História Os opostos - Capítulo 3


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Dabi, Denki Kaminari, Eijirou Kirishima, Enji Todoroki (Endeavor), Hanta Sero, Inasa Yoarashi, Izuku Midoriya (Deku), Katsuki Bakugou, Kyoka Jiro, Momo Yaoyorozu, Shouto Todoroki, Toga Himiko
Tags Dekutodo, Menção Kamisero, Menção Kiribaku, Midoriya, Tododeku, Todoroki, Todovillain, Vilão
Visualizações 85
Palavras 2.486
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishounen, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Seinen, Shoujo (Romântico), Suspense, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


O terceiro capítulo para vcs!

Boa leitura ;)

Capítulo 3 - O encontro


Os dias se passavam com os vilões atacando vez ou outra, nessas invasões o que Izuku mais queria era encontrar um rosto conhecido, mas que nunca estava presente. Na verdade ele não sabia ao certo o que faria se encontrasse esse rosto... Raiva, saudade, tristeza, alivio, paixão... Todos os sentimentos fervilhando em um caldeirão sem qualquer controle.

Nesse exato momento ele lutava contra Toga, acabou por usar nova individualidade: o chicote negro. Depois de atingir a garota e a deixar desacordada ele estava prestes a se aproximar dela, quando uma barreira enorme de gelo o impediu.

Todoroki!

Olhou de um lado para o outro tentando encontrar o bicolor, mas nada do mesmo. Irritado e quase sem controle usou o chicote para quebrar a barreira, assim que a mesma se despedaçou passou pela pilha de gelo querendo chegar a loira que não estava mais lá.

- O qu...

Ao olhar para o lado foi atingido por duas rajadas de fogo, uma laranja e outra azul, acabou batendo com tudo em um poste e caiu gemendo de dor, mesmo assim se forçou a olhar pra cima e viu, mesmo com a visão embaçada, aquele que tanto lhe perturbava as noites de sono.

- Todo... Roki... – e com isso acabou desmaiando.

O esverdeado acordou um bom tempo depois na enfermaria, olhando em volta revirou os olhos, odiava aquele lugar, mas não sairia até o médico liberá-lo, já que da última vez que fez isso ouve uma mega confusão. Não demorou muito e o doutor veio fazer os exames e verificações, ao constatar que estava tudo bem liberou o herói que caminhou apressado até certo bar. Estava determinado, esqueceria Shoto e descobriria quem é o cara misterioso.

Chegando no mesmo olhou ao redor, uma fagulha de esperança de que veria aquela figura tão peculiar por ali, mas, juntando com as muitas que teve durante seu dia, a única coisa que encontrou ali foi frustração. Cansado e devastado, se arrastou para o bar e se soltou no banco, não demorou muito e o barmam colocou o mesmo drink da última vez na sua frente o que atraiu a atenção do rapaz.

- Parece desanimado... O que houve jovem? – perguntou enquanto secava um copo.

- O que é isso? – perguntou o jovem interessado em saber mais sobre aquele drink que tornou-se o seu favorito.

- Piña Colada. É uma maravilha, mas ao mesmo tempo recomendo não exagerar. – piscou para o rapaz que corou fortemente e depois riu – não estou lhe xavecando se é isso que está pensando. Embora você seja atraente, não faz meu tipo, fora que não sou páreo para o cara que você veio atrás.

Se tomates fossem pudessem falar eles com certeza diriam o quanto estavam com inveja de Midoriya naquele exato momento, seu rosto poderia facilmente se passar pelo mais maduro e vermelho tomate. O rapaz engolia o gole de bebida que havia em sua boca e olhou para o balcão totalmente constrangido por ter sido descoberto desse modo.

- C-como s-sabe? – perguntou sem olhar o homem a sua frente que tinha um sorriso simpático.

- Não foi muito difícil... Sua entrada foi uma das coisas que te entregou... E sua escolha de lugar para sentar... – indicou com a cabeça o canto que o rapaz misterioso estava a última vez que foi ali.

- Está tão óbvio assim? – perguntou em um fio de voz.

- Nem tanto... Sasaki gosta de constranger as pessoas.

Aquela voz profunda e rouca teve vários efeitos no lugar: o barmam sorriu de canto, não um sorriso gentil como antes, mas sim um malicioso revezando o olhar entre os dois rapazes. Já em Izuku aquela voz causou um delicioso calafrio que percorreu toda a coluna fazendo o rapaz ficar ereto, fora o arrepio totalmente aparente de seu corpo, os batimentos foram a mil e a respiração ficou no mesmo momento descompassada e pesada.

- O de sempre chefe?

- Hoje aceito um Le Bou. – disse o rapaz se sentando no escuro e observando Izuku que dava bebericadas em seu drink sem manter qualquer contato consigo. – apreciando sua bebida, Izuku?

O rapaz engoliu em seco e virou-se lentamente em direção ao outro, conteve um suspiro frustrado já que mesmo ali do seu lado não conseguia ver o rapaz por conta do excesso de luz em cima de si e a falta da mesma em cima do outro rapaz.

- Sim estou sim senhor... – tentou na esperança de descobrir o nome do rapaz.

- Agradeço o modo cordial, mas não sou tão velho assim... – pegou o drink que lhe foi estendido fazendo um brinde em direção ao barmam – obrigado Sasaki.

- Sempre as ordens chefe. – Sasaki disse com um sorriso de canto indo atender outro cliente.

- Quer dizer que não mereço nem saber o nome do meu admirador? – Izuku tentou mais uma vez obtendo um sorriso de resposta – não parece justo você saber o meu e eu não saber o seu.

- Caro Midoriya... – seu sobrenome sendo pronunciado daquela forma e com aquela voz trouxe calafrios familiares a si mais uma vez – difícil é quem não sabe seu nome... Afinal você é um herói muito prestigiado e conhecido... Diria que é simplesmente uma honra para mim, mero plebeu, pagar um drink a alguém tão nobre.

Izuku olhou o outro de cima abaixo, mesmo não tendo uma visão clara ele conseguia ver a silhueta da pessoa ao seu lado, mordeu o lábio inferior, com as roupas que usava estava claro que o homem era definido e bem atrativo, mas algo fez sentir um incomodo no fundo do seu ser, uma marca do lado esquerdo do rosto. Mas não focou nisso, se recusava a pensar nisso.

- Você não me parece um mero plebeu. – disse ainda olhando para o rapaz.

- Isso seria uma cantada Izuku? – o rapaz disse divertido.

- Depende... Funcionou? – ele mordeu o lábio contendo o sorriso.

- Diria que nem precisava disso...

O esverdeado lutava contra si, sua razão querendo trazer lembranças que a emoção barrava. Ele se cansou de lembrar, cansou de passar noites e noites girando na cama tentando esquecer, tentara até se relacionar com outras pessoas, mas nenhuma delas o fizera esquecer, ou sentir metade do que seu antigo amor o fazia sentir, eram sempre relações tão vazias, parecia que ele nunca mais encontraria alguém que o fizesse se sentir vivo de novo, até aquele momento. Até a chegada daquele estranho que ao mesmo tempo parecia tão familiar e isso era o que lhe assustava.

Falar com ele era fácil, fácil até demais! Como se já o conhecesse e soubesse que nele poderia confiar, que se contasse seus segredos, desde os mais bobos aos mais obscuros, ele nunca fugiria, pelo contrário, continuaria ali. Sentia que não importava o que dissesse não seria julgado como normalmente é. Aquele cara lhe transmitia aquela mesma paz que um dia Todoroki Shoto o transmitiu, mas não queria pensar nele, ele estava ali exatamente para fazer o contrário, esquecer-se do vilão.

- Está tudo bem?

O toque quente fez o rapaz acordar de seus pensamentos e olhar para o lado encontrando um par de olhos de cor indefinida para si, mas que claramente lhe fitavam esperando uma resposta.

- S-sim... – murmurou e dando um gole de sua bebida logo em seguida.

- Não precisa mentir... Não quer me falar o que está te incomodando? – perguntou fazendo uma leve carícia na mão do menor.

Aquele olhar perdido machucou no vilão, mesmo que nunca fosse admitir. Ele não suportava que seu menino sentisse dor, ninguém poderia causar aquilo nele, mataria se soubesse quem havia roubado o coração que era pra ser somente seu. Sim Todoroki Shoto, era um maldito vilão possessivo que nesses seis anos nunca deixou de sonhar com uma vida a dois com seu Izuku, mesmo que um fosse o exemplo perfeito do bem e o outro fosse o que a sociedade mais odiasse e desprezasse. Pra si não importava os títulos que carregavam, só importava estar com Midoriya.

- Estava pensando... – a voz do esverdeado fez o bicolor sair de seus devaneios e prestar atenção em si – Pensando no... – soltou um suspiro e baixou o olhar para o balcão – estava pensando em um antigo amor. Tenho certeza que nã...

- Quem é esse seu amor? – perguntou de modo controlado recebendo um olhar surpreso, agradeceu o fato de ele não conseguir ver seu olhar furioso por saber que existia mesmo um amor – está óbvio que ainda carrega resquícios desse amor...

O menor desviou rapidamente a atenção e corou fortemente, mais uma vez. Mesmo achando aquilo fofo, não aplacou a fúria que sentia por algum maldito herói ter roubado o que era seu. Mil pessoas passaram em sua mente, já havia descartado as mulheres, já que depois de terminar com Uraraka o mesmo fez um pronunciamento revelando ser gay. Poderia ser algum dos rapazes que estavam no dia que o viu a primeira vez no bar, mas Kirishima e Bakugou pareciam entretidos um com o outro e Kaminari e Sero também parecia um entretido com o outro, ou poderia ser o Tenya que sempre se fazia de prestativo e tentava ter a atenção do esverdeado para si...

- Todoroki Shoto...

Por um momento entrou em choque, mais uma vez agradecendo a iluminação por encobrir suas reações, não esperava por uma resposta como aquela... Deu um sorriso de canto terminando seu drink e deixando uma boa gorjeta para seu amigo, levantou-se dizendo:

- Tenho certeza que o sentimento é recíproco...

Izuku que olhava o balcão virou-se tarde demais pra conseguir ver a fisionomia do homem que agora já se encontrava de costas para si, mas isso não impediu-o de segurar seu pulso.

- Como sabe? – perguntou com o coração batendo forte em seu peito.

- Digamos que eu e Shoto somos bem íntimos...  – respondeu virando levemente a cabeça e olhando o rapaz – Até mais Midoriya.

Seguiu para fora do bar enquanto o outro rapaz absorvia tudo. O portador da One For All ficou lá estático absorvendo tudo que havia acontecido, olhou para o drink, para o local agora desocupado e para a porta, a cabeça a mil sem conseguir uma única resposta.

- Tome... Antes que você exploda. – Sasaki entregou um copo de água – tome com calma.

- Sasaki... Esse é seu nome não é? – perguntou olhando o barmam que assentiu – quem é aquele cara?

- Não sei se devo te dizer rapaz... Algo me diz que isso não é função minha.

- É o próprio Todoroki Shoto, não é?

- E por que acha isso? – o barmam perguntou claramente interessado e impressionado com a conclusão do herói.

- Porque só ele me faz sentir assim... – respondeu num fio de voz – tenho que ir! Quant...

- Ele já pagou. – indicou a porta com a cabeça – a água é por conta da casa. Agora corra rapaz!

O esverdeado assentiu e saiu correndo olhou de um lado para outro, mas não parecia...

- Procurando alguém Midoriya...? – a voz lhe causou um arrepio delicioso na nuca e olhou para o beco ao lado do bar – aqui não é um bom lugar para conversar...

Izuku o ignorou e se aproximou a passos firmes, assim que estavam cara a cara ele puxou o maior pela gola unindo seus lábios aos dele. Sentia muita falta daquele hálito quente e refrescante ao mesmo tempo. Nunca entenderia como Todoroki poderia ser quente e frio ao mesmo tempo, mas com certeza era uma combinação maravilhosa. O bicolor não querendo ficar pra trás inverteu as posições prensando o menor na parede e tomando para si aquilo que era seu por direito. As mãos ágeis do herói foram de encontro à touca a tirando e revelando o novo corte de cabelo. Ao findar o beijo o mesmo olha para o vilão.

- É-é você... Esse tempo todo e-era v-você e... – olhou bem o cabelo inclinando a cabeça – o que aconteceu com seu cabelo?

- Como eu disse... – pegou a touca a colocando novamente – aqui não é um bom lugar para conversarmos... – olhou em volta – vem comigo.

- E por que eu faria isso? – Izuku perguntou lutando contra a vontade de se entregar para o mais velho.

- Vai mesmo se fazer de difícil agora Deku... – dizia se aproximando do menor, roçando seus lábios aos dele – posso ser bem persuasivo...

- V-vamos logo. – disse empurrando o bicolor que deu um sorriso de canto.

Pegou a mão do menor, que podia jurar que seu coração havia dado uma cambalhota em seu peito, e seguiu por alguns quarteirões. O herói reparou que mesmo mantendo uma postura serena o vilão parecia olhar bem envolta, depois de um tempo entrou em um beco e seguiu para o tampão de esgoto tocando no mesmo que se abriu assustando o mais novo que olhava a escada de aço poluído chocado.

- Vamos... Antes que alguém nos veja.

Izuku engoliu em seco e seguiu o vilão pela escada, só reparou que o tampão havia fechado novamente quando o lugar ficou escuro e então uma luz fraca se acendeu mostrando a primeira porta. Ficou observando Todoroki realizar todo o processo para abrir a primeira porta passando pelo mesmo assim que ele deu passagem vendo que havia outra porta olhou o bicolor com a sobrancelha arqueada.

- Com a vida q levo todo cuidado é pouco. – respondeu a pergunta não feita.

Passou pelo menor fechando a primeira porta e realizando todo o processo na segunda porta também, tirou a chave da corrente e abriu a porta permitindo o mais novo entrar. Chocado era pouco para descrever como Izuku ficou, admirado também era pouco, o lugar era bem organizado e acolhedor. Sua atenção se volta ao ser branco que se encontrava sentado no meio da sala que olhava com a cabeça inclinada para si e depois olhou para trás de si, provavelmente para seu dono.

- Ele é um amigo Ino. Midoriya essa é a Ino. – mostrou a cadela a sua frente – Ino esse é o Midoriya. – a cadela parece assentir e caminhou até o dono puxando sua blusa – calma esfomeada... Vou colocar comida pra você.

O homem caminhou até a cozinha e pegou a tigela do animal depois pegando um pouco da ração em seguida colocando no chão, Ino imediatamente foi em direção a comida. Depois de lavar as mãos Todoroki começa a fazer alguns preparos e Midoriya vai hesitante até a cozinha.

- Não precisa temer Midoriya, eu não farei nada que você não queira. – disse com um sorriso de canto e um olhar intenso.

Izuku engoliu em seco sentindo aquele olhar queimar sua pele e o puxar em direção ao homem que agora possuía um prato com alguns...

- Isso são usamakis? – perguntou já salivando.

- Bom apetite... – estende o prato para o rapaz que agora já estava sentado na mesa esperando ansioso – enquanto come vou tomar banho.

Midoriya, já de boca cheia, respondeu com um resmungo  sem dar real atenção a fala do outro.


Notas Finais


O quarto e último capítulo já será postado tbm!

Resolvemos já postar para encerrar essa primeira fic e ver o q vcs acham.

Comentem, favoritem e recomendem! Agrademos muito se nos ajudarem ^^


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