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História Os olhos azuis da tela - Capítulo 6


Escrita por:


Notas do Autor


Ok, ok...
Eu sei, levei mais do que dois ou três dias pra atualizar, mas eu prometo pra vocês que vale a pena!!
Espero que gostem de ler esse capítulo tanto quanto eu gostei de escrevê-lo!

Boa leitura, pessoal!!

Capítulo 6 - Um encontro por uma pizza


20h15
New York

- Então... Quais são os planos? – Questiono tentando quebrar o gelo.
- Nada de muito surpreendente, jantar com o grupo e depois vamos para uma balada, no fim das contas nem parece um encontro, eu deveria renegociar um segundo. – Ele fala em um tom de voz esperto, dou uma risada seca e curta.
- Jack, não abusa da sorte.
- Tudo bem, tudo bem. Da próxima vez eu sei que você que irá me convidar mesmo. – Dou uma risada alta.
- Como é que é?!
- Isso que você ouviu e você fica adorável quando ri alto. – Droga, porque sempre que ele me elogia minhas bochechas ficam coradas?! De qualquer forma desvio o olhar. Seguimos em silêncio até um restaurante chinês. Jack estacionou o carro e de longe eu já conseguia avistar meus amigos. Jack tentou ser rápido o suficiente pra abrir a porta para mim, mas saio do carro antes que ele possa tocar na porta.
- Boa tentativa, mas eu ainda sei abrir uma porta, Jack. – Sorrio de canto.
- Não me culpe por tentar ser um cavalheiro. – Fomos ao encontro da Anna e do resto do grupo. Não entendo o porquê, mas meu coração estava acelerado e minhas mãos suando frio. Ou talvez eu entendesse...
- Elsa, você tá tão...
- Linda. – Jack fala antes que Anna pudesse completar a frase e todos o encaram com os olhos arregalados, inclusive eu. Jack passa a mão na nuca, devia estar se culpando internamente por ter dito isso em voz alta, mas preciso admitir, ele ganhou um certo charme com esse sorriso desajeitado.
- O quê?! Ela tá mesmo, ué!
- Tá, tá, Romeu... Vamos entrar logo e acabar logo com isso. – Mérida fala. Então seguimos andando pra dentro do restaurante. Mas antes de entrarmos puxo a Punzie para um pouco mais longe do pessoal e questiono.
- Que bicho mordeu ela?
- Ela não queria estar aqui e não está sendo exatamente a pessoa mais simpática do mundo com o Hiccup... – Não digo mais nada, apenas acompanho o pessoal.
Entrando no restaurante sentamos todos em uma mesa perto da vitrine de vidro na entrada. Todos os casais sentam juntos, Mérida tenta sentar longe do Hiccup, mas falha miseravelmente ela acabou sentando do meu lado, mas não havia outro lugar que não fosse do lado dela para o Hiccup já que o Jack estava do meu outro lado. Pouco tempo depois o garçom chega e nós fazemos nossos respectivos pedidos, até então os casais conversavam entre si, menos eu, Jack, Mérida e Hiccup. A cara da Mérida estava ótima, devo admitir que a situação era um pouco engraçada. Mas eu tinha que ajudar minha amiga.
- Então... Kristoff e Flyn, como vocês conheceram o Jack? Porque sinceramente, até agora não faz sentido vocês dois coincidentemente estarem no apartamento do cara que eu... que mora acima do meu. – Quase deixo escapar alguma informação que não deveria ser dita em voz alta, mas logo me corrigo.
- Na verdade, ele é um amigo meu de quando eu morava em Seattle, mas veio para New York passar alguns meses durante a sua exposição. – Arregalo os olhos.
- Pera. Exposição?! Exposição de quê?! 
- Da minha última coleção de arte ué. – Ele fala jogando o corpo para trás como se estivesse se divertindo com a situação.
- Então você é artista e nunca pensou em me contar?! – Cruzo os braços arqueando uma sobrancelha.
- Você nunca pensou em perguntar. – Jack respondeu cruzando os braços imitando minha pose e eu dei uma pequena risada.
- Que exposição? Sobre o quê? Onde? – Bombardeio Jack com perguntas.
- De quadros, eu montei uma coleção sobre como a intensidade do sentir humano reflete na natureza e estou fazendo uma exposição de alguns meses aqui em New York.
- Eu não fazia ideia, qual a técnica que você usou? – Apoio o cotovelo na mesa e escuto o Jack falando sobre as suas telas pelo resto do jantar, a essa altura Mérida já tinha perdido meu apoio pra ignorar o Hiccup, mas até eles encontraram algum assunto em comum que eu não faço ideia sobre o que que seja, mas me parecia algo sobre guitarras clássicas ou algo assim.
                 Depois do jantar, cada um foi para seu respectivo carro, dessa vez a Mérida e o Hiccup vieram conosco, provavelmente os casais iriam se pegar no carro antes de chegarmos até o próximo local do encontro. Um silêncio vergonhoso se instaurou dentro do carro.
- Entããão, Mérida, como vai aquela música que você tava compondo? – Olho para ela pelo retrovisor esperando ansiosamente por uma resposta.
- Nem tente, Neige. – Ela fala com a cara fechada, então continuo calada.- Ela vai me matar segunda-feira...

                  Minutos mais tarde chegamos ao que parecia ser uma balada, assim que Jack estaciona o lugar descemos do carro. E como era de se esperar os outros quatro ainda não haviam chegado.
- Eu acho que eles não vão chegar nem tão cedo. – Jack falou colocando as mãos no bolso.
- Eu acho que eles não vão vir de forma alguma. – Mérida fala.
- Okay, melhor irmos pra casa então. – Falo dando de ombros.
- Nada disso. - Jack responde.
- Ainda estamos nós quatro aqui, então vamos entrar. – Hiccup completa, me dou por vencida e acabamos entrando.

                  Passamos algum tempo na fila, mas conseguimos entrar. Devo dizer que o lugar era animado, eu não era muito chegada a estar em baladas a não ser que as meninas quisessem. Mas o lugar era bacana, ele tinha um tom de vermelho escuro em praticamente tudo, nas mesas encostadas na parede, no bar no centro da pista, mas era quase imperceptível com as luzes coloridas. Caminhamos direto para o bar.
- Uma dose de whisky escocês. – Mérida é a primeira a pedir.
- O mesmo para mim. – Hiccup completa. Eu continuo encarando as pessoas dançando por cima do meu ombro, eu queria saber se quando elas estão aqui os problemas de fato somem da cabeça delas ou elas só fingem esconder. Isso daria uma ótima ideia para um quadro.
- Gim para a dama. – Jack coloca o copo na minha frente me tirando dos meus pensamentos.
- Obrigada, cavalheiro! – Respondo na mesma brincadeira, quando olho para o lado vejo que Hiccup e Mérida agora estavam disputando quem aguenta virar mais copos. Dou uma pequena risada, no fim das contas eles estavam se divertindo. Olho para a frente e vejo a pessoa que eu menos desejaria encontrar essa noite, minha ex. Tento disfarçar e esconder meu rosto com a mão, mas Jack acaba percebendo.
- De quem você está se escondendo?
- Da minha ex. – Faço sinal com a cabeça pra ela e o Jack a encara nada discretamente. Então puxo ele pelo braço.
- Não encara!
- Então tá... – Ele fala, em seguida vira o copo e o larga no bar. – Vem, vamos dançar!
- O quê?! Eu não sei dançar, Jack!
- Aprende!
                  Tento resistir, mas foi inevitável. Acabo acompanhando Jack na pista, mas não estava tão envergonhada, já que ele era pior do que eu dançando. Os movimentos do Jack eram quase tão ruins quanto os meus, mas ele parecia pouco se importar, o jeito como ele só dançava e parecia fazer cada passo pior do que o outro era até adorável.
                  Acho que nem com as meninas eu teria me divertido tanto como me diverti naquela noite. Eu e Jack dançamos uma música após a outra quando decidimos que já estava na hora de uma pausa. Puxei Jack de volta para o bar.
- Pede algo pra gente enquanto eu vou ao banheiro. – Ele falou ao meu ouvido, tê-lo tão perto fazia com que meu cérebro não funcionasse direito, me sentia diferente, me sentia bem, parecia certo.
- Duas caipirinhas de algodão doce, por favor. – Assim que faço o pedido ao barman ouço alguém me chamar, a voz era familiar, enquanto dançava com Jack havia esquecido que ela estava ali.
- Elsa?
- Honeymaren! – Falo tentando parecer o mais simpática que eu conseguia, eu e ela não tivemos o rompimento mais fácil do mundo. Ela se aproximou e apoiou o cotovelo no bar.
- O que faz aqui? Veio sozinha?
- Não, eu estou com a Mérida e dois... amigos.
- Amigos, tá... – Ela fala desviando o olhar para a multidão. – Nossa, você tá tão linda.
- Obrigada. – dou um sorriso fraco, eu queria devolver o elogio, por mais que eu achasse que o seu cabelo em um tom de preto forte, sua fisionomia indígena e sua personalidade (na maioria das vezes) um pacote completo, não terminamos sob as melhores circunstâncias não sei o que esse encontro queria dizer. As bebidas estavam demorando muito e Jack mais ainda.
- Olha, erh... Eu só... – tento falar, mas as palavras não saiam e a música não estava ajudando. Mas para a minha sorte, assim que o barman coloca as bebidas na minha frente o Jack chega.
- Desculpa pela demora. – Ele fala sorrindo. Olho para ele e em seguida para a Honeymaren, a situação ficou um pouco embaraçosa. Ela fica nos encarando como se estivesse tentando entender a situação.
- Não tem problema. – Pego os copos, entrego um para o Jack e puxo ele para o outro lado da pista. – Vamos!
- Você viu a Mérida e o Hiccup? – Ele se aproxima e pergunta. Faço que não com a cabeça.
- Jack, vamos embora? – Ver a Honeymaren. Ele me encara sem entender.
- Eu fiz algo de errado?
- Não... – Hesito em falar – Eu só não quero mais ficar aqui.
                Jack não questionou mais, apenas fez que sim com a cabeça e saímos. Assim que coloquei os pés do lado de fora me sentia melhor. Encontrar a Honeymaren foi estranho.
- Onde estão o Hiccup e a Mérida? – Questiono.
- Estou tentando ligar pra o Hiccup, mas não está funcionando.
- Droga, eu só quero ir pra casa. – Falo cruzando os braços.
- Tudo bem, a gente só tem mais uma coisa pra fazer e iremos. – Ele falou com a mão cobrindo o microfone do celular. – Alô? Hiccup? Estamos indo embora, onde vocês estão? Como assim já saíram daqui faz tempo?! Aô?? Hiccup??!
- O que aconteceu, Jack?
- Ele disse que já foram embora faz tempo, mas começou a cortar e caiu.
- Será que estão bem?
- Devem estar, é melhor irmos. – Ele fala me levando até o carro.
- Pra casa, tá Jack?
- Ainda falta uma coisa, eu prometo, vai valer a pena.
- Eu não sei... Tô cansada. – Ele para assim que chegamos perto do carro segura meu ombro e levanta meu queixo com as pontas dos dedos.
- Confia em mim?
- Eu... – Ele arqueia as sobrancelhas e dá um sorriso sincero. – Confio.
               Entramos no carro e ele dirige, geralmente não é o tipo de coisa que eu faria, mas essa noite está sendo repleta de coisas que eu não faria e no fundo eu tinha um bom pressentimento sobre isso.
               Alguns minutos depois e estamos em frente ao museu metropolitano de arte, mas a essa hora estava fechado, não sei o que o Jack pretendia com isso.
- Jack, está fechado o que nós viemos fazer aqui?
- O que se faz no museu além de visitar? – Ele fala com um sorriso esperto e sai do carro.
- Você é maluco, Jack. – Tiro o cinto e acompanho-o até a entrada do MET.
- Como você pretende entrar? Vai invadir o MET?
- Claro que não, eu não sou idiota. Um amigo me deve um favor. – Ele segura a minha mão me puxando até a porta do MET, ele dá três toques ritmados e um segurança abre. Ele parecia conhecer o Jack, afinal de contas deu um sorriso simpático para ele.
- E aí, Jack! Entrem!
- Valeu, Bob!
- Bob? – Arqueio uma sobrancelha.
- Às suas ordens, senhorita. Aproveitem a visita e não toquem em nada!
- Pode deixar, Bob! – Jack fala enquanto continua correndo pelos corredores.
- Jack você é maluco! – falo tentando conter a risada.
- Senhorita Elsa, é um prazer dar-lhe as boas-vindas ao MET da forma como ele deveria ser visto. Na calada da noite sem ninguém nos perturbando.
- Obrigada, senhor Jack! – Agradeço fazendo uma pequena reverência e dou uma risada.
              Eu e Jack começamos a andar pelos corredores do MET, eu já havia visitado ele diversas vezes durante o dia, mas aquele momento na calada da noite ao lado dele tornava tudo diferente, era como se eu estivesse visitando o MET pela primeira vez, era encantador.
- As pinturas europeias são tão lindas, eu amo o contraste luz e sombra que eles usavam. Principalmente na época do iluminismo. Era um trabalho impecável. – falo encantada com as obras diante dos meus olhos.
- São lindas, mas os meus favoritos são as esculturas greco-romanas. Se eu bem me lembro, esculturas são o seu forte, não? – Ele fala arqueando uma sobrancelha, eu respondo que sim com a cabeça. E Jack me puxa até a ala das esculturas.
- Olha como elas são perfeitas, parece até ser um ser humano coberto de mármore. Uma precisão que eu nunca vou alcançar. – Falo analisando as esculturas de perto. Quando olho para o lado percebo que Jack estava imitando uma das esculturas então começo a rir.
- Jack, você não vale o chão que pisa. – Escondo a risada com a mão e caminho até ele, seguro a sua mão que estava erguida como se ele estivesse declamando algo no meio de um discurso para uma grande plateia e dou um giro.
- Então agora sabe dançar?
- Talvez. – Falo em um tom sarcástico, então Jack puxa a minha outra mão e coloca no seu ombro.
- Vamos descobrir. – Ele começa a me guiar pelo salão, estávamos dançando a nossa própria música, apenas nós dois podíamos ouvi-la, era tão nossa quanto esse momento. Apenas as nossas curtas risadas e nossos olhares passeavam pelo lugar mais do que nós dois.
              Seguimos dançando até a saída da ala greco-romana. E continuamos andando pelo museu.
- Ok, agora vem a melhor parte.
- Melhor do que isso? – Questiono. E Jack faz que sim com a cabeça. Então ele tira uma venda do bolso e coloca nos meus olhos.
- Jack... cuidado com o que vai fazer...
- Confia em mim. – Ele sussurra no meu ouvido, aquela frase, mesmo tão simples me provocava tantas sensações. Permito que Jack me guie pelo museu, não consigo me orientar muito bem, entramos na direita, na esquerda e subimos algumas escadas, mas eu não sabia onde estava.
- Ok, está preparada? – Faço que sim com a cabeça.
- Muito bem. – Ele fala enquanto tira a venda, e ao abrir os olhos eu não podia acreditar no que estava vendo. Era o jardim do MET, dava pra ver praticamente todo o Central Park daqui.
- Jack... isso é maravilhoso! – Eu não tinha palavras, era lindo, magnífico, incrível, surpreendente, todos os adjetivos possíveis.
- Me concede essa dança? – Ele fala com fones de ouvido em uma mão e a outra estendida para mim. Faço que sim com a cabeça, coloco o fone em um ouvido, eu não conseguia entender a letra, a música estava em italiano, mas parecia combinar tão bem com tudo o que eu estava sentindo e continuamos a nossa dança nenhum pouco ritmada pelo jardim. Estar com ele era como pisar nas nuvens, o tempo, as pessoas, os problemas, nada disso importava mais, éramos só nós dois. E eu agradeço aos céus por isso.
                 Ao fim da música já estávamos envolvidos demais para pensar em qualquer coisa, o rosto de Jack se aproximava lentamente do meu e acabamos com o espaço que havia entre nós com um beijo, um beijo sem pressa, um beijo que encaixava, era como se houvessem vários fogos de artifício silenciosos ao nosso redor. Era perfeito, era um beijo apaixonado.
                 E talvez eu também estivesse apaixonada.


Notas Finais


A nível de curiosidade, a música que eles estavam escutando: https://youtu.be/a2knYQUzfRA

E então? E então?? Eu estou morrendo de curiosidade pra saber o que vocês acharam!!!


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