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História Os mistérios de River Falls: A criança corvo - Capítulo 15


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Capítulo 15 - Banshees


Fanfic / Fanfiction Os mistérios de River Falls: A criança corvo - Capítulo 15 - Banshees

As primeiras semanas com minha nova mentora foram desafiantes, Baba Yaga me mostrou literalmente a magia bruta ou como ela gosta de chamar, magia selvagem. Tivemos que sair da clareira onde minhas aulas se iniciaram e a casa nos levou floresta a dentro.

- Aqui vai ser muito melhor para nós, minhas magias podem ser executadas da forma mais simples e prática.

  Baba Yaga disse isso e imediatamente tudo a nossa volta pareceu ficar em câmera lenta.

- Como você fez isso?- perguntei surpreso.

- Bolha temporal, uma coisa que talvez eu ensine a você.

  Tudo voltou ao normal e o treinamento continuou, dessa vez minha mentora seguiu voando pelas árvores em seu almofariz e eu tentei tentei acompanhar usando meus corvos, ouvi Baba como se estivesse na minha cabeça.

  "Não use os corvos, quero que você canalize a verdadeira essência do seu poder, quando fizer isso, depois pode voltar a usar eles como personificação se quiser."

  Na mesma hora os pássaros sumiram como fumaça e eu caí no chão, me levantei prontamente e vi Baba Yaga rindo de mim próxima a copa das árvores, não achei graça nenhuma.

- Deixa de ser carrancudo corvo.- ela disse descendo até onde eu estava.

  Apenas respirei fundo.

- Eu sei que a última coisa que você queria era passar suas férias numa floresta com uma das velhas mais malucas que existem, sem dúvida às vezes sou meio maluca mesmo, mas é só dessa forma que o conselho achou de ajudar você com seus poderes. O mundo não é justo, ainda mais com alguém tão jovem como você, qualquer um iria querer enfrentar o cavaleiro, até eu mesma tiraria ele do seu caminho se fosse preciso, mas infelizmente profecias não mudam, ainda mais às feitas pela lua.

  Pensei que ficaria bravo com tudo aquilo, mas só concordei e respirei fundo novamente.

- Fico muito lisonjeado, de verdade, por vocês tentarem  carregar esse peso por mim. 

- Somos sua família corvo, mesmo nós não sendo nada normais.- disse ela.

- Ainda bem que tenho vocês, mas agora entendo o que devo fazer, vou assumir esse manto e completar essa profecia, mesmo eu não fazendo a mínima ideia de como um adolescente vai derrotar  uma força antiga como o cava…

  Baba me silenciou tapando a minha boca.

- Silêncio, ouvi algo.

  Foi aí que eu percebi uma fumaça preta avançando na nossa direção, ela se dividiu em duas e tomou a forma de mulheres com vestidos medievais, ambos pretos, mas uma tinha detalhes prateados no vestido e outra detalhes dourados.

- Ah! Que ótimo, às irmãs fumacinhas.- Baba disse debochando.

- Quem são elas?- perguntei.

- Olá para você também, Madame Yaga.- elas falaram juntas.- Somos as irmãs cinzas jovem bruxo.

- Elas são banshees, a espécie gótica das fadas, essas aí falam junto mesmo, por um motivo que nem eu mesma sei.- Baba disse cruzando os braços.

- Talvez seja para dar algum efeito.- comentei.

- Não viemos aqui discutir isso e sim avisar que alguém próximo a você vai morrer, mas ainda é possível evitar essa morte.- elas disseram.

- Como vou saber quem é?- disse.

- Na hora do crepúsculo você saberá, terá de fazer o necessário ou essa vida será ceifada e você ouvirá nosso lamento.

  E assim que as asas delas apareceram, percebi que cada uma tinha apenas a metade da asa, então segurando na cintura da outra levantaram voo e partiram deixando uma última mensagem.

- Seja à noite.- às vozes espectrais delas falaram.

  Olhei um pouco surpreso para Baba Yaga e indignado com mais um profecia, mas a velha bruxa ficou pensativa e começou a voltar para a cabana.

- Essas duas vão ser barradas de algum lugar se continuarem a se meter assim.- falei seguindo ela.

- Elas são bem aleatórias, mas é a primeira vez que avisam sobre uma morte, se elas querem evitar esse óbito é porque ainda existe uma chance da pessoa ser salva.

- Elas disseram que nos crepúsculo eu vou saber, mas quando? No Samhain?

- Provavelmente corvo, mas o que elas querem dizer com seja a noite?- Baba Yaga entrou na cabana tentando pensar no que poderia ser a última frase das irmãs cinzas.

- Como posso virar a noite? Engolindo a lua?

  Nesse momento Baba me olhou com aquela cara de que já tinha achado a resposta, mas não parecia nada feliz.

- Vamos ter de viajar novamente, dessa vez para o topo da montanha nebulosa.- ela pegou a vassoura com a caveira na ponta.- Vai demorar um pouco para chegarmos, mas o caminho é parte importante da jornada.

- Tá bom, então o que devo fazer? Pilotar o seu almofariz?

- Nem em um bilhão de luas cheias você toca no meu bebê, agora vamos indo.

  A casa se levantou e Baba Yaga saiu pela porta voando um pouco a frente no seu almofariz, eu me sentei no sofá próximo a lareira assim que a porta fechou, o que me aguarda no topo dessa montanha?

 



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