História Os olhos enganam! - Capítulo 1


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Categorias Angústia
Personagens Personagens Originais
Tags Ficção
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Palavras 2.602
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Ficção, Luta, Magia, Mistério, Terror e Horror
Avisos: Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desculpe se tiver algum erro ortográfico!
Espero que gostem, assim poderei publicar os outros capítulos e criar mais histórias.
Uma boa leitura a todos!

Capítulo 1 - Cap 1 - Era criança ou um homem?


Fanfic / Fanfiction Os olhos enganam! - Capítulo 1 - Cap 1 - Era criança ou um homem?

O que você faria se a pessoa que você pensava ser inocente é na verdade a fonte da mais pura maldade?

Cuidado com as aparências, elas enganam!

Ao abrir meus olhos vejo a pessoa que amo, apunhalar em meu peito uma faca que transpassou o meu coração que já estava muito mais ferido do que agora.

E assim a escuridão tomou conta de meus olhos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                             

 

 

 

 

                                                   CAP 1

      Era criança ou um homem?

Enquanto eu pensava em que roupa eu usaria para a entrevista de emprego, eu imprimia meu currículo que aproposito é bem simples, na verdade péssimo. Infelizmente, meus pais não tem condições de pagar um curso, e meu colégio não oferece cursos que possam agregar no meu desempenho fora do colégio, mas pelo menos eles oferecem o curso de redação, que já é muito bom, para os que querem passar no vestibular, e eu sou uma delas, mais uma jovem dos milhares de jovens que desejam passar em universidades públicas.

Eu tenho apenas 16 anos, e estou ingressando para o meu último ano do ensino médio, apesar de ter pouca idade, tenho tantas preocupações que pareço ser adulto, e de fato as pessoas pensam que eu sou adulta por dois fatores, meu físico e minha maturidade. Tenho 1,78 de altura e meu comportamento não condiz com os idiotas da minha sala e também por que meus gestos e o modo de comunicar são mais maduros em relação à minha pouca idade.

Moro com meus pais, eles são maravilhosos, porém bem exigentes com os meus estudos, e isso pode não parecer, mas está formando um fardo em minhas costas, e por isso, ás vezes me encontro chorando pensando no futuro, pensando e se nada der certo, e se eu não conseguir, será que vou dar conta dos estudos, vários pensamentos que atormentam meus banhos e sonos.

Após a impressora imprimir os currículos, eu os envelopei e fui me arrumar. Eu nunca fui para uma entrevista de emprego porém meus pais deram dicas de como ter o devido comportamento, linguajar e vestimentas. Estou orgulhosa da minha escolha, escolhi uma calça fleir preta, boca de sino para ser mais especifica, uma camisa vermelha de mangas longas com  apenas três botões na parte do peito e uma sapatilha preta, e toda essa formalidade, é por que irei a um colégio infantil , e serei entrevistada pela diretora, então preciso passar uma imagem de compromisso e respeito, pois irei trabalhar com crianças de 3 a 5 anos de idade, e se eu fosse mãe não gostaria de ver uma professora vestida com roupas inadequadas. Após me arrumar, despedi-me de meus pais e fui para a tal entrevista.

Chegando lá, fui muito bem recepcionada pela moça que trabalha na secretaria e ela logo me conduziu para a sala da diretora. Minha barriga parecia ter borboletas, e isso eu sentia quando estava nervosa ou ansiosa com algo. Após alguns minutos andando chegamos à sala que estava com a porta fechada. A secretaria me deixou em frente a porta e foi embora, na hora desejei que ela entrasse comigo, mas antes de pensar isso, ela já estava longe. Bati uma vez na porta e escutei um, pode entrar! E adentrei a sala.

Ao entrar, imediatamente fechei à porta e virei-me, para minha surpresa, ela era uma amiga da minha mãe, fiquei tão aliviada pois eu a conhecia e sabia que ela é um amor de pessoa, mas é claro que eu não deixaria as cordialidades por conta disso. Ela pediu para sentar e assim o fiz, então iniciamos a entrevista. Após as formalidades e perguntas e respostas, percebi que ela não havia me reconhecido, fiquei levemente melancólica pois achei que ela lembraria de mim. Para meu espanto, ela me reconheceu na mesma que hora em que havia pensado nisso, foi como se ela tivesse lido meus pensamentos.

- Nossa Ériza, é você mesmo, me desculpe, eu não havia lhe reconhecido, nossa você está tão bonita e diferente, eu lembro de você quando era um bebê, isso é muita coincidência.

- Ah imagina, sem problemas, todos me falam isso, eu realmente mudei bastante, acho que o que mais mudou foi minha estatura.

- Não apenas isso, mas você está mais moça e seu cabelo está enorme!

Nossa, pela primeira vez, não escuto alguém falar sobre minha altura, é muito bom ouvir isso de vez em quando. Pensei enquanto ela falava.

- Então Ériza, como estão seus pais?

- Ah eles estão muito bem, e seus filhos como estão? Nunca mais vi o Davi e o Emanuel.

Um silencio assustador dominou o escritório inteiro, e um ar pesado começou a pairar sobre nós, parece que eu fiz à pergunta errada. Droga Ériza, de novo fazendo burrice.

- Acho que você não sabe né, mas meus dois filhos morreram em um acidente de carro há 1 ano. Um caminhoneiro perdeu o controle e bateu de frente no carro de Davi, eles morreram na hora.

 Fiquei em estado de choque, pois eu não os via à quase 2 anos, eu fui colega de sala do Emanuel apenas por 6 meses, e logo ele foi transferido para uma escola da cidade vizinha, enquanto Davi cursava à faculdade. Eu e o Emanuel não éramos íntimos, mas de vez em quando conversamos enquanto nossas mães fofocavam, em um chá da tarde. Ao contrário de mim, eles são ricos, cheios de terras e gados, à família Becker era bem conhecida na cidade não só por serem ricos, mas por que Davi e Emanuel eram superinteligentes, sempre tinham 90 ou 100 em seus boletins, com a pouca idade de Emanuel, ele conseguia aprender facilmente todos os conteúdos que eram passados na sala, então ele foi transferido para uma escola com mais estrutura de ensino. E com essa transferência, fez com que toda à família Becker se mudasse também, depois disso nunca mais tivéssemos notícias deles.

Pedi mil desculpas à senhora Rita, pela minha indelicadeza. Ela assentiu com a cabeça, em resposta das minhas desculpas. Seu olhar era tão triste e parecia que cada palavra dita fazia voltar átona toda aquela dor que ela sentiu no dia da fatalidade.

- Tudo bem Ériza, você não sabia, fica tranquila.

Me senti muito mal, queria sair do escritório imediatamente, eu estava com tanta vergonha, parecia que meu rosto iria explodir. E o meu pedido foi atendido, a recepcionista que havia me acolhido entrou na sala, falando que a senhora Rita tinha uma reunião importante marcada para às 10 horas, então a secretaria fechou a porta, deixando nós a sós novamente.

- Ah querida, queria tanto conversar com você e sua mãe, sinto saudades de nossas fofocas. Bom, mas haverá outra oportunidade, agora preciso sair para ir nessa reunião. Você foi muito bem na entrevista assim que eu cumprir todos os meus compromissos, eu te ligo avisando sobre o resultado.

 E então a senhora Rita saiu da sala, deixando-me sozinha. Depois de alguns minutos eu sai da sala também.

Passaram-se alguns dias e finalmente meu celular toca, e era a senhora Rita, convidando-me para trabalhar, após ela me parabenizar e dizendo os horários e dias da semana em que eu deveria comparecer, encerrei a ligação e quando desliguei, eu pulei de alegria, pois agora eu poderia ajudar minha família e comprar minhas coisinhas.

Eu estou muito feliz com esse trabalho, apesar de ganhar mais ou menos pouco, ainda é uma quantia considerável, pois trabalho apenas 3 vezes por semana, das 13:30 às 16:00 horas. E minha função é vigiar e cuidar das crianças, é bem tranquilo, mas no início era um pouco difícil por que as crianças gritavam e choravam muito, quando seus pais a deixavam, e eu não sabia o que fazer para deixa-las tranquilizadas, mas com as dicas e recomendações de outras mulheres que trabalhavam comigo, fui aprendendo.

Essa semana está sendo perfeita, além conseguir atingir a nota que precisava passar em matemática e vou ganhar um aumento, pelo meu ótimo trabalho. Nada podia estragar essa semana, tudo estava perfeito demais. Mas, mal sabia eu, que em uma sexta-feira eu estaria em desespero.

Sexta-feira 10/03/2018 às 16:00 hrs

 - Ah graças à Deus, agora só falta esperar os pais das crianças virem buscar, e estaremos livres. Murmurou dona Cida.

- É verdade Cida, mais algumas horas e estaremos livres.

- Érisa, posso fazer uma pergunta?

- Claro!

Estávamos eu e a Cida, sentadas na mesa parecendo duas comadres falando sobre tudo. E ainda comendo bolachas e bebendo café, enquanto as crianças dormiam.

- Então, eu queria saber por que você não tem namorado? Você é muito bonita, educada e inteligente.

- Ah bem, obrigada, mas isso não é minha preocupação, ainda sou muito jovem pra namorar, mas se aparecer alguém que me interesse, quem sabe.

Dona Cida gargalhou, pois nunca tinha me visto com vergonha e ainda falando que eu poderia dar uma chance para um pretendente.

- É verdade, deixe o tempo trazer à pessoa certa, melhor não forçar a barra, experiência própria.

Quando eu ia perguntar, sobre o que essa tal experiência, fomos abordadas por uma de nossas colegas, dizendo que as crianças tinham acordado e estavam famintas. Após a refeição, elas já estavam querendo brincar novamente, e nós já estávamos exaustadas, mas por ser sexta-feira os pais delas sempre viam mais cedo, e logo os catarrentinhos estavam partindo.

Era aproximadamente umas 17:30, estávamos apenas eu e a dona Cida, por recomendações nós tínhamos que ficar no colégio até que todas as crianças fossem embora, mas havia uma ainda, e os pais dela estavam atrasados, nós ficamos preocupadas, pois conhecíamos os pais de cada crianças, e os pais dessa também,  nunca se atrasavam, mas imprevistos acontecem.

- Nossa, vou ter que ir embora Ériza.

- Por que?

- Acabei de receber uma ligação do meu filho amis velho dizendo que o Matheus está passando muito mal, preciso correr com ele até o hospital.

- Claro Cida, pode ir, eu espero os pais do Davi chegarem.

- Muito obrigada!

E assim dona Cida se foi, deixando eu e o pequeno Davi. Davi era uma criança diferente das outras, era bem tímido e atrapalhado, vivia derrubando coisas e caindo, e sempre chorava quando alguém chegava perto dele. Parece que ele gosta de ficar sozinho. Der repente ele começa a chorar, e eu como já havia aprendido como tranquilizar, peguei-o no colo e levemente chacoalhei, fazendo-o dormir.

Quando olhei para o relógio era, 18:15, já estava tarde e logo o colégio iria fechar, então corri para a secretaria e liguei para o celular dos pais e para o telefone de casa, mas ninguém atendia, então deixei um recado, dizendo que esperaria até as 19:00, se não aparecessem eu mesma iria levar o Davi para a casa. Davi ainda dormia, fiquei meio preocupada se dormir tanto assim fazia bem para a saúde.

19;00 horas em ponto e nada, ninguém deu sinal de vida, então chamei um taxi e fui até onde os pais de Davi moravam. Para a minha surpresa eles moravam em um condomínio de luxo, inclusive, a família Becker morava nesse lugar, antes de si mudarem. Desci do taxi, e pedi para o motorista me esperar, pois logo eu voltaria. Saindo de perto do carro, me aproximei no porteiro do condomínio e perguntei.

- Boa noite! Eu gostaria de saber se o Senhor e a Senhora Vailaint estão aqui?

- Outra vez!

- Me desculpe, mas não entendi?

- Desculpe Ériza, mas é que o Davi sempre é carregado até aqui por um estranho. Os pais dele trabalham muito, e as vezes esquecem dele.

Tadinho dessa criança, conviver com pais assim não vai ser fácil.

- Entendo! Eu poderia levar o Davi até a casa deles?

- Claro! Eles moram na casa número 777, a casa deles fica na última rua.

Agradeci o moço, e fui correndo para a casa de Davi. Droga ela ainda fica na última rua vou gastar mais tempo. Durante o caminho comecei a pensar que o porteiro citou meu nome, isso foi bem estranho, porque como ele poderia saber meu nome. A verdade, eu estou usando o uniforme do colégio que tem o meu nome costurado, para sermos identificadas.

- Droga, já é 19:45, meus pais devem estar preocupados, melhor eu me apresar se não vou estar em uma encrenca.

Finalmente, cheguei na última rua e agora estou de frente com a casa número 777, e a proposito QUE CASA! É uma mansão gigante, com um belo jardim na entrada, agradeço quem colocou essa iluminação nesse condomínio, posso ver tudo muito bem.

TRIM! TRIM!

- Que toque de campainha engraçado em Davi!

E pela primeira vez ele sorriu, nunca vi o Davi sorrir, ele era sempre quieto e sombrio. Mas essa gargalhada de criança é contagiante e acabei sorrindo também.

De repente a luz do condomínio apagou, houve um blackout. E então Davi soltou minha mão. Desde quando havíamos chegado ele segurava minha mão, e de repente ele solta, estranho.

- Calma Davi, a luzes se apagaram mas logo, logo elas voltaram a acender, segure minha mão e nada vai acontecer, eu prometo.

Minha visão estava escura, totalmente escura, não enxergava um palmo na minha frente, mas não sentia medo pois eu tinha a lanterna do meu celular, quando fui pegar meu celular no bolso da calça, senti alguém segurar minha mão e entrelaçar os dedos com os meus dedos, como se fossemos namorados. Na hora senti medo e angustia, porque essa mão não era do Davi, era de um homem, a mão era bem maior do que a minha e a pele parecia que tinha trabalhado a vida inteira na lavoura.

- Quem, quem é?

- Sou eu! Era uma voz grossa e rouca ao mesmo tempo, era um homem.

- Onde está a criança que estava comigo?

- Sou eu!

Meu Deus, estou perto de louco, ele deve ter escondido o Davi, preciso pedir ajudar.

- Cadê o Davi? Disse em um tom brava.

- Eu sou o Davi!

- Pare de graça, onde está o Davi?

Na hora as luzes voltaram, e pelo meu campo de visão pude enxergar um homem mais alto do que eu de pele parda e cabelos negros, eu estava com tanto medo que apenas olhava para as janelas da casa dos senhores Vailaint. Eu preciso pedir ajuda, preciso correr daqui.

- O que você fez com o Davi?

- Nada, por que ele está ao seu lado!

Merda, essa cara deve ser um louco, provavelmente ele escondeu Davi, preciso sair daqui. Larguei a mão dele bruscamente e corri, como se estivesse em uma maratona, corri pela rua contraria onde eu e o Davi havíamos caminhado. Comecei a gritar que nem uma doida, pedindo socorro, mas ninguém atendia, ninguém aparecia. Quando olhei mais à frente pude ver dois faróis, devem ser de um carro. Voltei a gritar, pedindo socorro, mas meus gritos foram abafados por uma mão, aquele louco, me garrou pela cintura enquanto a outra mão abafava meus gritos que viraram gruídos. Ele me arrastou para perto de uma arvore, ficamos atrás dela, e dali assisti minha única chance de ajuda passar diante dos meus olhos. Um desespero tomou conta, comecei a chorar como se fosse criança.

- Porque você correu? Ainda não terminamos. Sussurrou em meu ouvido.

- Ah Ériza agora você é minha, finalmente!

Do que ele está falando, minha? Então ele tirou a mão que estava em volta da minha cintura, percebi que ele estava querendo pegar algo do bolso, como se estivesse procurando. Quando percebi ele colocou um pano em meu nariz com alguma coisa, que me fez ficar sonolenta e acabei adormecendo.

 

 


Notas Finais


Espero que gostem! :)


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