História Os opostos se atraem? - Capítulo 13


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Categorias Naruto
Tags Colegial, Comedia, Hentai, Naruhina, Naruto, Romance, Sasusaku
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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Famí­lia, Ficção Adolescente, Fluffy, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 13 - Dodói


  Amanheci com o corpo mole, a cabeça doendo e me sentindo quente. Ótimo, tô doente, não podia piorar.

 

Levantei contra a minha vontade e me senti um pouquinho tonto, mas caminhei pra fora do quarto e fui procurar pela mamãe que, por sorte, ainda não tinha saído de casa.

 

Encontrei com ela e o papai na cozinha, eles já estavam terminando de comer e eu mal conseguia vê-los, já que o gênio aqui esqueceu de colocar os óculos antes de sair do quarto.

 

- Que cara é essa, Sasuke? - Meu pai perguntou. Pelo tom de voz, com certeza estava preocupado, e eu com certeza estava parecendo um morto vivo.

 

- Não me sinto bem. - Respondi e levei minha mão direita até a testa - Tô quente...

 

- Minha nossa! - Preocupada, mamãe se levantou, veio até mim e colocou a mão na minha testa - Tá muito quente. Fugaku... - Virou-se para o meu pai - vou ficar cuidando dele, pelo menos agora de manhã.

 

- Tudo bem, Mikoto. - Papai concordou - Qualquer coisa você me liga.

 

Meu pai saiu para trabalhar e logo o Itachi foi para a faculdade. Minha mãe ficou cuidando de mim e, obviamente, não fui pra aula. A única parte ruim de ter minha mãe cuidando de mim é que ela me obrigou a tomar banho com a água gelada e isso é torturante pra quem está com febre, mas entendo que é para o meu bem e, após muito relutar, decidi ir, já que não dá pra contrariar a dona Mikoto.

 

Passei a manhã inteira deitado, dificilmente adoeço, mas às vezes acontece... Ainda bem que a minha febre abaixou rápido, mas minha cabeça ainda está doendo bastante, sem falar que a minha disposição foi pro ralo.

 

Depois do almoço a minha mãe foi trabalhar, pois percebeu minha melhora, mas ainda assim pediu que eu ligasse caso sentisse alguma coisa ou se a minha febre subisse muito, também deixou os remédios e o termômetro no meu quarto.

 

Sozinho novamente, jogado na cama com o Thor como companhia. Meu corpo dói tanto que não consegui sequer me focar nos livros, então desisti de tentar estudar e me concentrei apenas no tédio.

 

Acordei com o barulho irritante da campainha. Desde quando eu tenho o sono tão leve? Enfim, eu caí no sono e nem sei por quanto tempo dormi. Olhei a hora no celular após colocar os óculos, já são 14:50, até que dormi bastante.

 

A campainha tocou novamente e eu não tive outra escolha, precisei levantar para atender. Seja lá quem for, está muito desesperado.

 

Assim que cheguei lá fora e abri o portão pequeno, levei um susto enorme.

 

- Sakura? - Oi? O que a rosada faz aqui em casa?

 

- Oi, Sasuke. - Ela falou sorridente, olhou para baixo, viu o pequeno felino atrás de mim e fez uma careta para ele. Em seguida olhou novamente para mim e sorriu - Posso entrar?

 

- Pode sim. - Dei passagem para a Haruno entrar e logo tranquei novamente o portão.

 

Juro que a minha língua coçou para eu perguntar o motivo que a levou até a minha casa, mas não quero parecer uma pessoa indelicada.

 

- Você não foi pra aula hoje, então fiquei preocupada. - Sakura comentou enquanto caminhávamos juntos para dentro de casa. É impressão minha ou o Thor ainda tem ciumes dela?

 

- Não me senti bem hoje de manhã. - Entramos na sala e eu me joguei de barriga pra cima no sofá, logo o bichano ciumento pulou em cima de mim.

 

- Nossa, Sasuke. - Sakura uniu as sobrancelhas e me encarou com uma expressão de preocupação - Cheguei a imaginar isso mesmo.

 

Sakura se aproximou de mim e tocou na minha testa, mas teve a mão tirada pela patinha fofinha do meu gato que, obviamente, não queria que a rosada tocasse em mim. Sério, não contive a risada, principalmente por causa da forma que Sakura olhou para o Thor.

 

- Sabe, eu acho que ele não gosta de você. - Falei rindo.

 

- Ele é mais ciumento que o meu cachorro. - Revirou os olhos e se sentou no outro sofá - Enfim, Sasuke, você tá um pouco quente.

 

- Droga. - Toquei no meu pescoço com as costas da mão - Acho que tá subindo de novo.

 

- Aonde tem remédio?

 

- No meu quarto.

 

Ela saiu correndo escada à cima, me deixando sozinho na sala com a criaturinha peluda e ciumenta. Putz, Sakura vai ver minha cama bagunçada mais uma vez... É, realmente acho que ela vai começar a pensar que eu sou um rapaz desleixado.

 

Thor continuava me encarando, esse bicho só falta falar.

 

- Você é muito chato! - Falei pra ele - Sakura é minha colega, seja mais educado, por favor.

 

A rosada voltou para a sala e eu finalizei minha conversa com o bichano, ele que não ouse inventar de querer arranhar a Sakura ou coisa do tipo.

 

- Trouxe o termômetro também. - Ela falou enquanto ajustava o objeto. Pra que diabos a minha mãe comprou um termômetro rosa pink mesmo? - Posso colocar em você?

 

- Aham. - Assenti, morrendo de vergonha, mas assenti.

 

A Haruno colocou a mão por dentro da minha camisa cinza e pôs o termômetro em baixo do meu braço.

 

Ela deu um sorrisinho meigo quando viu meu rosto levemente corado. Ficamos naquele silêncio constrangedor enquanto esperávamos o barulho do termômetro. Foi pouco tempo, mas pouco tempo parece uma eternidade quando você está sem jeito perto de uma pessoa.

 

Sim, eu poderia muito bem ter dito "Deixa que eu coloco o termômetro em mim mesmo", mas ela se ofereceu com tanta boa vontade que eu fiquei completamente sem jeito de recusar. Não é todo dia que uma menina bonita vem na sua casa quando você tá doente e se preocupa de verdade com você.

 

Finalmente ouvimos o barulho do termômetro, Sakura o retirou antes que eu o fizesse e checou minha temperatura.

 

- Tá febril mesmo. - Desligou o termômetro e o colocou perto do remédio - É melhor você tomar o remédio antes que suba mais. Tem quanto tempo desde que você tomou pela última vez?

 

- Hum... - Minha cabeça parece estar funcionando mais devagar do que a do Naruto - Na verdade, não tem muito tempo... Tomei logo depois do almoço.

 

- Putz. - Ela suspirou derrotada - Então não é legal você tomar outro agora...

 

- Eu tô bem, não se preocupe. - Sentei-me e coloquei os pés em cima do sofá antes de ajeitar os óculos que quase caíram - Se você quiser ir embora, não tem problema.

 

- Tá me expulsando, Sasuke? - Indagou num tom de voz divertido, fingindo irritação, e eu corei até o último fio de cabelo.

 

- Não é isso! - Fiquei nervoso pra caramba e tentei não gaguejar a todo custo. Cara, eu só faço besteira mesmo! - Por favor, não me entenda mal, n-não foi isso que eu quis dizer. É que você pode estar ocupada... Tipo, vai que você queira ir embora e eu estou aqui te atrapalhando e...

 

- Sasuke!  - A rosada caiu na risada - Você fica tão fofo quando tá nervoso desse jeito. - É claro que eu virei um tomate após tal comentário e Sakura se divertiu com isso - Não seja bobo, vai. Eu vou ficar aqui e fazer companhia pra você.

 

- T-tudo b-em... - Cara, não consegui nem olhar pra ela - E eu não sou fofo... - Murmurei e ela riu mais ainda.

 

- É sim! - A criatura já estava gargalhando da minha falta de jeito. Acho que a Sakura sente prazer em me ver sem graça - Tudo bem... - Ela respirou fundo, parando de rir - Vamos nos concentrar na sua febre. - Sakura se sentou ao meu lado, o que fez com que o Thor se arrepiasse todinho e mostrasse os dentes para ela - Sasuke, esse bicho tá possuído.

 

- Logo ele se acostuma com você. - Assim espero - Relaxa, ele não vai te atacar. - Fiz carinho no bichano para ele se acalmar.

 

- Bicho horroroso... - Murmurou. Como alguém pode dizer isso de uma criaturinha tão fofa? Sakura não tem coração... - Enfim, Sasuke... - Ela tocou novamente na minha testa - Sua febre tá subindo, acho que vou fazer uma compressa.

 

- Tudo bem. - Concordei mesmo não gostando da idéia, afinal, compressa com água gelada em quem está com o corpo quente é tortura, mas eu sei que isso vai me fazer melhorar.

 

- Pega três toalhas de rosto limpas, por favor  - Ela pediu antes de se levantar e eu assenti.

 

A rosada foi para a cozinha e eu fui para o banheiro pegar três toalhas de rosto limpas como Sakura me pediu.

 

Voltei para a sala e Sakura ainda não estava lá. Me joguei novamente no sofá, deitei a cabeça numa almofada e logo o Thor pulou na minha barriga. Fiquei segurando as toalhas até Sakura aparecer, trazendo uma vasilha de vidro com um pouco de água e gelo.

 

- Tudo bem? - Perguntou docemente e eu assenti.

 

Ela se sentou pertinho de mim, colocou a vasilha no chão e pegou as toalhas que eu segurava. Percebi que o Thor não gostou nadinha de tanta aproximação; na verdade, nem eu me sinto confortável com isso, mas Sakura é tão boa comigo que eu não quero ser indelicado com ela.

 

Umedeceu uma toalha na água gelada, passou a mão na minha testa para tirar os fios de cabelo que estavam sobre ela, e colocou a bendita toalha, enquanto que a outra estava dentro da vasilha e a outra sobre a mesinha de centro.

 

Não, a sensação não foi boa. A água tá muito gelada.

 

- Ai... Eu não gosto disso. - Resmunguei.

 

- Eu sei, ninguém gosta. - Ela riu - Sasuke, tira a camisa.

 

- O-o-oq-ue? - Minha voz quase não saiu. Ok, tô começando a ficar com medo da Haruno, é impressão minha ou tem uma tarada dentro da minha casa?

 

- Tira a camisa. - A rosada repetiu e eu fiquei tão roxo quanto a blusa que ela está usando.

 

- Não vou fazer isso. - Respondi convicto e morto de vergonha, o que fez a Sakura rir de mim pela milésima vez hoje.

 

- Deixa de ser bobo, Sasuke. - A criatura segurou na barra da minha camisa e já foi puxando-a para cima, na intenção de tirá-la - Eu não vou abusar de você, se é o que está pensando.

 

- Claro que não estou pensando isso, mas... - A camisa já está um pouco à cima do meu umbigo e eu ainda não concordei em retirá-la.

 

- Então deixa de ser chato. - Bufou - Já te vi sem camisa uma vez, pra que essa vergonha toda?

 

- Mas o quarto estava escuro. - Tentei argumentar, mas ela me encarou com a face séria e uma sobrancelha arqueada - Tudo bem, você venceu. - Falei derrotado.

 

Extremamente envergonhado, tirei minha camisa antes que Sakura me torturasse para conseguir fazer isso e a coloquei sobre a mesinha de centro ao lado da única toalha que estava seca.

 

Não sei por que, mas não estou com um bom pressentimento disso...

 

Sakura umedeceu novamente a toalha que estava sobre a minha testa e a colocou lá de novo. Depois pegou a outra toalha úmida e começou a passar pelo meu pescoço, braços e peito. Claro que eu fiquei resmungando e fazendo caretas o tempo todo.

 

- Relaxa, Sasuke. - Disse a Haruno, isso porque não é ela quem está sendo torturada com água gelada.

 

- Isso é ruim...

 

- Você tá parecendo criança. - Tô mesmo - Vai melhorar, acredite.

 

- Não sei o que é pior, tomar banho com água gelada ou isso...

 

- Faz o mesmo efeito. - Sakura deu de ombros - Eu só queria que você parasse de resmungar e de se mexer tanto, a toalha que tá na sua testa fica caindo toda hora!

 

- Mas a água tá gelada.

 

- É porque eu coloquei gelo na água. - Falou como se fosse óbvio. Realmente é óbvio - Relaxa...

 

Ela só me mandava relaxar, mas é difícil para quem se encontra na situação que eu estou agora. Meu corpo está dolorido, tenho uma sensação horrível quando a rosada toca em mim com aquela toalha molhada e, pra piorar, estou com vergonha. Tem como relaxar? Não, não tem.

 

Quando a sessão de tortura finalmente acabou, Sakura pegou a toalha seca e passou onde estava molhado, ou seja, no meu pescoço, braços, peito e na minha testa.

 

- Pronto, está seco, já pode se vestir. - A Haruno falou assim que terminou de me enxugar - Eu vou levar a vasilha para a cozinha e você devolve as toalhas para o banheiro.

 

- Beleza. - Concordei enquanto me vestia.

 

Fiz o que ela pediu, levei as três toalhas para o banheiro e as joguei dentro do cesto de roupa suja. Quando voltei para a sala, Sakura ainda não estava lá.

 

Me deitei de bruços no sofá e fiquei esperando por ela. Meu corpo está mole, me sinto um pouco melhor após a compressa com água fria, mas minha cabeça ainda dói um pouquinho.

 

Alguns minutos se passaram e Sakura apareceu segurando a minha xícara na mão.

 

- Deduzi que a xícara do Capitão América é sua. - Ela riu e se sentou ao meu lado após eu ter me sentado também - Vi uns pacotinhos de chá em cima do armário e tomei a liberdade de fazer pra você.

 

- Obrigado. - Agradeci e peguei a xícara - Ah, e você deduziu corretamente.

 

Ela fez chá de cidreira - também conhecido como capim santo -, o mesmo que a minha mãe fez mais cedo. Com certeza ela se esqueceu de guardar no lugar e deixou em cima do armário, daí a rosada viu.

 

- Não é muito difícil de perceber que você gosta de super heróis, Sasuke. - É, pelo nome do meu gato já dá de perceber isso... Espera, cadê ele? Ah, tá dormindo no outro sofá. Acho que cansou de implicar com a Sakura.

 

- É, eu gosto mesmo. - Tomei um gole do chá, tá quente pra caramba - Você gosta?

 

- Sasuke... - Ela começou a rir - Sou mulher, o que você acha?

 

- Ora essa, a minha mãe conhece tudo quanto é super herói.

 

- No mínimo é por sua causa.

 

Sim, isso é uma verdade. Se bem que toda mãe de menino deve conhecer todos os tipos de super heróis e também os vilões, assim como toda mãe de menina deve conhecer as princesas da Disney e tudo quanto é tipo de Barbie.

 

- Não importa, ela conhece. - Comecei a rir, lembrando da minha infância, quando eu viciava num filme e assistia o mesmo todos os dias durante mais ou menos um mês. Acho que foi assim que a mamãe aprendeu os nomes dos meus heróis favoritos.

 

- Você parece melhor. - Sakura tirou os fios de cabelo que caíam sobre a minha testa para colocar a mão sobre ela e checar minha temperatura - Sua febre abaixou um pouco. Engraçado, agora foi que percebi que você tem uma cicatriz na testa.

 

- Ah, é, eu tenho... Às vezes até eu me esqueço dela, já que é quase imperceptível e o cabelo esconde.

 

- É, só que... - Ela parecia analisar a cicatriz que fica um pouco à cima da minha sobrancelha esquerda - realmente é quase imperceptível, mas, olhando de perto, dá pra ver que é uma cicatriz bem grande.

 

- Eu me lembro que comecei a chorar quando tirei os pontos, achando que a cicatriz fosse ficar feia daquele jeito e que todos fossem ver. Mas ela foi sumindo com o tempo e hoje quase não dá pra notar.

 

- Verdade. - Ela concordou - Até mesmo algumas cicatrizes cirúrgicas somem. Mas, como foi que você conseguiu se cortar desse jeito? - Criatura curiosa.

 

- Eu devia ter uns seis anos na época, estava correndo dentro de casa, brincando com o meu irmão, e bati a testa na mesa de vidro da sala de jantar. - Sakura fez uma expressão de dor quando ouviu isso - Daí cortou, começou a sangrar muito e eu acabei tendo que levar alguns pontos.

 

- Imagino o quanto deve ter doído.

 

- Nem me fala... - Me lembrei perfeitamente daquele dia, pensei que minha testa não fosse mais parar de sangrar - Meus pais quase ficaram loucos e meu irmão começou a chorar também.

 

- Por falar nisso, mudando de assunto, seus pais não ficam com você durante a tarde? Você comentou que tem um irmão, ele também não fica aqui? Você realmente passa o tempo todo sozinho?

 

- Minha mãe ficou comigo de manhã, mas voltou para o trabalho após o almoço, quando viu que eu tinha melhorado. - Respondi - Meu pai é dono de uma empresa, consequentemente vive ocupado e também viaja pra caramba. Minha mãe trabalha com ele e meu irmão faz faculdade em tempo integral, ele só não tem aula à tarde na sexta feira.

 

- E você se acostumou com isso, não é?!

 

- É. - Suspirei pesadamente, fitando a xícara de chá nas minhas mãos - Acabei me acostumando mesmo. - Dei de ombros - Eu sinto falta deles, mas não posso fazer nada.

 

- Te entendo perfeitamente, Sasuke. - Ela esboçou um sorriso triste - Minha mãe é médica, trabalha muito e fica pouco tempo em casa... E eu nem tenho mais o meu pai.

 

- Eu sinto muito.

 

- Não sinta. Sabe, eu acredito que as coisas não acontecem à toa e, se o meu pai morreu, é porque já era a hora dele.

 

Novamente o silêncio medonho e constrangedor se fez presente. Eu sinceramente não sabia o que dizer, afinal, não a havia o que ser dito. Sei lá, não gosto desses assuntos tristes.

 

Foi quando eu escutei o portão grande ser aberto, logo em seguida um carro entrou na garagem e, pelo barulho, é o da mamãe. O que ela faz em casa tão cedo?

 

Ela entrou na sala e ficou surpresa ao ver Sakura e eu sentados um ao lado do outro no sofá. Pensou besteira, no mínimo.

 

- Olá. - Toda sorridente, minha mãe cumprimentou a rosada e eu rezava mentalmente para que ela não começasse com aquele negócio de namoradinha - Você é amiga do Sasuke?

 

- Aham. - "Amiga" é uma palavra muito forte, prefiro "Colega" - Estudamos juntos. - Sakura se levantou para cumprimentar a minha mãe.

 

- Muito prazer. - É, as duas se deram bem... - Sasuke... - Minha mãe se virou para mim - Fiquei preocupada e voltei mais cedo do trabalho, tá tudo bem?

 

- Tá sim, eu melhorei graças à Sakura. - Sorri timidamente - Ela me fez companhia e cuidou bem de mim.

 

- Nossa, obrigada. - Minha mãe agradeceu toda sorridente. Não há dúvidas de que gostou da coisa rosa.

 

- Foi um prazer. - Respondeu a rosada.

 

- Bem, vou trocar de roupa, já eu volto pra cá com vocês. - Minha mãe subiu para o quarto dela, com aqueles saltos que fazem aquele "toc toc" irritante quando ela anda.

 

- Sasuke, a sua mãe é muito nova! - A rosada se sentou novamente ao meu lado - Parece até sua irmã.

 

Se eu contar que minha mãe faz aquela parada que aplica uns negócios no rosto - dane-se, não sou obrigado a saber o nome desses tratamentos estéticos - ela vai me bater.

 

- Fala isso perto da minha mãe que ela vai te amar pelo resto da vida.

 

- Bobo. - Sakura revirou os olhos - Ela é um amor.

 

- Só quando não tá brava.

 

Logo minha mãe voltou para a sala, usando um short jeans curto e uma blusa rosa de alcinha. Mas ela nem teve tempo pra conversar com a Haruno - Deus é pai -, pois um carro buzinou do lado de fora e a rosada praticamente pulou do sofá.

 

- Minha mãe! - Exclamou - Tenho que ir.

 

- Ah, não vai agora não. - Dona Mikoto insistiu - fica mais um pouquinho, Sakura.

 

- Não posso, tia. - "Tia"?! Olha a intimidade... - Prazer em conhecê-la.

 

- O prazer foi todo meu, querida. Volte sempre que quiser. - Minha mãe falou e as duas se despediram.

 

- Tchau Sasuke, espero que melhore e volte para a escola logo.

 

- Obrigado. - Coloquei a xícara sobre a mesinha de centro e me levantei do sofá - Eu te levo até o portão.

 

Então, acompanhei a Haruno até o portão, já me preparando psicologicamente para as possíveis piadinhas da minha mãe. Ainda bem que não foi o Itachi quem chegou, caso contrário ele iria pensar besteira ao quadrado.

 

Quando a rosada foi embora com sua mãe e eu voltei para dentro de casa, me deparei com a dona Mikoto de pé no meio da sala, de braços cruzados, me encarando com uma sobrancelha erguida e um sorriso pra lá de malicioso nos lábios. Pois é, essa é minha mãe.

 

- Não é nada disso que a senhora está pensando. - Tratei de me defender antes que ela dissesse algo, afinal, sou inocente de todas as acusações.

 

- Sua namoradinha? - Tá vendo, eu sabia que viria algo assim.

 

- Mãe! - Corei até a alma e me sentei novamente no sofá - Ela estuda na minha sala, só isso.

 

- Aham... - A desconfiança era quase palpável em seu tom de voz - Então o que ela veio fazer aqui?

 

- Ora essa... - Peguei a xícara sobre a mesinha de centro, o chá já não está mais tão quente e dá pra tomar de boa - Ela ficou preocupada porque eu não fui pra aula hoje, daí veio aqui saber o motivo. Só isso. Daí eu disse que não fui porque não me sentia bem e ela quis ficar aqui pra não me deixar sozinho.

 

- Essa é a mesma garota que você disse que viria te ajudar a estudar? - Minha mãe questionou enquanto sentava-se ao meu lado no sofá.

 

- Sim, é ela.

 

- Ela é um amor, sem falar que é linda demais... A nora dos meus sonhos.

 

- Mãe! - Minha mãe é outra que ama me ver sem graça - Ora, não diga bobagens.

 

- Sasuke, você fica encabulado com tudo - Ela riu de mim. Ora essa, é constrangedor ouvir isso da própria mãe! - Você parece melhor. - Colocou a mão sobre a minha testa - Está sem febre... Parece que a visita da sua amiga te fez muito bem, Sasuke.

 

- Colega. - Corrigi após tomar outro gole de chá.

 

- Que seja. - Minha mãe revirou os olhos - Enfim, ela pareceu se preocupar com você.

 

- É, a Sakura é legal... No início eu não gostava muito dela, mas acabei descobrindo que ela é super gente boa. Irritante às vezes, mas gente boa.

 

- Fico feliz que você esteja se enturmando e se dando bem com as pessoas. Você não sabe o quanto eu desejava isso.

 

Sorri após tal comentário. Confesso que, mesmo tendo tentado evitar uma aproximação com Naruto e Sakura, hoje me sentiria incompleto sem eles. Principalmente sem a rosada.

 

 

 

 

  



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