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História Os opostos se atraem - Capítulo 10


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Notas do Autor


Continuação. Mudei o título do cap, pq já tava cansada de botar Reality Show kkkk

Capítulo 10 - Chuva e revelação


Fanfic / Fanfiction Os opostos se atraem - Capítulo 10 - Chuva e revelação

(Jean)

Acordo no meio da madrugada, escutando barulho de chuva e de alguém chorando. (Devo tá imaginando coisa.) me viro de lado, pra tentar voltar a dormir. ("Tenho medo de chuva!" "É, chuva." "Entro em pânico, começo a chorar...") Essas falas da Micaela vêm à minha cabeça (Não, Jean. Não é hora de se importar com ela. São uma e pouco da manhã, jajá ela dorme, volte a dormir também.). Escuto novamente alguém chorando baixinho. Me preocupo. (Por que Jean? Isso não tem nada a ver com você! Volte a dormir!) Escuto soluços e mais choros.

-Aaahhh que merda! -Empurro o lenço bravo. 

Abro a barraca, percebo que tá um baita de um temporal. (Ela deve tá sofrendo...). Calço a chinela, ligo a lanterna do celular, me cubro com o lençol e corro até a barraca dela.


(Micaela)

Estou me tremendo inteira, o choro só dificulta mais minha respiração. Vejo uma luz e uma sombra de pernas paradas na frente da minha barraca.

-Abre logo essa merda. Tá frio pra cacete aqui fora! -Escuto a voz de Jean. Sorrio comigo mesma. (Ele veio... Cuidar de mim?). Abro. Ele entra, todo molhado. -Por que você demorou pra abrir? -Ele pergunta bravo. Só fico quieta. Ele se deita. E me puxa, me abraçando e me fazendo me agarrar nele. Meu coração bobo dispara.

-O... O... O que cê tá fazendo? -Pergunto nervosa.

-Alguém me ensinou que é assim que se acalma uma pessoa que está com medo. -Ele fala me abraçando mais ainda. Eu rio. Levanto um pouco e olho pra ele. Ele também tá sorrindo.

-Então... Você veio pra cá porque tava preocupado comigo? -Pergunto me apoiando no meu cotovelo para olhá-lo.

-Não... Eu vim porque estava com frio e sua barraca é mais quentinha. -Ele fala, disfarçando.

-Nossas barracas são literalmente iguais, Jean. -Falo o provocando.

-Ah, são? Vou voltar pra minha então. -Ele responde e vai se levantando pra sair da barraca.

Seguro seu braço.

-Não, fica. -Ele se senta e me olha. Passa a mão no meu rosto limpando meu suor. Nem percebi que estava suando.

-Beba água, senão você vai desidratar. -Ele me entrega uma garrafinha de água. Também me sento e bebo a água. -Você tem certeza que esse seu medo não tem explicação? -Ele me pergunta, curioso.

-Sim. Sempre tive medo disso, mas nunca soube o porquê.

-Estranho...

-Mas e você... Quando vai me contar, por quê tem medo de altura?

-Ah isso. Bom... Quando eu tinha uns doze anos, anos decidiram fazer uma festa lá na escola, que a gente podia levar nossos bichinhos de estimação. Eu levei meu cachorro. Eu sempre fui o nerd que sofria bullying, então nesse dia, os meninos da minha sala decidiram brincar de verdade ou desafio no segundo andar da escola, eu idiota, fui. No meio da brincadeira, perguntaram se eu gostava de uma menina da minha sala, eu cansado de esconder meu sentimentos, respondi que sim, ela ficou muito brava e pegou meu cachorro. Ela começou a ameaçar jogar meu cachorro pela janela, se eu continuasse dizendo que gostava dela. Eu não neguei, continuei dizendo que gostava dela, era a primeira vez que eu falava aquilo, porque eu duvidava que ela fosse jogar ele. Mas ela o jogou. 

-Não acredito! -Falo impressionada. -Mas o cachorrinho ficou bem?

-Por sorte ele era grande, era do meu tamanho na época. Corri e liguei pra ambulância. -Ele rir nessa parte. -Eu era louco. Melhor foi que os paramédicos chegaram e realmente levaram meu cachorro pro veterinário. -Ele e ru rimos. Então ele volta a ficar sério. -Eu chorei muito naquele dia. Meu cachorro quebrou as quatro patas e ficou tetrapilégico durante uns seis meses.

-Por isso a tatuagem...

-Sim...

-E depois?

-Depois ele conseguiu andar novamente. Mas não como era antes e morreu a uns 7 anos atrás de velhice. Foi quando fiz essa tatuagem. Nem ele, nem eu, voltamos a ser os mesmos. Desde aquele dia, não gosto nem um pouco de lugares altos. E me fechei para relacionamentos, pois foi a menina que eu gostava que causou tudo isso. Aprendi que sentimentos românticos, são imaginação. -Essa parte final me toca.

-Você nunca se apaixonou depois disso?

-Não. Nunca quis. Eu acho que eu nem era apaixonado por ela de verdade. Mas vamos mudar de assunto né. -Então eu percebo que ele falou "menina" e "ela".

-Pera... Você não é gay?! -Pergunto assustada.

-Não. -Ele responde.

-NÃO?! -Pego o lençol e cubro meus seios (estou sem sutiã, então eles estão bem marcados na blusa). (Então era por isso aquele olhar mais cedo... Aquele comportamento esquisito no banheiro. Será que ele tava... AI MEU DEUS!)


(Jean)

-Você achava que eu era gay? -Pergunto confuso.

-Sim, eu te via como uma amiga... 

-Por causa daqueles boatos? 

-Você nunca negou eles.

-Mas também nunca confirmei.

Então, esse tempo todo ela achava que eu era gay, por isso me dava total liberdade. Caio na risada. Olho pra ela, está toda vermelha, se escondendo atrás do travesseiro. Rio mais ainda.

-Para! -Ela diz brava.

-Desculpa... Eu não consegui segurar! -Falo entre risadas.

-Sai daqui, Jean. SAI! -Ela fala brava e eu continuo rindo. Escutamos um trovão bem alto. Então ela vem mais pra perto de mim.

-Você ainda quer que eu saia? -Pergunto. Ela vira o rosto e estamos bem próximos. Tanto que consigo sentir sua respiração. Essa proximidade, me deixa nervoso. Principalmente agora, que ela me ver como homem. Me deito e faço sinal pra ela se deitar ao meu lado. Ela recua. -Que foi? Agora vai ter medo de mim?

-Agora eu tenho motivo pra ter medo, né? -Ela fala brava.

-Não, muito pelo contrário. Agora você sabe que eu não vou fazer nada que você não queira. Já que você, me beijou, sentou no meu colo, tomou banho comigo, se abaixou na minhfrente pra pegar o sabonete... E eu não fiz nada. -A provoca, ela tapa o rosto com vergonha.

-Não acredito que eu fiz isso! -Eu rio da situação.

-Vem, deita logo aqui. Vamos dormir, antes que a gente fique parecendo um zumbi amanhã.

Ela se deita. Eu a abraço, não porque eu quero, mas sim, porque estou com frio. Ela, ainda com receio, retribue meu abraço, passando uma perna por cima de mim. Uma sensação de felicidade, toma conta do meu corpo.



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