhos que brilhavam, duas esmeraldas cintilantes.
Em menos de um minuto senti algo prateado me perfura, gotas caindo dando som ao vazio e cor ao negro.

   Abri meus olhos fitando a janela, estava escuro ainda e, ao que parecia, o Sol não demoraria a aparecer. Me sentei na cama – a aquela altura não tinha a mínima vontade de outro pesadelo – fiquei pensando  por um longo tempo. Não seria a primeira vez que a voz rondava por meus sonhos, ou pesadelos, as vezes desesperada ou tranquila, feliz ou assustada. Parecia que ela estava diretamente ligada a mim, uma voz doce que tentava me dizer algo mas não sabia ao certo
— Diane – me chamou abrindo a porta com rapidez – mamãe ta chamando a gente para tomar o café, anda logo!
   Ellen saiu correndo com a velocidade de um foguete. Não deve ter uma única pessoa que goste mais de comida do que ela.
   Tive que ir me trocar para o colégio, antes que o dragão chamado mãe viesse atrás de mim para me arrastar pelos cabelos. Desci as escadas correndo.
— Bom dia "Didi" — disse meu pai abrindo um largo sorriso.
— PAI!
— Que foi? Minha princesinha não gosta mais que eu a chame de Didi?
   Okay, agora eu realmente estava parecendo um tomate. Ah qual é... eu não sou mais criança, por que aquele apelido ainda existia? Achei que ele já tinha sumido a muito tempo.
— Por favor...não sou mais criança.
— Uis, me desculpe, idosa.
   Por um momento pude ver um riso reprimido, mas quando ouvimos a risada de Hannah, ele não conseguiu segurar e riu também.
— E aí Didi – disse ela não escondendo a graça e satisfação ao me chamar assim.
— HANNAH? Mas. Quando. QUE?
— Vai se acostumando. De tanto me ver aqui, vai enjoar.
   Ela sorriu e piscou pra mim, oq ela estava aprontando?
   Tempo depois a invasora de casas me confessou que será babá de Ellen de vez em quando, fingi decepção mas fiquei feliz com isso.
   No caminho para o colégio, passamos em frente da grande mansão da rua principal.
— Fiquei sabendo que o Sr. Russel mora na casa ainda, não sai mais dela e não deixa ninguém entrar além dos empregados e do filho. Ele não deixou nem alguém profissional arrumar o estrago da casa depois do incêndio, foram os empregados que tiveram o trabalho da reforma. Também fiquei sabendo que...
   Não prestei atenção no que Hannah tagarelava, apenas parei de andar e fitei a brecha do imenso portão, onde se dava para ver uma janela escura do terceiro andar, enquanto o vento soprava fazendo as cortinas rasgadas azuis de um tom bem claro voarem para fora da janela. Mas algo me chamou a atenção, uma mancha vermelha se destacando nela e, de repente, tudo em minha volta perdeu o foco, me fazendo lembrar do pesadelo mais recente, o completo vazio, o sangue, a adaga prateada em meu peito, a voz assustada tentando tirar aquilo de mim
   Mas foi um simples "Bii-bii" que me trouxe a realidade. Um dos empregados da casa entrou numa velocidade tão rápida que se não fosse Hannah para me tirar do caminho eu teria ido junto com o carro.
— Diane! Você tem que tomar cuidado – Ellen finalmente falou algo – que exemplo heim! Eu que devia ouvir isso e não o contrario.
   Revirei os olhos e segui em frente deixando que elas corressem atrás de mim
   Quando chegamos no colégio, a baixinha foi em disparada para a sala de aula sem ao menos olhar para trás. Hannah me olhava preocupada com minha saúde mental — não sabia bem o motivo do exagero — ela poderia me deixar um pouco em paz?
– Tem certeza que você tá bem Diane?
   É claro que não podia... Malditas alucinações, valeu mesmo heim! Agora tenho uma doida no meu pé o dia todo.
   Na aula, o Diretor Smith teve que interromper a aula do Sr Dumont — coisa que nenhuma pessoa com sã consciência faria, nem mesmo ele— Para anunciar o novato que, para minha surpresa, tinha o sobrenome Russel. Não fui a única a ficar chocada com a noticia – mas também quem não ficaria? O herdeiro no nosso colégio.
— Meu nome é Jack Russel, tenho 17 anos...
   Não consegui prestar atenção no que dizia, apenas o observei. Ele tinha cabelos bem pretos, era um pouco alto para a idade, a pele parda e...– me chamando mais atenção por um bom tempo- – os olhos dele de um verde bem vivo, nem claro e nem escuro, eles me eram bem familiares. 
   Do NADA, ele me encarou com certa curiosidade. Foi quando olhei em volta e vi que era a única que não babava por ele, ou pensando nas vantagens de um amigo rico. Nos encaramos com a mesma curiosidade, e não é que a disgrama me mandou um sorriso hipnotizante – obviamente eu fechei a cara – foi quando Jack começou a se aproximar cada vez mais, e então... 

"BUM"

   Deu de cara no chão – é nessas horas que eu não odeio o piso solto – fui a única que se atreveu a rir.

   No almoço, Alex se juntou com Hannah a mesa, logo seguido por Ellen e duas crianças que conversavam com ela e Jack. Pude ver ele me encarando novamente enquanto se aproximava da mesa.
— Diane! – veio Ellen na maior euforia – quero te apresentar a Jane e o Luka.
   Eu fiquei simplesmente de boca aberta com a beleza dos gêmeos, a pele negra, os olhos cor-de-mel e os cabelos pretos ondulados.
— O gato comeu a sua língua?  – perguntou Jane com um sorriso radiante.
   Luka, o irmão, apenas revirou os olhos com um sorriso de canto de boca.
— Jane, cuidado, ela pode te jogar um feitiço – disse Jack com um riso se formando no rosto.
— Quê?
— Não é todo dia que você cai após encarar uma bruxa que faz cara feia – ao terminar, me lançou um sorriso.
— BRUXA? Ora seu... -Vi Hannah de queixo caído- PARA DE BABAR NELE HANNAH, TU TEM NAMORADO!
— DIANE! Alex fala alguma coisa.
— Eu? – vi ele entre a cruz e a espada – An. Ellen me ajuda aqui.
— Luka... – respondeu confusa – controla seu irmão?
— Jane – Luka parecia estar se divertindo com a situação – é contigo mana.
— PANQUECAAAA! – Jane gritou para dar um basta na discussão.
   Depois olhamos em volta, muitas pessoas nos olhavam como se tivéssemos saído de um hospício. Os gêmeos e Ellen  davam gargalhadas ao verem nossas expressões – eu queria voar na minha irmãzinha querida.
   Conversamos por um bom tempo, percebi que o riquinho não era tão chato.
— Melhor a gente ir para não se atrasar, tchau maninho – Disse Jane ao beijar a bochecha de Jack.
   Todos ficamos boquiabertos, menos as crianças, Luka se despediu do irmão e seguiu caminho com Ellen. Era muito errado shippar duas crianças? Sacudi a cabeça como se fosse tirar o pensamento da minha mente. Comecei a rir sozinha, mesmo que tivesse uma mini plateia ao meu lado.
— Ela é sempre louca desse jeito?
   Alex se apressou a responde-lo.
— Você não sabe nem da metade Jack – ele me lançou um olhar de provocação e olhou por cima de meu ombro.
   Foi quando eu vi o garoto alto de cabelos ruivos, os olhos castanhos claro, a pele bronzeada com sardas de uma bochecha a outra. Era Victor Swett, um veterano no colégio – da primeira turma do terceiro ano do Ensino Médio. Queria um buraco para enfiar o rosto que, agora, parecia um tomate. Alex ria junto a Jack, enquanto Hannah os olhava como se olha "pirralhos bagunceiros".
   Alguem me trouxe ao "normal". A voz. Mas desta vez não era meu nome que ela chamava e sim o de Jack. Percebi que de algum jeito ele ouviu, significa então que não é ilusão?
— Bem, An. Eu... Tenho que ir!
   Ele saiu correndo na direção de onde a voz surgia. Eu, sem dar explicações, fui atrás dele.
   Paramos em um corredor de armários deserto, e por incrível que pareça ele não estava surpreso e confuso me ver ao lado dele, era como se ele soubesse que eu iria segui-lo.
   Avistamos um armário com a porta  entreaberta, nos encaramos por um tempo e decidimos seguir em frente. O armário era um pouco menor do que os normais, deduzimos então que era de algum calouro. Ele tinha alguns adesivos coloridos no interior, livros e alguns objetos pessoais
— Eu...conheço essas coisas, esse é o armário da Ellen!
   Me ignorando, ele resolveu revirar o armário.
— Ficou louco?! – sussurrei para não gritar – alguém pode ver a gente aqui.
— Fica quieta garota!
— Ei! – ergui um pouco meu tom de voz – Você chegou hoje aqui e acha que tem essa moral toda pra falar...
   Antes de eu terminar ele pegou algo, em um fundo falso, um objeto que eu conhecia e temia através dos meus sonhos...

... a adaga prateada

Jack ao ver minha reação se espantou.
— Ja viu isso antes? – Perguntou com os olhos esperançosos e frios ao mesmo tempo.
   Mas a esperança se foi quando ouvimos passos vindo em nossa direção. Jack guardou o punhal rapidamente no bolso e fechou o fundo falso deixando apenas o armario, simples e comum, bagunçado.
— Sr Russel, srta Foster – disse o diretor Smith.
   Ouvi Jack sussurrar "Foster" mas não liguei. Continuei a ouvir.
— Creio que ja deveriam estar na sala de aula a 20 minutos.
   20 MINUTOS?! Mas nem parecia ter se passado cinco.
— Diretor nós apenas esta...
— Estavam revirando o armário de uma aluna – completou o diretor – é, eu sei... câmeras de segurança. Me acompanhem crianças
   Escutei um suspiro de derrota de Jack e fomos até a diretoria.


Notas Finais


Espero que tenham aproveitado a leitura!

Em breve capitulo 2: "Uau, suspensão!"


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